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13 fevereiro, 2013

Brincar à caridadezinha

Em 29.10.2011, a AHRESP, anuncia uma cerimónia com pompa e circunstância, no Casino do Estoril, para dar a conhecer o seu programa DIREITO À ALIMENTAÇÃO.

Ali se referia que o país atravessava um período de crise e rotura social, afirmando-se então que "..a alimentação mínima, essencial à sobrevivência, à manutenção da saúde e ao desenvolvimento digno e justo de todos os cidadãos, sem excepção de idade e poder económico, tem que ser garantida...".

Estava o governo anterior em funções, e, pelos vistos, a AHRESP, preocupava-se com os desempregados de então e outros desprotegidos da sorte.

Pelos vistos, algo melhorou drasticamente neste país, pois a tal associação decidiu suspender a iniciativa, a tal que foi patrocinada por Sua Exª. o PR,  depois de distribuir 45.000 refeições no período que decorreu, presume-se, entre 10.12.2011 e esta data, ou seja, distribuiu uma média de 105 refeições por dia pelo país inteiro!

Como é que um Presidente da República pode apoiar uma iniciativba destas sem se macular?

E que dizer da AHRESP?

Não foi esta apenas, e só, mais uma das manobras propagandísticas para ataque do governo anterior, ou será que 100 refeições diárias são número que se propagandeie com tão grande estardalhaço?

28 setembro, 2012

Quem te avisa teu amigo é!

Rui Rio, que não é propriamente um amigo ou apaniguado dos visados, vai deixando avisos.
Lamentável para o governo, é que tenha de ser um autarca do PSD a verberar as atitudes que alguns pêessedêzinhos se apressaram a expressar, e que outros tentem enfiar a cabeça na areia.

26 setembro, 2012

Justiça, ou talvez não?

A senhora ministra da Justiça ainda penso que Justiça deve ser escrito com letra maiúscula - aproveitou uma viagem a um estabelecimento prisional para deitar cá para fora mais uma enormidade, que poderia ter sido dita sabe-se lá bem por quantos, mas que na boca de uma ministra que se afirma da Justiça, se tornam numa afirmação terrível.
A frase aí está, assassina q.b., e com intenções sabe-se lá bem de quê?
A senhora ministra, pelos vistos entende que ninguém está acima da lei e que terminou o tempo de impunidade.
Ora, se acabou o tempo de impunidade, presumo que esse tempo terá existido e é do conhecimento da senhora ministra, o que me leva a concluir que, das duas uma, ou a senhora ministra conhece crimes que ficaram impunes e não os denunciou às autoridades respetivas, nem sequer deles prestou testemunho, cometendo assim um crime, ou a senhora ministra apenas pensa terem existido crimes, e está apenas a fazer propaganda político-partidária, atirando a Justiça de cangalhas e a presunção de inocente e bom nome dos indiciados para o caixote do lixo.
Estamos perante um caso em que a mulher de César não parece ser séria, podendo daí tirar todas as conclusões possíveis, onde a Justiça, naturalmente não sai nunca a ganhar.

17 setembro, 2012

Basta!

