31 julho, 2011

Para ouvir ao pôr-do-sol

Dão-se alvíssaras a quem o encontrar

Citações (XLVIII)

As palavras da verdade são simples.

Eurípedes

Explicações precisam-se!

No site do governo pode ler-se isto:
2011-07-29
I. O XIX Governo Constitucional iniciou hoje, 39 dias após a tomada de posse, a publicitação no seu site oficial de todas as nomeações para os gabinetes governamentais, divulgando os nomes dos nomeados, funções, vencimentos brutos e respectivo contacto electrónico.
II. Este exercício inédito de transparência na vida democrática portuguesa resulta dos compromissos eleitorais assumidos pelo Primeiro-Ministro e reflecte uma clara atitude de mudança.
III. Recorde-se que o Conselho de Ministros tomou a iniciativa de aprovar, no dia 5 de Julho, a definição de limites legais para os vencimentos dos membros dos gabinetes. As remunerações não podem ser superiores a 50% da remuneração de origem.*
IV. Estas novas regras, igualmente de carácter inédito na vida política portuguesa, definem ainda limites claros à utilização de viaturas oficiais e de cartões de crédito para despesas da representação.
V. O XIX Governo Constitucional reafirma que continuará a pautar o seu comportamento pelas boas práticas democráticas, mantendo este site permanentemente actualizado.
* Sublinhado meu
Sabendo que aqui se diz expressamente isto (segundo as novas regras um requisitado que opte por manter o salário de origem só poderá fazê lo se este não ultrapassar em mais de 50 o vencimento correspondente ao cargo que vai ocupar ou seja um requisitado que receba 3 000 euros no lugar de origem só poderá continuar a receber essa quantia caso o vencimento correspondente ao lugar para o qual foi convidado não seja inferior a 2 000 euros), o que até é lógico, fica-se na dúvido sobre quem falará verdade, mas creio que o jornal não estará a mentir, pois do enunciado anterior derivava que quem fosse requisitado apenas perceberia 50 % do que anteriormente ganhava o que era um disparate.
Será que é o governo que não sabe escrever ou apenas tenta desesperadamente meter as mãos pelos nossos olhos dentro?

30 julho, 2011

Se queremos ser sérios

Se Pedro Passos Coelho quer ser sério, tem que o ser e não apenas parecer.
O novo site das nomeações, para além de ser uma chachada, não presta informação séria.
A variedade de funções e nomes não é clarificadora. Quais as diferenças entre colaborador, assistente, assessor, técnico especialista, adjunto, assessor/especialista ou apoio técnico?
Onde estão os curricula dessa gente, que funções exercem e em que área de especialização?
Os vencimentos indicados são os líquidos recebidos, os brutos-base antes de impostos, os brutos totais incluindo despesas de representação, subsídios diversos, telefone, carro, ou serão uma habilidosa mistura de tudo isto?
E são apenas estas pessoas agora nomeadas que fazem parte do aparelho ministerial, ou faltam lá todos aqueles que ficaram?
Seria bom que tivéssemos um mapa de antes e depois, quer com número de pessoas e custos totais, em vez de arremedos de nomes do tipo José Bácoro ou Margarida Semprempé, com uma data junta e um endereço eletrónico que é o do serviço e um vencimento que não se sabe o que contém.
Vamos lá, um esforçozinho na transparência, porque esta é para inglês ver.

Transparência

No site das nomeações no Gabinete do Ministro da Solidariedade Social

Assessoria Técnica - Rogério Pires

2011-07-11
Cargo: Assessoria técnica
Nome: Rogério Manuel Borges Pires
Idade: 36
Vencimento mensal bruto: Vencimento de origem + 189,65€
Contacto: gabinete.msss@msss.gov.pt

Já começaram os despedimentos?

No site a que acedi ontem o primeiro-ministro tinha 14 motoristas, mas como afirmou de manhã que tinha despedido mais de dez e o anterior tinha 24 as contas não batiam certo.
Vai daí que hoje, já só andam por lá 11!
Como o Primeiro-Ministro não podia mentir fizeram-se desaparecer três motoristas!
A Justiça, como é muito lenta, ainda não fez nomeações ou então não chegaram ainda.

Afinal há também hospitais que dão lucro!

Nesta notícia do JN, afirma-se que o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa dá um lucro de cerca de dois milhões de Euros!
A ser verdade, esse lucro deveria reverter para mais investimento ou ser poupado para vir a ser utilizado quando necessário, em vez de desaparecer na voragem habitual dos que não gerem, não sabem poupar ou que apenas querem tachos.
Talvez possam ainda aumentar o seu lucro, se fizerem ali uma boa escola de gestão hospitalar em vez de andarem a procurar lucros nos aumentos de preços dos serviços e/ou nos medicamentos.
O ministro que vá lá aprender como é que se faz, para depois exigir o mesmo a outros.

O massacre de Oslo

Começando a olhar à distância possível o massacre ocorrido na Noruega, dificilmente se compreende a atuação dos serviços policiais noruegueses.
1 - Utoya é uma ilha que fica a 38 Km da capital do País, o que a uma velocidade de emergência, por estrada será atingida em 20 minutos;
2 - Se fossem utilizados meios aéreos, esse tempo seria drásticamente reduzido para 7/8 minutos;
3 - Atendendo que os meios policiais mais próximos de Utoya ficam em Sundvollen, a uns míseros 3/5 Km, numa mistura de carro + barco dificilmente se excederiam os 15 minutos.
Como entender então que uma equipa especial da polícia de intervenção tenha levado mais de uma hora para chegar ao local onde o atirador durante 90 minutos chacinou/feriu quem se lhe apresentou na mira?
Que dizer do helicóptero que não voava porque a tripulação estava de férias, ou do barco policial que não navegava porque não tinha tido manutenção?
Este aviso fica para aqueles que pensam que os cortes nas despesas devem ser feitos a esmo e que nos pratos da balança o valor das coisas é igual sejam elas quais forem.
A Noruega pode ter sido um exemplo para alguns, para os do costume não passará duma notícia interessante enquanto gerar audiências, para outros é apenas uma face da moeda da intolerância, espero que para muitos de nós, nomeadamente para os que estão no poder seja um forte aviso, pois pode acontecer em qualquer lado sem pré-aviso, e depois não vale a pena choirar sobre o leite derramado que neste caso, infelizmente, foi sangue.

Disfarces

Não sei se será verdade, mas há quem diga que, quando em serviço, o ex-diretor do SIED se apresentava assim ao serviço.

29 julho, 2011

Malas

Antigamente, era assim que se viajava com estilo.

Os cortes do governo

O governo que anunciava aos quatro ventos o corte nas despesas aí está com o brilho do seu anúncio.
Corta nas despesas dos cidadãos abifando-se a metade do 13º mês daqueles que ganham/auferem mais do que o SMN.
Corta nas despesas dos patrões passando as indemnizações por despedimento a serem - para já - pagas por valores mais baixos em função da relação dias de compensação/anos de trabalho e criando um teto indemnizatório igual apenas a 12 anos de trabalho.
Corta nas despesas da Carris, CP, STCP e Metros de Lisboa e Porto aumentando o preço dos bilhetes, penalizando novamente os que já penalizou antes.
Corta nos organismos públicos, fundindo-os, trazendo assim mais ineficiência uma vez que não despede ninguém.
Corta nos institutos, fundações, empresas municipais e quejandos mandando para a rua trabalhadores que rapidamente ficarão a engrossar o batalhão de desempregados.
Oferece gratuitamente as 'golden share's' a quem já muito tem evitando que estes contribuam para a diminuição da divída soberana, pois coitados mesmo com a crise sabe-se que os mais ricos continuam a engordar.
Irá cortar nos gastos com a saúde obrigando os doentes a pagar mais, quer pelos medicamentos, quer pelos atos médicos, quer pelas taxas moderadoras esmagando mais uma vez quem ainda tinha alguma capacidade para flutuar.
Garantem que, para o ano, vão começar a cortar a sério, pois para já, pelos vistos, isto tem sido apenas uma agradável brincadeira.

Já lá fui

Ao site das nomeações no portal do governo.
Há de tudo um pouco. ele são secretárias pessoais (a 1.882,76 €), normais ao mesmo preço, chefes de gabinete desde 4.791,00 € a 3.192,60 €, assessores desde 3.653,81 € a 521,00 €, assessores de imprensa a 2.979,33 €, especialistas(de quê?) a 3.069,33 €, adjuntos de 3.186,63 € a 2.540,27 € (para quê?) e que podem até ganhar só 3.012,33 €, adjuntos diplomáticos a 3.186,63 €, colaboradores com contrato de cedência com vencimento desconhecido e outros que vão desde 3.069,37 € a 2.786,69 €, motoristas desde 1.213,80 € a 583,58 €, apoios técnicos e administrativos desde 1.930,00 € a 683,13 €.
Nada se sabe quanto aos seus curricula, funções a que se destinam nem tampouco o horário de trabalho. 35/h semanais, uma ou várias horas dia/semana/mês...
Não os contei, mas são muitos mais do que esperava depois das promessas do querido líder.
Como transparência está ainda muito opaco, embora possa vir a ser um passo no bom, sentido.
Para já, sabe-se que afinal o PM não tem apenas os onze motoristas que declarou ter hoje na AR, são pelo menos quatorze o que é apenas mais uma mentirita sem significado... talvez.

