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12 setembro, 2012

O silêncio

O país está em efervescência, os jornais, bem como outros meios de comunicação social, começam a abandonar a letargia em que viviam e lá vão dando conta de que nem tudo estará a correr bem. Os partidos políticos engrossam a voz. Os parceiros sociais, desde os patrões aos empregados, torcem o nariz e ameaçam. A coligação abana.
Estranhamente, dos lados de Belém, nem um pio!
Não há notícias de sua excelência!
O povo, intrigado, quer através das redes sociais, quer nas parcas entrevistas de rua, pede-lhe uma palavra apenas, mas nem isso ele concede.
Não há comunicações oficiosas, nem mensagens de facebook, nem fontes de Belém deixam escapar para os jornais um qualquer incómodo, o conselho de estado não é convocado, nem sequer uma ou outra personalidade.
Estranho!
Mais estranho ainda, se nos recordarmos das correrias e discursatas com que nos brindavam ainda há bem pouco tempo, onde os sacrifícios eram bem menores, mas que sua excelência então achava um exagero.
Esta diversidade de pesos e medidas que o eleito para Belém tem dado provas nos últimos tempos, faz-me pensar se ele disse a verdade quando afirmou que era o presidente de todos os portugueses.
Parece que ele tem mais cuidado com os portugueses de cima do que com os debaixo, mas, se calhar sou eu que estou a ver mal o problema.
Há silêncios que são de ouro, outros de prata, este será de lata?

19 novembro, 2008

Coisas complicadas

O estranho silêncio do ABRUPTO sobre a ironia.