Mostrar mensagens com a etiqueta Saloiadas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saloiadas. Mostrar todas as mensagens

31 outubro, 2012

A nova panaceia

Este (des)governo descobriu, agora, que o remédio que irá meter o país nos eixos será um forte corte no social!

Não se sabe muito bem o que será esse corte, nem quem é que irá sofrê-lo, pois no segredo deverá estar a alma do negócio.

Alguns trombeteiros já começaram inclusivé a falar em valores, e um deles, reles economista a soldo, que adora papaguear nos pasquins e televisões até já questionou se será justo alguém que ganhe 2.000 € por mês pagar o mesmo que um detentor do SMN quando recorre ao hospital!

Para além de não saber do que está a falar, pois quem ganha o SMN não paga taxas moderadoras, como proporá o senhor que seja taxado o utente? Como será feita a cobrança do acto médico? E que percentagem pagará? Será então que quem ganhe 2.000 € pagará o mesmo do que os que ganham 4 000 €? E os que ganham 10.000 €? Ainda terão direito a ser atendidos no hospital público?

Então que dizer na educação? Iremos passar a cobrar propinas de acordo com o IRS/IRC? Haverá quem fique isento? E porque não privatizar o ensino na sua totalidade e dar cheques ensino a quem fosse estudar e não tivesse meios? De uma assentada acabavam-se com os gastos na manutenção das escolas, o ministério da educação passaria à categoria de subsecretaria de estado e os professores passavam todos para o ensino privado! Como o estado pouparia...

De caminho, em vez de pagar pensões de miséria, talvez dar uns valezinhos para o óleo (pois azeite só para ricos), para a margarina, arroz, massa e batatas. Umas senhas para a carne e o peixe e um pacote de maizena para o creme aos domingos.

O mesmo se faria para os desempregados, que se colocariam em IPSS's a fazer o servicinho, ou a cortar a relva nos jardins públicos, a fazer segurança em museus e bibliotecas, como tarefeiros nos hospitais ou guias turísticos nos postos de turismo. No fim opagavam-lhes em senhas.

Ah! Não esquecer do chequezinho para a renda que seria dado parcimoniosamente a quem tivesse casinha modesta e pequenina, pois os restantes que não fossem pobrezinho e humildes que se desenrascassem, pois não podia andar o pessoal a pagar os impostos para sustentar maus hábitos.

Não sei porquê, mas dá-me a impressão que há por aí muita gente com vontade de ter os pobrezinhos outra vez à porta, humildes, rotinhos, de chapéu na mão, para depois deixar cair uns cêntimos nas mãos estendidas e despedir-se com um:

- Não se esqueça de o ir gastar todo em vinho e cigarros!


17 maio, 2011

Os juízes de bancada

Já conhecia os treinadores de bancada, os comentadores de bancada, os ministros de bancada, os professores de bancada, mas ultimamente parece que apareceu uma nova classe - os juízes de bancada!
Sem nada saber sobre as investigações feitas ou em curso, sem nunca ter lido ou ter acesso às peças do processo, sem sequer o eventual culpado ou inocente ser ouvido, já deliberam, julgam, condenam, absolvem, fazendo em simultâneo o lugar de acusador público, advogado de acusação, polícia de investigação, juiz de instrução e emissor da respetiva sentença.
Cá está uma boa maneira de poupar uns cobres ao Estado, arranja-se um tacho a esta malta, paga-se-lhes em senhas de gasolina e dão-se-lhe a ler os jornais diários, depois é só esperar una minutos e já teremos sentença, fundamentada e tudo.
Aos outros, reformam-se já e poupam-se umas guitas do carago.

P.S.: Já me esquecia, deve ser fornecido ao juiz de bancada antes do início do processo qual o clube e o partido em que o réu milita, pois é fator determinante para uma decisão perfeita.