28 julho, 2011

Com esta concordo

António José Seguro pediu ao grupo parlamentar que não avançasse com propostas que não avançaria se estivesse no governo.
Se a atitude for respeitada, a luva branca foi atirada para a arena, vamos a ver como se comportam os adversários.

Coices d' O Jumento

 E não querem também o rabinho lavado com água de malvas?

Despesa primária deverá baixar 10%

Tenham calma, que os cortes são só para o ano!
Afinal o estado já começou a pensar em que é que cortaria nas gorduras do estado e... pasme-se - 10% na despesa primária e ligeiramente acima dos 5% na despesa total.
Mas 10% e 5% sobre quê e em relação a quê?
Sobre o OGE de 2011!
E porque não sobre os custos reais totais?
E onde serão feitos?
Nos salários, na publicidade, nas despesas supérfluas, na redução dos organismos oficiais?
Letra vejo eu muita, ações é que não.
Fica o número a despesa primária em 2012 será de 36.230 milhões de euros.

Afinal

O antigo diretor do SIED, andou a trocar e-mails com a empresa que depois o contratou (Ongoing), mas garante que não violou o dever de sigilo ou o segredo de Estado.
Até os mais miúdos sabem que as secretas, por serem secretas, não divulgam o que andam ou andaram a fazer. Assim sendo, o que levará este senhor a acreditar que os portugueses são tão crentes que acreditem na sua palavra?
Outra curiosidade curiosa, é que os e-mails foram afinal sobre os assuntos que toda a gente fala - leia-se "caso Bairrão" - mas que ele, desmemoriado oportunamente não sabe situar!
Terá deitado os e-mails fora?!
Como cereja em cima do bolo, diz que tudo foi feito com conhecimento superior e está devidamente registado e documentado!Se assim é, fácil será provar o erro do Expresso, ou estarei a ver mal o problema?

27 julho, 2011

Médias

O aumento médio dos transportes de 15 %, como se pode ver no quadro acima, de médio não tem nada ou seja, mais uma aldrabice para português engolir.
Inferiores a 15 % ficam os bilhetes nos STCP simples de 1 zona no Porto (8,3%), o título de viagem Z2 no Metro do Porto (10 %), e os passes combinados Carris/Metro, quer no Metro de Lisboa, quer na Carris (14,9 %).
O recorde fica nas mãos da CP no passe individual de uma zona em Lisboa que atinge o módico aumento de 25,5%.
Olhando para isto, conclui-se que quem sai mais penalizado são os utentes da CP e os do Metro do Porto que utilizam passe, ou seja, aqueles que mais recorrem ao transporte público regularmente naqueles serviços!
Se isto é para entender...

Pobreza

Não é só económica, infelizmente!
O discurso político está também cada vez mais pobre. Os tribunos foram baixando o nível que já há muito abandonou a chinela para correr nas sarjetas. A ministrada, para além de vulgaridades, fica-se nos titubeios habituais e nas banalidades do costume. Os jornais e jornalistas, salva raras e honrosas exceções, para além dos erros gramaticais, desembrulham um discurso requentado e bafiento onde os estrangeirismos campeiam desenfreados como que a colorir os insípidos escritos. Os eruditos, talvez por vergonha, não se mostram nem escrevem, pois sabem que dificilmente encontrarão interlocutores à altura fora das revistas da especialidade.
A professorada diverte-se a brincar aos "pugramas", a desdenhar da literatura e esquecendo a prosa e o verso, preferindo a oralidade sem sequer cuidar de ensinar os matizes da língua pátria, dizem dedicar-se à matemática como se esta fosse o alfa e o ómega da aprendizagem,
Muitas das escolas que por aí montaram arraiais distribuem diplomas a metro, ou ao quilo a alunos que julgam que Tintoretto é uma marca de pistola de pintar, uma epístola é a mulher de um apóstolo, amandar é o infinito de um verbo, astrologia e astronomia são sinónimos, a libra é apenas uma unidade monetária, não sabem o que é, nem para que serve a regra de três simples, pensam que o D. Quixote existiu, desconhecem que existem em Portugal dois rios que, não sendo afluentes, são dos poucos na Europa que correm de Sul para Norte ou que na idade média não se comiam batatas, nem chocolate fora da América, que a pólvora já existe provavelmente há mais de dois mil anos e muito mais coisas a que vulgarmente damos o nome de cultura.
Lembro-me ainda de, há alguns anos, um desses sabichões recém encartado por uma universidade das sérias, querendo dar-se ares de apreciador das artes de palco dizia para quem o queria ouvir que na noite anterior tinha ido ver um espetáculo de ballet de nome Guizela!
Os restantes comensais espantados davam tratos de polé às suas memórias ntentando localizar o ballet que tinha tal nome. Eis senão, quando o confrontei com a possibilidade de em vez de Guizela ser a Giselle rapidamente veio a resposta: - Ou isso!
Ainda há dias ouvi uma senhoreca afirmar num canal da televisão que, pasme-se, a gastronomia também podia ser considerada cultura !!!!!
Quando há quem pense que a gastronomia também pode ser cultura e o diga num canal televisivo deixando que precedendo o seu nome lá esteja coladinho o terrível Dra. a dar ares de sei lá o quê, todo eu me arrepio da erudição destes meus doutos compatriotas.
Se a gatronomia não é cultura, o que é que o será? 
As férias nas estâncias da moda?!

Privilégios

Numa altura em que a maioria dos portugueses aperta o cinto há quem receba viaturas, gabinetes, secretárias (de carne e osso) e motorista para seu uso pessoal.
Estamos a falr do deputado João Bosco, ex-presidente da AR, ex-muitas coisas, que não sei porque carga de água terá de ter um tratamento especial em relação aos restantes mortais só porque já foi segunda figura do estado.
O carro distribuído até é de modelo antigo, mas dar-lhe ainda duas salas para se instalar (a ele que até é magrinho), uma secretária e um motorista começa a ser um abuso pago por todos nós.
Não se pede ao deputado João Bosco que ande roto, se lave com sabão macaco, e vá comer à sopa dos pobres; bastaria que fosse tratado com a dignidade que o cargo impõe e não perpetuar no tempo benefícios pela ocupação de lugares temporários, pois a não ser assim, daqui a pouco serão milhares a sugarem o sangue de milhões porque infelizmente este tipo de exemplos tendem a ter uma data de seguidores.

O Doismilhões

Já conhecíamos o Euromilhões, jogo a que muitos europeus aderiram na esperança de acertar sózinhos ou em grupo para arranjar mais uns cobres.
Por cá o nosso primeiro, arranjou um novo jogo, o Doismilhões, que é assim uma espécie de jogo em que uns dias tem uma solução e noutros outra.
Há deputados que aderiram ao jogo entusiasticamente, como o Frasquilho, que uns dias dias afirma que em detrerminado dia chove e noutros dias jura pela sua saúdinha que nesse mesmo dia não chove e que o Sol brilhará, embora não para todos; o ministro das Finanças também é apostador habitual, pois ums vezes tenta acertar com o INE, outras com o orçamento, e outras ainda com uns desvios que ninguém sabe ao certo de onde chegam nem o que são; há jornais partidários que o dão como real e muitos outros que dele desconfiam; há quem jure tê-lo visto e outros que afirmam solenemente que não passa de uma invenção.
Como é chegada a estação da tonteira, admite-se que este jogo ainda atraia papalvos e passantes, quando se começar a discutir a sério vamos a ver até quando a aldrabice pega.

26 julho, 2011

Liberdade

Há democracias que têm um estranho conceito de liberdade!
Vem isto a propósito do crescente movimento que vem proibindo uma série de coisas em nome do chamado bem comum.
Há uns tempos atrás foi a Islândia que decidiu que os fumadores só o poderão ser se munidos de uma receita médica! Há uma semana a Bélgica proibiu o uso da burka em lugares públicos! A França, o país da Liberté, Igualité, Fraternité, há muito que proibiu a utilização de simbolos religiosos nas escolas como se a liberdade de religião não devesse existir nas escolas públicas!
Tudo isto são formas de opressão contra minorias, ou seja, a democracia transforma-se num repente na ditadura da maioria.
Poucas ou nenhumas discussões existem sobre o assunto, pois são incómodas ou são na maior parte dos casos eivadas de preconceito.
Quando a democracia se sobrepõe à liberdade creio que algo vai mal, muito mal...

