30 setembro, 2012

Más notícias

Decidi colocar ontem um ponto final à colaboração que,... diz-nos, Francisco Seixas da Costa, no seu blog "duas ou três coisas".
São más notícias por várias razões.
A primeira, é a constatação de que um grupo de gente de muita qualidade (Seixas da Costa, António Martinho, António Amorim, Jorge Morais Dias e Julio Pedrosa),  abandona um projeto que se queria vivo e bem sedimentado e que por titubeações corre perigo de se afundar.
Em segundo lugar, torna-se já um lugar comum ver pessoas, que muito tinham ainda a dar a este país, acabarem por desistir face à teimosia do rebanho.
Por último, sentir que por lá andam os passarinheiros do costume a vender ilusões sem cuidar do futuro e apenas se interessando nos seus projetos pessoais.
Face a isto, não haverá quem olhe com olhos de ver para o ensino em Portugal?

Balões de oxigénio

Mais uma vez, António Borges faz um favor ao governo, tirando da praça pública as questões incómodas substituindo-as por discussões estéreis sobre as suas polémicas afirmações.
Borges, que é uma figura que não se sabe ao certo o que faz e para o que serve, bem pago, com acesso fácil à comunicação social, entretem-se a negociar na sombra o que devia ser claro e a criar diversões quando os interesses se focam demasiado no governo.
Durante o primeiro "affaire" Relvas, Borges, sem nada que o fizesse prever, atira com uma bombita de maucheiro:
Economista António Borges defende que reduzir salários "é uma urgência". 
Claro que a CS se atirou em peso à pseudo-notícia, os partidos largaram o Relvas para comentarem o Borges e o (des)governo aproveirou para delinear a estratégia que acabou por vencer.
A jornalista foi à sua vida, as declarações esquecidas, e o Relvas tomou novo fôlego.
O Borges, continuou na sua senda e os salários não sofreram nenhum beliscão. 
Em Julho, o segundo caso Relvas arrastava-se na CS, agora a propósito das equivalências, e o "amigo" Borges atira cá para fora com a concessão da RTP.
As atenções de imediato se viraram para este assunto, e, de uma cajadada, se matam dois coelhos, pois a administração da RTP desfaz-se, e o incómodo presidente sai de cena.
Agora que a contestação anda na rua, e as manifestações aí estão, Borges ataca de novo, agora insultando os emoresários, aliás na senda iniciada por Passos Coelho no Estoril.
Claro, que a manifestação da CGTP foi para o tinteiro, pois o que está a dar são as respostas ao Borges!
Interessante o "timing" que este Borges escolhe para mandar as suas atoardas. Poderá ser apenas o acaso a ditar tais eventos, mas mesmo eu, que até nem creio em bruxas, estranho as coincidências.

29 setembro, 2012

Futurologia (II)


Bairro Operário



Quem se mete com a banca, paga!

Os nossos inteligentes (des)governantes, part safar o défice do ano passado, lembraram-se de meter as mãos num bolo envenenado que estava a cargo dos banqueiros - os fundos de pensões!
Esqueceram-se talvez de dizer que mais de metade regressou de imediato aos cofres da banca, fazendo assim que o que a banca teria de pagar ao longo dos anos servisse para encaixar pagamento de curto/médio prazo, com os benefícios daí decorrentes e com os encargos a pesar do lado do estado nos anos seguintes!
Os artífices de tão grande negócio, ruinoso para o estado sem dúvidas algumas, pois o que se transferiu foram responsabilidades ficando os bancos com o património que estava cativo pelos fundos de pensões na mão a custo zero.
Poderão os economistas de serviço explicar muito bem explicadinho quem é que ficou a ganhar com o negócio?
Será que a Segurança Social já anda pela mó de baixo por causa desta fabulosa operação?
Porque é que não perguntam ao Vitor Bento, à Manuela Ferreira Leite, ao inteligente António Borges, ao sempre atento João Duque, ao curioso João Salgueiro, para já não falar de outros conotados com o reino do disparate.

28 setembro, 2012

Desculpem lá...

... mas é gente desta que anda a defender a lei, a exercer a ação penal e a defender a legalidade democrática!

Futurologia (I)

Salário Mínimo Nacional

 

Quem te avisa teu amigo é!

Rui Rio, que não é propriamente um amigo ou apaniguado dos visados, vai deixando avisos.
Lamentável para o governo, é que tenha de ser um autarca do PSD a verberar as atitudes que alguns pêessedêzinhos se apressaram a expressar, e que outros tentem enfiar a cabeça na areia.

Fora da realidade!

Se alguém tinha dúvidas de que o atual primeiro-ministro não estava em consonância com a realidade, este, ontem, num discurso a empresários que se reuniram no Pavilhão de Congressos do Estoril, definitivamente dissipou-as!
Para além de continuar a considerar "bem sucedido" o processo que se tem desenvolvido, parece entender que os sacrifícios que tem pedido são apenas o início de um processo longo e que "exige um esforço maior do que o desempenhado até agora"!
Considerar bem sucedido um processo em que roubou, numa primeira fase, 3,6 % dos rendimentos dos trabalhadores por conta de outrém e pensionistas, aumentou os impostos indiretos, e ainda teve de recorrer a 6.000 milhões de euros de receita extraordinária (fundos de pensões da banca) para manter o défice em 5,9% fazendo assim baixar em 2,1% o défice real que ficaria próximo dos 8%.
Que no ano seguinte, para além de novos aumentos do IVA, se tenha atirado a tudo que era receita aumentando-a para valores incomportáveis, procedesse a novo saque, agora de mais de 14% dos rendimentos, aos trabalhadores do estado, reformados e pensionistas, ande a estudar novas maneiras de conseguir receitas extraordinárias, tenha alienado património do povo português, tenha lançado no desespero dezenas de milhar de portugueses e ainda lhes tenha cortado no subsídio de desemprego.
Que, depois de todo este esforço, o défice prometido de 4,5% não será atingido, ficando-se segundo o ministro Gaspar pelos 6%, número que não podemos confirmar pois é um mistério bem guardado, dando cabo de todas as otimistas previsões dos três da vida airada, do (des)governo nacional e da corja de bajuladores de servico onde se encontram reputados economistas(!).
Para lá de tudo isto, a dívida pública ( a tal que era incomportável e que o pedido de resgate faria desaparecer) se tenha agravado, e que as previsões do seu agravamento continuarão para o ano, e ainda ter a lata, sim porque é preciso uma grande lata, para dizer que este programa é um sucesso e que estamos no bom caminho!
A realidade atual é muito diversa do país que fomos em 2011.
Estamos mais pobres, pagamos mais impostos, temos menos escolas, menos hospitais, mais desemprego, um comércio interno a morrer, indústrias a desaparecer, centros de decisão a fugir, investimento a cair, a própria democracia a fenecer, e aparece gente a dizer que tudo isto é necessário pois das cinzas renascerá um país novo!
Mas um país para quem?
Para uma oligarquia que continua a engordar sem nada fazer, a sentar os rabiosques em carros de luxo, a mandar fazer os fatos de encomenda e engravatada de seda?
Ora bolas, para o bom caminho e para o sucesso!