Há pessoas, que por muito que eu tente entender, parecem habitar num planeta daqueles que andam ao redor de uma qualquer estrela,muito longe deste sistema solar.
Uma das que mais escreve (e disparata), é uma conhecida comentadeira que dá pelo nome de Helena F. Matos.
Esta plumitiva, que gosta de se apresentar como historiadora e diz ser também jornalista, é um espécime exemplar da direita mais básica e retrógrada que se pode imaginar.
Nestes dias tem sido referida abundantemente, graças a um seu texto publicado no Blasfémias, que não fora a idiotice simplória de que se reveste, não causaria espanto vindo de quem vem.
Nunca lhe liguei grande coisa, nem lhe atribuí grande importância, mas creio que é tempo de chamarmos os bois pelos nomes, pois, muitas das vezes, ao não lhes dando o devido valor arriscámo-nos a levar alguma cornada.
Para além de um português vulgar, com ausência de concordâncias e pontuação, os seus textos, geralmente são um hino à desfaçatez mais comezinha.
Neste seu texto, tem a lata, de afirmar que quem apelou às manifestações do 15 de Setembro, foram os priveligiados do sistema e que o povo em vez de se manifestar foi para a praia!
Tirando o problema grave de visão, esta "historiadora" entende que aquela massa humana que enchou as praças de muitas cidades derste País, foram "...os artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores em saberes  tão vagos quanto a licenciatura de Relvas, os empresários dos magalhães e similares, os sindicalistas com progressões automáticas garantidas..."!
Claro que é preciso ter descaramento, para escrever uma baboseira destas e permanecer sério, ou não será?
Mas, será que esta Helena que entende que a escola não deve ministrar educação mas apenas ensino, que um professor é apenas um ensinador e não um líder ou modelo, que nunca entendeu as modificações sociais que se desenrolaram na década de sessenta, que discute o Tribunal Constitucional porque muitas vezes decidem em causa prória (!), que defende o populismo de PPC e as suas férias algarvias, que defende Relvas por oposição a Sócrates, que entende que o que se faz no Correio da Manhã é jornalismo e que o que se faz no Expresso não o é, que entende que privatizar é a solução para todos os males, que faz da demagogia o seu discurso natural, não se vê ao espelho?
Dizer basta, a esta corja que tem acesso priveligiado aos jornais e demais orgãos noticiosos devia ser consuderado serviço público.

10 maio, 2011

Prós e contras

No programa de ontem foi mau demais ver o antagonismo demonstrado quer pelo PSD, pela voz de Catroga, quer do CDS, pela voz de Pires de Lima, contra um eventual entendimento pré ou pós eleitoral com o PS.
Infelizmente, esta é a imagem que muitos dos nossos políticos dão do nosso País, mas ainda há que lhes bata palmas.

07 maio, 2011

Sondagens (III)

Há sondagens para todos os gostos e de várias categorias, os jornais, as televisões e as rádios mais parecem superpermercados de sondagens do que agências informativas.
Numas ganha o PS, noutras o PSD, ums vezes o PSD+CDS têm uma maioria parlamentar, outras vezes já são precisos os três da vida airada para termos um governo estável.
Os comentadores e politólogos (raio de nome), vendem a banha da cobra para que foram fadados, derivada das suas simpatias partidárias. Os jornalistas, que parecem nascer como cogumelos, falam mais do que deixam falar e colocam as perguntas que alguém lhes manda colocar, como se de autómatos se tratassem.
Nos blogs nem se fala, copiando os respetivos líderes, o insulto fácil campeia desenfreado num matraquear sincopado tendente a inverter o destino que já está há muito traçado.
Alguns reformados de luxo saem das gavetas empoeiradas e voltam às luzes da ribalta debitando asneiras e metendo os pés pelas mãos na ânsia de mais um tachito ou no minimo uma comendazita a distribuir pelo senhor de Boliqueime.
A Europa olha para todo este circo e interroga-se se vale a pena gastar tempo com este tipo de gente, esquecendo porventura que não são eles os portugueses que vão sofrer na pele o desemprego, a precaridade, a falta de dinheiro para os bens tidos como essenciais, a continuação de uma vidinha miserável e uma incultura galopante.
Este país é um colosso, está tudo grosso, está tudo grosso!

10 abril, 2011

Desilusões

Segundo notícia do CM, Fernando Nobre vai ser candidato cabeça de lista pelo PSD de Lisboa!
Esta é mais uma pequena desilusão que tenho na vida, pois nunca esperaria que um ex-candidato a Belém, que dizia ter um projecto novo para o País, queira agora ir sentar-se na AR para abanar a cabeça ou para introduzir o cartão para as votações decididas na sede do PSD.
Andou este senhor a fazer campanha eleitoral dizendo que imediatamente a seguir à votação, se não ganhasse, seguiria a sua vida habitual, pelos vistos esqueceu-se.
Já a sua incursão como mandatário do BE nas eleições para o PE me fez estranhar mas levei-a à conta de inabilidade política, afinal não era.
Estive para votar nele, pois quase todos os outros me cheiravam a ranço e os que não me cheiravam poucas hipóteses tinham de lá chegar. 
Ainda bem que o não fiz, pois hoje, o desgosto seria bem maior.
Boa sorte no Parlamento, ficarei atento à sua independência, honestidade, zelo e propostas para uma melhor sociedade.
Fico a aguardar.