Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

09 janeiro, 2013

Parvalhices

Depois da sua diretora geral, Christine Lagarde, defender uma travagem nas medidas de austeridade que estão a ser implementadas na Europa e do economista chefe, Olivier Blanchard,  ter admitido que errou nos cálculos e subestimado o impacto recessivo da austeridade, aparece um relatório do confuso FMI a propor o despedimento de 50 mil professores, o aumento das taxas moderadoras na saúde, um corte em todas as pensões e por aí fora...

Não sei quem é que são os autores do relatório, mas algo não andará muito bem por aquela casa, pois, pelos vistos, cada um fala por si e a hierarquia já não é o que era.

Por cá, o governo esfregará as mãos, pois assim poderá fazer mais uma data de tropelias apoiando-se num relatório elaborado por tão competentes técnicos que presumo devem ser os mesmos que constriram as folhas de Excel do Gaspar, pois mergulharam o país num lamaçal sem saída.

Será que o PR não tem nada a dizer sobre o assunto?

Será que os jornalistas ainda não encontraram o PM para o confrontarem com o relatório?

Que terá a maioria parlamentar a dizer sobre o assunto?

Porque raio de carga de água, o FMI, o governo, os jornais, os políticos, os "opinion makers" nunca falam na penalização por acumulação de "tachos" e prebendas? Será que não é imoral ter dois ou mais empregos, a que se somarão por vezes outras tantas reformas, detidas por muita gente que passa a vida a falar de cátedra sobre os malefícios da crise?

Pois, se a penalização fosse para a frente e dissuasora se calhar lá se arranjavam mais uma data de empregos, e, muitos dos que agora flanam aliviados, passariam a ter mais respeito por quem trabalha, ou trabalhou, e deixavam de descobrir as virtudes do liberalismo selvagem.

13 dezembro, 2012

Fomos todos capados?

Depois de um forçado silêncio volto às lides por causa de um patego oriundo do continente mais atrasado do mundo que, em frente a uma plateia de apáticos laparotos, se permitiu dar conselhos aos portugueses que tem ajudado a empobrecer com umas teorias da treta.

Esse triste funcionário do FMI, talvez deslumbrado com os muitos salamaleques com que muitos portugueses o obsequiam, achou-se no direito de dar palpites sobre o que os portugueses devem ou não sentir àcerca do esbulho que lhes tem sido ministrado por instruções  de outros pategos iguais a ele.

As rádios e televisões mais a pasquinada habitual desataram a ampliar as tratantadas e disparates que nos foi servindo, como se de dogmas se tratassem e vai daí nem um pio sobre o descaramento e atrevimento do personagem.

Tudo corre bem e o País está a curar-se..., mas ainda há mais remédio amargo a ser tomado,  talvez, diz o Abebe, se calhar porque vive muito acima das possibilidades das populações qie diz ajudar e que lhe pagam principescamente pelos disparates que comete.

Ninguém o confronta com o delirante orçamento, o derrapante défice, o terrível desemprego, a abjeta miséria que se instala, o desmantelamento do País, etc.!

Pelos vistos nada disto é importante para os que o convidaram e para os que lhe poderiam ter feito perguntas sérias, ponderadas e incisivas.

Se calhar todos nós merecemos isto, pois poucos vejo a indignarem-se com tal pesporrência da parte de quem devia andar envergonhado e a apresentar desculpas por nos ter lançado no abismo com os remédios que nos obrigou a tomar.