27 setembro, 2012

Fundações

Ainda muito se escreverá sobre as fundações, sobre as (reais) intenções do (des)governo em poupar o erário público, da demagogia do discurso partidário, do estranho caso da avaliação das fundações, do motivo porque só algumas fundações foram avaliadas, dos critérios que ninguém entende e das classificações nebulosas que foram dadas numa primeira fase e que até agora não foram corrigidas.
Neste processo, que já vai longo, destacam-se no entanto algumas coisas interessantes, ou melhor, curiosidades a reter.
Não sabe a Secretaria de Estado da Administração Pública quantas fundações existem!
Como? Então o Estado não sabe?!
Das 558 fundações que reponderam ao censo só 401 foram avaliadas, tendo deliberadamente sido deixadas de fora 147! Porquê?
Segundo o Secretário de Estado Hélder Rosalino, devido a serem cooperativas, associações, centros sociais e/ou paroquiais ou pertencerem à centena que foi fundada ao abrigo do direito canónico, e, apenas uma que à data tinha sido extinta!
Será que essas não recebem apoios, não delapidam dinheiros públicos?
Mas não contentes com isto, ainda foram deixadas de fora mais 37, por "insuficiência de informação" e nada mais nos é dito, ficando assim por saber se, irão ser avaliadas ou haverá qualquer outro interesse subjacente que as retirou da avaliação!
Daqui resulta que, mais de um quarto da totalidade das fundações ficou de fora, escapando a uma avaliação por decisão do governo!
Razões para este procedimento, não há!!
Depois, e mais uma vez, o principal critério para a avaliação é o da sustentabilidade!
Ou seja, se não for sustentável (entenda-se aqui o sustentável pelos apoios recebidos do estado superiores a 50% do total), é meio caminho andado para ir borda fora!
Mas, surpresa das surpresas, das 401 fundações avaliadas só 99 tinham na época mais de 50% das receitas provenientes do estado. Menos de um quarto das avaliadas, ou cerca de 18% da totalidade das encontradas pela secretaria de estado, sendo que 47% delas são IPSS's.
Se levarmos em linha de conta que, estas fundações, dão emprego  a 25.698 pessoas começa a ver-se no que é que se está a mexer.
Mas adiante, pois o que interessa é o resultado prático de tal avaliação, de que ainda não sabemos os custos, mas que o discurso político caracterizava por uma das nossas terríveis e doentias maleitas a que urgia pôr cobro.
E, a surpresa chega em todo o seu esplendor!
O (des)governo, depois de muito ponderar decide o quê? Extinguir quatro (4) fundações! Quatro! Então nas 401 só haviam quatro a mais? Seriam essas quatro que levaram o país à ruína e atiraram com o défice de cangalhas?!
Então os culpados são a Fundação Cidade de Guimarães, o Museu do Douro, o Coa Parque e as Salinas do Samouco!
Sabendo que a Fundação Cidade de Guimarães iria encerrar após o fim da Capital Europeia da Cultura, mais bizarro se tornará falar no seu encerramento como medida de fundo!
Não contentes com isso, dizem que vão terminar todos os apoios do estado a dez fundações, entre as quais se encontra a primeira classificada - Fundação Casa de Mateus, não se compreendendo bem, se o fazem para poupar dinheiro ou por vingança política, dado que aquela fundação atribuiu o prémio D. Dinis a uma poetisa que se negou a receber o prémio das mãos do primeiro-ministro, ou no caso da Fundação Oriente que nega receber apoios há muito tempo; mas tudo bem, pois penso que estas duas, felizmente, bem podem dispensar os apoios.
Estranho no entanto que a secretaria de estado não tenha conseguido avaliar a Fundação AIP, a Sousa Cintra, a Eurocrédito, a Amélia da Silva Mello e mais uma mão cheia delas. Ficamos sem saber porquê!
Estranho ainda, esta história da Fundação Social Democrata da Madeira, que o secretário de estado afirma não receber dinheiros públicos (!!!) uma vez que esta fundação, aliás como as demais beneficia em termos de política fiscal de isenções e outras regalias que oneram o erário público, deitando por terra o argumentário de que esta fundação não custa dinheiro ao estado português.


Equidades!

Preço da água no Porto é 35% superior ao de Lisboa

26 setembro, 2012

Justiça, ou talvez não?

A senhora ministra da Justiça ainda penso que Justiça deve ser escrito com letra maiúscula - aproveitou uma viagem a um estabelecimento prisional para deitar cá para fora mais uma enormidade, que poderia ter sido dita sabe-se lá bem por quantos, mas que na boca de uma ministra que se afirma da Justiça, se tornam numa afirmação terrível.
A frase aí está, assassina q.b., e com intenções sabe-se lá bem de quê?
A senhora ministra, pelos vistos entende que ninguém está acima da lei e que terminou o tempo de impunidade.
Ora, se acabou o tempo de impunidade, presumo que esse tempo terá existido e é do conhecimento da senhora ministra, o que me leva a concluir que, das duas uma, ou a senhora ministra conhece crimes que ficaram impunes e não os denunciou às autoridades respetivas, nem sequer deles prestou testemunho, cometendo assim um crime, ou a senhora ministra apenas pensa terem existido crimes, e está apenas a fazer propaganda político-partidária, atirando a Justiça de cangalhas e a presunção de inocente e bom nome dos indiciados para o caixote do lixo.
Estamos perante um caso em que a mulher de César não parece ser séria, podendo daí tirar todas as conclusões possíveis, onde a Justiça, naturalmente não sai nunca a ganhar.

Fala-se muito de competitividade, mas...

Sempre que ouvimos falar de rentabilidade, competitividade, emprego, desenvolvimento e outros que tais, os nossos políticos, economistas e demais demagogos de serviço, enchem a boca com a necessidade urgente de baixar impostos às empresas, de esmagar (ainda mais) os vencimentos dos trabalhadores por conta de outrém (TCO), aumentar os horários de trabalho, etc.
Ou seja, penalizar os TCO e aliviar o patronato!
Mas se olharmos à nossa volta, verificamos que a taxa média de impostos (TMI) das sociedades no nosso País é idêntica ou inferior à que vigora nos países que nos são indicados como exemplo, vejamos:
TMI em 2010 - 25% em Portugal, que é o mesmo que é na China ou na Dinamarca, mas depois o que vemos? 
25,5% na Holanda, 26% na Finlândia, 26,3% na Suécia, 28% na Inglaterra e na Noruega, 29,4 na Alemanha, 30% na Espanha, 31,4 % na Itália, 34 % na Bélgica, 40 % nos Estados Unidos,  40,7 no Japão... (Fonte KPMG).
O que é que se conclui?
Temos uma taxa assim tão elevada como transparece dos discursos oficiais?
E que dizer dos custos do trabalho?
Será que os nossos 12,1 €/h estarão perto dos 20,1 da Inglaterra, dos 20,5 da vizinha Espanha, dos 27,4 da Irlanda, dos 30,1 da Alemanha ou dos 39,1 da Suécia, entre outros? (Fonte Eurostat)
A quem é que convence os contos da carochinha dos impostos mais baixos para as empresa e a redução dos custos na retribuição para atingirmos uma melhor competitividade?
Não será a nosso tecido empresarial que precisa de mudar de vida?
Não será o governo que terá de apontar o caminho para o futuro?
Não andaremos todo a ser enganados para contribuir para a engorda de uns poucos?

25 setembro, 2012

Citações (LX)

O problema dos partidos (políticos) é que se tornam reaccionários porque têm de funcionar com o aparelho, como qualquer igreja.

António Lobo Antunes

24 setembro, 2012

E o Zé, come?

Na rua, a classe média protestou em força contra a transferência de parte dos seus proventos para o bolso dos seus empregadores.
Saíram a terreiro, alguns clérigos, os jornais, os comentadores, os líderes partidários, dirigentes e ministros da mesma cor do (des)governo e até o patronato, todos irmanados na crítica à medida.
O primeiro-ministro, disse que iria recuar.
Agora, pelos vistos, quer sacar aos mesmos, a quem junta os reformados e pensionistas mais dinheiro através da alteração do IRS!
Será que ninguém lhes pergunta em quanto importam essas transferências, e o que é que resultam em benefício do emprego, da redução do défice, do crescimento económico, no aumento da equidade fiscal, em suma, em benefício do país e não apenas para esconder o descalabro das políticas que têm estado a seguir.

PPP's

Isto já me anda a chatear!
São PPP's p'raqui, são PPP's p'racoli, são pra cima, são pra baixo, porra, já não há pachorra!
A conversa das PPP's que, segundo alguns, parece só terem sido efetuadas em Portugal, para além de serem um exercício de pura demagogia, são a almofada ideal para justificar seja o que for. Ah! já me esquecia das fundações, que é assim como umas PPP's mais pequeninas,
Claro que (quase) toda a gente se preocupa em esconder de onde é que as PPP's saíram, quem as iniciou, porque é que se seguiu essa via e não outra, etc., etc., etc..
Pelos vistos, descobriram que as PPP's são um malefício horrível, mas porventura apresentam outro esquema de fazer obras sem dinheiro na mão ou com as taxas de juro em alta?
Ah! Claro que o que parece que muita gente quer(ia) era que os privados fizessem a obra para os governos ao preço da uva mijona, ou então, com prejuízos desastrosos, em nome do interesse nacional, ou estarei errado?
Sereia uma espécie de masoquismo empresarial ou mecenato patriótico.
O mais engraçado, é que quem atira achas para essa fogueira são os liberais, os que defendem a iniciativa privada, as privatizações, o recuo do estado em todos os campos, exceto no das contas públicas.
Longe de mim defender algumas PPP's que foram um refinado disparate, mas atirar tudo para dentro de um mesmo saco e chamar corruptos aos seus negociadores, parece-me uma generalização sem pés nem cabeça, e é apenas a maneira, que políticos rasteiros e os seus apaniguados têm, de molestar os seus adversários, pois não precisam de apresentar provas,  nem sequer apresentam em alternativa projetos, ideias, ou um fio de orientação. Nada! Apenas destilam veneno.
O mesmo se passa com as fundações, comparando o incomparável, como se a fundação social democrática da Madeira se comparasse à Gulbenkian, a de Serralves à Eurocredito, a Mário Soares à Jornal de Lavra - Matosinhos ou a Paula Rego à Sousa Cintra!


23 setembro, 2012

Fica o aviso

Dado pelo duas ou três coisas

Curiosidades

Há na vida factos interessantes que não deixam de me espantar.
Por causa de uma avaliação de desempenho 120.000 professores saíram à rua, manifestando-se assim contra a degradação das condições do exercício da actividade docente.
Agora que 37.000 deles ficaram sem colocação e com contrato ficaram menos cerca de 4.500, que irão receber menos salário e que 13.000 vão ficar com mobilidade interna, parece que ninguém pensa em fazer manifestações!
Se isto não é estranho o que é que passará a ser?

