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12 outubro, 2012

Trabalho socialmente útil!

O que será trabalho socialmente útil, que em simultâneo não seja uma qualquer atividade que integre o âmbito de conteúdo funcional dos lugares previstos no quadro de pessoal de uma determinada instituição ou organismo e que não esteja a coberto de um qualquer contrato coletivo de trabalho?
E que atividades serão essas que necessitam de habilitações escolares, qualificações e até experiência profissional(!) da parte dos envolvidos?
E porque é que poderão ser candidatas a esse tipo de prestação de trabalho instituições privadas?
Não andará por aqui escondido gatarrão com rabo de fora?

12 setembro, 2012

Deixemo-nos de tretas

Em 2008, existiam 349 756 micro, pequenas e médias empresas (PME) em Portugal, representando 99,7% das sociedades do sector não financeiro. As microempresas predominavam, constituindo cerca de 86% do total de PME. O emprego nas sociedades do sector não financeiro foi maioritariamente assegurado pelas PME (72,5%), as quais foram ainda responsáveis por 57,9% do volume de negócios e por 59,8% do VAB gerados em 2008.

fonte: INE
 
Bastará dar uma vista de olhos ao documento, para verificar que as micro e pequenas empresas não irão criar empregos para ninguém, para mais, tendo em atenção que são as médias e grandes, que andam a pedir a simplificação das leis laborais que lhes permitam despedimentos mais céleres, mais baratos e menos justificados, para que caia, rapidamente e em força, a ideia de que a diminuição de 5,75% na TSU para o patronato, vai contribuir de alguma forma para combater o desemprego.
De notar que estamos a falar de dados de 2008, e que desde 2010 a situação se vem agudizando com múltiplos encerramentos de empresas pelo que os dados estarão já ultrapassados pela negativa.
E competitividade é uma coisa que iremos verificar, pois eu não acredito que a diminuição da taxa venha a ter reflexo significativo nos custos finais.
Neste contexto, falar em aumento de emprego derivado da baixa da TSU é mesmo uma grande treta, pelo que era bom que deixassem de nos tentar atirar areia para os olhos.

19 maio, 2011

Lisboa moderniza-se

Os automóveis antigos não podrrão mais andar na baixa lisboeta, ou seja, qualquer detentor de um carro antigo, no seu estado original, e que o tenha estacionado numa garagem de um dos muitos prédios da baixa lisboeta, terá de o deixar ficar por lá ou alugar um teboque para o levar e trazer sempre que o queira utilizar!
É nestas chachadas que os nossos eleitos perdem o seu precioso tempo que poderia ser muito melhor aproveitado se dedicado a tarefas mais úteis, como por exemplo, livrar a cidade de tanto veículo com uma só pessoa, gastar dinheiro e áreas em parques de estacionamento em vez de melhorar a rede de transportes urbanos, zelar pela limpeza e bom estado dos passeios, etc.
Mas assim é mais fácil dar nas vistas.
Não mais serão vistas vistosas caravanas der automóveis antigos, os felizes possuidorres de um Panhard, NSU TT, Ford A ou Rolls-Royce anterior aos catalizadores ficam proibidos de usar os seus carros em nome da pureza do ar de Lisboa.
Com tanto carro a vomitar nocivos gases de escape para a atmosfera, com tanto cimento que cobriu jardins, com tanta falta de espaço verde, lembraram-se agora de uns mg por km3...
Já agora proíbam os fumadores de fumar na rua e às janelas, a utilização do ar condicionado nos carros e nas empresas que deitam cá para fora muito mais veneno, abatam os prédios que têm isolamentos de amianto, vá lá, tenham coragem.