24 setembro, 2012

PPP's

Isto já me anda a chatear!
São PPP's p'raqui, são PPP's p'racoli, são pra cima, são pra baixo, porra, já não há pachorra!
A conversa das PPP's que, segundo alguns, parece só terem sido efetuadas em Portugal, para além de serem um exercício de pura demagogia, são a almofada ideal para justificar seja o que for. Ah! já me esquecia das fundações, que é assim como umas PPP's mais pequeninas,
Claro que (quase) toda a gente se preocupa em esconder de onde é que as PPP's saíram, quem as iniciou, porque é que se seguiu essa via e não outra, etc., etc., etc..
Pelos vistos, descobriram que as PPP's são um malefício horrível, mas porventura apresentam outro esquema de fazer obras sem dinheiro na mão ou com as taxas de juro em alta?
Ah! Claro que o que parece que muita gente quer(ia) era que os privados fizessem a obra para os governos ao preço da uva mijona, ou então, com prejuízos desastrosos, em nome do interesse nacional, ou estarei errado?
Sereia uma espécie de masoquismo empresarial ou mecenato patriótico.
O mais engraçado, é que quem atira achas para essa fogueira são os liberais, os que defendem a iniciativa privada, as privatizações, o recuo do estado em todos os campos, exceto no das contas públicas.
Longe de mim defender algumas PPP's que foram um refinado disparate, mas atirar tudo para dentro de um mesmo saco e chamar corruptos aos seus negociadores, parece-me uma generalização sem pés nem cabeça, e é apenas a maneira, que políticos rasteiros e os seus apaniguados têm, de molestar os seus adversários, pois não precisam de apresentar provas,  nem sequer apresentam em alternativa projetos, ideias, ou um fio de orientação. Nada! Apenas destilam veneno.
O mesmo se passa com as fundações, comparando o incomparável, como se a fundação social democrática da Madeira se comparasse à Gulbenkian, a de Serralves à Eurocredito, a Mário Soares à Jornal de Lavra - Matosinhos ou a Paula Rego à Sousa Cintra!


21 setembro, 2012

Liberais?

Há por aí muita gentinha, nomeadamente governantes e seus apoiantes, que gosta de se intitular liberal por oposição a ser apodada de conservadora ou mesmo de reacionária.
O liberalismo, ao opor-se ao estado que tudo regula e tudo dirige, baseia-se na liberdade individual, no mercado livre e na ordem espontânea, coisas tão longe das mentes dos nossos governantes como a água do deserto.
O que este (des)governo tem vindo a promover, é nada mais, nada menos, do que o regresso ao passado, às políticas dos baixos salários, a um estado omnipresente na arrecadação de impostos que são devorados pela oligarquia que alimenta, a uma sociedade de classes bem definidas e que se aproxima da medieval trindade, clero-nobreza-povo, onde o clero ainda se manterá (se andar na linha, pois se não o fizer os bajuladores que andam pelos jornais rapidamente lançarão sobre eles histórias do arco da velha), a nobreza foi substituída pelos políticos de pacotilha que arrastam com eles a corte respetiva onde pululam empresários sem escrúpulos, intelectuais sem "espinha", abencerragens do estado novo, saltitantes camaleões e os bajuladores encartados.
O povo, continua a ser o mesmo, agora engordado com a pequena e média burguesia que já julgava pertencer a outra casta, mas que rapidamente foi atirada para a realidade quando se viu remetida para o lugar de vaca leiteira.
Estes liberais da treta, chulam o povo até sangrar, agravam taxas que são impostas por lei, tudo pretendem regular e dirigir, não se coibem de afrontar as mais altas instâncias da democracia, tudo pretendem governamentalizar em prol dos seus interesses, quer os imediatos, que os de médio e longo prazo.
Assim, o ataque à Constituição, ao Tribunal Constituciona, a defesa do privado à custa do património público, os entraves à escola pública, o ataque ao SNS universal, e, finalmente o delapidar da Segurança Social, seria o bastante para que todos se levantassem contra este (des)governo, infelizmente, parece que a política da mentira e da ilusão começa a dar frutos, o povo prefere culpar a democracia, caminhando alegremente para o cadafalso ao som das trombetas e da charanga desta pandilha.