A Golpada

Já outros o alvitraram, mas que me começa a parecer estranha esta posição do (des)governo em deixar cair a TSU por outra contrapartida qualquer, parece!
Não nos esqueçamos de que esta manobra iria, quando muito, render 500 milhões aos cofres do estado, para além de reduzir o poder de compra da grossa maioria da população com incidência lógoca no consumo interno.
Agora, simpaticamente, o (des)governo já pretende que os parceiros sociais se entalem numa ou noutras quaisquer medidas que anulem certamente esses 500 milhões que entrariam na receita. Será?
Vejamos:
- o corte dos subsídios à função pública e pensionistas rendeu, em 2011, cerca de 2.016 milhões de euros;
- a taxa de 50% no subsídio de Natal em 2010 rendeu 1.025 milhões;
- em 2013 cortando-se um subsídio a todos renderá cerca de 2.050 milhões o que, em termos de equidade, será mais justo para os assalariados por conta de outrém, mantendo-se apenas a injustiça para os pensionistas, pois o dinheiro que lhe estão a tirar já os mesmos descontaram há muito tempo.
Mas creio que o (des)governo pretenderá mais, pois a sua sede é imensa e os erros que cometeu colocaram-nos numa situação calamitosa pelo que estes dois milhões não dão para nada.
Daí a golpada.
Com uma encenação digna do La Feria, vão-nos ao bolso e ainda vai haver quem fique satisfeito.
Ora digam-me lá se isto, a não ser verdade, poderá mesmo acontecer?!

22 setembro, 2012

Porque não fomos a Roma?

Abrem-se os jornais e parece que o encontro de Roma não existiu!
Parece que aquela reunião onde se encontraram Grécia, Irlanda, Espanha e Itális não nos diz respeito, pois nem somos um país intervencionado, nem temos situações idênticas.
Passos não foi por uma questão de agenda!
Quer raio de agenda importante teria Passos Coelho para não poder estar presente em Itália num encontro que poderá ser um pontapé de saída para uma união efetiva dos países em dificuldades?!
Será que a Merkel não o deixou ir?
E ninguém pergunta porquê?

E o Conselho de Estado reuniu para quê?

Não se entende muito bem para que é que o Conselho de Estado reuniu, uma vez que as suas conclusões já há muito que estavam nos cabeçalhos dos jornais, e os agentes políticos já as haviam afirmado em diversas ocasiões!
Cavaco, mais uma vez, passa ao lado dos problemas, esperando que os mesmos sejam resolvidos a contento mas recusando uma intervenção mais forte.
Primeiro o teor da convocatória não poderia ser mais estapafúrdio - Portugal no contexto da crise da Zona Euro.
Pelos vistos não era nada relacionado com o incómodo da sociedade civil quanto às medidas do governo, nada teria a ver com as dissenções no seuo da coligação no poder, nem tampouco serviria para analisar o comportamento e medidas tomadas pelo governo que estrangularam o País.
O ponto 4. do comunicado é delicioso, uma vez que os Conselheiros concluem que o cumprimento das exigentes metas (que metas?) do acordo que o estado subscreveu (qual acordo? o original ou o atual?) devem ser cumpridas!
Depois apelam ao diálogo, à estabilização financeira, ao crescimento económico, à criação de emprego e à coesão social!
Mas apelam a quem? 
A quem não tem enveredado pelo diálogo como forma de governar? A quem não se tem preocupado com o crescimento económico? A quem nada tem feito para contrariar o desemprego? A quem se esteve a borrifar para a coesão social?
Depois atiram-nos com um balde de esperança, como se fosse esta que dá de comer aos que têm fome, abrigo aos desalojados, emprego aos despedidos e aos que procuram trabalho, tratamento para os que não têm já dinheiro para os remédios ou para os tratamentos, livros para os que estudam e por aí fora.
Pois, vamos lá a ser solidários e a congregar vontades, para que aqueles carrinhos todos que vimos a sair de Belém possam continuar a ser comprados, usados e pagos com o dinheiro que tanto nos custa a ganhar.
Ora bolas!

21 setembro, 2012

Perguntar não ofende

Como anda toda a gente entretida com a TSU, lembrei-me de perguntar como é que andam as contas do BPN.
Alguém sabe?

Isto não se faz!

Através do Câmara Corporativa tive acesso a este vídeo


Nós, que até somos um povo religioso, que temos, na generalidade, uma relação com Deus bastante pacífica, que erro teremos cometido, para termos apanhado com este filósofo em cima?

Eu sei, que andamos tristes, deprimidos, mas mandarem-nos esta peça, com estas brilhantes interrogações, só pode ser brincadeira!

Mas fazê-lo ministro? Meu Deus! Isso já é maldade.


Saldo positivo?

Temos ouvido dizer que a Balança Comercial é que está a dar
O BdP até faz previsões sobre a Balança Comercial positiva etc. e tal, mas olhando para o relatório do mesmo BdP, na rubrica Comércio Internacional, conclui-se que, afinal as exportações não cobrem as importações, pelo menos no primeiro semestre deste ano.
Ora, sendo na área de serviços que se verifica o superavit, lá se vai a teoria de que é a exportação de produtos que está a puxar o país para cima.
Sendo na área dos transportes e turismo onde está concentrada a mais valia obtida, não será primordial apoiar esses setores?
Não será o IVA da restauração penalizador para esse tipo de exportações? 
E que dizer da ausência de um política de transportes valorativa da nossa posição estratégica e da nossa vocação ultramarina?
Quem olha para isto?

Liberais?

Há por aí muita gentinha, nomeadamente governantes e seus apoiantes, que gosta de se intitular liberal por oposição a ser apodada de conservadora ou mesmo de reacionária.
O liberalismo, ao opor-se ao estado que tudo regula e tudo dirige, baseia-se na liberdade individual, no mercado livre e na ordem espontânea, coisas tão longe das mentes dos nossos governantes como a água do deserto.
O que este (des)governo tem vindo a promover, é nada mais, nada menos, do que o regresso ao passado, às políticas dos baixos salários, a um estado omnipresente na arrecadação de impostos que são devorados pela oligarquia que alimenta, a uma sociedade de classes bem definidas e que se aproxima da medieval trindade, clero-nobreza-povo, onde o clero ainda se manterá (se andar na linha, pois se não o fizer os bajuladores que andam pelos jornais rapidamente lançarão sobre eles histórias do arco da velha), a nobreza foi substituída pelos políticos de pacotilha que arrastam com eles a corte respetiva onde pululam empresários sem escrúpulos, intelectuais sem "espinha", abencerragens do estado novo, saltitantes camaleões e os bajuladores encartados.
O povo, continua a ser o mesmo, agora engordado com a pequena e média burguesia que já julgava pertencer a outra casta, mas que rapidamente foi atirada para a realidade quando se viu remetida para o lugar de vaca leiteira.
Estes liberais da treta, chulam o povo até sangrar, agravam taxas que são impostas por lei, tudo pretendem regular e dirigir, não se coibem de afrontar as mais altas instâncias da democracia, tudo pretendem governamentalizar em prol dos seus interesses, quer os imediatos, que os de médio e longo prazo.
Assim, o ataque à Constituição, ao Tribunal Constituciona, a defesa do privado à custa do património público, os entraves à escola pública, o ataque ao SNS universal, e, finalmente o delapidar da Segurança Social, seria o bastante para que todos se levantassem contra este (des)governo, infelizmente, parece que a política da mentira e da ilusão começa a dar frutos, o povo prefere culpar a democracia, caminhando alegremente para o cadafalso ao som das trombetas e da charanga desta pandilha.

Não sou director do Correio da Manhã!

Mas que parece, parece!

20 setembro, 2012

Estarão de castigo?!

Será que estão de castigo, virados para a parede e com as orelhas de burro enfiadas?!

Que pena eu tenho

Hoje, cá em casa, já não aguento a choradeira que por aqui vai depois que se soube que o primeiro-minstro vai descontar mais do que o salário mínimo nacional se o desconto da TSU passar para 18%.
Se não fosse o I, e a seu prestimoso serviço público,o País poderia não vir a saber dos sacrifícios que PPC está disposto a fazer por nós.

edp

Numa altura em que toda a gente parece estar contra a parolice da transferência das contribuições para a tsu~, dos patrões para os empregados, vem a edp anunciar que se a medida vier a ser aplicada poderá vir a baixar o preço da eletricidade, mas só nas atividades reguladas!
Como a extinção das tarifas reguladas acontecerá em Janeiro de 2013, não se sabe ao certo o que é que o prócere Mexia pretendeu dizer.
Estará apenas a fazer um frete ao governo ou não saberá o que diz?