A alta na Baixa

Começam a compreender-se, finalmente, os desígnios de Rui Rio!
A Baixa é para quem pode.
A notícia que não causou nenhum choque por aí além, vem confirmar o que há muito se desenhava na mente presidencial, a Baixa é para a classe alta.
Há muito que os sinais aindavam por aí, o derrube de bairros sociais para serem substituídos por urbanizações de gama alta são uma das atividades mais ativas da CMP, vidé exemplos do bairro do Aleixo, bairro de S. João de Deus, bairro rainha D.Leonor, etc.
A política de Rui Rio mantêm-se idêntica ao longo dos anos.
Afasta os residentes pobres e idosos para a periferia desenraizando-os, amplia os espaços habitacionais através da junção de fogos e depois tenta lá colocar gente de mais elevado estatuto social e económico.
Como política de combate à exclusão, à recuperação da degradação do parque habitacional social e exemplo do seu carinho pelos mais idosos e desprotegidos é uma lição a reter.

25 julho, 2011

Já começou

Segundo Seguro, os deputados do PS passarão a ter liberdade de voto!
Não sei como é que Seguro pensa gerir o grupo parlamentar se essa liberdade vier a ser exercida durante as votações regimentais.
É uma pena ver um líder daquilo que já foi um grande partido de massas começar o seu consulado a debitar disparates.
Será que Seguro pretende destruir a oposição?

Michael Cacoyannis

Morreu! Poucos saberão quem foi.
Aqui fica uma recordação

Maria Lúcia Lepecki

Gostava de a ouvir falar, com aquele seu sotaque engraçado, sobre a língua portuguesa.
Mulher mineira, de fortes convicções, defendeu até à exaustão a nossa língua estando do lado dos que são contra o acordo ortográfico, pois segundo dizia, bastava saber ler para entender o português que se fala nos dois lados do Atlântico.
Ficaremos com ela na memória já que não a podemos ter de outro modo.

Golden share's

Este interessante artigo do Público, mostra a saciedade que o servilismo do governo atual se está borrifando no país, preferindo dar de borla aquilo que muitos dos outros países da união se negam a fazer.

SCUT's

Onde andarão os pândegos que clamavam por aí a teoria do utilizador-pagador a aplicar às auto-estradas?
Já lá vai um mês e ninguém fala no assunto que o anterior governo deixou pronto para ser iniciado em relação às SCUT's que não são pagas.
Será que os utilizadores-pagadores só devem existir em certas áreas do país?

24 julho, 2011

Estou seguro

... da inevitabilidade da morte e dos impostos, que os extremos se tocam quando lhes falta a retilinearidade, que quem confunde democracia com liberdade não sabe do que fala, que o padre Américo se equivocava quando afirmava que não há rapazes maus, que a política é a arte suprema de iludir a maioria com o ar mais sério do mundo, que a solidariedade só é praticada por dois tipos de pessoas - os que na verdade amam o próximo e os que a praticam para obter benefícios fiscais.
Também estou seguro de que o Seguro não me dá segurança alguma, do mesmo modo que acredito que a travessia do deserto do PS vai prolongar a vida do atual governo.
Para já, parece que todos estão felizes!
O governo, porque não governando, vê baixarem os juros e aumentar o tempo para o pagamento das dívidas; o país, porque está de férias e assim pode esquecer momentâneamente que poderá estar falido quando regressar das ditas; a maioria dos governados, porque julga que os sacrifícios acabaram e ainda não descobriu o total da fatura; a oposição, porque pensa ter chegado a sua hora quando o relógio apenas avariou.
Estou seguro disto tudo. Se me enganar, aqui estarei a pedir desculpa.

Sobre comboios

N'A Baixa do Porto continua a sadia discussão sobre comboios.
Como pode ler-se aqui, com custos relativamente baixos poder-se-á dinamizar e agilizar o transporte de pessoas e mercadorias com rentabilidade elevada e assegurada.
Aqui também se dá  ênfase ao assunto com uma opinião deveras interessante.
A sociedade portuense está viva e mexe-se pena é que ninguém lhe dê ouvidos.

Peter Sellers

Faz hoje 31 anos que morreu.
O homem que me fez rir muitas vezes e cujas interpretações são sublimes tinha no entanto, segundo consta, mau feitio.
Aos génios tudo é perdoado.
Aqui fica uma das interpretações que mais gosto.

23 julho, 2011

Curiosidades verdadeiramente curiosas

Já é conhecida a minha particular atenção aos ditos do JPP, desta vez, relembro apenas o que ele escreve sobe as recentes nomeações no seu blog Abrupto.

Apoio às PME

Ora aí está a primeira medida de apoio às PME's em dificuldades, segundo nos diz o CM.
Empresas em dificuldades de tesouraria, que tenham salários em atraso, mesmo não pagando nenhum 13º mês, se não fizerem a retenção sobre o que não pagaram, pagam multa!!!!!

RTP...PD?!

Estarrecido, vejo uma gravação de uma reunião vedada a membros do próprio PPD e onde só podem ter assento algumas figuras de proa do partido.
Nessa reunião, amplamente glosada pelos diversos orgãos da comunicação social a propósito do célebre desvio___ ___ ___ ___ colossal, esteve uma equipa que diz-se ser da RTP, a filmar tudo e sabendo desde a data em que foi proferida, qual era a exacta dimensão da frase como agora se pode ver.
Por motivos muito estranhos, e sendo do interesse público o reconhecimento real da frase, estranha-se que um orgão noticioso tenha feito tábua rasa do dever de informar, guardando ciosamente informação priveligiada de origem partidária e de propaganda política.
Se a equipa de reportagem não pertencia a qualquer orgão de informação é bom que se saiba depressa e com clareza.
Numa altura em que, tantos e tantos jornalistas, falaram de pressões sobre eles mesmos por parte de dirigentes políticos, sobre a existência de ingerências no que achavam ser o direito a uma  informação livre este caso é claro como a água.
Se isto não é manipulação de informação, podem explicar-me o que é que será considerado como tal?
Onde andam os jornalistas de há um mês e tal que berravam a plenos pulmões pelo apetite desenfreado da central de comunicação do anterior governo que comandava a dita de um posto que nunca ninguém quis ou soube identificar?
Onde andará o Sindicato dos Jornalistas e a célebre comissão de ética?
É que o silêncio está a tornar-se ensurdecedor.

21 julho, 2011

O 'boys' e os outros

Quando o PS vai para o governo, já sabe que a jornalada vai passar a vida aos berros dizendo que os 'boys' vão assaltar o poder, que é preciso estar atento, que a súcia já afia os dentes para a bifalhada que se avizinha, que os compadrios aí estão a proporcionar um festim de tachos que deixaria o reclame das panelas da Filipa Vacondeus a um cantinho.
O PS sai do governo, e é um ai jesus! de gente que ficou com lugarinhos e prebendas, voltam as notícias a dizer onde está colocado sicrano e beltrano que são crismados de oportunistas, incompetentes, quando não lhes chamam coisas piores e até a família vai no bote.
Quando os outros chegam ao governo, os mamões rapidamente se transformam em impolutos independentes, gente de elevada craveira intelectual, séria (mesmo que se riam a bandeiras despregadas), honesta, previdente e sacrificada que abandonam honorários principescos para ganhar uns tostões nos cargos que passam a ocupar.
Quando o PS é governo, não há crise internacional, as agências de 'rating' devem ser respeitadas, a mão invisível do mercado é que está a atuar, e é a desgovernação que nos atira para os maus resultados financeiros, mesmo que a crise exista e esteja lá há mais de ano.
Basta serem sucedidos pelos outros, e logo tudo muda em menos de 24 horas!
A crise internacional abate-se de repente assim tipo bátega, o euro fica sobre ataque do dólar, as Moody's & Cª passam a ser uns patifes da pior espécie, o mercado fica na mão de especuladores, etc. e tal.
Perante esta monumental dicotomia, se vê a choldra em que estamos metidos.
As promessas eleitorais dissolvem-se mais rapidamente do que sal em água quente, e as famosas medidas que diziam estar prontas e a serem servidas tardam a aparecer, no entanto as que eram repudiadas com ar de nojo logo são adotadas a título preventivo, mesmo que isso faça com que a esmagada classe média chie que nem febra na grelha.
Os do costume, que criticavam ferozmente o governo socratino, aparecem a preencher lugares que parece terem estado ali sempre à sua espera, e se não os há criam-se novos, pois a rapaziada queque não pode ficar com as mãos a abanar.
Diz-se que vão cortar nas gorduras, mas neste último mês o que temos assistido é num aumento das mesmas, na criação de mais lugarinhos bem remunerados e os cortes, ficaram-se pelo subsídio de Natal e pelas gravatas, pois ainda estou para ver os ministros a andarem nos seus próprios carrinhos, ao volante como o primeiro-ministro prometeu.
Esse, coitado, tem andado atarefado lá por Vila Real a receber medalhas e a perguntar aos mirones se estavam habituados a ver um primeiro-ministro a tomar café ao balcão.
Eu, que já esbarrei com um presidente da República ao virar da esquina, numa rua do Porto, quando este ía comprar uns livritos à livraria de onde eu tinha acabado de sair e nos cumprimentámos, afavelmente, mesmo sem termos sido previamente apresentados, rio-me a bandeiras despregadas, pois imagino que esta malta julga que andamos todos distraídos e que ninguém dá pelo assalto ao pote que em boa hora anunciaram.
Só espero que os jornalistas acordem e saiam da letargia a que voluntariamente se submeteram, se conseguirem, claro.