19 setembro, 2012

Garotices

Nunca como agora as fugas de informação de assuntos que se passam no seio do governo se verificaram em tão larga escala.
A quem interessam? Quem são os seus mentores? Como são possíveis?
Assistirmos boquiabertos a fugas de informação vindas de reuniões em que um mínimo de pessoas está presente! 
Veja-se, a título de exemplo, o caso do número de ministros chamados a consulta sobre a TSU?
Segundo o Público, Pedro Passos Coelho terá convocado sete ministros.
Qual dos sete terá dado com a língua nos dentes?
Se a Assunção Cristas não levantou qualquer problema e o seu parceiro, Mota Soares, foi havido na prévia discussão do assunto por inerência de funções; se Carlos Moedas e Vitor Gaspar estão irmanados na defesa desta solução; se o Nuno Crato anda lá para dar cabo da escola pública e está a borrifar-se para o resto, só um dos três restantes, que pelos vistos se opuseram à medida, poderá estar envolvido, ou será que a manobra é mais complexa e a notícia do Público é apenas um atirar de culpas para quem não as tem?
Mas não foi este o único caso estranho. Desde os SMS's recebidos pelo primeiro-ministro, passando pelos recebidos pela eminência parda Relvas, foram as fugas de informação do SIS, às fugas durante a eleboração do OE de 2012, as fugas de informação do conselho de ministros entre as picardias dos ministros Álvaro e Gaspar, as fugas sobre a privatização da RTP, enfim, uma quantidade delas em apenas um ano de governção e sempre em assuntos delicados.
Parece que a ética e a deontologia andam muito afastadas deste conjunto de pessoas que se reclamam representantes da transparência, do rigor, da seriedade e da verdade, e não o praticando, reclamam-se porquê?
É com estes exemplo que a nossa juventude se vai formando, depois ainda há quem se admire da falta de escrúpulos, solidariedade, ponderação e sociabilidade que, cada vez mais, se tornam difíceis de encontrar.
Desta vez estou de acordo com o Ângelo. Garotices!

18 setembro, 2012

E a sociedade cala-se!

Ontem, no Prós e Contras da RTP 1, dei comigo a ouvir um senhor que se intitulou marinheiro a dissertar sobre a Fundação Champalimaud que apelidou de "mamarracho" onde afirmou, em português corrente, referindo-se à dita fundação, que "não serve para nada, aquilo"!
Esperei que um coro de protestos se elevasse da assembleia, ou que os doutos palestrantes não deixassem passar em claro tais afirmações que foram, indubitavelmente, uma ida de um sapateiro para além da chinela, no seu desabafo.
Só a Fátima Campos Ferreira, timidamente, esboçou um "penso que o senhor não está bem informado sobre o que se está a fazer na fundação, nem sobre a matéria da investigação, em todo o caso..." e valorizou de imediato o desaparecimento da escola de pesca que se encontrava no mesmo local!
Se calhar, não teria havido necessidade de destruir a escola de pesca que lá se encontrava, mas apoucar daquela maneira uma instituição que faz mais do que a maioria das que por aí andam a fazer que fazem, deveria justificar uma tomada de posição da parte dos muitos intervenientes que botaram faladura.
Mas, infelizmente, a nossa sociedade é assim!
A nossa camada culta entende (mal) que não vale perder tempo a esclarecer os que se encontram atrás, talvez por desprezo, talvez por snobismo, e por isso, cala-se!
E cala-se, porque pensa que vozes de burro não chegam ao céu e está enganada, pois a ver este programa, deverão ter estado outros burros como o que falou, a abanar a cabeça para baixo e para cima, concordando com o seu desconhecimento de coisas que não sabem mas que pensam não lhes interessar.
Não sei se este triste foi um eroo de "casting" - afinal, quem é que foi o reponsável por levá-lo ali - ou se há algum propósito por detrás disto.
Não sendo muito adepto das teorias da conspiração, não deixo de lhes dar a atenção que merecem, e num tempo em que as inabilidades se misturam com o maquiavelismo num caldo de cultura popenso a aventureirismos ameaçadores.
Fica o reparo.

10 setembro, 2012

Jornalismo?!

Um garoto qualquer decide colocar na Net imagens privadas de alguém, o que é crime!
Logo, os jornaleiros do costume, para além da divulgação do crime, glosam o acontecimento não tendo uma única palavra crítica sobre o assunto.
Mas pior, como o JN desgraçadamente faz - não  há link porque não pactuo com este tipo de descaramento - como não estaria satisfeito com o vasculho, junta-lhe uma fotografia de má qualidade, quiçá para servir de ensinamento aos mais jovens.
Há por aí algum jornalista sério que defenda isto?
E, se há, porque se calam?

09 setembro, 2012

Corrigir desigualdades

Se virmos bem, PPC, com esta última medida afinal começou a corrigir as desigualdades!
Alguém é capaz de desmentir que, agora, os reformados e pensionistas começam a aproximar-se dos restantes trabalhadores por conta de outrém?
E já a seguir, com a mexida nas tabelas do IRS, as diferenças continuarão a esbater-se, pelo que este nivelamento por baixo está a começar a dar os seus frutos.
Não era isto que queriam?

