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10 janeiro, 2013

Onde anda a oposição?

Afinal, por onde andará a oposição ao governo?

Numa altura em que as manchetes da pasquinada divulgam as medidas dum relatório do FMI, em que os noticiários abrem com anúncios de mais malfeitorias a curto e médio prazo, em que até já há ministros a necessitar de informar que o absurdo relatório apenas contém sugestões e não decisões, a oposição parece ter-se eclipsado em declarações de circunstância!

Num relatório, onde se afirma que os "técnicos" muito beneficiaram dos encontros tidos com ministros e secretários de estado, será difícil retirar a estes protagonismo ou influência na análise efetuada.

Mas, entretanto, que faz a oposição?!

Em vez de estudar o relatório e desmontá-lo ponto por ponto, prefere retirar algumas citações e atirar com elas à turba para incendiar paixões mas sem uma única crítica séria e/ou tecnicamente bem elaborada!

Sobram os franco-atiradores, alguns jornalistas e pouco mais para ir desmontando mais uma monumental encenação que os artífices da popaganda governativa deitaram cá para fora.

Daqui a uns dias veremos o que é que o Coelho tem escondido dentro da lura,

Aguardemos

16 setembro, 2012

Para ler com atenção

Este texto publicado no Ponte Europa, com o sugestivo título - T.S.U. - UM EMBUSTE DA DIREITA?
Não é despicienda a hipótese lançada nesta opinião.
Numa altura em que nem tudo que parece, é, a chamada de atenção é mais uma variável que não poderá ser deixada de fora, tão habituados estamos a ser enganados com jogos florais.

31 maio, 2011

Maio acaba hoje

O mês da Bona Dea segundo uns e da Maia segundo outros, era o mês da fertilidade, e este mês de Maio, de facto, foi fértil em pantomimas, discursos, insultos e pouco mais.
A fertilidade irá andar distante destas paragens por algum tempo e os próximos Maios não serão melhores do que este, infelizmente.
Talvez o próximo Junho nos traga pavão novo, que com as suas penas em leque procura fazer-nos distrair do seu feio pupilar.
Queiram os deuses dar-nos sabedoria bastante para que o olho não engane a mente, e que os ouvidos se mantenham atentos aos sinais que vem emitindo.
O velho Gil Vicente já o dizia - Mais vale burro que me carregue do que cavalo que me derrube!
Que Juno não nos traga Juventa que com ela trará Marte que nos entregará a Vulcano que na sua voragem nos consumirá de vez, e nós, infelizmente, não somos a Fénix para tentar a experiência.

30 abril, 2011

Dizem que a noite é boa conselheira

Por isso é de noite que me interrogo sobre o comportamento de pessoas que tinha por polidas, educadas, inteligentes e até cordatas e que, de repente, se tornaram virulentas, irracionais, malcriadas transmitindo na sua escrita um requentado ódio alarve, insensato e desmedido.
Não sei o que lhes terá acontecido,, mas creio que não andarei longe da verdade ao imaginar que eles, ou algum dos seus próximos, foram apanhados no ardor sancionador de um governo que decidiu cortar a direito em mordomias, abusos, exorbitâncias, capelinhas e confrarias, que se abancavam à mesa do OE, servindo-se como se em self-service se encontrassem, e depois nem necessidade teriam de passar pela caixa.
Isso e só isso explica a modificação dos lobos que vestiam pele de cordeiro e que, a coberto desse disfarce, se alimentavam do rebanho enquanto os seus pastores dormiam o sono dos ociosos.
Regougaram uns, piaram outros, manifestaram-se outros (menos), mas o grosso da coluna escolheu as novas tecnologias para fazer sentir o cheiro das suas feridas.
Através de blogs, mensagens de twiter, discursos no facebook, mentem descaradamente, chamam mentirosos e trafulhas a todos os que não pactuam do seu credo, e vomitam asquerosas diatribes prenhas de dislates e insultos.
Não argumentam, não apresentam soluções, não dialogam a não ser entre eles (e mesmo assim, por vezes, o diálogo é confuso) preferem a torpeza e a manigância para tentarem atingir os seus fins.
É lamentável, ver tanta gente que poderia contribuir para o engrandecimento deste país, preferir enterra-lo o mais fundo possível como se não viessem um dia a ser atingidos pelo naufrágio.
Pinheiro de Azevedo, de boa mem´ria dizia que o povo é sereno, mas há um dia, em que a serenidade poderá ser perdida e confesso que não gostaria de estar na pele de um desses senhores, pois quando o aço penetra na carne ao princípio nem se dá por ela, o pior é a septicemia que se lhe segue.