19 setembro, 2012

Subscrevo

Banco Corrido.: Senhor Ministro das Finanças, divulgue os estudos que demonstram que há efeitos positivos da sua mexida da TSU no emprego

Garotices

Nunca como agora as fugas de informação de assuntos que se passam no seio do governo se verificaram em tão larga escala.
A quem interessam? Quem são os seus mentores? Como são possíveis?
Assistirmos boquiabertos a fugas de informação vindas de reuniões em que um mínimo de pessoas está presente! 
Veja-se, a título de exemplo, o caso do número de ministros chamados a consulta sobre a TSU?
Segundo o Público, Pedro Passos Coelho terá convocado sete ministros.
Qual dos sete terá dado com a língua nos dentes?
Se a Assunção Cristas não levantou qualquer problema e o seu parceiro, Mota Soares, foi havido na prévia discussão do assunto por inerência de funções; se Carlos Moedas e Vitor Gaspar estão irmanados na defesa desta solução; se o Nuno Crato anda lá para dar cabo da escola pública e está a borrifar-se para o resto, só um dos três restantes, que pelos vistos se opuseram à medida, poderá estar envolvido, ou será que a manobra é mais complexa e a notícia do Público é apenas um atirar de culpas para quem não as tem?
Mas não foi este o único caso estranho. Desde os SMS's recebidos pelo primeiro-ministro, passando pelos recebidos pela eminência parda Relvas, foram as fugas de informação do SIS, às fugas durante a eleboração do OE de 2012, as fugas de informação do conselho de ministros entre as picardias dos ministros Álvaro e Gaspar, as fugas sobre a privatização da RTP, enfim, uma quantidade delas em apenas um ano de governção e sempre em assuntos delicados.
Parece que a ética e a deontologia andam muito afastadas deste conjunto de pessoas que se reclamam representantes da transparência, do rigor, da seriedade e da verdade, e não o praticando, reclamam-se porquê?
É com estes exemplo que a nossa juventude se vai formando, depois ainda há quem se admire da falta de escrúpulos, solidariedade, ponderação e sociabilidade que, cada vez mais, se tornam difíceis de encontrar.
Desta vez estou de acordo com o Ângelo. Garotices!

Crespalhada

Dizem-me que ontem, mais uma vez, Mário Crespo, jornalista internacionalmente conhecido pela sua falta de isenção e objetividade, usou e abusou da sua posição de propagandista "pivot" para continuar a manter a campanha contra a RTP.
Que o Crespo não goste da RTP, goste de inventar, seja um perdidinho pela manipulação da notícia, goste de verter o seu ódiozinho, seja um direitolas da pior espécie, etc. e tal, não vem daí grande mal ao mundo, pois só o ouve ou lê quem está interessado, mas, que uma estação concorrente da RTP dê cobertura a tal galfarro, com o pretexto da liberdade de informação é que não.
Quem originou esta história do milhão diário, foi um ministro deste (des)governo que não foi chamado à pedra, e possibilita assim que um Crespo qualquer se permita a referir um número para o qual não deve ter explicações sérias pela frente, mas o que acontece é que o faz, pelos vistos diariamente, a uma plateia disposta a acreditar porque nada é contestado do outro lado.
Nada, não será bem assim, pois a CT da RTP distribuiu este comunicado que mais parece um dedal de água despejado em cima de um incêndio em mata muito suja, pois poderiam ter esclarecido muito mais.
Claro, que a RTP, coitada, como anda sem ninguém à sua frente, não pode, institucionalmente, responder, mas a partir de hoje à tarde, depois da tomada de posse da nova gestão já poderá fazê-lo.
Para o Crespo e a SIC que o patrocina, este milhão diário não importa como foi obtido, se é equivalente ao que se gasta por essa Europa fora com as congéneres, se é muito para uma casa que tem dezassete canais de rádio e televisão, delegações em várias partes do país e no estrangeiro e que produz e guarda património a que todas as outras gostariam de deitar a mão.
Mais, será que a SIC e o Crespo serão capazes de dizer quanto custará o serviço público de televisão, ou quanto é que os canais privados esperam receber do estado se a RTP vier a ser privatizada?
Se calhar, o tal milhão rapidamente cresceria sem ninguém se importar muito.
Esperemos pela resposta da nova gerência da RTP a ver como é que fica o assunto.
Confesso que estou em pulgas para ver.

A Europa mais pobre

Morreu um dos nomes grandes da Europa que toda uma vida lutou pela liberdade. Deve ter morrido triste.

18 setembro, 2012

E a sociedade cala-se!

Ontem, no Prós e Contras da RTP 1, dei comigo a ouvir um senhor que se intitulou marinheiro a dissertar sobre a Fundação Champalimaud que apelidou de "mamarracho" onde afirmou, em português corrente, referindo-se à dita fundação, que "não serve para nada, aquilo"!
Esperei que um coro de protestos se elevasse da assembleia, ou que os doutos palestrantes não deixassem passar em claro tais afirmações que foram, indubitavelmente, uma ida de um sapateiro para além da chinela, no seu desabafo.
Só a Fátima Campos Ferreira, timidamente, esboçou um "penso que o senhor não está bem informado sobre o que se está a fazer na fundação, nem sobre a matéria da investigação, em todo o caso..." e valorizou de imediato o desaparecimento da escola de pesca que se encontrava no mesmo local!
Se calhar, não teria havido necessidade de destruir a escola de pesca que lá se encontrava, mas apoucar daquela maneira uma instituição que faz mais do que a maioria das que por aí andam a fazer que fazem, deveria justificar uma tomada de posição da parte dos muitos intervenientes que botaram faladura.
Mas, infelizmente, a nossa sociedade é assim!
A nossa camada culta entende (mal) que não vale perder tempo a esclarecer os que se encontram atrás, talvez por desprezo, talvez por snobismo, e por isso, cala-se!
E cala-se, porque pensa que vozes de burro não chegam ao céu e está enganada, pois a ver este programa, deverão ter estado outros burros como o que falou, a abanar a cabeça para baixo e para cima, concordando com o seu desconhecimento de coisas que não sabem mas que pensam não lhes interessar.
Não sei se este triste foi um eroo de "casting" - afinal, quem é que foi o reponsável por levá-lo ali - ou se há algum propósito por detrás disto.
Não sendo muito adepto das teorias da conspiração, não deixo de lhes dar a atenção que merecem, e num tempo em que as inabilidades se misturam com o maquiavelismo num caldo de cultura popenso a aventureirismos ameaçadores.
Fica o reparo.

Saco de gatos

Este (des)governo liderado (!) por Passos Coelho, tornou-se rapidamente num saco de gatos que, em vez de assumir uma postura solidária entre si, prefere deitar achas para a comunicação social que vão alimentando a fogueira das dissenções que o atravessam.
 Um governo de coligação, é sempre um governo de equílibrios e compromissos, mas os seus líderes devem, em primeiro lugar, defendê-lo dos holofotes da opinião pública, tratando no seu seio as questões que os separam e publicitando as que os unem.
Nesta nossa experiência, desde o início, verificou-se que do seu interior saíam muitas vez para o exterior situações que revelavam um conflito latente.
O mau hábito de usar a pasquinada de serviço para forçar situações, foi um mau hábito que a direção governativa foi deixando alastrar.
Desde o triste episódio do sms sobre Bernardo Bairrão, este primeiro-ministro e o seu núcleo duro, mostraram não estar preparados para assumirem as suas escolhas.
Já antes, a luta pelas secretarias de estado, tinha saltado para as páginas dos jornais dando origem a que os iniciais vinte e cinco, referidos em campanha por Passos Coelho, vissem alargado para trinta e cinco (mais uma subsecretária de estado) o seu número definitivo, pois cada partido queria um no ministério do outro.
O CDS conseguiu enfiar um na educação, um nas finanças (que teve um aparte assaz interessante na última conferência de imprensa do Gaspar), um na administração interna, quatro na agricultura, um nos negócios estrangeiros acompanhado de mais uma subsecretária.
Mas não ficaram por aqui as desgraças.
Desde a célebre campanha na Madeira, a privatização da RTP, a reforma da lei autárquica proposta pelo Relvas, os diversos "affaires" Relvas, a política de impostos, os cortes de pensões que os frequentes choques iam abrindo brechas na coligação. Por outro lado, dentro do próprio governo, a comunicação e entendimento entre ministros não seria a mais afável, basta recordarmos a troca de piropos entre o ministro Álvaro e o Gaspar, que mereceram um ostensivo silêncio de quem devia impor respeito, passando por secretários de estado que não confirmam o que dizem ministros, ministros que falam demais e depois são desmentidos ou aparecem a clarificar o que queriam dize mas não disseram, até ao cúmulo de assessores virem dar cá para fora notícias que atrapalham o governo que lhes paga.
Esta última picardia, só é possível, porque toda a gente faz de conta que o Paulo Portas não sabia de nada - que é que andaria a fazer o Mota Soares pois a TSU diz-lhe diretamente respeito - depois de infantilmente o primeiro-ministro, em entrevista à RTP, ter falado em assuntos que não deveria falar, dando provas de uma criancice absurda, para não lhe chamar outra coisa.
Assim, e dada a falta de alternativa que se vislumbre, estamos condenados a ter de engolir este saco de gatos, a não ser que valor mais alto se levante.
Há por aí gente que faria melhor o lugar, não tenho dúvida alguma, mas desconfio que ninguém os quererá, talvez porque já estão a ver que não seriam "os do costume" de novo a ganhar com tudo isto.