08 setembro, 2012

O embuste

Vejo o primeiro ministro a falar e não consigo acreditar no que ouço!
O rapaz, com aquela cara das cerimónias solenas, começa a debitar o missal, onde lá está o costumeiro discurso anti-governo anterior, o qual foi capaz de todas as malfeitorias e que arruinou (segundo ele e os seus pares) o país, mas onde não aparecem os desastres que ele e a sua comitiva fizeram a desgraça de nos oferecer.
Depois, com a lata que lhe conhecemos, diz que os empregados por conta de outrém passarão a pagar mais 7% na TSU, para compensar o que irá dar aos patrões (5,75%), ficando com o diferencial para comprar caramelos em Badajoz.
Quanto ao corte dos subsídios, talvez para salvaguardar a equidade, continua a reter os dos reformados e pensionistas, devolvendo um, em duodécimos, aos funcionários públicos!
E estas medidas servem para quê, afinal?
Para tapar o buraco enorme que não conseguem tapar com todas as medidas que já tomaram.
A desculpa apresentada, tentando dar a entender que a culpa e sugestão veio do TC, é ignóbil, para não lhe chamar coisa pior, pois distorce quer a letra, quer o espírito da decisão daquele tribunal, e, por outro lado, afirmar que estas medidas se destinam a criar emprego e aumentar a competitividade, são de uma falsidade atroz.
Se, o universo que beneficia, e pode de facto aumentar a competitividade, é o setor exportador, como explicar que, sendo este apenas uma pequena fração do todo nacional onde os custos do trabalho influenciam os custos totais do produto em apenas 13%, como entender que será isto, apenas e só, que endireitará as contas nacionais?!
Esta, é apenas mais uma medida que vai beneficiar um lado da população, a mais forte, que vai ver aliviada a sua carga fiscal transferida e paga pelos que menos podem.
E onde param os trabalhadores por conta própria, os recibos verdes, os investidores especulativos, os proprietários, os que vivem dos rendimentos, o patronato,  etc., etc..
Qual estado social, qual paz laboral, qual equidade, qual carapuça!
O que este (des)governo está a fazer é a destruir um país, um povo, uma sociedade em nome de interesses mesquinhos e particulares.
Se as pessoas o consentem, quem sou eu para dizer o contrário.

28 agosto, 2012

Maneiras de estar na vida

Por via da crise, a Grécia cortou no vencimento dos políticos, a França fez o mesmo, na Irlanda o primeiro-ministro viu um corte no ordenado e o presidento do Banco Central viu o seu amputado de 25%, enfim, o sacrifício é distribuído um pouco por grandes e pequenos.
Portugal no meio de tudo isto que faz?
Corta! 
Corta forte e feio nos vencimentos da função pública. 
Corta nas pensões e reformas de querm trabalhou toda uma vida.
Corta ainda nos apoios sociais.
E quanto aos políticos?
Nada!
Nada, não! 
Invoca os direitos adquiridos para isentar assessores e requisitados na área privada, como se estes não trabalhassem no estado e para o estado (às vezes temos dúvidas disso, eu sei).
O Presidente da República, que gosta de se intitular o presidente de todos nós, lamenta-se por ver os seus rendimentos amputados nas pensões que recebe e chora-se da pensãozeca (1.500 € segundo ele) que a cara-metade recebe.
O Costa do Banco de Portugal recusa o corte nos subsídios como se os empregados no BP trabalhassem e fossem pagos por alguém que não o estado.
Os políticos assobiam para o lado e fazem de conta que não é nada com eles!
E o barco lá segue...
Olhar para isto e deixar passar em branco, é que nós fazemos... todos os dias!
Por vezes torna-se-me difícil entender coisas simples como estas.

25 agosto, 2012

Cães

Adoro cães, mas acho que a falta de controlo da legislação em vigor, que é da responsabilidade dos serviços de segurança pública, é a principal causa de acidentes como este.
Ainda há dias,  no jardim da Boavista, só por mero acaso é que um cão de grande porte não atirou o meu neto de dois anos ao chão, pois o responsável pelo animal, mau grado ser portador de uma coleira, não tinha o animal seguro e preferia entreter-se com as vistas mesmo depois de ter sido chamado à atenção pela acompanhante!
Polícia, nem vê-la, pois é coisa que cá pelo Porto só se encontra em manifestações, operações stop de grande aparato, perto de parquímetros ou à sombra dos quartéis, ademais parece que são poucos e não chegam para as encomendas.
Ou seja... há legislação, há equipamentos de segurança a preço acessível mas parece não haver vontade de fiscalizar.
Se calhar o sr. ministro acha mais interessante zelar pela limpeza das carruagens dos comboios do que pela vida dos cidadãos! È uma opção, errada na minha modesta opinião, mas quem responsabilizar pela morte de alguém? 
O acaso? Haja organização e um pouco mais de profissionalismo e tudo mudará em pouco tempo e nem será preciso gastar dinheiro!

