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13 dezembro, 2012

Fomos todos capados?

Depois de um forçado silêncio volto às lides por causa de um patego oriundo do continente mais atrasado do mundo que, em frente a uma plateia de apáticos laparotos, se permitiu dar conselhos aos portugueses que tem ajudado a empobrecer com umas teorias da treta.

Esse triste funcionário do FMI, talvez deslumbrado com os muitos salamaleques com que muitos portugueses o obsequiam, achou-se no direito de dar palpites sobre o que os portugueses devem ou não sentir àcerca do esbulho que lhes tem sido ministrado por instruções  de outros pategos iguais a ele.

As rádios e televisões mais a pasquinada habitual desataram a ampliar as tratantadas e disparates que nos foi servindo, como se de dogmas se tratassem e vai daí nem um pio sobre o descaramento e atrevimento do personagem.

Tudo corre bem e o País está a curar-se..., mas ainda há mais remédio amargo a ser tomado,  talvez, diz o Abebe, se calhar porque vive muito acima das possibilidades das populações qie diz ajudar e que lhe pagam principescamente pelos disparates que comete.

Ninguém o confronta com o delirante orçamento, o derrapante défice, o terrível desemprego, a abjeta miséria que se instala, o desmantelamento do País, etc.!

Pelos vistos nada disto é importante para os que o convidaram e para os que lhe poderiam ter feito perguntas sérias, ponderadas e incisivas.

Se calhar todos nós merecemos isto, pois poucos vejo a indignarem-se com tal pesporrência da parte de quem devia andar envergonhado e a apresentar desculpas por nos ter lançado no abismo com os remédios que nos obrigou a tomar.

09 novembro, 2012

Discurso direto

"... ai, aguenta, aguenta!" Fernando Ulrich, presidente do BPI a propósito da austeridade em Portugal;

"... cá em Portugal podemos estar mais pobres, mas não temos miséria..." - Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, que se intitula voluntária, contra a fome na SIC;

"Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário..." - Passos Coelho, primeiro ministro português, quando confrontado pelos jornalistas sobre o crescente desemprego dos professores;

"... uma baixa da TSU para os 3,75%", ou seja, uma redução de 20 pontos percentuais." - Ferraz da Costa, presidente do Forum para a Competitividade, que queria também fazer aumentar o IVA, pois entende que os portugueses consomem demais;

"... Porque não existe um franchising de pastéis de nata?" - Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia como medida para atacar o défice;

"... Eu não acredito em reformas quando se está em democracia..." - Manuela Ferreira Leite, ex-presidente do PSD, ex-ministra das Finanças, ex-ministra da Educação;


09 outubro, 2012

Desculpem lá o incómodo

É preciso ter lata!
O FMI, pede desculpa pois enganou-se nas contas, afinal, por cada euro de austeridade a economia arrefece entre 40 a 80 % mais do que tinham inicialmente previsto!
Aqueles pobres economistas e gestores, pagos a peso de ouro e comandados pela D. Lagarde afinal, parece que fazem contas à merceeiro, isto sem desprimor para os merceeiros que ainda sabem fazer contas.
E agora como é?
Vão restituir-nos o que perdemos?
Vão devolver-nos o emprego?
Vão-nos devolver os juros?
Vão indemnizar o país?
Ou, como de costume, vão passar pelo meio das tempestade que criaram com um sorriso nos lábios e milhões nas algibeiras?
E o governo portugês?
Permanece manso?
E a Europa, continua calada?

05 dezembro, 2008

Citações (XII)

Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles

Madame de Staël