17 setembro, 2012

Estava tudo a correr tão bem

Através do Câmara Corporativa, chegamos a este estudo.
Vale a pena perder tempo e dar-lhe mais do que uma vista de olhos.

Basta!

Há pessoas, que por muito que eu tente entender, parecem habitar num planeta daqueles que andam ao redor de uma qualquer estrela,muito longe deste sistema solar.
Uma das que mais escreve (e disparata), é uma conhecida comentadeira que dá pelo nome de Helena F. Matos.
Esta plumitiva, que gosta de se apresentar como historiadora e diz ser também jornalista, é um espécime exemplar da direita mais básica e retrógrada que se pode imaginar.
Nestes dias tem sido referida abundantemente, graças a um seu texto publicado no Blasfémias, que não fora a idiotice simplória de que se reveste, não causaria espanto vindo de quem vem.
Nunca lhe liguei grande coisa, nem lhe atribuí grande importância, mas creio que é tempo de chamarmos os bois pelos nomes, pois, muitas das vezes, ao não lhes dando o devido valor arriscámo-nos a levar alguma cornada.
Para além de um português vulgar, com ausência de concordâncias e pontuação, os seus textos, geralmente são um hino à desfaçatez mais comezinha.
Neste seu texto, tem a lata, de afirmar que quem apelou às manifestações do 15 de Setembro, foram os priveligiados do sistema e que o povo em vez de se manifestar foi para a praia!
Tirando o problema grave de visão, esta "historiadora" entende que aquela massa humana que enchou as praças de muitas cidades derste País, foram "...os artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores em saberes  tão vagos quanto a licenciatura de Relvas, os empresários dos magalhães e similares, os sindicalistas com progressões automáticas garantidas..."!
Claro que é preciso ter descaramento, para escrever uma baboseira destas e permanecer sério, ou não será?
Mas, será que esta Helena que entende que a escola não deve ministrar educação mas apenas ensino, que um professor é apenas um ensinador e não um líder ou modelo, que nunca entendeu as modificações sociais que se desenrolaram na década de sessenta, que discute o Tribunal Constitucional porque muitas vezes decidem em causa prória (!), que defende o populismo de PPC e as suas férias algarvias, que defende Relvas por oposição a Sócrates, que entende que o que se faz no Correio da Manhã é jornalismo e que o que se faz no Expresso não o é, que entende que privatizar é a solução para todos os males, que faz da demagogia o seu discurso natural, não se vê ao espelho?
Dizer basta, a esta corja que tem acesso priveligiado aos jornais e demais orgãos noticiosos devia ser consuderado serviço público.

Quando a direita perde a cabeça!

É este o tipo de verdades que a direita proclama!

Ora bem II

A minha é maior do que a tua!

Estamos em crise!
Não é novidade para ninguém e muito menos para os partidos que estão no poder.
Assim sendo, e sendo-nos diariamente chamada a atenção para este facto pelos ditos partidos, ouvindo os seus líderes e correligionários afirmar vezes sem conta que a estabilidade política é o bem maior a preservar, até para mostrar ao mundo que nós por cá somos pessoas responsáveis e cumpridoras, porque carga de água é que os dois partidos da coligação, nestes últimos dias, andam entretidos a exibir as suas miudezas para ver quem é que a tem maior?!
Não saberão, quer os seus dirigentes, quer a massa falante dos mesmos, que a estabilidade não passa por arengar publicamente as suas divergências?
Terão eles a noção de responsabilidade institucional necessária para servir o país em vez de tentarem servir-se a eles mesmos e aos seus projetos de poder?
Afinal, que cambada é esta que sempre que a oposição faz uma crítica é acusada de ameaçar a cooperação necessária para salvar o país e quando abrem uma guerra entre si já tudo está políticamente correto?
Estarão estes senhores preocupados com o País?
Não creio.

16 setembro, 2012

Jornalismo?


Será isto jornalismo?

Para ler com atenção

Este texto publicado no Ponte Europa, com o sugestivo título - T.S.U. - UM EMBUSTE DA DIREITA?
Não é despicienda a hipótese lançada nesta opinião.
Numa altura em que nem tudo que parece, é, a chamada de atenção é mais uma variável que não poderá ser deixada de fora, tão habituados estamos a ser enganados com jogos florais.

Máquina do tempo

Ontem, pela primeira vez em democracia, os portugueses deram mais uma descoberta ao mundo - a máquina do tempo.
Todos is que assistiram às manifestações no Porto e em Lisboa recordaram o 1º de Maio de 74, só que, desta vez, não se viram bandeiras partidárias, nem discursos programados.
Foi pura emoção, civismo e cidadania!
Nem a pequena provocação em Lisboa teve os resultados pretendidos.
Estamos todos de parabéns!

15 setembro, 2012

Gostaria de compreender

Este governo gosta de encher a boca com a sua política a favor dos mais desfavorecidos, mas o paleio é facilmente desmontável.
Em 2011, criou um imposto extraordinário de 3,5% sobre todos os rendimentos, a saber: - do trabalho fossem eles dependente ou independente, prediais, pensões e mais-valias.
De fora ficaram os juros e dividendos (taxa liberatória).
Em 2012, os reformados e pensionistas que tiveram entre 485€ e 1.000 € receberam um corte nos subsídios de natal e décimo quarto mês, e quem ganhasse mais não recebeu nada.
Dir-se-á que para este governo 485€/mês é ser rico!
Tem ainda a grande lata de dizer que a medida apenas apanha cerca de 20% do universo, esquecendo que está simultâneamente a dizer que cerca de 80% recebem pensões de miséria e misturando no mesmo saco pensões por invalides e pensões de velhice o que é uma mistificação a juntar ao esquecimento das pensões da CGA e de outros sistemas.
Este ano avança com a roubalheira de mais 10% às pensões acima de 1.500 €, mas fica-se pelos funcionários públicos.
Em contrapartida tira 7% a todos os que trabalham por conta de outrém desde que ganhem mais do que o SMN (485 €)!
Olhando para tudo isto, será que este governo ainda terá lata para se arvorar em defensor dos mais carenciados?
Será que os carenciados são todos aqueles que ganham mais de 485 € nuns casos e noutros mais de 1.000 ?!
Quanto é que ganha um reles "advisor" que propões medidas destas? Sabendo que há assessores do primeiro-ministro a ganhar por mês mais de 3.600 € de salário base, que há especialistas nas finanças a ganhar mais de 4.300 €, que na defesa há especialistas com mais de 4.200 €, uma adjunta na justiça vale mais de 5.300 €, na saúde os especialistas já vão em 4.500 € e até na cultura uma adjunta vale mais de 4.700 €!

1.700.000.000,00

É esta a quantidade de notas de euro necessárias para puxar o défice para os 5% que a troika concedeu recentemente a Portugal.
Ou seja, apesar de todas as medidas tomadas, o erro é clamoroso, e o desfecho evidente.
Não pode a troika dizer que não teve nada a ver com isso, pois tem caucionado com a sua presença e pareceres o"bom" trabalho da (des)governação.
Para quem trompeteava que não mais recorreria a manobras extraordinárias para compor o défice, é apenas a negação do prometido.
Onde está então o sucesso que, segundo dizem, todos aplaudem?

14 setembro, 2012

Mais uma acha?

O Presidente da República resolveu convocar o Conselho de Estado para a próxima sexta-feira, 21 de Setembro.
Nada de admirável, pois já no ano passado, sem crise idêntica à vista, fez igual convocatória tendo então apelado ao entendimento das forças políticas na votação do orçamento.
Desta vez, fá-lo um pouco mais cedo e no meio de um vendaval de opiniões negativas sobre a atuação do governo que, teimosamente, falha as metas que se tinha proposto, mas continua a dizer que a sua política foi um êxito!
Amanhã, teremos duas interessantes notícias desta crise.
A primeira e mais curiosa será a da posição do CDS e como vai Portas desenvencilhr-se do imbróglio em que está metido. Talvez vejamos um ministro do CDS trilhado.
A segunda, será a afluência que terão as diversas manifestações contra a TSU e política estratégica do governo.
Prevejo que não serão grandes manifestações dada a dispersão de locais onde ocorrerá, mas, por outro lado será interessante ver quem é que abandona o conforto de um fim-de-semana ainda quente, para tratar de algo que lhes diz diretamente respeito.
Creio que estaremos todos, de uma maneira ou de outra bastante atentos.


Perguntas (1)

Alguém me sabe dizer como é que estão a evoluir as listas de espera para cirurgia?