Mais um corte nas gorduras

Este nosso executivo continua a apostar forte no corte das gorduras, só que em vez de o fazer nas do estado ou nas dos que mamam nas suas tetas prefere apostar nas dos cidadãos comuns, sejam eles trabalhadores por conta de outrém, reformados, pensionistas ou mesmo desempregados.
Desta feita, é nos transportes que o aumento se vai verificar.
Segundo as notícias de hoje os aumentos irão de zero até vinte e cinco por cento!
Vai haver, certamente, muito mais adeptos do pedestrianismo o que levará a que o orçamento familiar aumente e se percam alguns quilitos. O problema é que se não andarem descalços, irão passar a comprar mais sapatos e se não tiverem gorduras para perder podem ir parar à cama de um hospital e aí a perca de gorduras transformar-se-á rapidamente em mais despesa.
Mas como quem nos governa é inteligente q.b., por certo já estarão na forja remédios para evitar o descalabro.

P.S. ou para quem gostar mais E.T.: Alguém me consegue explicar como se poupará na CGD?
É que a subida de Faria de Oliveira a administrador não-executivo, mas certamente pago, e a entrada de dois novos boys afeiçoados aos partidos da governação não me parecem ser de cariz a tornar mais barata a conta mensal dos encargos da dita Caixa.

20 julho, 2011

Os tabus

O PSD há muito que nos habituou a tabus, mas este agora é novo!
Afinal, porque é que vamos entregar ao estado mais de mil milhões de euros só porque alguém diz que é preciso?
Então de onde vem o buraco orçamental?
Ninguém é capaz de o identificar e explicar aos portugueses?
Este lote de ministros tão capazes, não consegue sequer alinhar numa versão idêntica sobre o célebre desvio colossal, que ninguém sabe se não será, como disse o ministro das finanças, apenas um desvio __?__ __?__ __?__ colossal, ou, como a seguir nos disse o primeiro ministro, não confirmando a versão do seu ministro, mas que passou a existir um desvio de cerca de dois mil milhões de euros.
Dando de barato que já nos conseguiram sacar mais de um milhão e tal, e ainda não se sabe onde parará esse tal, a que se deve o desvio?
A erro de previsão do anterior governo? E se foi, onde é que se verificou? Na receita? Na despesa? Num outro qualquer valor erradamente não previsto? Ou será que é fruto da política recomendada pela troika, que nos chega da alta de juros que vão crescendo à medida que o tempo passa aumentando o endividamento, da errada concepção do esquema governamental, da alienação grátis das golden shares, ou de outra qualquer coisa?

Poupanças

Duas funcionárias do ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e da Ordenação do Território a preparar a próxima divulgação das novas normas de poupança da ministra.
Foto gentilmente roubada aqui.

19 julho, 2011

Se a propósito...

... do quadro abaixo mostrado eu começasse a criticar o Rui Rio e o seu plano de futuro para o Porto estaria apenas a ser mauzinho ou a apontar que o rei vai nu?

Tudo isto é triste

Rapinado n'A Baixa do Porto

18 julho, 2011

Atrás de mim virá...

Se em vez do Pedro Passos Coelho estivesse lá o Santana Lopes, o que já não se teria escrito neste país sobre o homem.
Grande Santana, o meu abraço solidário e desculpa lá qualquer coisinha...

Notícias requentadas

Em Outubro de 2010 saía esta notícia que foi divulgada em vários jornais como se pode ver aqui, entretanto mais nada se soube até hoje.
Em Março do corrente ano, vem a público esta notícia sobre o IPO!
Hoje, curiosamente o I volta à notícia inicial!
Das duas uma, ou o I anda definitivamente atrasado ou há outro tipo de propósito subjacente.

17 julho, 2011

Continua a morrer-se nas estradas portuguesas

Diariamente as notícias caem como pedras! Os título pouco divergem.
- Acidente no IP qualquer coisa mata x e atira n para o hospital em estado grave;
- Despiste espetacular faz carro voar x metros e mata todos os ocupantes;
- Choque frontal resulta em x mortos e n feridos, dos quais z estão em estado grave.
Parece que esta é uma coisa vulgar, sair de casa para morrer ou ficar inválido para o resto da vida, proporcionadas por deficiências várias que vão desde o mau estado/conservação/desenho das vias, à deficiente condição dos veículos, à falta de respeito pelas regras de trânsito, à deficiente preparação dos condutores aliada a uma má/insuficiente qualidade dos exames, ao excessivo consumo de álcool e drogas e/ou ao inexistente/deficiente policiamento.
Os partidos políticos não falam sobre o assunto, os jornais também não e as famílias que perdem os seus entes queridos aceitam a fatalidade como uma coisa natural.
O Verão aí está. As estatísticas vão subir novamente. Para além de umas operações cosméticas pontuais tudo se vai manter na mesma.
Até quando?

Como é bom andar por fora


É no Minho, embora não pareça!

15 julho, 2011

Bem, ficou-se pelos 40 %

Nuno Crato suspendeu o fecho de 654 escolas que já estavam programadas pelo governo anterior em 4 do corrente mês. Passados 11 dias decide fechar apenas cerca de 40 % do que inicialmente estava previsto.
Como é que se resolve este imbróglio?
Deslocam-se professores? Reconduzem-se auxiliares entretranto dispensados? E as vagas que passaram a existir nos centros para onde iam os alunos? Por quanto é que ficou esta medida?
Uma coisa sabemos, é que as autarquias tiveram de estar pelos ajustes.
Outras irão fechar de acordo com a notícia do JN, desde que as autarquias estejam de acordo.
Se o ministro da educação começa por vergar a "espinha" aos todos poderosos autarcas, quando chegar à altura dos sindicatos já, pelo menos, estará treinado.
Lamentavelmente, a notícia nada nos diz sobre a bondade ou correção da medida. 
Talvez não interesse!

Por falar em difícil

Pelos vistos o tal ministério que só trabalhava para as estatísticas, lixou a malta toda e os chumbos a Português e Matemática estão a bater à porta do Guiness.
Fica-me a dúvida - será que os alunos são estúpidos ou são os professores que não sabem ensinar?
É que nem me passa pela cabeça que seja falta de horários nem incompetência técnica do professorado, uma vez que os professores dizem que há horas a mais e os sindicatos dizem que os professores são todos ótimos com distinção, salvo raras exceções.

O português é mesmo difícil

Porque será que nas localidades onde o touro é toiro e a louça é loiça, não se chama à Pasta Medicinal Couto, Pasta Medicinal Coito!?

