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15 março, 2013

No reino do disparate

Infelizmente, se dúvidas existissem, as últimas declarações do bonzo das finanças e da jericada que o acompanha são elucidativas.

Fugindo com o rabo à seringa, o Gaspar afirma que a "troika" diz isto e mais aquilo, como se ele se limitasse a ser o porta-voz da dita e os erros cometidos não fossem da sua autoria, nem o caminho encetado o tivesse a timoneiro!

Os números todos falhados, as habilidades chumbadas por Bruxelas, as previsões anunciadas que tombam rebentadas por valores que mais que duplicam a desgraça, não chegam para um "mea culpa" da parte de quem sempre quis ir para além da "troika", e, até entendia que o programa negociado pelo anterior executivo, sob a pressão da coligação PSD-CDS/PP, ficava aquém das necessidades do país, impondo-lhe por recreação (ou estupidez) mais austeridade.

Agora, a "troika" diz que embora Portugal continue no bom caminho - que raio de caminho será esse, pejado de desemprego, falências, cortes na assistência e no estado dito social, assalto generalizado por via dos impostos, regressão do consumo interno, afogamento das pequenas e médias empresas, embora com coutada aberta para os amigalhaços do costume - oferece-nos de mão beijada um dilatamento no prazo para atingir um défice que ninguém, nem o mais sábio saberá se é ou não atíngivel, pois o futuro não pertence aos ecónomos de serviço mas ao futuro.

Andam também por aí umas avezinhas que agora concluem que o plano foi mal traçado!

Mas mal traçado por quem?!

Será que foi o anterior governo que o traçou? Não foi a "troika" que o desenhou? Não foi o Coelho que, de parceria com o sr. Gaspar entendeu que o programa não era ambicioso q.b. e juntou-lhe mais austeridade em cima? Não terá sido toda uma cambada de merceeiros armados ao pingarelho que apoiaramn e até exigiam medidas mais fortes?

Mas que raio de desculpa esfarrapada vem a ser esta?

E a oposição cala-se? E o Zé Pagode, não diz nada? E o inquilino de Belém adormeceu?

Se este povo, que também é o meu, anda por aí a responder a inquéritos de sondagens da maneira que publicam, tenho que dar a mão à palmatória e afinal concordar com o Ulrich!

Ai aguentam, aguentam, porra. Cheguem-lhes para cima para ver se acordam!

Se não é aqui o reino do disparate, onde desde o monarca aos súbditos anda tudo a dormir, tirando um pequeno grupo de ranhosos que não se cansam de dizer que o rei vai nu, não sei onde será.

13 dezembro, 2012

Fomos todos capados?

Depois de um forçado silêncio volto às lides por causa de um patego oriundo do continente mais atrasado do mundo que, em frente a uma plateia de apáticos laparotos, se permitiu dar conselhos aos portugueses que tem ajudado a empobrecer com umas teorias da treta.

Esse triste funcionário do FMI, talvez deslumbrado com os muitos salamaleques com que muitos portugueses o obsequiam, achou-se no direito de dar palpites sobre o que os portugueses devem ou não sentir àcerca do esbulho que lhes tem sido ministrado por instruções  de outros pategos iguais a ele.

As rádios e televisões mais a pasquinada habitual desataram a ampliar as tratantadas e disparates que nos foi servindo, como se de dogmas se tratassem e vai daí nem um pio sobre o descaramento e atrevimento do personagem.

Tudo corre bem e o País está a curar-se..., mas ainda há mais remédio amargo a ser tomado,  talvez, diz o Abebe, se calhar porque vive muito acima das possibilidades das populações qie diz ajudar e que lhe pagam principescamente pelos disparates que comete.

Ninguém o confronta com o delirante orçamento, o derrapante défice, o terrível desemprego, a abjeta miséria que se instala, o desmantelamento do País, etc.!

Pelos vistos nada disto é importante para os que o convidaram e para os que lhe poderiam ter feito perguntas sérias, ponderadas e incisivas.

Se calhar todos nós merecemos isto, pois poucos vejo a indignarem-se com tal pesporrência da parte de quem devia andar envergonhado e a apresentar desculpas por nos ter lançado no abismo com os remédios que nos obrigou a tomar.

12 outubro, 2012

Será a Madeira portuguesa?

Mais uma vez, a Madeira, é notícia pelos maus motivos. Desta feita, parece que afinal o programa de emagrecimento que acordou com o governo da república marca passo e a troika já fez barulho!
Claro que isto não é relevante para a maioria dos jornais, até porque estamos a falar de uma região que passou de jardim a laranjal.

15 setembro, 2012

1.700.000.000,00

É esta a quantidade de notas de euro necessárias para puxar o défice para os 5% que a troika concedeu recentemente a Portugal.
Ou seja, apesar de todas as medidas tomadas, o erro é clamoroso, e o desfecho evidente.
Não pode a troika dizer que não teve nada a ver com isso, pois tem caucionado com a sua presença e pareceres o"bom" trabalho da (des)governação.
Para quem trompeteava que não mais recorreria a manobras extraordinárias para compor o défice, é apenas a negação do prometido.
Onde está então o sucesso que, segundo dizem, todos aplaudem?

11 setembro, 2012

11/9

Claro que não somos os EUA, por isso o nosso, menos mortífero, mas também violento, tem já hora marcada, será às 15H00 e chegará através deste senhor.



05 setembro, 2012

A "troika" está cá?!

Dou uma vista de olhos pelos jornais e procuro novidades sobre a "troika".
Para além de uns subservientes pedidos da parte de alguns partidos políticos e da intenção de os fazer da parte de outros, do lado governamental não nos chega nada.
Longe vão já os tempos em que os três funcionários das instituições financeiras tinham as suas caretas estampadas por todo o lado e um corropio de gente à sua volta.
A discrição é a palavra de ordem!
Num país em que os "mass media", infelizmente, educaram a população a variar de opinião entre o oito e o oitenta, nem será de admirar, mas será sintomático de que algo não estará a correr pelo melhor.
Por outro lado, o extraordinário silêncio do Moedas, do Álvaro, do Gaspar e de outras figuras tão lestas em embandeirar em arco com as anteriores avaliações não deixa de ser curioso. Já nem falo do Relvas, uma vez que depois do desaire das negociações sobre as autárquicas, a que se somam o discurso disparatado na longínqua Timor, a que estão agarradas as monumentais trapalhadas já amplamente glosadas, deve ser deixado em paz, pois quanto mais se mexer nele, pior para as pituitárias nacionais.
Resta-me pois aguardar serenamente pelo resultado da avaliação, que irá oscilar entre o diploma do bom aluno azarado e o de dedicado cumpridor de um programa demasiado esforçado, pois nem avaliadores, nem avaliados, quererão enfiar as orelhas de burro que a ambos deveriam ser enfiadas.