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27 agosto, 2012

Traduttore, tradittore!

Este simples provébio italiano é o que me aparece mais sugestivo para aplicar às legendas que nos entram pela porta dentro como rodapé de notícias, filmes ou espetáculos, quando não fazem a sua entrada em livros, documentos, guias, etc.
Julgo que para se poder exercer esta profissão há que estar minimamente habilitado com conhecimentos mais do que básicos da língua a traduzir, mas parece que, ou o ensino anda muito mal (o que até nem é de estranhar dados os recentes casos vindos a lume) ou o discernimento anda ainda pior, ou - mais grave - que, quem tem obrigação de zelar pelo respeito da tradução, anda também muito distraído, para não dizer outra coisa.
Ainda há pouco, num filme transmitido na televisão por cabo, paga a peso de ouro, poderia ler-se esta linda tradução:
- I like parties => Eu gosto de partes (!!!!!!!!!)
que bem se podia juntar com  a extraordinária tradução de Yellow Spandex como verde bandeira, ou a famosa You're fired, que se tornou em você está pegando fogo!
Já chega de ver traduzidos nomes como o mr. John Brown, mr. Clay White, mr. Earl Green ou mr. Purple, por sr. João Castanho, sr. Barro Branca, sr. Conde Verde ou sr. Púrpura para dizer que, por norma os nomes são para ficar intocáveis, a não ser que se encontrem alternativas idênticas na língua a que se destina a tradução. (Ex.: Richard => Ricardo; Arthur => Artur; Rose => Rosa, etc.) De qualquer modo deve ter-se em conta o personagem a identificar para que não saia um Ricardo Gere ao nomear o ator Richard Gere ou um António Hopkins...
Será que os tradutores e quem os emprega poderão ser um pouco mais exigentes para bem da comunidade?

01 março, 2012

Traduttore, traditori

Há muito que venho criticando as muitas traduções que eminentes licenciados (em quê?) fazem, pagos a peso de ouro e distribuídos por empresas que ganham bem sem sequer o fazerem bem.
Ontem, mais uma vez, na legendagem de um filme, foram-me apresentados dois novos pintores por um(a) tradutor(a) que não deverá saber ao certo o que andará a fazer e mesmo assim foi remunerado(a) pelo mau trabalho que faz.
Desta feita calhou ao Carvagio e Michelângelo serem dados como pintores famosos!
Se queriam escrever os seus nomes em italiano, faltaram letras num e acentuação a mais noutro, se os quiseram traduzir para português, a fazer asneira continuaram.
Mas como agora aos licenciados, pelos vistos, não lhes é pedida cultura nem conhecimentos gerais basta saberem um pouco do mester que escolheram, talvez tudo esteja certo...
Que lhe perdoem os dois Michelangelos, o estropiarem-lhes parte dos nomes!

07 julho, 2011

Cabeçalhos (II)

Hoje é a vez do DN e a LUSA.


Claro que aparato é a designação espanhola para aparelho, e é do aparelho militar da ETA que se fala, mas como cada vez menos se escreve português em Portugal, talvez na LUSA tenha sido algum espanhol a fazer a tradução...