Mostrar mensagens com a etiqueta manifestações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta manifestações. Mostrar todas as mensagens

20 fevereiro, 2013

Manifestações

De repente, parece que o país acordou, e, vai daí, ainda estremunhado,  desatou a manifestar-se um pouco por todo o lado onde um governante pouse e tente usar da palavra.

Eu acho deveras interessante essa nova atitude, que só peca por tardia, mas gostaria que a mesma não se estragasse, como tem vindo a acontecer, por debitar palavras de ordem que apenas servem para desvirtuar tais momentos.

Ainda não percebi bem porque é que se priveligia a utilização de linguagem ofensiva quando existe na língua pátria um tão grande manancial de epítetos, que podendo ser berrados a plenos pulmões, para além de verdadeiros, representam, grosso modo, a maneira como todos nós nos sentimos e gostamos de os expressar.

17 novembro, 2012

Estranho, ou talvez não?

Nos últimos dias debate-se mais a violência frente à A.R. do que a oportunidade perdida da greve geral!

Pelos 'blogs' perpassam comentários sobre quem tem a culpa, como se de um lado ou de outro apenas fosse possível existirem apenas culpados.

Ninguém me parece querer discutir a razão porque é que, umas dúzias de bem protegidos agentes da polícia, preferiram aguardar calmamente pelo anoitecer, para carregarem sobre umas largas centenas de cidadãos que, muito paulatinamente, observavam a arruaça de uma vintena de paspalhos que se entretinham a fazer de conta que estavam revoltados contra o governo, mas que apenas tinham o desejo de brincar com coisas sérias e se possível aparecer na televisão ou no 'you tube', para não os acusar de coisa ainda mais grave e que salta à vista.

Curiosamente, há muito boa gente de "esquerda" a pedir que a pancada desça sobre os prevaricadores e a desculpar a ineficiência das forças de ordem (será que as podemos chamar assim'), que não souberam (ou não quiseram) abortar o movimento 'pedreiro' à nascença.

Estranho que se desculpe o evidente exagero das forças policiais e se recomende aos cidadãos que fiquem em casa, mas se calhar sou eu que estou a ver mal o problema!

25 novembro, 2008

120.000

É um número redondo, assustador, mas que parece que ninguém pretende analizar exaustivamente.

Os 120.000 que estiveram nas manifestações eram todos professores? Não havia por lá mãezinhas e paizinhos a acompanhar, irmãos solidários, alunos que cursam ESE's, professores reformados, sindicalistas profissionais, funcionários de partidos, aprendizes de políticos e até simples motoristas de camioneta e respectivos familiares?

E estavam lá só contra os critérios da avaliação, ou estariam também contra o estatuto do docente, contra o medo de serem avaliados, ou de não terem a coragem de não ir, pela resistência à mudança, pela redução dos seus muitos tempos livres, contra as aulas de substituição, contra as aulas de apoio, por opção partidária.

É que não me convenço que lá estiveram tantos, até porque conheço escolas de onde não foi um único, mas que sabem que lá estiveram representadas!