Governados por "advisers"

Para os que ainda julgavam que éramos governados por um "mix" - como Catroga gostava de dizer - de políticas vindos da "troika" e do governo, acabaram de ser esclarecidos ontem à noite pelo Pedro primeiro-ministro.
Afinal, quem nos governa, nem é o Pedro, nem o Gaspar, nem nenhum dos ministros que por aí vão botando figura. Não! Quem nos governa afinal são os "advisers", essas figuras que ninguém conhece, com a exceção do Borges da Sachs, que não foram eleitas, nem constaram das listas de nenhum partido, e que o Pedro segue religiosamente, pois é na base dos seus "advices" que o primeiro-ministro decide!
Talvez por dormir pouco, este primeiro-ministro parece que anda a dormir em pé, pois, segundo diz, poderá intervir no mercado na área dos transportes, baixando os preços!
Como? Teremos ouvido bem?
Então os transportes públicos do estado são deficitários, acabaram de ser aumentados e viram diminuída a sua frequência, são um dos pilares que agravam o défice, e o homem diz agora que vai baixar o preço dos mesmos, agravando aquilo que não quer agravar?
E que tal a recomendação aos grandes beneficiários da TSU para baixarem os preços das mercadorias que vendem?
Se baixarem o preço das mercadorias, não vão criar emprego, ou não será assim? Ora, se a baixa da TSU serve, segundo os iluminados governamentais, para criar emprego e aumentar a competitividade, das duas uma, ou tem apenas um efeito, ou outro - cá para mim, não tem nenhum, mas adiante - como é que os "advisers" conseguem o "mix" das duas, deve ser segredo de estado.
Interessante este novo conceito.
Baixa-se a TSU.e, como consequência imediata, do lado dos consumidores do mercado interno baixa o consumo, o que leva a uma diminuição da procura.
A diminuição da procura leva a que diminuam as vendas, tendo como consequência imediata a diminuição do lucro que não é compensada dado o diferencial da TSU (5,75% contra 7%).
A diminuição das vendas leva a uma menor procura junto da produção, o que, nem aumenta o emprego, nem os resultados.
Ao diminuir os lucros e as vendas, perde o Estado na arrecadação de impostos. 
Ao aumentar a TSU diminuem as receitas do estado em sede de IRS por parte dos trabalhadores por conta de outrém.
Ah! Já ne esquecia, há uma hipótese de nas empresas exportadoras se poder baixar os preços numa margem inferior a 1%, o que, num mercado em recessão, não irá certamente compensar a diminuição de encomendas, mas que, quando muito, poderá estabilizar os empregos e manter as receitas.
Como somos um país de baixa exportação, das duas uma, ou o governo estará a pensar que vamos passar a exportar água salgada, porque é o que temos em abundância, ou deve ter descoberto o moto contínuo e prepara-se para vender a patente no mercado.

13 setembro, 2012

Equidades

Muito se fala de equidade e de austeridade mas longe dos números e factos do dia a dia.
Alinham-se as tabelas salariais, comparam-se valores, discutem-se produtividades e o resultado é o que toda a gente conhece.
Ninguém se entende.
O País vai mal. 
Pois vai, mas porque carga de água é que eu, que tenho dois filhos a estudar, e moro em frente ao meu vizinho que também tem dois filhos a estudar na mesma escola dos meus, hei-de largar os dois subsídios que tinha e ainda vou ter de largar mais 7% para a TSU e ele não?
Qual a razão, da minha vizinha do lado, que já está reformada há meia dúzia de anos, ver surripiados  dois meses à sua pensão anual, que lhe é devida por quarenta anos de descontos, sem nunca se ter metido em cavalarias altas, não tendo sequer vida para ter o passe social?
Porque raio, há-de o vizinho de baixo alambazar-se com os juros da fortuna que a parentela lhe deixou, que nunca produziu algo de útil para o País, pois nunca trabalhou, e só paga uns ridículos 30%, quando eu pago muito mais pelos rendimentos de trabalho e, além disso,  paga uma renda ridícula pela casa que tem arrendada ao filho?
Porque será que o meu vizinho do prédio em frente, tem à porta diariamente um carrinho do estado que o leva para o emprego, ganha um balúrdio como assessor de não sei o quê, recebeu o subsídiozinho de férias porque era referente ao ano anterior, tem os filhinhos colocados como assessores em empresas públicas e nem tiveram de estar com contrato a termo, nem recibo verde, dá aulas numa escola onde é levado pelo carro que o vem buscar de manhã e ainda exerce como profissão liberal uma data de cargos em locais onde não põe os pés?
Será esta a equidade de que o Gaspar e o Coelho tanto falam?

Bálsamo

Ouvir o João Galamba, ontem, foi como sentir o Sol a entrar num quarto escuro.
Este deputado do PS que, só por si, faz mais estragos do que o sonso do líder do partido em que milita, deu ontem voz à raiva de muitos portugueses que sentem na carne as agruras dos desvarios da canalhada que nos desgoverna.
Que nunca a voz lhe doa!

Mau tempo em Portugal

Desde o célebre discurso de PPC da passada sexta-feira, este país entrou num vendaval do qual parece não querer sair tão cedo.
A inépcia governamental estatela-se pelas páginas de jornais, e as opiniões adversas saltam que nem rolhas de champanhe em programas radiofónicos e televisivos onde o assunto é sempre o mesmo - austeridade.
Mesmo assim, ainda há vozes que tentam defender este tipo de políticas.
O Gaspar agradece, não sei é se conseguirá pagar os favores, mas, a cereja em cima do bolo colocou-a ontem na TVI Manuela Ferreira Leite.
Desde a declaração de que não compreendia as medidas, passando pela afirmação de que não conhecia os seus fundamentos e por isso lhe seria difícil uma crítica objetiva, até o apelo à revolta dos deputados da maioria, o meu espanto não teve limites.
Hoje, pela fresquinha, chega-nos mais uma, a do Selassie, que atira para cima do governo a estupidez da alteração da TSU dizendo que a opção foi do governo português e não da "troika"!
Será que o silêncio de Belém é prenúncio de mau tempo no retângulo?
Logo, mais para a terde, talvez o saibamos.

12 setembro, 2012

Deixemo-nos de tretas

Em 2008, existiam 349 756 micro, pequenas e médias empresas (PME) em Portugal, representando 99,7% das sociedades do sector não financeiro. As microempresas predominavam, constituindo cerca de 86% do total de PME. O emprego nas sociedades do sector não financeiro foi maioritariamente assegurado pelas PME (72,5%), as quais foram ainda responsáveis por 57,9% do volume de negócios e por 59,8% do VAB gerados em 2008.

fonte: INE
 
Bastará dar uma vista de olhos ao documento, para verificar que as micro e pequenas empresas não irão criar empregos para ninguém, para mais, tendo em atenção que são as médias e grandes, que andam a pedir a simplificação das leis laborais que lhes permitam despedimentos mais céleres, mais baratos e menos justificados, para que caia, rapidamente e em força, a ideia de que a diminuição de 5,75% na TSU para o patronato, vai contribuir de alguma forma para combater o desemprego.
De notar que estamos a falar de dados de 2008, e que desde 2010 a situação se vem agudizando com múltiplos encerramentos de empresas pelo que os dados estarão já ultrapassados pela negativa.
E competitividade é uma coisa que iremos verificar, pois eu não acredito que a diminuição da taxa venha a ter reflexo significativo nos custos finais.
Neste contexto, falar em aumento de emprego derivado da baixa da TSU é mesmo uma grande treta, pelo que era bom que deixassem de nos tentar atirar areia para os olhos.

O silêncio

O país está em efervescência, os jornais, bem como outros meios de comunicação social, começam a abandonar a letargia em que viviam e lá vão dando conta de que nem tudo estará a correr bem. Os partidos políticos engrossam a voz. Os parceiros sociais, desde os patrões aos empregados, torcem o nariz e ameaçam. A coligação abana.
Estranhamente, dos lados de Belém, nem um pio!
Não há notícias de sua excelência!
O povo, intrigado, quer através das redes sociais, quer nas parcas entrevistas de rua, pede-lhe uma palavra apenas, mas nem isso ele concede.
Não há comunicações oficiosas, nem mensagens de facebook, nem fontes de Belém deixam escapar para os jornais um qualquer incómodo, o conselho de estado não é convocado, nem sequer uma ou outra personalidade.
Estranho!
Mais estranho ainda, se nos recordarmos das correrias e discursatas com que nos brindavam ainda há bem pouco tempo, onde os sacrifícios eram bem menores, mas que sua excelência então achava um exagero.
Esta diversidade de pesos e medidas que o eleito para Belém tem dado provas nos últimos tempos, faz-me pensar se ele disse a verdade quando afirmou que era o presidente de todos os portugueses.
Parece que ele tem mais cuidado com os portugueses de cima do que com os debaixo, mas, se calhar sou eu que estou a ver mal o problema.
Há silêncios que são de ouro, outros de prata, este será de lata?

