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07 setembro, 2012
05 março, 2012
Ainda há quem reme contra a corrente
Óscar de Mascarenhas, provedor do leitor do DN, assina um artigo de opinião em que arrasa uma hipotética notícia dada à estampa por Francisco Almeida Leite a que a direção do jornal dá cobertura como se tal notícia fosse verdadeira, comprovada e fosse o espelho da realidade e não apenas uma versão governamental sobre direitos de trabalhadores que estavam entao em greve.
Para além de levantar a questão sobre a maneira de fazer jornalismo naquele diário, avisa que por aquelas bandas, palavra de governantes não se discutem e são verdades indiscutíveis.
Provedor de um jornal que se preze não poderá ter outros critérios para além dos jornalísticos, mas, pelos vistos, há muita gente por aí que o critica por este ter tomado tal posição, quiçá por ter denunciado o mau jornalismo e a pouca vergonha noticiosa que grassa neste país um pouco por todo o lado manchando jornalistas honestos e confundindo-os com publicitários profissionais que titulam a publicidade de jornalismo, mesmo que este se evidencie parcial, tendencioso e mentiroso.
16 junho, 2011
Não resisto
Ao ler o duas ou três coisas dou com este furo jornalístico dum comentador que dá pelo nome de catinga:
...
O que diz desta pérola: uma jornalista da RTP pergunta a um curioso por astronomia (há coisa de meia hora), como é que ele consegue fotografar a Lua sem flash?...
...
O que diz desta pérola: uma jornalista da RTP pergunta a um curioso por astronomia (há coisa de meia hora), como é que ele consegue fotografar a Lua sem flash?...
11 junho, 2011
Jornalismo soma e segue!
Nas cerimónias do 10 de Junho, Sócrates à chegada ao local onde decorreu a sessão solene ouviu algumas vais misturadas com aplausos o que de imediato foi noticiado pelo repórter da RTP1 que se encontrava no local.
Quando Portas chegou, aconteceu o mesmo e o mesmo repórter disso deu notícia o que é normal. Quando Passos Coelho chega acontece situação idêntica e o repórter emudece repentinamente!
Hoje alguma comunicação social, refere as vaias a Sócrates quer nos títulos, que no desenvolvimento de notícias, Sócrates vaiado e Passos aplaudido, em título, e "ouviu muitos assobios, como acontecera à sua chegada, uma hora antes, quando foi vaiado. ..." na notícia, segundo o Correio da Manhã; "foi hoje vaiado em Castelo Branco, quando entrava no Cine-Teatro Avenida", segundo o I; "o primeiro-ministro cessante foi vaiado por populares concentrados frente ao Cine-Teatro" diz o Público no interior da notícia com o título Sócrates exorta jornalistas a rejeitarem “mexeriquice” da sua “vida privada”.
Para além do desaparecimento das assobiadelas/vaias a Portas e Passos Coelho, é de estranhar que o CM tenha visto a chegada do PM, pois até a jornalista da RTP1 afirmava na hora que ele ainda não tinha aparecido quando a câmara de imediato o focava já sentado no palanque em frente às forças em parada.
Esta é a comunicação social em que teremos de acreditar? Desconfio bem que não.
Etiquetas:
Atualidade,
Imprecisões,
Jornalismo
02 abril, 2011
Notícias curiosas
Título
Futebol: FC Porto -- Autocarro dos "Dragões" alvo de tentativa de apedrejamento na A1
Descritivo:
... tataratá ... a viagem decorreu sem qualquer tipo de incidente até á chegada a Lisboa.
!!!
Então houve ou não houve?
Expresso on line 20:28 Sábado, 2 de abril de 2011
Futebol: FC Porto -- Autocarro dos "Dragões" alvo de tentativa de apedrejamento na A1
Descritivo:
... tataratá ... a viagem decorreu sem qualquer tipo de incidente até á chegada a Lisboa.
!!!
Então houve ou não houve?
