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13 março, 2013

Que rica Europa!

A Europa, que se queria um núcleo de solidariedade e equilíbrio onde os mais fortes apoiassem os mais fracos, está a tornar-se numa quinta, onde os mais fracos são engolidos pelos mais fortes em nome de teorias que não levam a maioria dos seus cidadãos a lado nenhum.

A última, e a propósito da entrada da Croácia não lembra ao demo!

Não é que os insignes parlamentares acabam de propor que, por força da entrada de mais 12 deputados da Croácia no PE, os países mais pequenos, entre os quais nos encontramos nós,  percam um deputado cada um ou seja, os mais pequenos que paguem a fatura, pois a França, Reino Unido, Itália, Espanha, Polónia, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Países Baixos ficarão na mesma!

Na mesma também ficarão também mais cinco países cuja representação é de seis deputados e ainda a Eslovénia que tem oito.

Paradigmnático é o caso da Alemanha que perderá três deputados, passa de 99 para 96 por força dos acordos de Lisboa que limitam a 96 o número máximo de deputados por estado nação.

Muito elucidativa é a posição dos Países Baixos, cá por casa crismados de Holanda, que manterão o número de 26 deputados!

Seria interessante por exemplo saber porque carga de água é que não se mexe nos países nórdicos, nem na Holanda, não se corta nos países de maior expressão, pois não lhes fará grande diferença, e se atacam os mais pequenos inviabilizando alianças que poderiam colocar em causa a orientação dos países do norte.

Mas, mesmo assistindo a este erodir dos pequenois países, há ainda quem se foque preferencialmente no combate à esquerda, como o "camarada" Jerónimo faz diligentemente , em vez de arrepiar caminho e praticar o que andam a propagandear, se bem que o Rangel deputado anda feliz da vida com esta proposta...

É preciso ter lata, muita lata!

11 outubro, 2012

Igualdade?!

Numa Europa que se quer cada vez mais igual, e onde os nossos liberais gostam de ir buscar inspiração quando se trata de feriados, horários de trabalho, tsu's e quejandos, porque é que não os  ouvimos agora a falar quando Mário Monti baixa os impostos de quem ganha até 28.000 €/ano?
Será que esta igualdade já não lhes interessa comentar, ou entendem também que os ricos por cá começam nos que ganham o SMN ou que trabalham 35h/semana.

03 junho, 2011

Ainda sobre os pepinos

Na fabulosa Alemanha, onde tudo é bom e produtivo, onde os horários de trabalho são levados a sério e as reuniões se processam ao minuto, enfim num país dado como exemplo por muito comentador fala-barato nacional, morre gente!
E morre, porque foi atingida por uma variante do E. coli que rapidamente as autoridades decidiram ser importado de um dos países estroinas do Sul!
No país da competência e da produtividade, um qualquer instituto, fez duas análises e pensou ter descoberto a origem do perigoso mutante.
Mas, de repente, todo o orgulho alemão foi parar a terra, onde ainda se encontra, pois para além da falta de cuidado tida na análise da bactéria, concluiu-se que afinal a mesma não provinha do Sul preguiçoso, mas que era residente no seu próprio país!
Envergonhada, lá deu o dito por não dito, e passado este tempo todo, mau grado as celebradas competências e qualidades germânicas, continuam à rasca, sem saber de onde vem, como vem, o que o transmite ou simplesmente o que p fez entrar em mutação.
As hipóteses aparecem como cerejas - será durante o plantio? Será durante a embalagem? Será durante o transporte? Será dos adubos? Será nos vegetais? Será na água em que são lavados? Será no processamento de algum ingrediente que entre na alimentação?
No meio de todo este terror, merecerá a Alemanha melhor tratamento do que aquele que dispensou ao seu parceiro comunitário?
Não seria interessante boicotar os produtos alemães que entram na cadeia alimentar?
Eu cá por mim é o que faço, façam vocês também.

02 junho, 2011

Alemanha - voltam os mitos do antigamente?

A irresponsabilidade com que a Alemanha acusou outro país europeu, neste caso a nossa vizinha Espanha, dando-a como culpada da catástrofe que se abateu sobre o seu norte, mostra a falta de respeito com que trata aqueles que vivem fora das suas fronteiras.
Pelos vistos, a famosa teoria da supremacia ariana ainda não saíu da cabecinha de muitos alemães e o que é pior é que estes andam entretidos a governar com a senhora Merkel!