Primeiro vieram sacar aos funcionários públicos
e eu não disse nada
porque não era funcionário público.
Então vieram sacar aos pensionistas
e eu não disse nada porque não era pensionista.
De igual modo vieram sacar aos reformados
e eu não disse nada porque não era reformado.
Depois sacaram uma taxa no subsídio de Natal aos empregados
e eu não dise nada porque não era empregado.
Agora vieram sacar-me a guita a mim
eh! lá, o malta, todos p'ra rua protestar, porra!
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12 outubro, 2012
26 setembro, 2012
Fala-se muito de competitividade, mas...
Sempre que ouvimos falar de rentabilidade, competitividade, emprego, desenvolvimento e outros que tais, os nossos políticos, economistas e demais demagogos de serviço, enchem a boca com a necessidade urgente de baixar impostos às empresas, de esmagar (ainda mais) os vencimentos dos trabalhadores por conta de outrém (TCO), aumentar os horários de trabalho, etc.
Ou seja, penalizar os TCO e aliviar o patronato!
Mas se olharmos à nossa volta, verificamos que a taxa média de impostos (TMI) das sociedades no nosso País é idêntica ou inferior à que vigora nos países que nos são indicados como exemplo, vejamos:
TMI em 2010 - 25% em Portugal, que é o mesmo que é na China ou na Dinamarca, mas depois o que vemos?
25,5% na Holanda, 26% na Finlândia, 26,3% na Suécia, 28% na Inglaterra e na Noruega, 29,4 na Alemanha, 30% na Espanha, 31,4 % na Itália, 34 % na Bélgica, 40 % nos Estados Unidos, 40,7 no Japão... (Fonte KPMG).
O que é que se conclui?
Temos uma taxa assim tão elevada como transparece dos discursos oficiais?
E que dizer dos custos do trabalho?
Será que os nossos 12,1 €/h estarão perto dos 20,1 da Inglaterra, dos 20,5 da vizinha Espanha, dos 27,4 da Irlanda, dos 30,1 da Alemanha ou dos 39,1 da Suécia, entre outros? (Fonte Eurostat)
A quem é que convence os contos da carochinha dos impostos mais baixos para as empresa e a redução dos custos na retribuição para atingirmos uma melhor competitividade?
Não será a nosso tecido empresarial que precisa de mudar de vida?
Não será o governo que terá de apontar o caminho para o futuro?
Não andaremos todo a ser enganados para contribuir para a engorda de uns poucos?
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11 setembro, 2012
Perder tempo
Hoje, pelas 15H00, lá estava eu em frente do televisor à espera de ouvir o Gaspar, expectante face às promessas que cruzavam os ares.
Logo de início, desiludi-me.
O atraso da conferência que era motivada por acertos de última hora, levava água no bico.
Lá entrou a matulada toda para o que se adivinhava ser um parto difícil.
O Gaspar começou, como de costume, com os salamaleques e ademanes habituais, com aquela voz que me faz lembrar sempre um desenho animado.
De novo, para além de umas vagas promessas de cortes, em português suave nos que mandam no quadrado, lá mete mais uns nos reformados e pensionistas do estado (10%), um aumento do IMI que se irá refletir nas rendas trazendo mais problemas às empresas (aí já não o preocupa a competitividade e o emprego) e aos particulares, um aumento de tributação no IRS a distribuir pelos do costume mas ainda sem figurino definido, e, para finalizar, um aviso aos contratados a termo que trabalham para o estado, que o Fundo de Desemprego já está à espera deles (lá se vai mais um bocado da teoria do emprego à custa da redução de 5,75% ao patronato).
Sobre os cortes nas gorduras, um vago olhar sobre as PPP's que vai renegociar, as fundações que vai deixar de apoiar e mais nada.
Os jornalistas tentaram não incomodar muito, com o pateta do Camilo Lourença a preferir lançar perguntas a brincar do que questões sérias, e eis que o Nicolau Santos lhe manda com três obuses de respeito, o homem avisa logo que não responde a mais nada depois disso, não vá alguém seguir-lhe as pegadas, e dá umas respostazinhas tíbias, mete os pés pelas mãos, tenta responder em economês, e não surtindo efeito, opta pela economia de café.
Um desatino.
Os secretários de estado que lá estiveram para decoração, mais o Moedas que não abriu o bico, debitaram umas tartamudices e calaram-se, felizmente.
Nesta pura perda de tempo, verifiquei que isto vai de mal a pior, pois já nem desculpas esfarrapadas condignas se apresentam, preferindo-se os chavões ou o discurso obscuro.
Dei comigo, irritado demais, para ainda ter de apanhar com uma figura, que certamente foi um erro de "casting", a debitar a posição do PS.
Isto está a ficar mau demais!
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