Expresso on line 20:28 Sábado, 2 de abril de 2011
14 fevereiro, 2009
Sindicalistas acusam CP de agressão
Quando li o título, no JN, julguei que tinha sido gralha, e que onde estava escrito CP, deveria estar PC (Pinto da Costa), pois noutro local falava-se nas estaladas à Carolina, e, sendo esta uma espécie de sindicalista - berra muito e acerta pouco - de eventual sindicato de desconhecidos sócios (ou deveria chamar-lhe súcia?), era como se as madamas que utilizam os mesmos ou idênticos métodos, se tivessem organizado, para em operático clamor, reclamarem da suposta agressão.
Mas não! Era mesmo CP..., sim, a dos caminhos de ferro!!!!
Ora, como não imagino a estação de Campanhã a dar um estalo a alguém, a não ser esteticamente, ou o símbolo a cair no toutiço de algum passante, o que não seria agressão mas apenas desastre, não consigo vislumbrar como é que tal título possa existir.
A facilidade com que os jornais publicam os maiores disparates com o ar mais sério do mundo, começa já a aproximar-se da estultícia linguística em que vamos caindo.
A agressão, não é uma acto que se possa ser praticado por uma entidade inanimada, ou seja, que não tenha alma.
Uma pedra, um peixe, um cão, uma couve são incapazes de agredir; podem atacar ou defenderem-se, nalguns casos, como o cão, o gato ou o peixe, já a couve ou a pedra não o podem fazer, embora possam ser utilizada para.
A CP não agrediu ninguém, do mesmo modo, que o Governo o não pode fazer, nem o Benfica, nem a PSP, nem o exército israelita ou o partido Hamas.
Actualmente abusa-se na personificação das notícias, talvez por isso a culpa tantas vezes morra solteira, pois os tribunais são cegos e julgam factos, não figuras de estilo.
Quem agrediu, afinal, foram seguranças que prestam serviço na/à CP, restará apurar-se se foi por ordem de quem decide em nome desta companhia ou se foi por lamentável excesso de zelo, ou até se existiu a agressão.
Sabemos, que alguém que é dirigente sindical de Hotelaria, recebeu tratamento no S. João, fez exames, foi medicado e sofreu problemas musculares, pois não me acredito que existisse psicólogo de serviço no S. João para abalizar o diagnóstico sobre problemas psicológicos.
Este é um exemplo de uma notícia, mal dada, mal escrita, mal amanhada e tendenciosa.
Mas não! Era mesmo CP..., sim, a dos caminhos de ferro!!!!
Ora, como não imagino a estação de Campanhã a dar um estalo a alguém, a não ser esteticamente, ou o símbolo a cair no toutiço de algum passante, o que não seria agressão mas apenas desastre, não consigo vislumbrar como é que tal título possa existir.
A facilidade com que os jornais publicam os maiores disparates com o ar mais sério do mundo, começa já a aproximar-se da estultícia linguística em que vamos caindo.
A agressão, não é uma acto que se possa ser praticado por uma entidade inanimada, ou seja, que não tenha alma.
Uma pedra, um peixe, um cão, uma couve são incapazes de agredir; podem atacar ou defenderem-se, nalguns casos, como o cão, o gato ou o peixe, já a couve ou a pedra não o podem fazer, embora possam ser utilizada para.
A CP não agrediu ninguém, do mesmo modo, que o Governo o não pode fazer, nem o Benfica, nem a PSP, nem o exército israelita ou o partido Hamas.
Actualmente abusa-se na personificação das notícias, talvez por isso a culpa tantas vezes morra solteira, pois os tribunais são cegos e julgam factos, não figuras de estilo.
Quem agrediu, afinal, foram seguranças que prestam serviço na/à CP, restará apurar-se se foi por ordem de quem decide em nome desta companhia ou se foi por lamentável excesso de zelo, ou até se existiu a agressão.
Sabemos, que alguém que é dirigente sindical de Hotelaria, recebeu tratamento no S. João, fez exames, foi medicado e sofreu problemas musculares, pois não me acredito que existisse psicólogo de serviço no S. João para abalizar o diagnóstico sobre problemas psicológicos.
