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19 setembro, 2012

Crespalhada

Dizem-me que ontem, mais uma vez, Mário Crespo, jornalista internacionalmente conhecido pela sua falta de isenção e objetividade, usou e abusou da sua posição de propagandista "pivot" para continuar a manter a campanha contra a RTP.
Que o Crespo não goste da RTP, goste de inventar, seja um perdidinho pela manipulação da notícia, goste de verter o seu ódiozinho, seja um direitolas da pior espécie, etc. e tal, não vem daí grande mal ao mundo, pois só o ouve ou lê quem está interessado, mas, que uma estação concorrente da RTP dê cobertura a tal galfarro, com o pretexto da liberdade de informação é que não.
Quem originou esta história do milhão diário, foi um ministro deste (des)governo que não foi chamado à pedra, e possibilita assim que um Crespo qualquer se permita a referir um número para o qual não deve ter explicações sérias pela frente, mas o que acontece é que o faz, pelos vistos diariamente, a uma plateia disposta a acreditar porque nada é contestado do outro lado.
Nada, não será bem assim, pois a CT da RTP distribuiu este comunicado que mais parece um dedal de água despejado em cima de um incêndio em mata muito suja, pois poderiam ter esclarecido muito mais.
Claro, que a RTP, coitada, como anda sem ninguém à sua frente, não pode, institucionalmente, responder, mas a partir de hoje à tarde, depois da tomada de posse da nova gestão já poderá fazê-lo.
Para o Crespo e a SIC que o patrocina, este milhão diário não importa como foi obtido, se é equivalente ao que se gasta por essa Europa fora com as congéneres, se é muito para uma casa que tem dezassete canais de rádio e televisão, delegações em várias partes do país e no estrangeiro e que produz e guarda património a que todas as outras gostariam de deitar a mão.
Mais, será que a SIC e o Crespo serão capazes de dizer quanto custará o serviço público de televisão, ou quanto é que os canais privados esperam receber do estado se a RTP vier a ser privatizada?
Se calhar, o tal milhão rapidamente cresceria sem ninguém se importar muito.
Esperemos pela resposta da nova gerência da RTP a ver como é que fica o assunto.
Confesso que estou em pulgas para ver.

17 setembro, 2012

Basta!

Há pessoas, que por muito que eu tente entender, parecem habitar num planeta daqueles que andam ao redor de uma qualquer estrela,muito longe deste sistema solar.
Uma das que mais escreve (e disparata), é uma conhecida comentadeira que dá pelo nome de Helena F. Matos.
Esta plumitiva, que gosta de se apresentar como historiadora e diz ser também jornalista, é um espécime exemplar da direita mais básica e retrógrada que se pode imaginar.
Nestes dias tem sido referida abundantemente, graças a um seu texto publicado no Blasfémias, que não fora a idiotice simplória de que se reveste, não causaria espanto vindo de quem vem.
Nunca lhe liguei grande coisa, nem lhe atribuí grande importância, mas creio que é tempo de chamarmos os bois pelos nomes, pois, muitas das vezes, ao não lhes dando o devido valor arriscámo-nos a levar alguma cornada.
Para além de um português vulgar, com ausência de concordâncias e pontuação, os seus textos, geralmente são um hino à desfaçatez mais comezinha.
Neste seu texto, tem a lata, de afirmar que quem apelou às manifestações do 15 de Setembro, foram os priveligiados do sistema e que o povo em vez de se manifestar foi para a praia!
Tirando o problema grave de visão, esta "historiadora" entende que aquela massa humana que enchou as praças de muitas cidades derste País, foram "...os artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores em saberes  tão vagos quanto a licenciatura de Relvas, os empresários dos magalhães e similares, os sindicalistas com progressões automáticas garantidas..."!
Claro que é preciso ter descaramento, para escrever uma baboseira destas e permanecer sério, ou não será?
Mas, será que esta Helena que entende que a escola não deve ministrar educação mas apenas ensino, que um professor é apenas um ensinador e não um líder ou modelo, que nunca entendeu as modificações sociais que se desenrolaram na década de sessenta, que discute o Tribunal Constitucional porque muitas vezes decidem em causa prória (!), que defende o populismo de PPC e as suas férias algarvias, que defende Relvas por oposição a Sócrates, que entende que o que se faz no Correio da Manhã é jornalismo e que o que se faz no Expresso não o é, que entende que privatizar é a solução para todos os males, que faz da demagogia o seu discurso natural, não se vê ao espelho?
Dizer basta, a esta corja que tem acesso priveligiado aos jornais e demais orgãos noticiosos devia ser consuderado serviço público.

16 setembro, 2012

10 setembro, 2012

Jornalismo?!

Um garoto qualquer decide colocar na Net imagens privadas de alguém, o que é crime!
Logo, os jornaleiros do costume, para além da divulgação do crime, glosam o acontecimento não tendo uma única palavra crítica sobre o assunto.
Mas pior, como o JN desgraçadamente faz - não  há link porque não pactuo com este tipo de descaramento - como não estaria satisfeito com o vasculho, junta-lhe uma fotografia de má qualidade, quiçá para servir de ensinamento aos mais jovens.
Há por aí algum jornalista sério que defenda isto?
E, se há, porque se calam?

