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04 outubro, 2012

Triste parlamento

Um parlamento, onde um refinado incompetente insulta parlamentares, com o beneplácito duma omissa presidente e o silêncio da maioria par(a)lamentar.
Um parlamento, onde o (des)governo ao invés de responder prefere a já cansativa cassete pirata de  que a culpa foi dos outros.
Um parlamento onde um pobre troca-tintas transvestido em deputado se insurge contra o direito à greve. 
Um parlamento onde há uma deputada que afirma que os parlamentares são pagos pela "troika" sem ser alvo de vaia monumental. 
Um parlamento que deixa que o (des)governo oriente os trabalhos sem levantar grandes questões, é um parlamento triste!
Será este o parlamento que todos nós queríamos ter e onde nos sentimos representados?

20 maio, 2011

Sobre a gestão e outras questões.

Tenho ouvido por aqui e por ali, alguns iluminados desta praça que gostam de comparar o País a empresas ou então às nossas comezinhas economias domésticas!
Para estes esclarecidos, numa qualquer empresa quem não gere bem vai para o olho da rua e é substituído! Já em casa o problema torna-se mais bicudo, pois quem gastar mais do que o que ganha não pode ser demitido ou apeado, pois ou é marido ou mulher e talvez seja também, pai, mãe ou cabeça de casal e tenha de se desunhar o melhor que sabe.
Será por isso que há tantos gestores no desemprego? Que aqueles que entre os nossos patrões gerem mal e porcamente têm de deixar de o ser? 
Então está tudo resolvido com uma facilidade estonteante.
Empresa que dê prejuízos quatro anos seguidos... fecha-se ou substitui-se a administração!
E que tal acabar com os descontos para a TSU e diminuir os ordenados no equivalente ao que os trabalhadores descontam e substituí-la pela obrigatoriedade das empresas passarem a pagar a reforma dos seus colaboradores, dar-lhes o auxílio devido nas situações de doença, pagar uma parte substancial dos estudos deles e dos filhos, assisti-los na reforma e na velhice, subsidiar os seus funerais, subsidiar os que colocar voluntária ou involuntariamente no desemprego, sob pena de irem parar com os ossos à prisão sem necessidade de ir a julgamento pois qualquer lei ordinária resolverá isso?
Não se esqueçam de que também deverão pagar os respetivos abonos de família e sustentar os que não conseguem ter um rendimento minímo que lhes permita sobreviver em condições de dignidade.
Vamos a isso?

P.S.: Não esquecer de começar a investir nas cadeias pois não vai haver celas para tanto preso por falta de cumprimento das suas obrigações sociais.