Desilusão

Ontem, pelas 18:00 aí estava eu, de pé, confiado que o ministro das finanças em meia dúzia de minutos me ía explicar a razão pela qual me irá levar uma grossa fatia do meu subsídio de Natal, já que, na estranja, quando tem de explicar a situação do país apenas demora uns meros 180 segundos.
Pelo anúncio do dito ministro, logo vi que afinal ele estaria a falar para gente muito burra, pois determinou que iria perorar muito e sobre muitas coisas e ainda que, seguidamente, teria ainda disponibilidade de tempo para que as nossas dúvidas fossem desfeitas.
A minha surpresa começou por ouvir o senhor a falar dos anos 50 e do muito que este país tinha conseguido nestes 60 anos!
Doutoralmente, fez notar que agora as mulheres vivem mais tempo, que o execrável governo de Sócrates fez com que em 2009, pela primeira vez, antingissemos a média da OCDE para os jovens entre os 15 e 19 anos matriculados em estabelecimentos de ensino e... surpresa das surpresas, já não há fome nem morte prematura segundo o conceito de Malthus!
Assustei-me um pouco, pois Malthus não é, para mim, exemplo da modernidade, nem exemplo a seguir mas... oremos!
Surpreendentemente, ou talvez não, lá debitou o discurso de que desde 2000 (interessante data, certamente soprada pelo Álvaro), o país não crescia e que a economia definhava, não explicando o porquê da coisa tratou de avançar, pois para a frente é que é o caminho.
Espraiou-se longa e fastidiosamente sobre hipóteses e considerações sobre as previsões macroeconómicas sabendo perfeitamente que no meio da tempestade em que nos encontramos tudo é volátil e as previsões mais reais poderão vir dos astrólogos ou dos tarólogos e tudo o mais é treta pura.
Finalmente, e após todo este tempo gasto sem se vislumbrar grande coisa, fala no famigerado imposto, dizendo que vai incidir sobre tudo e mais alguma coisa mas só em sede de IRS, deixando no entanto de fora os juros e rendimentos de capital, que têm uma taxa liberatória de 21,5%!
Depois entregou uns anexos onde brinca com os números, tentando tornar-se mágico em bez de apenas ministro.
Alguns exemplos:
65 % dos agregados não irão pagar a taxa - como se chega a este número? O que é um agregado? Contam como agregados aqueles que são apenas constituídos por uma única pessoa? Pelas declarações de IRS que sabemos estarem longe da realidade, por informações vindas do INE, por dados de alguma secreta das finanças?
Cerca de 52 % dos salários pagos em Portugal, 80 % das pensões do Regime Geral, 45 % do Regime da CGA  não serão abrangidos pela sobretaxa .
Qual a conclusão? 
Que basicamente as pensões de miséria do Regime Geral é que ficam de fora bem como os salários mínimos, mais de metade do país vai pagar, seja ele trabalhador, reformado, pensionista ou desempregado de curta ou longa duração.
De fora, juntamente com as pensões de miséria, ficam também os grandes aforradores, os que recebem parte substancial do salário no estrangeiro, os grandes acionistas, ou seja os extremos.
Os muito pobres e os muito ricos.
Tentar chamar a isto equidade é um insulto à inteligência, e lendo por aí que este ministro é uma espécie de sapiência, começo a duvidar quer do que se escreve, quer do que se entende por sapiência.

14 julho, 2011

Outro corte nas gorduras do estado

O governo prepara-se para alterar as regras das taxas moderadoras na saúde em Setembro e vai ter como critério o rendimento dos utentes.

Parágrafo inicial da notícia do I, que anuncia o propósito de acabar com as isenções de taxa moderadora a uma data de gente entre as quais se incluem desempregados, idosos, doentes crónicos e outros desde que aufiram rendimentos superiores ao salário mínimo nacional.

Constituição da República Portuguesa

Artigo 64º
(Saúde)
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.
3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:
a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;
e) Disciplinar e controlar a produção, a distribuição, a comercialização e o uso dos produtos químicos, biológicos e farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico;
f) Estabelecer políticas de prevenção e tratamento da toxicodependência.
4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.

Estamos esclarecidos!

Recordando

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação.

José Régio

Espantado eu? Não!

Estava a ouvir há pouco, na Sic, um professor de economia dizer que o novo imposto sobre o subsídio de Natal era a única atitude possível, pois taxar as mais-valias e os depósitos seria contraproducente, uma vez que os bancos necessitam desses depósitos e que se o governo o fizesse estaria a duplicar o imposto a quem trabalha, pois a maioria dos depósitos a prazo são da classe trabalhadora e dos reformados, que veriam assim agravada a sua situação fiscal e que eles facilmente evitariam esse imposto pois iriam transferi-lo para bancos no estrangeiro onde ficariam a coberto de tais impostos!
Se este é o típico raciocínio de quem ensina neste país já se começa a compreender o estado a que chegamos.
Este senhor professor, esqueceu-se que há muitas maneiras de taxar o capital para além de que a maioria dos portugueses não têm depósitos a prazo, nem investem na bolsa, pois não têm capital para tanto, principalmente os que ganham menos de 2.000€/mês e têm filhos a sustentar, casa a pagar e muitas, muitas contas a saldar.
Esqueceu-se principalmente de uma coisa que se chama proporcionalidade e que é atributo essencial à distribuição quer dos impostos, quer dos sacrifícios.
Se toda a gente sabe que o IVA é um imposto cego, mas que pode ser ajustado pelas economias domésticas evitando o supérfluo (nos casos em que a taxa é aplicada de modo correto), um imposto cego é o que há de mais penalizador nas classes mais baixas e produz mais desigualdade.
Ora neste caso, para além de cego é discriminatório.
Atinge exclusivamente três classes - trabalhadores por conta de outrém, reformados e pensionistas.
Se isto é equidade fiscal, distribuição do mal pelas aldeias ou política reformista, tenho andado enganado estes anos todos.
Mas mais logo talvez esteja mais esclarecido, para já chega-me saber que para alguns economistas-professores o importante é sacar onde se pode e não onde se deve.
Fiquei esclarecido!

13 julho, 2011

Massarelos

Assim vai a Junta de Massarelos...

Diferenças

Sabe-se que o cérebro tem mecanismos que ainda não foram totalmente desvendados, mas alguns são no mínimo curiosos, principalmente quando este se encontra atacado de partidarite, doença muito espalhada em Portugal, nomeadamente na comunicação social e naquilo que se considerou apelidar de blogosfera.
Abaixo alguns exemplos curiosos:
Armando Vara - Nasceu à sombra do partido, antigo deputado, perigoso conspirador, possívelmente corrupto e falso como Judas é o exemplo de que se fala sempre que se fala em tráfico de influências;
Dias Loureiro - Nasceu para a política quando ganhava quarenta contos, ex-governador civil, teve uma brilhante carreira como ministro, e por azar caiu num grupo onde Oliveira e Costa decidia, não sabe de nada, nunca comprou nada, e demorou tempos sem fim a largar o assento de conselheiro de estado, mesmo depois do escândalo do BPN por onde passou sem nada ouvir, ver ou saber. Tinha algumas pequenas desconfianças, mas... é um rapaz cheio de azar;
Carlos Melancia - Ex- governante, ex-governador de Macau, obrigado a demitir-se por ter sido acusado de corrupção passiva de que foi ilibado pelos tribunais depois de julgamento, apelidado de corrupto, falso, abusador de poder, etc.;
Oliveira e Costa - Colega no BdP de um primeiro-ministro foi por este convidado a entrar para o governo, a partir daí transitou para o BEI, passou pelo Finibanco onde deixou tristes recordações pela forma como geria os negócios e acabou por meter os pés pelas mãos no BPN. Aguarda julgamento e descansa na paz dos anjos à espera duma sentença que se espera não muito pesada, nunca foi apelidado de trafulha, corrupto, bandalho, etc.
Jorge Coelho - Ex-deputado, ex-ministro, demitiu-se por causa da queda da ponte de Castelo de Paiva (único da espécie que o fez por erros que não foram dele), acusado por muito boa gente de ter transitado do governo para o privado, o que é considerado uma inadmíssivel relação entre governantes e empresas, muito embora tenha esperado cerca de sete anos depois de sair do governo para ingressar como CEO da Mota-Engil que detem a maioria do capital da Lusoponte;
Ferreira do Amaral - Ex-governante em dois governos distintos (se não opostos), ficou conhecido como o ministro das auto-estradas, negociou o contrato de concessão da ponte Vasco da Gama com a Lusoponte e agora vai renegociar o mesmo contrato só que como membro do Conselho de Administração da Lusoponte onde por acaso foi cair em 2007. Aqui é uma coisa perfeitamente aceitável e duma ética a toda a prova.
Fátima Felgueiras - Independente e concorrente à Câmara de Felgueiras em listas do PS é acusada de corrupção sendo emitida uma ordem de prisão preventiva pelo que fugiu para o Brasil alegando estar em risco a sua defesa se permanecesse no país. O caso conhecido como Saco Azul, foi noticiado largamente terminando na absolvição total dos crimes imputados e pela prescrição de outros dois. Continua a carregar o fardo da corrupção;
Isaltino de Morais - Ex-magistrado do MP, ex-deputado, ex-ministro e presidente da Câmara de Oeiras. Condenado pelos crimes de branquamento de capitais e fraude fiscal foi durante longo tempo apoiado pelos do costume na sua exaltada inocência até vir a ser afastado de concorrer novamente à Câmara, pelo PSD quando sentiu o cheiro a chamusco.
António Guterres - Ex-deputado, ex-governante, ex-primeiro-ministro, o homem que se afastou por vontade do eleitorado dado o mau resultado nas eleições autárquicas em 2001. Apelidado o homem do pântano é reconhecido internacionalmente como fautor de um meritório trabalho como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.
Durão Barroso - Ex-deputado, ex-governante, ex-primeiro-ministro, fugiu para Bruxelas abandonando o pântano e deixando o país de tanga, tendo como presidente da comissão europeia deixado esta afundar-se num mar de indecisões onde os mais fortes dominam os mais fracos e se aproveitam deles. Está na base do atual descalçabro que grassa na Europa e no Euro, mas é considerado um brilhante estadista e muito inteligente.
Não esgotei o assunto dos enriquecimentos à velocidade da luz, nas ligações dos partidos à banca, das luvas recebidas em negóicios escuros, das fantásticos negócios imobiliários onde entram abate de sobreiros e tudo, nas sisas mal pagas, nas ligações a Angola de ex-governantes que defendiam a parte que acusava o país que governavam, do desaparecimento de mantas de aviões da TAP, das idas à ópera de Falcon, nas férias com tudo pago, etc. e tal.
Há muito mais, mas por hoje já chega de coerência.

