09 novembro, 2005

Para ler com atenção

N' A Baixa do Porto este apontamento do Tiago sobre propostas de administração do território para o Norte do País.

08 novembro, 2005

Um bom conselho

Do Glória Fácil, recomenda-se.

Mais ideias para o Porto

De passagem no Campo Aberto dei com este interessante trabalho do Nuno Quental.

Desaparecimentos

No Público, anuncia-se nada mais nada menos do que o desaparecimento de espólio da Comissão dos Descobrimentos no valor de cem mil euros!

Sabendo como esse espólio era valioso, estranha-se que uma tão grande parte dele tenha desaparecido sem deixar rasto.

Este desaparecimento é tanto mais grave, quando se sabe que esta comissão tendo sido extinta em 2002, ainda mantem em curso o processo da sua extinção, o que faz com que o desaparecimento seja bem conhecido!!!!


Três anos para se extinguir uma Comissão, parece-me termpo demasiado, que estará apenas a ser utilizado para alimentar a bolsa de uns tantos, que afinal, não primaram pela qualidade no trabalho de que foram incumbidos.

Sabendo-se quem por lá passou, certamente não será difícil averiguar de quem é a responsabilidade de mais este dano praticado contra o País, e punir devidamente quem o cometeu.

Mas, cá para mim, desconfio que isto não passará de mais um daqueles casos em que as obras pagas por todos nós, vão aparecer nas casas de alguns que as tomaram à sua guarda sem se lembrarem de avisar ninguém do benemérito acto protector que estavam a levar a cabo.


No final, ainda vão acabar por ser louvados por um PR qualquer, num qualquer dia de Camões.

A bem da Nação.

A propósito

destas excelentes (como é habitual) fotos da Ponte da Arrábida, n' A Cidade Surpreendente , parece-me curial perguntar porque é que os elevadores não são reactivados!

Será que o Turismo não sairia beneficiado por esse facto, bem como uma parte da população ribeirinha da Zona?

Na ponte, bastaria talvez uma pequena intervenção, criando um gradeamento de protecção, para que a segurança de todos ficasse devidamente assegurada.

07 novembro, 2005

Justiça!!!!!!

Apanhado a conduzir sem carta mais de 60 vezes foi condenado uma pena de prisão com a pena suspensa por três anos!

Dizem que é novo (21 anos) e que não matou ninguém! Estranha defesa!

Não se sabe quantos acidentes terá originado, nem tampouco se alguém teve algum prejuízo por sua causa, pois já nem sequer as forças de ordem se davam ao trabalho de o perseguir de tão conhecido na zona.

Com este exemplo pela frente, os jovens deste País que escutam o Telejornal serão tentados a fazer o quê?

Estudar, esforçar-se por tirar a carta e cumprir a Lei ou abandalhar ainda mais um pouco?

Quem souber que responda.

PROXIMIZADE

Demos com este novo vocábulo no Ideias Soltas, já saltou para os links da solidariedade.

Já agora

Como estive ausente uns dias, poderiam informar-me se o Público já esclareceu o assunto da Fátima Felgueiras e das conversações havidas com os dirigentes do PS, ou será que já todos adormeceram.

Exemplos

O Pedro Aroso, através d' A Baixa do Porto, alerta-nos para esta notícia!

Que a CMP não era eficiente, já se sabia, por muitas loas que os propagandistas lhe cantassem; que a administração anterior não tinha resolvido o problema, já muitos o sabiam mas não queriam acreditar, agora aí estão a começar a aparecer os resultados, apareçam os defensores...

Vá lá, cheguem-se à frente, ou não têm coragem?

Leiam e pasmem

De passagem pela Câmara Corporativa, dei com este belíssimo conselho da Associação Sindical dos Juízes Portugueses!!!!!!

Depois de ler este delicioso naco de prosa, fiquei mais tranquilo depois ler isto:

NOTA DA DIRECÇÃO NACIONAL

Caros Associados

Como é do conhecimento de todos os associados, em nota de 21 de Outubro, a DN tomou posição quanto à questão de saber se, em caso de greve, há ou não dever de comunicação da adesão.