Este é um exemplo de uma notícia, mal dada, mal escrita, mal amanhada e tendenciosa.
02 fevereiro, 2009
Disparates
O JN na edição de hoje, traz como uma das parangonas:
Homossexual chefia governo da Islândia
Homossexual chefia governo da Islândia
Alguém me poderá informar qual será o interesse deste título? Será que isto é uma verdadeira notícia ou apenas sensacionalismo do mais rasca?
Porque não dizer se é branca ou amarela, alta ou baixa, gorda ou magra, loura ou ruiva, bonita ou feia, solteira ou divorciada, dextra ou canhota, nova ou velha, católica ou presbiteriana, crurvilínea ou longuilínea, simpática ou antipática, velocista ou fundista, dorminhoca ou madrugadora, glutona ou anorética?
Será que a orientação sexual é importante para aquilatar sobre a capacidade de governar?
Porque não dizer se é branca ou amarela, alta ou baixa, gorda ou magra, loura ou ruiva, bonita ou feia, solteira ou divorciada, dextra ou canhota, nova ou velha, católica ou presbiteriana, crurvilínea ou longuilínea, simpática ou antipática, velocista ou fundista, dorminhoca ou madrugadora, glutona ou anorética?
Será que a orientação sexual é importante para aquilatar sobre a capacidade de governar?
Depois queixam-se (os jornalistas) de que não devem atribuir as culpas aos mensageiros?!
Mas esta mensagem interessa a quem e para quê?
Mas esta mensagem interessa a quem e para quê?
29 janeiro, 2009
Vender, vender, custe o que custar
Para meu grande desgosto, vejo a generalidade da imprensa nacional abandonar os critérios jornalísticos para dar lugar aos comerciais.
Cresci olhando para os jornalistas com um grande respeito, pois tive-os na família, e sabia bem que a magra retribuição obrigava a longas horas de trabalho e que a essência era transmitir o mais fielmente possível o que se tinha passado.
Aprendi muito cedo que, as bases de uma boa notícia, derivavam de cinco breves interrogações, o quê?, quem?, quando?, como? e onde?, a que o jornalismo de investigação acrescentava uma sexta - porquê?,
O meu fascínio pelo jornalismo levou-me a ser jornalista escolar, num tempo em que nas escolas se não ensinava apenas o programa oficial aprovado no ministério, e onde se fomentava a cidadania e a participação na sociedade.
Habituei-me a acreditar nas notícias dos jornais, porque na generalidade elas reflectiam uma imagem muito próxima do acontecido, muito embora cada título desse a mesma notícia de maneira diversa.
Logo pelos títulos e parangonas se divisavam as diferenças.
Infelizmente, hoje a notícia deixou de ser informação para passar a ser indução.
Os diz-se, consta, parece, há quem diga, foram substituídos por falsas proposições que dão a impressão que a notícia dada terá acontecido pois, a maior parte das vezes, uma ou mais das cinco interrogações atrás enunciadas desaparecem como se não fizessem falta.
A notícia na hora é o que está a dar!
Peguemos num pequeno exemplo. Houve esta manhã, segundo O Correio da Manhã, por volta das 07H00, diz o JN que foi às 06H50, um incêndio em Oeiras, que afectou de modo diverso 12 pessoas (aqui acertam os dois).
Na descrição da notícia propriamente dita, poderá ver-se (aqui e aqui) a diferença de tratamento entre os dois orgãos noticiosos, mas o que já não se compreende é que num se afirme que três famílias vão ser alojadas pela Câmara e outro diga que apenas vão ser duas. Onde pára a verdade? Será que nos três minutos que separam as duas notícias está a explicação da diversidade?
Dir-me-ão alguns que isso são pormenores sem importância, mas se for esse o caso porquê referi-los?
Outro exemplo, esse bem mais grave, tem a ver com as declarações de António Marta na comissão de inquérito da AR.