11 setembro, 2012

Portas discorda de Passos Coelho?

Saber isto dá-me outro ânimo!
Não é que o malandro, quando questionado sobre as novas (ou serão velhas e estafadas) medidas do governo a que diz pertencer, se sai com uma declaração de prudência que crsima de patriotismo!
Patriotismo porquê?
Se as apoiasse, não era por uma questão de patriotismo que se negaria a dar o seu apoio a tais medidas, ou não será assim?
Ora, não as apoiando, prefere calar-se "por patriotismo", e refugia-se atrás do Conselho Nacional e da comissão politica dizendo querer ouvi-los, até porque Ribeiro e Castro já deu o sinal de partida.
Este apoio envenenado, é a prática habitual do Maquiavel dos Negócios Estrangeiros que, ainda no Brasil, glosava declarações de pelo menos dois governantes há uns tempos atrás, comentando com o seu ar de gozo, que "quando tenho que representar o país tenho a regra que é fazer política externa e nada mais"
De recordar,  que declarações dizendo que não falavam de assuntos internos do País quando no estrangeiro, foram proferidas, quer por Passos Coelho em Chicago, quer por Álvaro Santos Pereira em Macau.

Perder tempo

Hoje, pelas 15H00, lá estava eu em frente do televisor à espera de ouvir o Gaspar, expectante face às promessas que cruzavam os ares.
Logo de início, desiludi-me.
O atraso da conferência que era motivada por acertos de última hora, levava água no bico.
Lá entrou a matulada toda para o que se adivinhava ser um parto difícil.
O Gaspar começou, como de costume, com os salamaleques e ademanes habituais, com aquela voz que me faz lembrar sempre um desenho animado.
De novo, para além de umas vagas promessas de cortes, em português suave nos que mandam no quadrado, lá mete mais uns nos reformados  e pensionistas do estado (10%), um aumento do IMI que se irá refletir nas rendas trazendo mais problemas às empresas (aí já não o preocupa a competitividade e o emprego) e aos particulares, um aumento de tributação no IRS a distribuir pelos do costume mas ainda sem figurino definido, e, para finalizar, um aviso aos contratados a termo que trabalham para o estado, que o Fundo de Desemprego já está à espera deles (lá se vai mais um bocado da teoria do emprego à custa da redução de 5,75% ao patronato).
Sobre os cortes nas gorduras, um vago olhar sobre as PPP's que vai renegociar, as fundações que vai deixar de apoiar e mais nada.
Os jornalistas tentaram não incomodar muito, com o pateta do Camilo Lourença a preferir lançar perguntas a brincar do que questões sérias, e eis que o Nicolau Santos lhe manda com três obuses de respeito, o homem avisa logo que não responde a mais nada depois disso, não vá alguém seguir-lhe as pegadas, e dá umas respostazinhas tíbias, mete os pés pelas mãos, tenta responder em economês, e não surtindo efeito, opta pela economia de café.
Um desatino.
Os secretários de estado que lá estiveram para decoração, mais o Moedas que não abriu o bico, debitaram umas tartamudices e calaram-se, felizmente.
Nesta pura perda de tempo, verifiquei que isto vai de mal a pior, pois já nem desculpas esfarrapadas condignas se apresentam, preferindo-se os chavões ou o discurso obscuro.
Dei comigo, irritado demais, para ainda ter de apanhar com uma figura, que certamente foi um erro de "casting", a debitar a posição do PS.
Isto está a ficar mau demais!

11/9

Claro que não somos os EUA, por isso o nosso, menos mortífero, mas também violento, tem já hora marcada, será às 15H00 e chegará através deste senhor.



Agora...

... que não são só os reformados, os pensionistas ou a função pública a levar no lombo, parece que já os jornais começam a falar nas incongruências da austeridade.

i Jornal de Notícias 

PúblicoDiário de Notícias
Será porque também os jornalistas  passaram a provar do mesmo veneno?

10 setembro, 2012

Não era este o Porto que queríamos


Imagem roubada ao TAF .

Música da minha pré-adolescência (IV)


Jornalismo?!

Um garoto qualquer decide colocar na Net imagens privadas de alguém, o que é crime!
Logo, os jornaleiros do costume, para além da divulgação do crime, glosam o acontecimento não tendo uma única palavra crítica sobre o assunto.
Mas pior, como o JN desgraçadamente faz - não  há link porque não pactuo com este tipo de descaramento - como não estaria satisfeito com o vasculho, junta-lhe uma fotografia de má qualidade, quiçá para servir de ensinamento aos mais jovens.
Há por aí algum jornalista sério que defenda isto?
E, se há, porque se calam?

09 setembro, 2012

Concordo!

Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida.

Ernesto Che Guevara

Corrigir desigualdades

Se virmos bem, PPC, com esta última medida afinal começou a corrigir as desigualdades!
Alguém é capaz de desmentir que, agora, os reformados e pensionistas começam a aproximar-se dos restantes trabalhadores por conta de outrém?
E já a seguir, com a mexida nas tabelas do IRS, as diferenças continuarão a esbater-se, pelo que este nivelamento por baixo está a começar a dar os seus frutos.
Não era isto que queriam?

08 setembro, 2012

Será isto investigação?

Há dias, folheando O Público, esbarrei nesta notícia:  
O título era apelativo, pois indiciava que alguém teria tido uma ideia que poderia poupar dinheiro ao estado e que, simultaneamente, poderia trazer mais negócio e menos importações.
E apressei-me a ler o palpita que uma tal Beatriz Pereira, que era crismada de investigadora na Universidade do Minho, dava às autarquias nacionais.
Logo abri a boca de espanto, pois a senhor propagandeava que deveriam ser distribuídas bicicletas aos miúdos que frequentam o ensino entre o 1º e o 9º ano, para utilizar nas suas deslocações de casa para a escola e vice-versa, poupando assim nos custos do transporte subsidiado.
Certamente que a senhora não tem filhos em idade escolar, não faz a mínima ideia do que é andar de bicicleta no meio do caótico trânsito das grandes e médias cidades, como será andar nas estradas municipais e nacionais ou nas distâncias envolvidas.
Mais estranho ainda, é ver uma jornalista que espeta com a notícia no jornal, se preocupar apenas com os custos do equipamento necessário superficialmente, ir pedir a opinião a outra senhora que seria parte interessada no negócio, aceitar as tolas explicações da sra. investigadora.
Curioso o facto de nas caixas de comentários haver uma data de pessoas a achar muito bem e a passar por cima da segurança, do civismo exibido pelos cidadãos auto-transportados, de falta de infra-estruturas, etc.
Já alguém imaginou o que seria mandar um filho de seis ou dez anos para a escola de bicicleta, sózinho, no meio de uma cidade como Braga, Vila Real, Viana do Castelo ou Tomar?
E que tal imaginarmos os miúdos a pedalar à chuva e ao vento, distâncias que por vezes ultrapassam a meia dúzia de quilómetros, em duas ou quatro viagens diárias?
E as bicicletas teriam que especificações?
Guarda-lamas, luz frente e traseira, protetor de corrente, bagageira, sinalizações laterais.
E isso atiraria o seu custo para quanto? Cento e setenta ou duzentos euros?
E o equipamento para os utentes? Qual seria e quanto custaria?
Capacete, faixas refletoras e joelheiras/cotoveleiras.
E os que não soubessem andar de bicicleta ou não dominassem a técnica, iriam a pé, ou a sra. investigadora tem mais soluções?
Claro, que a sra. investigadora falou logo nos países onde isso acontece, não como obrigatório, mas por hábitos criados e infraestruturas adaptadas.
Pensou a sra. investigadora na morfologia do terreno, na ausência de ciclovias, na falta de preparação a nível escolar e pré-escolar, no trânsito, no civismo, na fiscalização, na realidade nacional.
Não!
A sra., limita-se a dizer que "Onde circula um automóvel pode circular uma mota ou uma bicicleta, basta haver uma cultura de respeito pelo outro" !!!
Mas a sra, saberá o que está a dizer ou está a gozar connosco apenas?
A sra. não lê jornais? Não conhece os indíces de sinistralidade nacionais? Não conhece o esado das nossas vias? Será a sra. deste País?
Poderia ter apresentado a ideia com a ponderação devida e os limites que a realidade impõe; aí eu ter-lhe-ía batiado palmas, agora tornar obrigatório algo que não o pode ser, é coisa de quem não tem os pés bem assentes no chão e daí por vezes o descrédito em que cai a investigação de qualidade.
Nem o jornalista, nem a investigadora prestaram um bom serviço à ideia.
Pode ser que alguém pegue nela a acarinhe e a torne exequível. Quem me dera!