Sem prejuízo da posição assumida, ou seja, não há dever de comunicação de adesão à greve, que temos como juridicamente correcta pelas razões então apontadas, vimos agora sugerir a todos aqueles que aderiram à greve, da Primeira Instância aos Tribunais Superiores, que informem a respectiva entidade processadora do vencimento, visando exclusivamente facilitar a essas entidades o controle e recolha de elementos necessário para procederem aos devidos descontos.

Embora recaia sobre essas entidades o dever e a competência para recolherem os elementos necessários, pretende-se facilitar-lhes essa tarefa, quer para evitar qualquer situação equívoca quanto aos níveis de adesão, quer para que não haja qualquer pretexto para outro tipo de exploração em caso de eventual disparidade de resultados.

Com as melhores saudações associativas,
O Secretário-Geral da ASJP, Jerónimo Freitas.
04.Novembro.2005.

Fala-se muito de França

Será que não estamos um pouco cegos, ao olhar para o que se passa em casa do vizinho e a desprezar os avisos que temos dentro de casa?

Escrita

Sempre me fascinou a escrita, por isso tenho um novo amor... a caligrafia.

O 'blog' segue dentro de momentos...

A pôr a leitura em dia.

Regresso

E contudo perdendo-te encontraste.
E nem deuses nem monstros nem tiranos
te puderam deter. A mim os oceanos.
E foste. E aproximaste.

Antes de ti o mar era mistério.
Tu mostraste que o mar era só mar.
Maior do que qualquer império
foi a aventura de partir e de chegar.

Mas já no mar quem fomos é estrangeiro
e já em Portugal estrangeiros somos.
Se em cada um de nós há ainda um marinheiro
vamos achar em Portugal quem nunca fomos.

De Calicute até Lisboa sobre o sal
e o Tempo. Porque é tempo de voltar
e de voltando achar em Portugal
esse país que se perdeu de mar em mar.

Manuel Alegre

27 outubro, 2005

A visitar

A exposição do espólio do historiador Germano Silva na Casa do Infante, conforme nos avisa o PJ.

Porque a memória deve perdurar

Aqui fica um comentário de um anónimo a um texto publicado na GLQL:

COMO TUDO ACONTECEU...

Quando Maria de Lurdes Pintasilgo foi primeira ministra de um governo da iniciativa de Ramalho Eanes, antes de sair do seu posto resolveu aumentar as pensões sociais de certas camadas de pensionistas. Foi um aumento considerável.

Sá Carneiro, na altura a preparar a AD, criticou fortemente esse aumento. A AD ganhou a seguir as eleições e foi para o governo, com Cavaco Silva em ministro das Finanças. Não tardou muito e fez novo aumento dessas pensões, o que fez com que num só ano essas pensões tivessem aumentado cerca de 45%. Começou aqui o descalabro despesista do Estado.

Mas, como o preço do petróleo entretanto tinha subido muito, de 12$/barril, para perto de 40$/barril, e como Sá Carneiro faleceu no acidente de Camarate, e era depois Pinto Balsemão o primeiro ministro, Cavaco Silva, prevendo mau tempo no canal para a economia mundial e portuguesa abandonou o barco da AD e recusou ser ministro do governo de Balsemão. Este ficou amuado e com o tempo se veria que nunca lhe perdoou este abandono do barco em pleno naufrágio.

A AD, esfrangalhada por lutas intestinas e pela crise económica que levou o país à beira da bancarrota, acaba por perder as eleições em 1983 e dá lugar a um governo de salvação nacional presidido por Mário Soares, com Mota Pinto em vice-primeio ministro. Foi o governo do bloco central.

Mário Soares teve de recorrer ao FMI para resolver a situação, com a ajuda do seu ministro das Finanças, Hernani Lopes. Em 1985 as contas públicas estavam recuperadas e o caso deu brado nos meios financeiros internacionais. Portugal passou a ser um exemplo de bom aluno do FMI.

Mas esta recuperação das finanças públicas custou popularidade a Mário Soares e ao PS, que na altura fez outra grande reforma, a do arrendamento, matéria tabú para os governos anteriores. E o PSD, com Cavaco Silva, sobe ao poder.

