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11 outubro, 2012

Manoel de Oliveira

Oportuno, sem dúvida, o seu Gebo e a Sombra que nos faz recordar Raul Brandão.

25 julho, 2011

Michael Cacoyannis

Morreu! Poucos saberão quem foi.
Aqui fica uma recordação

24 julho, 2011

Peter Sellers

Faz hoje 31 anos que morreu.
O homem que me fez rir muitas vezes e cujas interpretações são sublimes tinha no entanto, segundo consta, mau feitio.
Aos génios tudo é perdoado.
Aqui fica uma das interpretações que mais gosto.

11 dezembro, 2008

Longos dias têm cem anos

Ao ir buscar a Agustina Bessa-Luís o título do seu livro sobre dois vultos enormes da pintura, fi-lo no intuito de homenagear um portuense ilustre que perfaz hoje o 100º aniversário.

Esse homem, que bem poderia ter levado uma vida fútil e isenta de trabalhos, preferiu enveredar por uma das menos rendosas profissões deste País - realizador de cinema.

O primeiro filme dele que tive o privilégio de ver, foi o Aniki-Bobó, título que veio e uma lenga-lenga que a canalhada - era assim que nos chamavam - entoava para jogar ao 'apanha' ou 'agarra', que na minha juventude ainda ecoava frequentemente, nas ruas praças e vielas da cidade que o viu nascer.

Aniki-bébé
Aniki-bóbó
Passarinho Tótó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia
Tu és Ladrão
Eu não quero ser Ladrão
Berimbau-tau-tau
Tenho medo da Prisão
Aniki-bébé
Aniki-bóbó
Passarinho Tótó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia
Eu sou Ladrão

Na altura, quer a critica quer o público, não lhe deram grande importância, do mesmo modo que o fizeram no seu primeiro filme, Douro - Faina Fluvial, a que logo se seguiu outro, Estátuas de Lisboa.

Seis anos volvidos dá-nos mais dois documentários - Miramar, Praia das Rosas e Já se fabricam automóveis em Portugal. Este último um documentário a rever pelos industriais do Norte para poderem aprender o que é a vontade e criatividade nacionais.

E lá continua a filmar, Famalicão (1940), a que se segue o já falado Aniki-Bóbó.

O Pintor e a Cidade (1956) chega-nos 14 anos depois, tempo necessário para sarar as feridas provocadas pela crítica e pelo público, que nunca mais se reconciliou com o autor.

A Caça, surge em 1963, e é considerada em Toulon a melhor curta metragem em exibição, e vem também por acréscimo nova longa metragem O Acto da Primavera, fantasia etnográfica

Mais dois documentários, estreados em 1965 e 1966 - As pinturas do meu irmão Júlio e O Pão (feito em 1959).

Novo interregno e dá-nos O Passado e o Presente, que lhe traz alguns prémios, o reconhecimento e a polémica.

A partir daqui o autor parte para Benilde, ou a Virgem Mãe, Amor de Perdição e Francisca.

O reconhecimento aumenta internacionalmente, enquanto portas adentro se vai impondo devagar.

Segue-se o Sapato de Cetim que é galardoado com o Leão D'Ouro.

A partir daqui e até 2007 os filmes sucedem-se em catadupas à média de um por ano, como se o artista tivesse pressa em recuperar o tempo há muito perdido.

Fastidioso será enumerar os muitos filmes e galardões recebidos, pois outras fontes os terão com melhor apresentação, resta-me pois ficar à espera do Singularidades de uma rapariga loura, e agradecer tudo aquilo que nos deu.

Parabéns, Manoel de Oliveira, que conte muitos.