O embuste

Vejo o primeiro ministro a falar e não consigo acreditar no que ouço!
O rapaz, com aquela cara das cerimónias solenas, começa a debitar o missal, onde lá está o costumeiro discurso anti-governo anterior, o qual foi capaz de todas as malfeitorias e que arruinou (segundo ele e os seus pares) o país, mas onde não aparecem os desastres que ele e a sua comitiva fizeram a desgraça de nos oferecer.
Depois, com a lata que lhe conhecemos, diz que os empregados por conta de outrém passarão a pagar mais 7% na TSU, para compensar o que irá dar aos patrões (5,75%), ficando com o diferencial para comprar caramelos em Badajoz.
Quanto ao corte dos subsídios, talvez para salvaguardar a equidade, continua a reter os dos reformados e pensionistas, devolvendo um, em duodécimos, aos funcionários públicos!
E estas medidas servem para quê, afinal?
Para tapar o buraco enorme que não conseguem tapar com todas as medidas que já tomaram.
A desculpa apresentada, tentando dar a entender que a culpa e sugestão veio do TC, é ignóbil, para não lhe chamar coisa pior, pois distorce quer a letra, quer o espírito da decisão daquele tribunal, e, por outro lado, afirmar que estas medidas se destinam a criar emprego e aumentar a competitividade, são de uma falsidade atroz.
Se, o universo que beneficia, e pode de facto aumentar a competitividade, é o setor exportador, como explicar que, sendo este apenas uma pequena fração do todo nacional onde os custos do trabalho influenciam os custos totais do produto em apenas 13%, como entender que será isto, apenas e só, que endireitará as contas nacionais?!
Esta, é apenas mais uma medida que vai beneficiar um lado da população, a mais forte, que vai ver aliviada a sua carga fiscal transferida e paga pelos que menos podem.
E onde param os trabalhadores por conta própria, os recibos verdes, os investidores especulativos, os proprietários, os que vivem dos rendimentos, o patronato,  etc., etc..
Qual estado social, qual paz laboral, qual equidade, qual carapuça!
O que este (des)governo está a fazer é a destruir um país, um povo, uma sociedade em nome de interesses mesquinhos e particulares.
Se as pessoas o consentem, quem sou eu para dizer o contrário.

07 setembro, 2012

Ainda sobre educação

Roubado aqui este apontamento da Shyznogud.

Citações (LIX)

Não se podem censurar os jovens preguiçosos, quando a responsável por eles serem assim é a educação dos seus pais.

Esopo

Cratinices!

Era uma voz incómoda que se levantava a defender um certo tipo de "ensino", em vez da vulgar "aprendizagem" que ele detestava e achava aberrante.
Sorri algumas vezes perante as suas ideias, onde separava as duas coisas, como se fosse possível separá-las, sinal de que ele não entendia muito bem qual era a função do professor.
Para além de ensinar, o professor, deve verificar se aquilo que ensina está a ser aprendido, procurando adequar a prática da transmissão do saber à possibilidade de entendimento do receptor.
Claro que estou a falar de Nuno Crato, o atual ministro da educação, que com a sua paixão de ensinar, vai acumulando erros sobre erros até fazer ruir todo o edíficio do ensino público.
A última achega que nos dá é afirmar apenas e só isto:
- (a) redução de professores é inevitável nos próximos anos...
Não lhe interessa que uma das razões seja o aumento do número de alunos por turma que ele decidiu e que faz naturalmente diminuir a necessidade de professores, não ajudando em nada o aumento da aprendizagem, pois como se sabe, e é facilmente demonstrável, atirar um monte de alunos para cima de um professor, não torna a sua tarefa menos exigente, nem ajuda a uma maior interação nas aulas, pelo contrário.
O nº mínimo de 24 alunos por turma saltou de 24 para 26 e o nº máximo passou a ser de 30 em vez de 28!
O que levou Crato a tomar tal medida? Razão pedagógica não foi, pois ele é incapaz de a enunciar. Não será que é apenas o critério economicista a funcionar, mais uma vez?
E que tal dar uma saltada ao terreno?
Porque é que não olhamos para a nossa realidade?
Teremos uma boa rede escolar? As assimetrias regionais não se refletirão nas escolas? Estará este País dotado de uma maioria de escolas modernas, bem equipadas, quer do ponto de vista material, quer do ponto de vista docente? Terá a generalidade dos alunos um ambiente económico-familiar que lhes proporcione um auxílio efetivo na aprendizagem? Estará o estado a fazer um bom trabalho na educação? Estarão os professores ocupados exclusivamente com a dação de aulas e/ou a investigação ou andarão dispersos por outras áreas, que em vez de contribuirem apenas lançam poeira em cima do que se pretende fazer ou já está feito?
Do que tenho visto e ouvido nada disto parece interessar ao matemático ministro, antes pelo contrário, o seu amor antigo pelo rigor e pela excelência parece ser tudo menos isso.
Enganou bem!

06 setembro, 2012

De novo ou apenas mais uma vez!

Já não é novidade para ninguém esta notícia, pois em 18.04.20101, este mesmo jornal referia um documento do GPSS - Grupo de Projecto de Novos Submarinos - vindo a público através do JN, conforme se pode ler nesta noticia.
É deveras estranho que um documento datado de 2004, e que tais acusações faz, não tenha sido alvo de nenhuma inspeção especial ou que esteja adormecido no meio da papelada!
Poderá a PGR explicar convenientemente o porquê deste assunto, ou será que a PGR só atua quando muito bem entende, e contra quem entende?
Como é que um ministério, na posse de uma carta deste tipo, enviada pelo diretor da missão, cruza os braços e não dá públicas explicações do assunto?
O que emperrará tel esclarecimento?
Não vale a pena o ministro andar a solicitar à PGR a inocentação formal, de vez em quando e ao sabor das marés.
Mais fácil era esclarecer porque é que um equipamento destes, não sofre alterações de preço quando são baixadas as especificações do mesmo!
Será que qualquer um de nós, quando vai adquirir um determinado bem não o negoceia em função do que obtém?

Pasme-se!

O ministro da Administração Interna, no fim de Agosto, e em articulação com o ministério das Finanças, saiba-se lá porquê, decidiu dar instruções para "...conceder dispensa de serviço a todos aqueles que sendo funcionários públicos sejam também bombeiros voluntários e sejam requisitados pelas respectivas corporações de bombeiros"!!!
Mas então o Dec-Lei 241/2007 não está em vigor?
Será o ministro desconhecedor do que é dito no nº 1 do artº 26º?
Se não for esse o caso, qual a razão para a declaração acima evidenciada!?
Lapso, desconhecimento, mera incompetência ou será que o estado não cumpre o que está já legislado?
Não será de estranhar o incumprimento, pois ainda há dias tivemos a infelicidade de visionar um pequeno filme onde um cavaleiro tauromáquico - não sei se será digno usar tal nome para identificar um reles cidadão que tão mal fez à tauromaquia com a sua ação - investia a sua montada, contra um conjunto de cidadãos que se manifestava contra as touradas, com a omissão da polícia de segurança, que deveria estar lá para impedir tais desacatos e não o fez, nem sequer deteve o sujeito, mesmo tendo observado o acontecido! 
Onde andava o ministro que, até agora, não deu por nada, nem se manifestou?
Aliás, este ministro, que se mostra mais preocupado com os "graffiti" do que com os assaltos, a violência doméstica ou a droga que entra pela costa dentro, que viu já, durante o seu mandato, as forças policiais abrutalharem-se contra cidadãos indefesos, sem ligar muito ao assunto, que se preocupou mais com o subsidiozinho, de que desistiu depois de muito se falar no mesmo, tem feito pouco ou quase nada do que se esperava dele.
Mas continuemos atentos, pois os tempos estão insalubres e ainda pode vir por aí coisa pior.

05 setembro, 2012

A "troika" está cá?!

Dou uma vista de olhos pelos jornais e procuro novidades sobre a "troika".
Para além de uns subservientes pedidos da parte de alguns partidos políticos e da intenção de os fazer da parte de outros, do lado governamental não nos chega nada.
Longe vão já os tempos em que os três funcionários das instituições financeiras tinham as suas caretas estampadas por todo o lado e um corropio de gente à sua volta.
A discrição é a palavra de ordem!
Num país em que os "mass media", infelizmente, educaram a população a variar de opinião entre o oito e o oitenta, nem será de admirar, mas será sintomático de que algo não estará a correr pelo melhor.
Por outro lado, o extraordinário silêncio do Moedas, do Álvaro, do Gaspar e de outras figuras tão lestas em embandeirar em arco com as anteriores avaliações não deixa de ser curioso. Já nem falo do Relvas, uma vez que depois do desaire das negociações sobre as autárquicas, a que se somam o discurso disparatado na longínqua Timor, a que estão agarradas as monumentais trapalhadas já amplamente glosadas, deve ser deixado em paz, pois quanto mais se mexer nele, pior para as pituitárias nacionais.
Resta-me pois aguardar serenamente pelo resultado da avaliação, que irá oscilar entre o diploma do bom aluno azarado e o de dedicado cumpridor de um programa demasiado esforçado, pois nem avaliadores, nem avaliados, quererão enfiar as orelhas de burro que a ambos deveriam ser enfiadas.