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17 setembro, 2012

A minha é maior do que a tua!

Estamos em crise!
Não é novidade para ninguém e muito menos para os partidos que estão no poder.
Assim sendo, e sendo-nos diariamente chamada a atenção para este facto pelos ditos partidos, ouvindo os seus líderes e correligionários afirmar vezes sem conta que a estabilidade política é o bem maior a preservar, até para mostrar ao mundo que nós por cá somos pessoas responsáveis e cumpridoras, porque carga de água é que os dois partidos da coligação, nestes últimos dias, andam entretidos a exibir as suas miudezas para ver quem é que a tem maior?!
Não saberão, quer os seus dirigentes, quer a massa falante dos mesmos, que a estabilidade não passa por arengar publicamente as suas divergências?
Terão eles a noção de responsabilidade institucional necessária para servir o país em vez de tentarem servir-se a eles mesmos e aos seus projetos de poder?
Afinal, que cambada é esta que sempre que a oposição faz uma crítica é acusada de ameaçar a cooperação necessária para salvar o país e quando abrem uma guerra entre si já tudo está políticamente correto?
Estarão estes senhores preocupados com o País?
Não creio.

15 setembro, 2012

Gostaria de compreender

Este governo gosta de encher a boca com a sua política a favor dos mais desfavorecidos, mas o paleio é facilmente desmontável.
Em 2011, criou um imposto extraordinário de 3,5% sobre todos os rendimentos, a saber: - do trabalho fossem eles dependente ou independente, prediais, pensões e mais-valias.
De fora ficaram os juros e dividendos (taxa liberatória).
Em 2012, os reformados e pensionistas que tiveram entre 485€ e 1.000 € receberam um corte nos subsídios de natal e décimo quarto mês, e quem ganhasse mais não recebeu nada.
Dir-se-á que para este governo 485€/mês é ser rico!
Tem ainda a grande lata de dizer que a medida apenas apanha cerca de 20% do universo, esquecendo que está simultâneamente a dizer que cerca de 80% recebem pensões de miséria e misturando no mesmo saco pensões por invalides e pensões de velhice o que é uma mistificação a juntar ao esquecimento das pensões da CGA e de outros sistemas.
Este ano avança com a roubalheira de mais 10% às pensões acima de 1.500 €, mas fica-se pelos funcionários públicos.
Em contrapartida tira 7% a todos os que trabalham por conta de outrém desde que ganhem mais do que o SMN (485 €)!
Olhando para tudo isto, será que este governo ainda terá lata para se arvorar em defensor dos mais carenciados?
Será que os carenciados são todos aqueles que ganham mais de 485 € nuns casos e noutros mais de 1.000 ?!
Quanto é que ganha um reles "advisor" que propões medidas destas? Sabendo que há assessores do primeiro-ministro a ganhar por mês mais de 3.600 € de salário base, que há especialistas nas finanças a ganhar mais de 4.300 €, que na defesa há especialistas com mais de 4.200 €, uma adjunta na justiça vale mais de 5.300 €, na saúde os especialistas já vão em 4.500 € e até na cultura uma adjunta vale mais de 4.700 €!

09 maio, 2011

Sobre o programa do PSD

Para já, e dada a extensão do programa gostaria apenas de me centrar em metas que o PSD diz que atingirá sózinho, uma vez que não vai ser pau de cabeleira de ninguém.
1. - Reforma da Lei Eleitoral para a AR;
2. - Redução do número de deputados;
3. - Reforma da Lei Eleitoral Autárquica;
4. - Extinguir os Governos Civis;
Poderá o PSD explicar como vai fazer issso uma vez que não é previsível vir a ter 2/3 dos lugares na AR?

10 dezembro, 2008

Estatísticas

Gosto bastante de estatísticas, mas quando vejo por aí alguns papagaios a falar de percentagens e números como se falassem de estatísticas dá-me quase sempre uma enorme vontade de rir.

Vem isto a propósito de um escrito produzido no ABRUPTO, onde num texto pseudo-científico, um senhor se põe a comparar coisas interessantes, com base em percentagens e períodos que nada transmitem, a não ser a ideia de que tudo vai pior cá por casa, e que lá pela estranja se nada em prosperidade.

O salário mínimo na Hungria é de 370,00 €, na Polónia ronda os 300,00 €, na Eslováquia pouco mais de 217,00 € e na República Checa pouco ultrapassa os 200,00€, será por isso que as suas exportações crescem?

São estes os salários que se querem praticar em Portugal?

As taxas de emprego são de, respectivamente 57,3 %, 54,5 %, 59,4 % e 65,3 % enquanto nós por cá andamos nos 67,9 %. (valores 2006).

Mas voltando às estatísticas, e saindo do princípio de que quando eu como duas galinhas e o meu vizinho nenhuma, cada um come em média uma galinha - ou seja enquanto um engorda o outro morre de fome, mas estatisticamente são equivalentes - porque é que não se comparam realidades fáceis de comparar.

Porque é que não se criticam a assimetrias regionais, ou nos fossos salariais dentro do próprio país, ou nos custos da energia, ou da água, ou na idade média dos automóveis por família?

Claro, que é melhor a comparação com o vizinho do lado, ou com o período anterior, pois não são situações comparáveis, mas quando os números dão jeito, porque não usá-los.

Vamos mas é olhar para o que podemos fazer por nós e gastar menos, e voltar aos antigos 'slogans' - os ricos que paguem a crise. Ou não deverá ser assim?