05 julho, 2012

Doutores & Engenheiros

Num país que, por hábito, trata a casta dirigente por doutor ou "inginheiro", dá-me vontade de rir ver uma data de patuscos - sim, patuscos - a berrar contra a chico-espertice de um habilidoso que conseguiu tirar uma licenciatura num ano sem necessitar de queimar as pestanas e arrastar os fundilhos nos bancos escolares!
Já antes, e a propósito de um papelucho que atestava que um outro tinha feito um exame onde havia uma data que correspondia a um domingo, outras escandalizadas virgens, tinham chorado baba e ranho clamando aos deuses que a vigarice andava no ar.
Mas será que todos já se esqueceram das passagens administrativas do período quente revolucionário?
Será que não andam para aí uns tantos licenciados da treta que saltaram do antigo primeiro ciclo secundário para licenciaturas da moda desde os meados dos anos 70 e 80?
Quem é que não conhece gente que tem cursos de vistoso diploma passado, que apenas custaram bons cabedais  e bons relacionamentos?
Por muito que o Relvas seja flor que não se deva cheirar, não terá o pobre seguido o mesmo caminho que viu tantos trilharem com êxito e benefício?
Vamos lá meus senhores, tenham lá paciência, atirem-se ao governo pelas asneiras que ele faz, e que são demasiadas; pela discriminação que faz entre ricos e pobres, poupando os primeiros e sugando os segundos; pelo compadrio que tem revelado nas nomeações e indigitações; pelo silêncio do Ministério da Educação que assiste a todo este burburinho e se mantem discretamente distraído; pelo escândalo que vai pela saúde onde o ministro, pelos vistos, desconhece o que fazem as ARS's; pelo descalabro que se passeia pelas Finanças que não acerta numa previsão e atira com o país de cangalhas; pela sonsice da Ecnomia que deixa os negócios estrangeiros tratar da sua vida enquanto vai flanando por reuniões mandando uns bitaites que deixam o país boquiaberto...
O Relvas ministro, é apenas mais um chico esperto português que se aproveitou da legislação feita de boa-fé por quem pensava que os reitores das universidades eram gente acima de qualquer suspeita, e não apenas portugueses habituados ao desenrasca, que gostam de agradar a quem tem o poder na mão.

23 fevereiro, 2012

Ser bom aluno

Nos meus tempos de estudante, ser bom aluno dava direito a ir para o Quadro de Honra, ser dispensado dos exames, não ter de pagar propinas, ter bolsas de estudo, etc.
Era esse o pagamento duma sociedade reconhecida que premiava o esforço e a dedicação.
Hoje em dia o (des)governo que preside ao destino do País, manda-nos ser bom aluno, mas em vez de nos dar prémios estimula-nos com castigos diversos.
Aumenta a água, a eletricidade e transportes, como se esses não fossem bens essenciais. Pune-nos com um agravamento do IVA, do IRS, do IMI e de muitos mais e em contrapartida obriga-nos a pagar mais por uma saúde com menos condições, por uma escola com menos qualidade e agora até quer impor uma taxa sobre o conhecimento.
Mas temos de ser bons alunos afinal para quê?
Para termos menos emprego, ver serem-nos levadas as poucas empresas rentáveis que ainda tínhamos, assistir à destruição do nosso tecido produtivo e rezar para que chova?
À medida que nos tornamos melhor alunos o PIB desce e os juros dos empréstimos sobem!
À medida que mais estudamos perdemos subsídios há muito conquistados e por muitos merecidos!
À medida que melhor nos portamos mandam que nos rojemos perante o capital e a nova casta dirigente!
Aqui chegados, alguém me quer explicar qual será o meu interesse em ser bom aluno?