Iniciava-se na altura a recuperação da economia mundial depois do choque do petróleo de 1980/81, com a descida forte do preço do petróleo. Cavaco Silva, bem infomado sobre os ciclos económicos, viu que teria um período de vacas gordas para fazer figuraço, até porque Portugal se preparava para entrar na CEE e iria receber chorudos fundos comunitários.

Cavaco Silva passou então a governar com três Orçamentos, o geral do Estado, o dos fundos comunitários e o das privatizações da banca, seguros, etc.

Foi um fartar vilanagem, dinheiro a rodos para distribuir pela clientela, incluindo centenas de milhares de funcionários públicos. O despesismo estatal no seu melhor! Fez obras, sim senhor, incluindo o CCB, que era para custar 6 milhões de contos e custou 40 milhões, segundo se disse na época. O rigor cavaquista no seu melhor!

Anos depois vem a guerra do Golfo, com implicações económicas fortes a nível internacional, e Cavaco Silva, prevendo período de vacas magras e já com ele em andamento, resolveu abandonar o barco e parar de governar e entregou o testemunho ao seu ex-ministro Nogueira. Este perdeu as eleições para Guterres e em 1996 iniciava-se a recuperação da economia mundial. Foi um bom período para Guterres, que continuou o despesismo de Cavaco Silva, já que este último tinha deixado o campo minado por sistemas automáticos de aumento da despesa pública, o MONSTRO cavaquista de que viria a falar Miguel Cadilhe, além de milhares de contratados a recibos verdes no aparelho do Estado, que Guterres teve de integrar nos quadros do Estado para não ter de mandar para a rua gente que há anos não fazia outra coisa senão trabalhar para e dentro do aparelho de Estado.

Foi este o percurso do despesista Cavaco Silva, o que como ministro das finanças da AD aumentou num ano, pela segunda vez, milhares de pensionistas, e o que, como primeiro ministro, aumentou a despesa pública de tal ordem que os défices públicos da sua governação, se limpos das receitas extraordinárias, subiram tanto (chegou a 9% do PIB) que o actual défice das contas públicas é apenas mais um no oceano despesista inventado por Cavaco Silva nos longínquos tempos da AD e continuado nos tempos em que foi primeiro ministro, depois da recuperação heroica dos tempos de Mário Soares e Hernani Lopes, nos anos 1983-85.

É neste despesista disfarçado de rigor que devemos votar para PR? Desculpem, se quiserem propor Hernani Lopes para PR, podem contar com o meu voto. Mas como ele não aparece a candidatar-se a PR, vou votar em quem o ajudou a salvar Portugal da bancarrota provocada pela AD de Cavaco Silva. E esse alguém é Mário Soares.

Estes os factos. E eu voto em factos, não em mitos e miragens. Mário Soares tem um brilhante CV em controlo da despesa pública (governos de 1977/78 e 1983-85). Cavaco Silva tem um brilhante CV no descalabro das contas públicas.

Qualquer economista, se intelectualmente honesto e conhecer um pouco da nossa História recente, rejeita liminarmente este embuste chamado Cavaco Silva. Se ele for presidente da República, como pode ele pregar moralidade económico-financeira quando ele foi e é ainda o pai do MONSTRO? Monstro que agora Sócrates se esforça por abater com as reformas profundas que está a fazer.

Para os mais novos aqui fica a radiografia do embuste chamado Cavaco Silva.

A ler com atenção

Para os que gostam da cidade, n' A Baixa do Porto podem lêr-se alguns sinais importantes e preocupantes da mudança que nos espera.

Há quem ainda se admire, eu não.

26 outubro, 2005

Ignorância

Chamada de atenção na controversa maresia sobre a greve dos magistrados.

Retrato de Portugal?


Torre de Babel
Bruegel, o Velho

Orgãos de soberania

Esta, da greve de um orgão de soberania, deve ser mais uma raridade mundial.

Por este andar, os nossos juízes ainda se arriscam a ir parar ao Guiness...