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20 outubro, 2012

Manuel António Pina



Já tinha estranhado, pois as suas crónicas tinham desaparecido, e, geralmente, estes silêncios raramente prenunciam algo de bom.
A notícia, triste, chegou.
Aos 68 anos morreu!
Mais uma voz incómoda que desaparece. Os que mais necessitam e a liberdade estão hoje mais pobres.
Que descanse em paz e que o seu exemplo frutifique.

O Medo 

 

Ninguém me roubará algumas coisas,
nem acerca de elas saberei transigir;
um pequeno morto morre eternamente
em qualquer sítio de tudo isto.

É a sua morte que eu vivo eternamente

quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.

Serei capaz

de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?


Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

30 março, 2011

O Porto está mais pobre

Morreu Ângelo de Sousa, nesta cidade que o acolheu para viver e trabalhar e a que respeitou e tratou sempre como sua.
Ficámos mais pobres com o desaparecimento do primeiro dos quatro vintes.
Para memória futura dois pormenores de um dos seus trabalhos que podemos apreciar nesta cidade.

24 janeiro, 2009

Fernando Amaral

Hoje ao abrir o JN dou com mais uma triste notícia, a morte de Fernando Amaral.

Fernando Amaral, foi um dos presidentes da AR que a prestigiou e onde deixou exemplo que infelizmente parece estar a desaparecer.

Português de fino trato e límpida palavra, enobreceu os lugares por onde passou e prestigiou o Pais.

Tinha por ele uma estima especial.

Que descanse em paz.

23 janeiro, 2009

Jaime Isidoro

Aguarelista fantástico, não deixou de experimentar outras técnicas onde também se revelou de qualidade superior.

O Porto e o Norte, muito lhe devem, pois as suas iniciativas, o seu olhar e as suas impressões ficaram para nos recordar a genialidade e a beleza que o dia-a-dia nos faz esquecer.

Começou na Soares dos Reis, na altura situada no nº 49 da Rua da Firmeza, escola de Artes que o Porto tem o dever de conservar e de onde saíram muitos dos responsáveis pelo desenvolvimento artístico e industrial do Porto.

Deixou-nos a Galeria Alvarez e a Dois e a Bienal de Cerveira, que só por si já seriam obra bastante, mas para além disso deixa-nos uma vastíssima e variadíssima obra sobre a cidade que o viu nascer.

Ontem, aqui perto, no cemitério de Agramonte ficou a descansar.

Que o faça em paz.