19 fevereiro, 2012

Para memória futura

Ainda sou do tempo em que um tabefe dado a tempo e oportuno fazia melhor do que dez palestras assistidas pelo melhor psicólogo infantil.
Nessa altura quando andavamos à pancada, não apareciam fotografias nos jornais, filmes no You tube e gentinha a comentar sobre o "bullying".
Um que fosse mais anafado era apelidado de "gordo" ou "bolinha", alguém que usasse óculos era um "caixa de óculos", uma rapariguita mais escanzelada era conhecida por "Olívia Palito" e tudo isso fazia parte da nossa transição da inf|ancia para a idade adulta.
Os paizinhos n\ao eram chamados a reuniões na escola a não ser que os meninos andassem selvaticamente a destruir a propriedade comum ou a manifestar comportamentos anti sociais, os cont[inuos eram respeitados e mantinham a ordem nos corredores e recreios, os professores tinham autoridade q.b. para manterem a disciplina nas aulas e os que n\ao tinham eram gozados de fininho pela malta toda.
Havia uma esquadra de polícia de x em x metros, e quando rebentava uma altercação, era fácil encontrar um ou mais agentes da autoridade que convergiam para o seu apaziaguamento/solução.
Acompanhavamos os pais nas excursões ao Palácio de Cristal, à Feira do Livro ou aos eventos mais interessantes, frequentávamos os museus e biobliotecas e também brincávamos nas linhas do caminho de ferro e jogávamos à bola feita com as meias velhas das irmãs/tias/mães e demais elementos do sexo feminino.
Tínhamos como leitura infantil uma secção dos jornais aos Domingos, com o reizinho, o Flash Gordon, o Dick Tracy, o Johnny Hazzard ou o Santo, eram-nos dados livros com contos dos Irmãos Grimm, do Hans Christien Andersen, do Lewis Carroll, da Sophia de Mello Breyner, do Monteiro Lobato, e tantos outros que me desculpo por não escrever aqui.
As famosa fábulas do La Fontaine ou a história da Nau Catrineta eram declamações obrigarórias em récitas, fossem elas familiares ou não.
Crescemos a ler o Tintin, o Pato Donald e a respetiva família, o Mickey, o Piu-Piu, o azarado coyote, as aventuras dos Vaillante, o Zorro, o super-Homem e outros.
Tudo isso fez de muitos de nós o que somos agora, amantes de boas leituras e de equilibrada poesia, pessoas paraa quem a televisão é uma mera faceta de divertimento e informação e não a Bíblia, que ainda se recordam de alguns princípios humanísticos e os aplicam no seu dia a dia, que se interessam pelos outros e que afastam a visão umbiguista da decadente sociedade atual.
Por esse mesmo motivo, sinto sempre um certo amatgo na boca, quando vejpo serem notícias de primeira página casos que há uns anos eram apenas questões acidentais, enquanto o que é importante é deixado debaixo do tapete e escondido porque se tem medo de falar nele.
A sociedade tem vindo a regredir a passos largos.
A evolução trouxe consigo a apologia do facilitismo, do sensasionalismo, do imediatismo.
O tempo do sonho, do olhar para o próximo, das obrigações sociais da empresa e dos cidadãos parecem ser um discurso que a ninguém interessa.
Assim sendo, quantop mais depressa este estado de coisas descambar numa renovação melhor, será bom que este (des)governo que da Europa nos chega cumpra o seu desiderarto e que finalmente possamos novamente tomar o nosso destino nas mãos, no seio de uma sociedade mais limpa e mais atenta aos valores morais e menos interessada nas roupagens do novo riquismo que nos abafa.

16 fevereiro, 2012

Hediondo!

Como é possível um ser humano ser capaz de matar a mulher, uma filha e uma neta e depois andar como se nada tivesse acontecido?!
Não, não era um qualquer selvagem perdido numa selva qualquer, mas um citadino habitante de Beja que teimava em fazer uma vida normal tendo em casa uma data de cadáveres em putrefação.
Que explicação haverá para tal comportamento?
O que é que este ente tem a ver com a sociedade que o rodeia?
Como é possível chegar a este ponto?!
Se Deus existe, porque permitirá tal?

