17 setembro, 2012

Basta!

Há pessoas, que por muito que eu tente entender, parecem habitar num planeta daqueles que andam ao redor de uma qualquer estrela,muito longe deste sistema solar.
Uma das que mais escreve (e disparata), é uma conhecida comentadeira que dá pelo nome de Helena F. Matos.
Esta plumitiva, que gosta de se apresentar como historiadora e diz ser também jornalista, é um espécime exemplar da direita mais básica e retrógrada que se pode imaginar.
Nestes dias tem sido referida abundantemente, graças a um seu texto publicado no Blasfémias, que não fora a idiotice simplória de que se reveste, não causaria espanto vindo de quem vem.
Nunca lhe liguei grande coisa, nem lhe atribuí grande importância, mas creio que é tempo de chamarmos os bois pelos nomes, pois, muitas das vezes, ao não lhes dando o devido valor arriscámo-nos a levar alguma cornada.
Para além de um português vulgar, com ausência de concordâncias e pontuação, os seus textos, geralmente são um hino à desfaçatez mais comezinha.
Neste seu texto, tem a lata, de afirmar que quem apelou às manifestações do 15 de Setembro, foram os priveligiados do sistema e que o povo em vez de se manifestar foi para a praia!
Tirando o problema grave de visão, esta "historiadora" entende que aquela massa humana que enchou as praças de muitas cidades derste País, foram "...os artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores em saberes  tão vagos quanto a licenciatura de Relvas, os empresários dos magalhães e similares, os sindicalistas com progressões automáticas garantidas..."!
Claro que é preciso ter descaramento, para escrever uma baboseira destas e permanecer sério, ou não será?
Mas, será que esta Helena que entende que a escola não deve ministrar educação mas apenas ensino, que um professor é apenas um ensinador e não um líder ou modelo, que nunca entendeu as modificações sociais que se desenrolaram na década de sessenta, que discute o Tribunal Constitucional porque muitas vezes decidem em causa prória (!), que defende o populismo de PPC e as suas férias algarvias, que defende Relvas por oposição a Sócrates, que entende que o que se faz no Correio da Manhã é jornalismo e que o que se faz no Expresso não o é, que entende que privatizar é a solução para todos os males, que faz da demagogia o seu discurso natural, não se vê ao espelho?
Dizer basta, a esta corja que tem acesso priveligiado aos jornais e demais orgãos noticiosos devia ser consuderado serviço público.

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Um dia destea lembrei-me dela ao ler a notícia de uma criança que foi mordida por uma "cobra cornuda", animal cuja existência desconhecia...

Teófilo M. disse...

A facilidade com que neste país se dão carteiras de jornalistas assusta-me.