O que estava em causa, principalmente, eram as declarações de Dias Loureiro efectuadas na véspera que dizia ter avisado o BdP para o que estava a acontecer no BPN, mas pelos vistos não é essa a parte importante para os fornecedores de notícias, e aqui a porca torce o rabo, pois os títulos são expressivos e falam por si.
Cresci olhando para os jornalistas com um grande respeito, pois tive-os na família, e sabia bem que a magra retribuição obrigava a longas horas de trabalho e que a essência era transmitir o mais fielmente possível o que se tinha passado.
Aprendi muito cedo que, as bases de uma boa notícia, derivavam de cinco breves interrogações, o quê?, quem?, quando?, como? e onde?, a que o jornalismo de investigação acrescentava uma sexta - porquê?,
O meu fascínio pelo jornalismo levou-me a ser jornalista escolar, num tempo em que nas escolas se não ensinava apenas o programa oficial aprovado no ministério, e onde se fomentava a cidadania e a participação na sociedade.
Habituei-me a acreditar nas notícias dos jornais, porque na generalidade elas reflectiam uma imagem muito próxima do acontecido, muito embora cada título desse a mesma notícia de maneira diversa.
Logo pelos títulos e parangonas se divisavam as diferenças.
Infelizmente, hoje a notícia deixou de ser informação para passar a ser indução.
Os diz-se, consta, parece, há quem diga, foram substituídos por falsas proposições que dão a impressão que a notícia dada terá acontecido pois, a maior parte das vezes, uma ou mais das cinco interrogações atrás enunciadas desaparecem como se não fizessem falta.
A notícia na hora é o que está a dar!
Peguemos num pequeno exemplo. Houve esta manhã, segundo O Correio da Manhã, por volta das 07H00, diz o JN que foi às 06H50, um incêndio em Oeiras, que afectou de modo diverso 12 pessoas (aqui acertam os dois).
Na descrição da notícia propriamente dita, poderá ver-se (aqui e aqui) a diferença de tratamento entre os dois orgãos noticiosos, mas o que já não se compreende é que num se afirme que três famílias vão ser alojadas pela Câmara e outro diga que apenas vão ser duas. Onde pára a verdade? Será que nos três minutos que separam as duas notícias está a explicação da diversidade?
Dir-me-ão alguns que isso são pormenores sem importância, mas se for esse o caso porquê referi-los?
Outro exemplo, esse bem mais grave, tem a ver com as declarações de António Marta na comissão de inquérito da AR.
O que estava em causa, principalmente, eram as declarações de Dias Loureiro efectuadas na véspera que dizia ter avisado o BdP para o que estava a acontecer no BPN, mas pelos vistos não é essa a parte importante para os fornecedores de notícias, e aqui a porca torce o rabo, pois os títulos são expressivos e falam por si.
24 Horas - António Marta aceita acareação com Dias Loureiro - Responsável do Banco de Portugal admite falha
Diário de Notícias - António Marta admite falha de supervisão no caso BPN
JN - António Marta disponível para acareação com Dias Loureiro sobre reunião de 2001
Correio da Manhã - Supervisor admite falha
Publico - "Situação deteriorada" no BPN obrigou BdP a convocar reunião inédita em 2006Diário de Notícias - António Marta admite falha de supervisão no caso BPN
JN - António Marta disponível para acareação com Dias Loureiro sobre reunião de 2001
Correio da Manhã - Supervisor admite falha
Jornal de Negócios - Acho que falhei - António Marta volta a afastar alerta de Dias Loureiro - Oliveira Costa sentia-se "perseguido" pelo Banco de Portugal
Ora, fácil será verificar que, em nenhum orgão de informação, é publicado, em parangona, que Marta não confirmou declarações de Loureiro, com uma pequena nuance no Jornal de Negócios que eufemisticamente lhe chama afastamento, tendo no extremo o Público, que acha que o mais interessante no depoimento foi uma reunião tida em 2006 entre Marta e os membros dos conselhos de administração da SLN e do BPN e os revisores oficiais de contas (ROC) e auditores do grupo a propósito das insuficiências de organização complicadas e que o controlo interno não funcionava (sublinhado referente a declarações expressas de Marta).