12 fevereiro, 2012

Coisas com que eu embirro

Ver estrangeiros a mandar bitaites sobre o meu país e os governantes calados como ratos a assobiar para o lado.
Más traduções. Quer sejam de livros, filmes ou de simples comentários pois dão a ideia de quem está a fazer o trabalho ou não sabe o que anda a fazer ou terá tirado o diploma na escola do cadela, ou ainda pior... que o ensinogera licenciados que não sabem sequer traduzir a miséria de um texto ou de uma simples frase idiomática.
Troca-tintas! Embirro com este tipo de gente que nos oferece tudo por tuta e meia e no fim nos leva o que temos e o que não temos em nome do interesse económico que geralmente é eufemismo para o seu(deles) interesse em meter a mão nos nossos bolsos em troca de uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Chico-espertos! É uma classe que juntamente com a dos patos-bravos (não os Cairina moschata) mas aqueles que de repente aparecem ao volante de espanpanantes carros com muitos cromados e assentos de couro, com amásia com casa montada com tudo incluído e que se passeiam com a prole (geralmente parola e mal-educada) nos resorts da moda mas com maneiras de labrego a quem faltaram umas boas palmadas na educação infantil.
Comentadores de cátedra! Estes então fazem-me até doer os dentes, pois a vontade de os trincar é tanta que acabo por fechar os maxilares com tanta força que até me magoo. Desde o futebol à economia, parecem papagaios a debitarem generalidades e disparates num campeonato fútil onde vence o que mais dislates disser por minuto e com ar mais sério.
Vira-casacas! Outra espécie muito na moda, está sempre com a roupagem à mão com a cor da moda. Tem a capacidade da bosta na água... sobrenada, e como esta é seca e constituída na sua maioria por restos já depois de extraídos os seus materiais essenciais.
Lambe-botas! Outra espécie com muita saída atualmente, vão desde os caniches que chateiam à brava com aquele ladrar chinfrinento, às carraças que se apegam ao mais pequenino manda-chuva que lhes pareça ter hipótese de lhe arranjar mama adequada. São piores do que porcos, pois qualquer estrumeira lhes serve, desde que a lavagem seja de borla.
Vendedores de banha da cobra! Destes, que até não são os piores, pecam por serem pegajosos, aldrabões, qurem-nos impingir à viva força produtos de que não necessitamos como a salvação da nossa alma deles dependesse.
Ah! Já me esquecia duma categoria... A que não sendo estrangeiros, engloba conjuntamente todas as virtudes anteriores aqui enunciada. Geralmente são encontrados em lugares bem remunerados, vivem à custa dos contribuintes, muito embora sejam acérrimos críticos da função pública, acumulam duas, três e mais pensões, tem assento em várias administrações em cargos não executivos e outros tantos lugares em conselhos fiscais, são colaboradores pagos a peso de ouro de pasquins e televisões atacadas de partidarite aguda, chegando por vezes a ter responsabilidades para com a nação que geralmente não conhecem e com um povo que geralmente detestam e com quem se misturam só em ocasiões muito especiais, nomeadamente nas épocas das aberturas da caça ao voto.

11 fevereiro, 2012

Os piegas

Afinal os piegas lá vão aparecendo!
Depois da pieguice dum deles lá se pagarão aos reformados do BdP e aos seus colaboradores os subsídios de férias e natal.
Talvez para satisfazer alguma pieguice o ministro das finanças alemão veio dizer ao nosso Gaspar que a Alemanha estava disposta a apoiar Portugal na renogociação dos prazos da dívida!
Porque é que o terá dito?! Mistério absoluto, pois o Gaspar, segundo afirma "eventual reajustamento do programa de ajuda externa ao nosso país não está, neste momento, a ser considerado"(sublinhado meu).
E é interessante, como o Gaspar sempre tão cuidadoso com as palavras inseriu o "neste momento", pois o momento tanto poderia ser o do momento em que estava a dar as explicações como servirá no futuro para outro momento qualquer.
Depois vem o piegas Coelho lamentar-se que os políticos ganham mal cá pela terra.
Sabendo que o ordenado mínimo é de 485,00 €,e sobre o qual o secretário de estado do emprego afirmou que «Em termos relativos, o salário mínimo não é realmente baixo em Portugal»
, como se pode ler aqui,e que os políticos ganham entre mais de 6.000 € e 585 € para os presidentes de junta do escalão mais baixo, mas que não estejam em regime de não permanência. Que a estes valores se somem despesas de representação, subsídio de rendas de casa, senhas de presença, ajudas de custo (nalguns casos por estarem a trabalhar longe de casa, noutros por saírem para fora do seu local de trabalho), telefones e repetivas chamadas, carros com e sem motorista, subsídios de refeição a que se juntam cantinas de luxo com preços da tasca do Jaquim, como se entende tal?
Que o piegas do Álvaro quando o criticam faz birra e diz que só o criticam, não pelas alarvidades e vulgaridades que debita a ritmo intenso, mas por ter sido emigrante.
Que o piegas do Aguiar Branco se queixa dos oficiais estarem a partidarizar o discurso, mas quando o D. Januário das mesmas FA's fala, esconde o rabo e já diz que em democracia todos podem falar.
Já se vislumbra de onde é que chega a ideia da pieguice.