The Phantom of the Opera



Uma noite bem passada

Os novos pobres de Bragança

Ontem, dei comigo espantado a ouvir num dos canais televisivos um dos novos pobres dissertar sobre a sua miséria, ajoujado ao peso de dois sacos com vitualhas várias que tinha ido recolher a um centro de assistência em Bragança.
Contava ela (a pobre), à interessada repórter, quais os sacrifícios que já tinha feito. Já tinha cortado o acesso à net, desistido da assinatura da MEO, acabara com um dos telemóveis e até já tinha deixado de dar cereais ao pequeno almoço às crianças!
O organizador da benemerente atividade, quando entrevistado, também referiu que algumas famílias que ali vão buscar ajuda já abandonaram o hábito de dar cereais ao pequeno almoço à miudagem e feito outros cortes orçamentais.
A evolução trouxe-nos aqui!
Alguns dos novos pobres de hoje têm casa própria, dois e mais carros, filhos a estudar no privado, acesso à net, telemóveis, computadores portáteis, consolas de jogos e roupas de marca, mas a arca vazia, comem gulodices em vez de sopa, emborcam leite achocolatado em vez de leite do dia, bebem refrigerantes em vez de água.
Este é um insulto desmesurado aos verdadeiros pobres que, envergonhados, se cosem com as paredes pela calada da noite ou de manhãzinha para tentar recolher algum alimento junto de organizações sérias, que há muito não têm telefone fixo nem móvel, vivem em prédios degradados, vestem o que lhes dão e poupam, fazem da sopa de legumes alimento possível, não compram medicamentos por falta de dinheiro e quando podem aproveitam qualquer trabalho que lhes alivie a dificuldade de sobreviver.
Quando se confunde pobreza com mudança de hábitos é nisto que dá.

12 julho, 2011

Afinal onde estará o gato?

Segundo o I, a máquina do estado tem um chefe para cada 45 funcionários, o que resulta em 11.600 chefias para 522.000 funcionários.
Ora, nem me parece número por aí além, principalmente sabendo que as nossas PME's deverão ter números muito superiores a esse, e que a excelência da gestão - os bancos - terão uma percentagem bem mais elevada.
Seria talvez mais interessante saber quantos auxiliares (motoristas, secretárias, assessores, contínuos, porteiros, chefes) existem só na área do governo,m por cada ministro/secretário e subsecretário de estado ou nos tribunais, PGR; AR, Autarquias e até na Presidência da República.
Exercendo funções fora do Estado durante a minha vida profissional sei que a normalidade empresarial na área dos serviços ronda os dez funcionários por chefia, se o estado tem 45, onde é que estará o problema?
Certamente aqui não aparecerão gorduras, talvez até a descoordenação e falta de eficiência se deva mesmo à sua exiguidade ou à sua má distribuição.

Economia

Sempre me fez uma grande confusão ver esta disciplina crismada de ciência e há até quem lhe chame arte!
Perdoem-me os profissionais da área, mas a começar pelas confusões que existem entre eles, atrevo-me a citar Galbraith que nos dizia que, e passo a citar, a economia é extremamente útil como forma de emprego para economistas.
Ouvindo falar os licenciados, mestres, doutorados e quejandos, fica-se com a ideia que, tal como o fazem os especialistas que de nada sabem, usam uma linguagem própria a que o vulgo deu o nome de economês, eivado de estrangeirismos (trend, mix, default, market, benchmark, budget, cash-flow), acrónimos (BCE, GDP, PIB, FMI, EBITDA), termos esotéricos (swap, bond, alavancagem, custos de oportunidade) que se destina principalmente a confundir o que é simples.
O centro da economia é o mercado, onde têm de ser conciliadas duas vontades antagónicas entre si, a do vendedor e a do comprador, desde que exista fiscalização bastante tudo deve correr bem.
O vendedor vende ao preço que o comprador acha justo, o comprador deve pagar o preço que esteja equilibrado nos seus critérios, os fiscais devem zelar pelo bom aferimento dos pesos e medidas e pela qualidade da mercadoria, tudo o resto, é treta.
Sendo as coisas tão simples, para que servirão então os economistas?
Os especuladores é que os criaram e alimentam principescamente, pois deles, não vindo todo o mal, vem grande parte dele, pois passam a vida a contar-nos histórias que nos convencem a gastar o que não temos para comprarmos o que não precisamos, e depois levam-nos dinheiro para nos explicarem porque é que andamos mal, retirando-se da cena como se nada tivessem a ver com o assunto, indo recitar (principescamente pagos) soluções para o centro das vilas.
A economia é real, o economista é uma preversa criação dos que enriquecem nos mercados.

11 julho, 2011

Será que a literatura em Portugal está a morrer?

Já há muito que não se ouve falar em grandes autores. 
Vivos, temos a Augustina, o Lobo Antunes, o Al Berto, o Ramos Rosa, o Manuel Alegre, o Graça Moura e Herberto Helder, e, recentemente desaparecidos o Torga, o Vergílio Ferreira, o Assis Pacheco, o Eugénio de Andrade, a Sophia de Mello Breyner e o José Saramago, para o meu gosto, chega como grandes.
Para um País que ainda no século passado, para além de um Nobel, tinha nomes como o Cardoso Pires, O'Neil, Sttau Monteiro, José Régio, Ary dos Santos, Fernando Pessoa, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Jorge de Sena, António Gedeão, Vitorino Nemésio, Alves Redol, Mourão-Ferreira, Natália Correia, Sebastião da Gama, Ruy Belo, Mário de Sá-Carneiro, e tantos outros.
Creio que como o País, também estes definham e desaparecem quiçá desesperados pela tristeza e mediocridade pungente que os rodeia.
Esperemos que as musas os animem e que os fados lhes sejam favoráveis, pois, sem eles, a língua também morrerá e cairá no esquecimento que a nação do outro lado do Atlântico tem vindo a alimentar.

A caça às bruxas

Em qualquer país civilizado isto seria um escândalo, por cá limita-se a ser primeira página do jornal I e pouco mais.
Pelos vistos, para este governo é necessário saber a filiação partidária dos seus funcionários!
A que se chamará este novo método de dirigir?
Alguns dirão que está tudo bem e que é necessário saber se as nomeações feitas foram exequíveis, consequentes, necessárias e se estão a dar os frutos desejados, mas então porque não passar a pente fino todas as nomeações e só as que foram feitas a partir de 2005?!
Será que as anteriores não terão problemas?
Que tal recordar Martin Niemoller:

Primeiro vieram buscar os Comunistas,

e eu não disse nada,

porque eu não era Comunista.

Então vieram buscar os Judeus,

e eu não disse nada,

porque eu não era Judeu.

Então vieram buscar os Católicos,

e eu não disse nada,

porque eu era Protestante.

Então vieram buscar-me a mim,

e nessa altura,

já não havia ninguém para falar por mim.

Eu também!

...
Ignorante da história e da realidade do país que a sustenta, Lisboa, no canto do cisne do centralismo que nos atirou para o buraco negro em que sobrevivemos, persiste em agredir cegamente a cidade onde Portugal foi buscar o nome e região que foi o seu berço.
Quando se trata de portajar as Scuts, não começa pela mais antigas - mas pelas do Norte. E quando se trata de pôr em prática o criminoso plano de liquidação da rede ferroviária, começa por fechar a ligação Porto-Vigo - enquanto reabilita a linha das Vendas Novas.
É nestes momentos de revoltas, cada vez mais frequentes, que questiono a opção geográfica de Afonso Henriques - e me sinto mais um galego do sul do que um português do Norte.*

*Da crónica de Jorge Fiel "Eu, galego do sul"

Justiça à portuguesa III

O tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Supremo Tribunal de Justiça por violação da liberdade de expressão de cidadãos portugueses, diz-nos Marinho Pinto na sua crónica no JN.
O curioso é que quem vai pagar a fatura somos todos nós e não os que cometeram o erro!
Esta justiça cada vez está mais engraçada. Faz asneiras, erra a seu bel-prazer e no fim nós é que pagamos!
Será justo?

A herança

Devagar, devagarinho vai-se notando aqui e ali o que o defunto do governo foi fazendo!
São as baixas fraudulentas detetadas, são as vinhetas médicas aparecidas aos montões, são os subsídios pagos indevidamente, são as devoluções de dinheiros recebidos a mais, enfim, a IGF está a trabalhar bem e recomenda-se, mas parece-me que ninguém dá por ela, nem sequer sabem porque é que isto está a acontecer!