30 agosto, 2012

Começou o "spin"

Não será estranho para os mais avisados que a estratégia é sempre a mesma. Quando alguém se opõe a alguma medida do governo ou faz alguma crítica, os jornaleiros de serviço entram em funções e desatam a mandar cá para fora contra-informação.
Com a RTP, ontem já tinha começado a funcionar, hoje, já está em velocidade de cruzeiro.

Correio da Manhã


Jornal de Notícias


Diário de Notícias


* "...Passos Coelho prometeu uma decisão “sem tabus” para um serviço público que no seu entender é demasiado caro. ..."

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* Neste caso a notícia contem inexactidões flagrantes, pois como se pode ler:

"...Guilherme Costa, presidente da RTP, pediu ao governo 80 milhões de euros de indemnizações compensatórias para 2013..."

e, logo mais abaixo, na mesma notícia

"...Nestes valores já estão contemplados os cerca de 90 milhões de euros (com IVA) que a RTP receberá este ano – um valor inferior em cerca de 10 milhões de euros ao que foi pedido para 2013...."

Afinal são 80 milhões para 2013 ou 90 milhões são inferiores em cerca de 10 milhões ao que foi pedido para 2013?!!!!!

Para além do folclore, como é que Passos pode achar demasiado caro um serviço que ele mesmo afirma ainda não saber ao certo o que é, ou que irá ser?

Como é que os "erros" nas notícias saem assim sem mais nem para quê? Será que já não há revisores? Os jornalistas não se dão ao trabalho de lerem o que escrevem? Não há ninguém que lhes chame a atenção e se altere a notícia em conformidade?

Pelos vistos, quem se mete com o governo... leva.

08 agosto, 2012

Jornalismo!

Hoje, dei com uma notícia importantíssima para os portugueses, que o CM refere na primeira página como se pode ver abaixo!


Não, não se trata do pindérico relatório sobre as fundações, da violência dos nefastos resultados dos incendios, da idiossincrasia da informaição no que respeita ao BPN, do cavalgar assustador do endividamento das famílias, da crise da habitação, da curiosidade do apoio às escolas privadas num país que aperta o cinto no público, do estranho critério das vendas a preço de saldo de património do estado a famílias com ligações ao poder, das guerras que alastram nos meandros da justiça, etc, e tal.
Não, o importante para o CM é que Passos Coelho sofre queda acentuada de cabelo!!!!

23 julho, 2011

RTP...PD?!

Estarrecido, vejo uma gravação de uma reunião vedada a membros do próprio PPD e onde só podem ter assento algumas figuras de proa do partido.
Nessa reunião, amplamente glosada pelos diversos orgãos da comunicação social a propósito do célebre desvio___ ___ ___ ___ colossal, esteve uma equipa que diz-se ser da RTP, a filmar tudo e sabendo desde a data em que foi proferida, qual era a exacta dimensão da frase como agora se pode ver.
Por motivos muito estranhos, e sendo do interesse público o reconhecimento real da frase, estranha-se que um orgão noticioso tenha feito tábua rasa do dever de informar, guardando ciosamente informação priveligiada de origem partidária e de propaganda política.
Se a equipa de reportagem não pertencia a qualquer orgão de informação é bom que se saiba depressa e com clareza.
Numa altura em que, tantos e tantos jornalistas, falaram de pressões sobre eles mesmos por parte de dirigentes políticos, sobre a existência de ingerências no que achavam ser o direito a uma  informação livre este caso é claro como a água.
Se isto não é manipulação de informação, podem explicar-me o que é que será considerado como tal?
Onde andam os jornalistas de há um mês e tal que berravam a plenos pulmões pelo apetite desenfreado da central de comunicação do anterior governo que comandava a dita de um posto que nunca ninguém quis ou soube identificar?
Onde andará o Sindicato dos Jornalistas e a célebre comissão de ética?
É que o silêncio está a tornar-se ensurdecedor.

03 julho, 2011

Eu compro!

Pois bem, informo o DN, que em nome de uma melhor saúde para os portugueses eu compro a 1€ cada todas as que quiserem vender-me.

08 abril, 2011

Com tantas sondagens e estudos de opinião...

... os portugueses estarão a ficar mais esclarecidos, ou será que estarão cada vez mais baralhados?

06 fevereiro, 2009

Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira

Lendo o JN de hoje, dou com esta notícia!

Claro que a curiosidade me assaltou, tendo em conta as diferenças que para mim existem entre as personagens em avaliação.

Depois de a ler, já tenho mais dúvidas, pois afinal parecem mais gémeos separados à nascença, do que dois homens muito diferentes, que a única coisa que têm em comum é a sua inclusão no sexo masculino.

Truculentos, gostam sobretudo de ganhar, mas têm um percurso de vida e experiências completamente diferentes, o que dificilmente os torna semelhantes seja no que for.

Claro que será difícil fazer alguém falar abertamente sobre os seus defeitos sob pena de os ter à perna ou perder o acesso a benfeitorias que porventurem tenham obtido de qualquer um deles, mas isso já o jornalista o devia saber, pelo que esta notícia, não passa de uma não-notícia, e ficamos depois de a ler a saber tanto como sabíamos antes de a ler, ou seja, não serviu para nada, para além de exercitar a curiosidade do vulgo.