02 fevereiro, 2012

Direito à greve

Começam a andar por aí uns meninos e meninas a questionar o direito à greve porque, segundo eles e elas, há no meio disto tudo quem saia prejudicado!
Confesso que este tipo de argumento me confunde, pois ver que a luta de trabalhadores em defesa do que entendem ser seus direitos não é aceite por outros que, ou já os alcançaram ou não precisam deles, é, para mim, o mais eviidente sinal do egoísmo que a sociedade parece padecer.
Não sei o que é que estas cabecinhas pensadoras propõem para substituir este tipo de reivindicação, se calhar são adeptos do salve-se quem puder, da negociação individual, ou se ainda pensam que o trabalho dá saúde e por isso quanto mais trabalharmos melhor, pois seremos mais saudáveis e teremos menos tempo para gastar o que viermos a receber como salário.
Desta mentalidade é que tenho medo, pois com esta conversa da treta já se paga o salário mínimo a licenciados, os recibos verdes são uma norma que tende a generalizar-se e por este caminho as férias voltarão aos 15 dias seguidos por ano e quando der na real gana ao empregador.
Quatro feriados já foram à vida, o SNS está a sofrer um dos mais violentos ataques das últimas décadas, o trabalho suplementar foi mandado às urtigas, os bancos de horas são uma nova maneira de brutalidade patronal, a escola pública anda a levar pancada, mas ninguém protesta, pois as greves fazem uma diferença do caraças ao país, nomeadamente aos bolsos dos muitos patrões que há muito deixaram de encontrar cotão nos bolsos.

31 janeiro, 2012

A invasão

Pelos vistos, agora sem panzers nem suásticas, a Alemanha pretende invadir, de novo, a Grécia!
Como habitualmente a França assobia para o lado, a Inglaterra diz estar atenta, e os restantes países dividem-se entre os que dizem que 'não há nexexidade de tanto' e os que não dizem nada (quem cala consente).
Esta peregrina ideia que tem feito o seu caminho de que o credsor deverá mandar em casa do devedor, não passa pela cabeça de um tinhoso, mas que há quem a defenda, lá isso há, a começar pelos analistas do costume que nas televisões se divertem à grande a gozar com o zé povo com conversas da treta, recebendo principescos honorários.

25 janeiro, 2012

Fala-se de proteção aos autores!!!!!

Este post do Aventar esclarece bastante o assunto, quanto a mim, esta proposta de lei é apenas mais uma maneira de sacar dinheiro ao zé pagante em nome de um hipotético pagamento a autores que nunca receberão nada das taxas que são para aplicar, pois as verbas perder-se-ão nos escaninhos da burocracia habitual e reverterão, na maior parte dos casos, para mangas de alpaca que continuam a alimentar-se dos autores que, coitados, não fazem a menor ideia de quanto é que os seus direitos valem.
Será que a SPA me vai pagar direitos sobre uma fotografia que eu tenha tirado com uma máquina digital e que tenha sido publicada na Net, e copiada milhentas vezes?
Será que a SPA vai pagar direitos aos Beatles da música que eu comprei através de um 'download' na Net e que armazenei no meu disco rigído e que copiei para um CD para a poder ouvir em outro leitor cá de casa?
Será que a SPA vai pagar direitos de autor à família do Assis Pacheco por eu ter comprado um audio-livro seu e de que já paguei direitos de autor, só porque o tenho de transferir para um novo computador?
Ora bolas!
Porque é que não se metem apenas em assuntos do qual saibam alguma coisa? Este estranho unanimismo cheira-me mal.