10 julho, 2011

Clérigos

O alerta de Alexandre Burmester n'A Baixa do Porto merece ser ouvido.
Se a Igreja não sabe conservar o património, e se o bispo é o primeiro a dar (maus) exemplos, é nosso dever protestar.
Aqui fica o meu.

Porque hoje é Domingo

Soubemos que afinal o Bairrão deixou um emprego bem remunerado para poder ir de férias sem telemóvel e optou voluntariamente por ficar desempregado por motivos pessoais.
Que é que levará alguém a demitir-se para enfrentar um desafio, segundo diz, para dois dias depois decidir abandonar o desafio e preferir ir para o desemprego fica, para já, no segredo do Olimpo.
No seguimento do corte das gorduras do estado, a ANMP quer a criação de mais um organismo para as inspeções às autarquias pois teme que as que existam estejam ou governamentalizadas ou partidarizadas!
Será que os próximos 'boys' dessa entidade terão também de assinar um compromisso de honra em que juram não pertencer a nenhum partido político, não ser a favor da política e a serem totalmente independentes dos poderes instituídos?
Na RTP, ouvi há momentos que o Tribunal de Contas pensa que mais de 531 milhões de euros foram pagos em subsídios sociais ilegais em 2009, e que os mesmos devem considerar-se despesa perdida!!!!
Então a responsabilidade não é de ninguém?!
Mas a trafulhice e o erro são imputáveis a quem?
Se foram erros dos serviços, esses mesmos serviços que os paguem.
Se foram burlas de cidadãos, esses cidadãos que os paguem.
Ou será que o Tribunal de Contas entende de maneira diferente, por estas verbas já estarem provisionadas numa grande parte?
Alguém consegue explicar isso?

E.T.: Quem quiser ler mais alguma coisa sobre isto vá aqui.

09 julho, 2011

Ainda sobre o Porto-Vigo

Há quem lhe chame o Peter Pan dos automóveis, mas, de facto, esta posição do presidente da Câmara do Porto, é, no mínimo, muito estranha!
O autarca não pede mais velocidade na ligação, não comenta os horários, nem sequer se dá ao luxo de saber porque razão é que demora tanto.
Esta suma inteligência, que não tem nenhum estudo que lhe permita saber quantos passageiros ou carga teria para utilizar numa ligação de alta velocidade Porto-Vigo, defende que quando houver dinheiro se faça uma.
Como disparate, não está mal, mas o zé pagode, pelos vistos, gosta!

Agora é a saúde

Sua Excelência o Presidente da República já deu o mote, aguardemos pelo resto.

Os cataventos

Trichet aponta problemas "muito sérios" de governação na Zona Euro.
Num dia a culpa é da Moody's que faz más análises, noutros é da má governação!

08 julho, 2011

Ó Passos queres ganhar dinheiro?

Fazes assim:
  1. Quem tenha mais de uma pensão, sendo uma delas superior a 2 salários mínimos nacionais(SMN), terá um agravamento na pensão subsequente de mais 0,5% e se tiver uma terceira podes aumentar o agravamento em 1%;
  2. Aqueles que tenham mais de um emprego superior a 3 SMN's, terão agravamentos no IRS dos mesmos em 1% por cada emprego acumulado;
  3. Os automóveis em vez de serem taxados por cilindrada, serão taxados por uma coisa chamada cavalos fiscias que é um misto de cilindrada e luxo - quanto mais luxuoso e cheio de quinquilharia mais paga;
  4. Os barquinhos de recreio (desde que não sejam de insuflar) ou de remos, deverão pagar imposto de luxo que não será inferior ao equivalente ao aplicado a um outro qualquer veículo de recreio, seja ele uma mota de água, um parapente motorizado, uma bicicleta profissional para quem não esteja inscrito como velocipedista e outras coisas assim;
  5. Taxar fortemente as indústrias poluidoras e aumentar exponencialmente as coimas a aplicar conforme o reiterado incumprimento da Lei;
  6. Taxar violentamente lucros de 50% e mais conseguidos à custa da exploração dos mais fracos, verias que os preços da alimentação baixavam rapidamente e o zé lavrador agradecia e levava a que muito mais gente passasse a optar pela vida do campo;
  7. Combater eficazmente a evasão fiscal e punir exemplarmente os que fossem apanhados a vigarizar o fisco (não é punir os desgraçados que nao tem onde cair mortos e devem meia dúzia de euros, mas os que gastam fortunas com os advogados para protelar ou conseguir o perdão das dívidas fiscais);
  8. Reduzir os conselhos de administração das EP's e rapidamente acabar com os parques automóveis de luxo e os vencimentos escandalosos fixando um montante máximo para o vencimento de ministro aos que se sentam nas cátedras do poder, e ao mesmo tempo fazer o que prometeste e que já vai demorando um pouco;
  9. Fazer o mesmo aos senhores que andam na justiça, pois não lhes reconheço competência especial para além de Direcção Superior para a 1ª instância, e só aos senhores presidentes do Supremo ou do Constitucional é que os equiparo ao cargo de Primeiro-Ministro, ou não seja a srª Presidente da AR a 2ª figura do estado;
  10. Já agora, em vez de andares a pagar, trabalho suplementar, a escritórios de advogados e engenheiros para te dar pareceres, a uma cambada de parasitas para mandar uma notícias para a imprensa, põe os técnicos do estado a trabalhar e dá pessoal às inspeções para estas fazerem o seu serviço, que o País agradece.
Ah!, ante que me esqueça, vê se dizes aos patrões para se portarem bem e começarem a investir mais um pouco, porque não o fazendo, qulquer dia ainda acontece uma coisinha má e algum deles ainda se arrepende de ser tão mauzinho.

Armanços

O Sol esta semana, na primeira página, diz-nos que Passos corta forte e feio!
Mas, se lermos a notícia imediatamente se levantam diversas interrogações, a saber:
1. - Passa a ser interdito o uso de carros oficiais fora do serviço, mesmo para o primeiro-ministro.
  • ...proibiu os ministros e todos os membros do Governo de usarem viaturas oficiais ao fim-de-semana ou nas deslocações pessoais – aliás, o próprio chefe do Governo compromete-se a usar o seu carro pessoal sempre que não estejam em causa deslocações no âmbito do cumprimento da sua agenda oficial de primeiro-ministro
a) -  Depois de sermos clarificados que fora de serviço é tudo aquilo que não está na agenda oficial dos orgãos do governo, levantam-se alguns problemas logísticos. Terá de ser criado um manual de procedimentos detalhado, pois há circunstâncias para todos os gostos e feitios que carecem que seja provada a bondade da solução.
Exemplificando:
  •  Os srs. ministros e correlativos quando tenham de se deslocar diretamente de sua casa para algum evento oficial que não ocupe o dia inteiro o que fazem?
    • Mandam a viatura oficial com dois motoristas ir buscá-los a casa, sendo um para os transportar à cerimónia e outro para levar o seu carro para o ministério, para o seu regresso a casa?
    • Vão de casa para o ministério no seu carro, onde os aguardará o carro oficial e o motorista, mesmo que isso os obrigue a uma perda de tempo e/ou aumento de gasto de combustíveis?
    • Se na hipóteses da cerimónia decorrer no fim do dia utilizar-se-ão os dois motoristas vistos acima, sendo um destinado a cumprir a agenda e outro a levar o carrinho do ministro para casa?
    • Todos os compromissos se farão com partida e chegada do respetivo ministério independentemente da hora em que ocorram?
    • E se existirem intervalos entre cerimónias? Aguardam os ministros nas viaturas ou podem mandar vir um motorista com o carro próprio para poderem ir almoçar/jantar a casa ou tratar de assuntos pessoais;
    • Quem pagará a manutenção e combustíveis dos carros pessoais? E os seguros? E em caso de acidente, será o ministro a tratar de tudo ou será o ministério?
    2.- Os ministros deixam de ter cartão de crédito.
    • Os onze ministros de Passos Coelho – bem como todos os outros membros dos respectivos gabinetes – deixam também de ter direito ao uso de cartão de crédito para pagamento de despesas de representação.
    Aqui a porca começa a torcer o rabo! Sabendo que os cartões de crédito lançam no respetivo descritivo todos os movimentos efetuados, vamos ficar sem saber em que é que são utilizadas as despesas de representação. Por outro lado, convenhamos, que é um retrocesso voltar a andar com uma pipa de dinheiro nas mãos para pagar. Sabendo que cada ministro tem cerca de 2.000€/mês para gastar, é estranho que não se saiba onde vão ser gastos ou seja, poderão apenas servir como complemento de vencimento e deixar de destinar-se aos reais fins a que se destinam!
    3. - Os assessores requisitados passam a ter teto salarial.
    • ...segundo as novas regras, um requisitado que opte por manter o salário de origem só poderá fazê-lo se este não ultrapassar em mais de 50% o vencimento correspondente ao cargo que vai ocupar – ou seja, um requisitado que receba 3.000 euros no lugar de origem só poderá continuar a receber essa quantia caso o vencimento correspondente ao lugar para o qual foi convidado não seja inferior a 2.000 euros.
    Embora à primeira vista seja de aplaudir esta medida, mais uma dúvida se me levanta. O que é um requisitado?
     Uma secretária? Um assessor? Um ministro? Um motorista?
    Sabendo que um ministro ganha 4.959,52€ será que se for requisitado e ganhar mais de 7.500 € poderá vir a ganhar 7.439,28€?! E se for Secretário de Estado? 4.578,02 + 2.293,51 = 6.880,53?
    Então já se aumentam os ministros e demais correlativos em 50% caso sejam requisitados? É esta a moralidade?
    Ficamos no entanto com este resto da notícia:
    • Qualquer excepção pontual terá obrigatoriamente de ser autorizada pelo próprio primeiro-ministro, estando os ministros inibidos de tal poder.
    E ainda há exceções...

