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12 outubro, 2012

03 outubro, 2012

Aldrabices

Primeiro era a TSU, tirava-se aos assalariados para dar aos patrões, ou como dizem os mais alaranjados, *as empresas, como se as empresas não pertencessem a empresários e que esses empresários não sejam patrões!
Se calhar até terão razão, pois para ser patrão é preciso sabê-lo ser, e há por aí muito empresário que nada faz para além de explorar o próximo, mas adiante.
Desse fabuloso "negócio", tirava-se a uns (muitos) 2,7 mil milhões e dava-se a outros (muito poucos) 2,2 mil milhões e no fim ainda sobravam uns 500 milhões para o Gaspar abater ao défice.
A coisa foi ao ar, e de má cara, o (des)governo, agora, vem dizer que por causa disso, e da famosa boa recuperação que está a ser feita para fixar o défice em 4,5%, vamos ficar com um défice de 5% (hipotéticos) pois há por aí receitas extraordinárias a que se junta ainda uma grossa fatia de um mês de ordenado roubado aos funcionários públicos, reformados e pensionistas.
Mas não satisfeito com isso, vem dizer que temos de tomar uma dose mortal de veneno para quê?
Para substituir os 500 milhões que se perderam no negócio da TSU!?
A tal que ía fabricar empregos à velocidade da luz!
Mas estes fulanos estão a tentar enfiar o barrete a quem?
E a malta come?

24 setembro, 2012

E o Zé, come?

Na rua, a classe média protestou em força contra a transferência de parte dos seus proventos para o bolso dos seus empregadores.
Saíram a terreiro, alguns clérigos, os jornais, os comentadores, os líderes partidários, dirigentes e ministros da mesma cor do (des)governo e até o patronato, todos irmanados na crítica à medida.
O primeiro-ministro, disse que iria recuar.
Agora, pelos vistos, quer sacar aos mesmos, a quem junta os reformados e pensionistas mais dinheiro através da alteração do IRS!
Será que ninguém lhes pergunta em quanto importam essas transferências, e o que é que resultam em benefício do emprego, da redução do défice, do crescimento económico, no aumento da equidade fiscal, em suma, em benefício do país e não apenas para esconder o descalabro das políticas que têm estado a seguir.

15 setembro, 2012

1.700.000.000,00

É esta a quantidade de notas de euro necessárias para puxar o défice para os 5% que a troika concedeu recentemente a Portugal.
Ou seja, apesar de todas as medidas tomadas, o erro é clamoroso, e o desfecho evidente.
Não pode a troika dizer que não teve nada a ver com isso, pois tem caucionado com a sua presença e pareceres o"bom" trabalho da (des)governação.
Para quem trompeteava que não mais recorreria a manobras extraordinárias para compor o défice, é apenas a negação do prometido.
Onde está então o sucesso que, segundo dizem, todos aplaudem?

13 setembro, 2012

Equidades

Muito se fala de equidade e de austeridade mas longe dos números e factos do dia a dia.
Alinham-se as tabelas salariais, comparam-se valores, discutem-se produtividades e o resultado é o que toda a gente conhece.
Ninguém se entende.
O País vai mal. 
Pois vai, mas porque carga de água é que eu, que tenho dois filhos a estudar, e moro em frente ao meu vizinho que também tem dois filhos a estudar na mesma escola dos meus, hei-de largar os dois subsídios que tinha e ainda vou ter de largar mais 7% para a TSU e ele não?
Qual a razão, da minha vizinha do lado, que já está reformada há meia dúzia de anos, ver surripiados  dois meses à sua pensão anual, que lhe é devida por quarenta anos de descontos, sem nunca se ter metido em cavalarias altas, não tendo sequer vida para ter o passe social?
Porque raio, há-de o vizinho de baixo alambazar-se com os juros da fortuna que a parentela lhe deixou, que nunca produziu algo de útil para o País, pois nunca trabalhou, e só paga uns ridículos 30%, quando eu pago muito mais pelos rendimentos de trabalho e, além disso,  paga uma renda ridícula pela casa que tem arrendada ao filho?
Porque será que o meu vizinho do prédio em frente, tem à porta diariamente um carrinho do estado que o leva para o emprego, ganha um balúrdio como assessor de não sei o quê, recebeu o subsídiozinho de férias porque era referente ao ano anterior, tem os filhinhos colocados como assessores em empresas públicas e nem tiveram de estar com contrato a termo, nem recibo verde, dá aulas numa escola onde é levado pelo carro que o vem buscar de manhã e ainda exerce como profissão liberal uma data de cargos em locais onde não põe os pés?
Será esta a equidade de que o Gaspar e o Coelho tanto falam?

07 julho, 2011

E.coli

Agora a culpa é do feno-grego egípcio!
A alemanha continua a dar tiros para todos os lados, como se a infeção virulenta que protagonizou não seja de sua culpa.
Os egípcios já responderam com uma lógica que não deixa de ser interessante - se não há nenhum caso no Egipto nem nos países importadores porque raio é que a infeção provirá das suas sementes?
Continuemos a aguardar os desenvolvimentos desta mixórdia germânica que já deixou muitos mortos pelo caminho.

05 junho, 2011

Aldrabices

Esta notícia onde Domingos Azevedo, bastonário da OTOC afirma ter 500.642 declarações de IRS para enviar e 206.242 de IRC, pelos vistos era falsa, pois o senhor não tinha nada do que disse para entregar, ou se o tinha, era bom que o senhor nos dissesse onde é que as meteu, pois só deram entrada no período de prorrogação 66.219 de IRS e 22.867 de IRC?
Pelos vistos, os mentirosos são como as cerejas, aparecem de todos os lados.