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19 março, 2013

Mais um estudo viciado

Vamos sabendo pela pasquinada habitual, que o governo finalmente recebeu o estudo comparativo entre as remunerações do setor público e do privado que tinha encomendado no ano passado e que deveria ter sido entregue em Novembro.

Não tendo ainda tido acesso ao mesmo, pelo que se vai lendo, chega-se à conclusão primeira de que o estudo é uma boa trampa, pois, pelos vistos quando se propõe fazer uma comparação da componente remuneratória fica-se pelos vencimentos base, esquecendo todas as alcavalas que lhe estão subjacentes e que há uns anos se colam ao salário mensal como moscas. Estou a falar de componentes remuneratórias tão importantes como, comparticipação nos lucros, prémios de produtividade, subsídios diversos - renda de casa, empréstimos para compra de habitação a taxas bonificadas, viatura de serviço, combustíveis, comunicações, despesas de representação, complementos de doença, férias extra e/ou pagas, apoio escolar aos filhos, planos de pensões, etc., etc., etc.

Não contentes com isso, o 'spin' já rola nos jornais afirmando-se que no estado se ganha mais do que no privado, numa generalização abusiva e sem demonstração nenhuma mas influenciadora do pensamento do zé povo que embarca nestas coisas, pois pensa que se todos atacarem a função pública, os que não pertencem a essa minoria ficam livres de sacrifícios.

A ajudar à festa, temos os ricos e poderosos que vão mandando uns bitaites, como fez Belmiro de Azevedo, que defendeu que a mão de obra barata é que é ou o pândego do "aguenta, aguenta"!

Aguardemos os próximos episódios de mais esta novela, pois o PM com a sua inteligência habitual já anda todo contente a dizer que as rescisões na função pública são uma nova janela de oportunidade!

Claro, então não é uma boa oportunidade ir para o desemprego!


06 fevereiro, 2013

Leio, mas não acredito!

Dou uma vista pelos jornais e deparo com esta notícia!

Como se pode descer tanto?

Então o abencerragem do Carlos Abreu Amorim é a escolha do Menezes?!

Então não é que este fervoroso apoiante de Manuel Monteiro e da sua Nova Democracia, um personagem cujo léxico rasca é uma das suas mais conhecidas caraterísticas, este bufão da política que vem evoluindo desde a extrema direita, acoitando-se agora no idiotismo mais profundo do PSD clubista, mas que tem o cuidado de ostentar o distintivo de independente, é a figura que Gaia merece para ter à frente dos seus destinos?!

Que o Menezes o escolha, não é nada de espantar, pois ele escolherá o pior candidato, pois o que mais lhe interessa é lustrar a sua herança e concomitantemente CAA é alguém que dificilmente lhe fará sombra.

Mas regressando ao indigitado, como é possível que o PSD se reveja em alguém que entende que "Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos" ou "(o PR) está bem quando está calado", que conclui que o PM, quando afirmou que o desemprego era salutar, pois era uma oportunidade para mudar de vida , apenas estava a dar ânimo a quem se encontrava naquela situação?!


Que dizer da aposta numa pessoa que foi eleita por Viana e que não tem uma palavra sobre a reiterada disposição de portajar as estradas da região que diz representar, que admite que a solução para os Estaleiros de Viana do Castelo se arrastem indefenidamente, que não se impõe no desbloqueio de verbas para o arranjo de uma grua no porto de Viana fazendo com que as indústrias exportadoras da zona tenham de pagar o transporte dos materiais a exportar até Leixões, que garantia querer ter melhores resultados em Viana nestas autárquicas, 


Já sabíamos que esta criatura, apresentada pelo Passos Coelho, como uma das suas peças para fazer a diferença não passava apenas de um cão de fila para morder nas canelas dos seus oponentes. Como tem desempenhado a contento o serviço, chegou a altura de lhe dar um pouco mais de protagonismo.

12 outubro, 2012

Adaptação poética

Primeiro vieram sacar aos funcionários públicos
e eu não disse nada
porque não era funcionário público.
Então vieram sacar aos pensionistas
e eu não disse nada porque não era pensionista.
De igual modo vieram sacar aos reformados
e eu não disse nada porque não era reformado.
Depois sacaram uma taxa no subsídio de Natal aos empregados
e eu não dise nada porque não era empregado.
Agora vieram sacar-me a guita a mim
eh! lá, o malta, todos p'ra rua protestar, porra!

01 outubro, 2012

Podia repetir s.f.f.

Esta notícia do Público não carecerá de uma explicação bem fundamentada?
Alguém me explica como é que o desconto nas SCUT's não tem impacto no OE?!
Então as SCUT's não são um cancro para o OE, e a sua negociação não atenuou apenas levemente os graves prejuízos que dão?
Como é que o Secretário de Estado ao ir buscar às poupanças geradas pela negociação, segundo ele, as verbas que vão deixar de ser recebidas, faz com que esse dinheiro não afete o OE?
Mas que contas de merceeiro serão essas?

08 setembro, 2012

O embuste

Vejo o primeiro ministro a falar e não consigo acreditar no que ouço!
O rapaz, com aquela cara das cerimónias solenas, começa a debitar o missal, onde lá está o costumeiro discurso anti-governo anterior, o qual foi capaz de todas as malfeitorias e que arruinou (segundo ele e os seus pares) o país, mas onde não aparecem os desastres que ele e a sua comitiva fizeram a desgraça de nos oferecer.
Depois, com a lata que lhe conhecemos, diz que os empregados por conta de outrém passarão a pagar mais 7% na TSU, para compensar o que irá dar aos patrões (5,75%), ficando com o diferencial para comprar caramelos em Badajoz.
Quanto ao corte dos subsídios, talvez para salvaguardar a equidade, continua a reter os dos reformados e pensionistas, devolvendo um, em duodécimos, aos funcionários públicos!
E estas medidas servem para quê, afinal?
Para tapar o buraco enorme que não conseguem tapar com todas as medidas que já tomaram.
A desculpa apresentada, tentando dar a entender que a culpa e sugestão veio do TC, é ignóbil, para não lhe chamar coisa pior, pois distorce quer a letra, quer o espírito da decisão daquele tribunal, e, por outro lado, afirmar que estas medidas se destinam a criar emprego e aumentar a competitividade, são de uma falsidade atroz.
Se, o universo que beneficia, e pode de facto aumentar a competitividade, é o setor exportador, como explicar que, sendo este apenas uma pequena fração do todo nacional onde os custos do trabalho influenciam os custos totais do produto em apenas 13%, como entender que será isto, apenas e só, que endireitará as contas nacionais?!
Esta, é apenas mais uma medida que vai beneficiar um lado da população, a mais forte, que vai ver aliviada a sua carga fiscal transferida e paga pelos que menos podem.
E onde param os trabalhadores por conta própria, os recibos verdes, os investidores especulativos, os proprietários, os que vivem dos rendimentos, o patronato,  etc., etc..
Qual estado social, qual paz laboral, qual equidade, qual carapuça!
O que este (des)governo está a fazer é a destruir um país, um povo, uma sociedade em nome de interesses mesquinhos e particulares.
Se as pessoas o consentem, quem sou eu para dizer o contrário.

01 junho, 2011

Coisas do Arco da Velha

Nogueira Leite
afinal tem a mesma solução de
Francisco Louçã
!!!!!!!!!!!!
Se o Fernando Pessa fosse vivo ouvir-se-ía o seu - E esta, hein!?...