    Fumo branco da Galiza

    Afinal conseguimos continuar a ir a Vigo de comboio, graças à RENFE.
    Viva a Galiza!

    07 julho, 2011

    Miserere

    Que Europa?

    Depois deste último ataque da Moody's, o coro de protestos elevou-se timidamente, primeiro por cá e depois por algumas vozes lá da estranja.
    Por cá, parece que os salafrários que há pouco tempo até achavam que as agências se estavam a portar bem e a castigar um governo mau, rapidamente inverteram as agulhas e deram por ela que afinal nos tinham andado a mentir, fosse por oportunismo político, por calculismo, por ódio à besta ou por outra qualquer razão que nos arrastou um pouco mais para o fundo.
    Lá de fora, parece que começam a acordar e a entender que o ataque ao Euro se vai fazendo paulatinamente pela falta de soluções apresentadas a países que nunca foram olhados de frente por aqueles que sempre se julgaram os senhores do mundo.
    A Alemanha, França, Itália, Holanda, Bélgica, Espanha, Dinamarca, Suécia, Áustria-Hungria, Império Otomano, EUA e Inglaterra (dizia-se nossa aliada) ainda se pavoneiam como potências colonizadoras que em devido tempo voltaram as costas a este país negando-lhe o acesso inclusivé à Conferância de Berlim de 1884-85, onde dividiram a África a seu bel-prazer.
    Também, verdade seja dita, nunca soubemos estar em África, pois não a desenvolvemos, nem dela retiramos o muito que por lá havia, pois a mentalidade pequenina e mesquinha dos governantes de então assim o decidiu.
    Sofremos uma longa ditadura, sob o beneplácito de todos os países ocidentais, que olhavam para o lado e nos viam apenas como seu terreiro de férias.
    Libertados em 74, vimos os EUA encolherem os ombros à tentativa golpista do PCP, e graças ao Soares e ao Carlucci escapamos de boa.
    Ao entrar para a CEE pensamos ter o mundo na mão, mas sempre fomos olhados como um mal necessário. Ousamos entrar no Euro em condições absurdas, pois, já em 1993, a Grécia tinha melhores condições de paridade do que nós, mas insistimos.
    Com o Euro a 200$482 os preços das exportaçõpes dispararam tornando-as menos apetecíveis e fizeram com que as importações se mostrassem mais interessantes.
    Uma indústria apoiada numa mão de obra intensiva, mal paga e sem adequados conhecimentos técnicos rapidamente se deteriorou e nada foi feito, antes pelo contrário.
    Hoje, com o atraso que temos na atividade industrial, com o desaparecimento da frota pesqueira, com os campos votados ao abandono, com o País centralizado no buraco lisboeta, resta-nos o turismo e as indústrias de ponta ou os serviços, pois para outras voisas falta-nos dinheiro.
    A Europa que faz, empresta-nos mais um bocado de corda para nos enforcarmos a juros de agiota e assobia para o lado pois somos os PIG's do costume, os sub-humanos como tão bem nos sabem classificar na Europa Central.
    Abram os olhos, juntem forças, digam à Europa que também somos europeus e que sem nós a Europa vai de vela, e acreditem ou não, o desenrascanço português é capaz de fazer milagres que a eficiência alemã desconhece, a vaidade espanhola não consegue, a sobranceria inglesa não permite, o deixa andar italiano dá sono, a xenofobia francesa incapacita, as dissidências dos Países Baixos não escondem e que os frios do Norte enregelam.
    Morrer sim, mas de pé, como as árvores.

    O campeonato aí está

    À porta de mais um campeonato nacional de futebol, sabendo que a irrcionalidade das claques tem subido de tom perante a passividade do governo e dos agentes desportivos, será bom que este governo tome medidas securitárias e punitivas suficientes para que o verghonhoso exemplo da época passada não se verifique.
    Todos os intervenientes devem ser responsabilizados pelos desmandos a que derem origem, desde os dirigentes até aos participantes, sem esquecer o empolamento dado pelos comentadores que mais parecem, por vezes, agentes catalizadores do que ponderados apaziguadores da excitação coletiva.
    Vamos lá a ver se nos entendemos (todos), e se transformamos um jogo de paixões por um espectáculo de emoções, deixando de lado tudo o que de mau é norma fazer a sua aparição.

    Cabeçalhos (II)

    Hoje é a vez do DN e a LUSA.


    Claro que aparato é a designação espanhola para aparelho, e é do aparelho militar da ETA que se fala, mas como cada vez menos se escreve português em Portugal, talvez na LUSA tenha sido algum espanhol a fazer a tradução...

    E.coli

    Agora a culpa é do feno-grego egípcio!
    A alemanha continua a dar tiros para todos os lados, como se a infeção virulenta que protagonizou não seja de sua culpa.
    Os egípcios já responderam com uma lógica que não deixa de ser interessante - se não há nenhum caso no Egipto nem nos países importadores porque raio é que a infeção provirá das suas sementes?
    Continuemos a aguardar os desenvolvimentos desta mixórdia germânica que já deixou muitos mortos pelo caminho.

    06 julho, 2011

    Maria José Nogueira Pinto

    Numa altura em que os políticos e a política são considerados pouco mais do que lixo, desaparece uma das Senhoras da política portuguesa.
    Maria José Nogueira Pinto, esteve na política com o que ela tem de mais nobre. A sua dedicação à causa pública, a ética demonstrada, a independência perante os poderes instalados, a proteção dos mais fracos, a frontalidade das suas posições e a sua atitude perante a vida devem ser o farol-guia que servirá de orientação aos que agora chegam à política, quer para os muitos que lá andam à deriva sem saber para onde fica o seu rumo.
    Terrível adversária, era um bálsamo ouvi-la expressar as suas discordâncias sempre feitas com o respeito pelo oponente.
    A política portuguesa está mais pobre, muito mais!

    Cabeçalhos (I)

    Coreia do Seul não planeia retomar ajuda alimentar à Coreia do Norte

    Começo hoje um novo tópico destinado aos cabeçalhos de notícias de jornais e demais asneiras transmitidas pelos restantes orgãos noticiosos.

    Este é do JN na sua edição on-line

    Prometo ficar atento.


    Citações (XLVII)

    O imposto é a arte de depenar o ganso fazendo-o gritar o menos possível e obtendo a maior quantidade de penas.

    John Pollard

    Porto-Vigo

    A CP vai encerrar esta linha dizendo que a mesma dá prejuízo. Espero que não continue a encerrar todas as que dão prejuízo, pois por esse caminho iremos ficar sem caminhos de ferro em Portugal.
    Mas vamos dar uma vista de olhos.
    Primeiro o horário:
    Como é fácil de observar, as composições que partem do Porto demoram 3h19m/3h20m a chegar a Vigo, mas as que partem de Vigo, para o mesmíssimo percurso demoram respectivamente menos 19 e 18 minutos. Se a isso juntarmos os cerca de 10 minutos perdidos em Tui, quer na ida, quer no regresso nos horários Porto-Vigo (7:55) e Vigo-Porto (19:37) ficaremos com cerca de meia-hora que poderia ser encurtada na viagem o que certamente a tornaria mais atrativa possibilitando um acr+escimo de passageiros.
    Sabendo ainda, que o prejuízo é de 19.600€/mês como nos é dito aqui, e que n'A Baixa do Porto se chegou à conclusão que o mesmo prejuízo poderia passar a lucro se fosse aumentado de 13 passageiros por viagem, mais confuso se torna entender este encerramento.
    Sendo do conhecimento geral que há carritos da administração que custam mais de 50.000€e que a falta de utentes não seria problema se a CP quisesse, mais se estranha a decisão.
    Talvez um dia, alguém se lembre do Norte, mas para já, o Álvaro anda mais preocupado com os autocolantes nas cadeirinhas...