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30 outubro, 2012

Cai o pano

Finalmente, o chefe (!) deste (des)governo começou a tirar a fantasia que envergou já há muito tempo e que o faz aparecer como um social-democrata.
Finalmente, começa a emergir o rosto da mais violenta perseguição aos estratos mais débeis da nossa sociedade.
Finalmente, podem os louvaminheiros e apoiantes identificar-se com este bafiento lote de adeptos do mais abjecto projeto de tomada do poder.
Os meninos da esquerda caviar, os embotados stalinistas da velha guarda, os ingénuos democratas liberais podem agora envergonhar-se do apoio que não lhes negaram mesmo com as evidências que lhes eram diariamente apontadas.
Com o proverbial descaramento que só a velhacaria é capaz de permitir, fazem agora apelos à uniao e apoio a quem atiraram os cães e maltrataram de forma vergonhosa, não lhes pedindo opinião fosse para o que fosse e achincalhando qualquer proposta que lhes fosse presente.
Neste momento, nós, o povo que tem de pagar as diabruras deste lote de ineptos que alguém muito laboriosamente alcandorou ao pote, teremos uma palavra a dizer ou vamos ficar, mais uma vez, de braços cruzados à espera de um qualquer D. Sebastião providencial?
Agora que o pano caiu sobre a pobre tragicomédia que tem levado à cena, é tempo que toque a música e que o elenco seja posto no olho da rua, por má qualidade da representação.

05 julho, 2011

O Norte que pague

A CP decidiu começar a poupar e encontrou a melhor maneira de o fazer suprimindo de supetão a linha Porto-Vigo!
Para além da poupança miserável de 19.600€/mês (235.000@/ano), que poderia ser superada por uma melhor procura e/ou adequação de horários, prejudicam-se 15.500 utentes para além de diversas empresas.
Sabendo-se que a CP a Norte ganha passageiros enquanto os perde a Sul (Relatório e Contas 2010), mais estranha se torna esta posição que aliás segue a norma habitual - corta-se a Norte e gasta-se a Sul, retira-se mais uma ligação ao país vizinho em benefício de quem?
Certamente das populações não será!

05 dezembro, 2008

O serviço ferroviário

Muito se tem falado sobre o serviço ferroviário, principalmente sobre o TGV, e a escassez da rede ferroviária nacional, mas apontar os verdadeiros responsáveis,fica sempre no esquecimento.

Fazendo um pouco a resenha do que tem sido feito pelo serviço ferroviário nacional, constata-se o seguinte:

1 - Após 1974 e até 1983 - 9 anos - limitou-se a CP a tapar buracos, fazer greves, manter o periclitante serviço de transportes vendendo três vezes mais bilhetes do que lugares existiam nas composições - nomeadamente nas viagens Lisboa/Porto às Sextas-feiras e Sábados, e Porto/Lisboa aos Domingos e Segundas - até chegarem ao DL 63/83, que aprovava o saneamento financeiro da CP que se encontrava numa situação económica mais do que insolvente.

2. Andaram por lá, como Secretários de Estado dos Transportes e Comunicações, o Ferreira de Lima, na dependência de José Augusto Fernandes - Ministro do Equipamento Social e Ambiente, até Março de 1975.

3. Nesse mês, os transportes passam a ter direito a um ministério dirigido por Veiga de Oliveira, tendo como Secretário de Estado António Machado Rodrigues e Subsecretário de Estado o Eduardo Zuquete, onde se aguentam até Agosto do mesmo ano.

4. Agosto de 75 e surge novo ministro - Henrique de Oliveira e Sá - que se aguenta pouco mais de um mês!

5. Chegados a Setembro do mesmo ano, lá regressam o José Augusto Fernandes como ministro, tendo como secretário o repetente António Machado Rodrigues e um nóvel Subsecretário de Estado - Luís Cidade Moura.

6. Sete dias depois o Ministro já era o Walter Rosa, o secretário mantinha-se, mas o subsecretário esfuma-se, reaparecendo três semanas depois o Luís Cidade Moura na subsecretaria.

7. Em Janeiro de 76 desaparecem todos e o vazio mantêm-se durante uma semana, reaparecendo o José Augusto Fernandes como ministro, mantendo-se os mesmos senhores à frente respectivamente das Secretaria e Subsecretaria de Estado onde ficam até Julho de 1976.

Por esta amostra, poder-se-á calcular como deveria ser interessante gerir nestas confições.

(continua)