O que salta à vista, é o que o BdP falhou na supervisão - não Marta, mas o BdP (novamente aqui a excepção do Jornal de Negócios) - e que Marta aceita a acareação com Dias Loureiro.
Se todos bem se lembram da campanha que tem corrido contra o governador do BdP, são sintomáticas de uma informação previamente orientada em quase todos estes títulos, ou não será assim?
28 janeiro, 2009
Mário Crespo
Mais uma vez, como jornalista, engasgou-se e deu uma imagem do que vale.
Na entrevista a Marinho Pinto, quando este afirmou que as buscas a escritórios de advogados que não tendo sido constituído arguidos, já atingiam o número das dezenas, ele retrucou que nem achava que eram muitas (!) ao que Marinho lhe responde rápido que uma ou duas já seriam demasiadas.
Fez-me lembrar o poema de Martin Niemoller:
Na entrevista a Marinho Pinto, quando este afirmou que as buscas a escritórios de advogados que não tendo sido constituído arguidos, já atingiam o número das dezenas, ele retrucou que nem achava que eram muitas (!) ao que Marinho lhe responde rápido que uma ou duas já seriam demasiadas.
Fez-me lembrar o poema de Martin Niemoller:
Primeiro vieram prender os judeus
E eu não levantei minha voz
Porque não era judeu.
Depois vieram prender os comunistas
E eu não levantei minha voz
Porque não era comunista.
Depois vieram prender os homossexuais
E eu não levantei minha voz
Porque não era homossexual.
Depois vieram prender os sindicalistas
E eu não levantei minha voz
Porque não era sindicalista.
Depois vieram prender-me
E já não havia mais ninguém
Que levantasse a voz por mim.
E eu não levantei minha voz
Porque não era judeu.
Depois vieram prender os comunistas
E eu não levantei minha voz
Porque não era comunista.
Depois vieram prender os homossexuais
E eu não levantei minha voz
Porque não era homossexual.
Depois vieram prender os sindicalistas
E eu não levantei minha voz
Porque não era sindicalista.
Depois vieram prender-me
E já não havia mais ninguém
Que levantasse a voz por mim.
15 janeiro, 2009
Jornalismo da treta
Hoje de manhã vi e ouvi na SIC-Notícias um senhor jornalista da Visão, a dizer que a dita revista tinha feito um inquérito sobre o entendimento da pobreza, e que ele (jornalista), tinha ficado admirado por mais de 70 % dos portugueses inquiridos entenderem que eram pobres, e que um terço dos inquiridos entender que um rendimento per capita de 5 000 € mensais definia o ordenado de uma pessoa rica, o que ele considerava uma grande surpresa, até porque com esse valor a família deveria ser considerada como classe média!!!
Escusado será dizer que não se fala em classes no referido estudo (!), mas apenas em pobres e ricos. Remediados, assim-assim ou mesmo bem-de-vida, não foram chamados à colação, não vá o dito estudo passar a tornar-se uma coisa séria e lá seria o cabo dos trabalhos.
Sendo do conhecimento geral que mais de 18% da população vivia abaixo do limiar de pobreza em 2006, ou seja, tinham de rendimento menos do que 365 € por adulto, sabendo que cerca de 4,5% dos trabalhadores portugueses estão abrangidos pelo salário mínimo nacional, pertencendo assim bastantes ao universo anterior, não seria difícil concluir que os mais de 70% considerados pobres estariam um pouco inflacionados neste pensar dos inquiridos, uma vez que os que não fossem pobres teriam de ser ricos?
Claro que o jornalista entrevistado não deveria ser especialista nestas coisas de pobreza, pois entender que um rendimento per capita de 5.000 € mensais entra na esfera duma família de rendimento médio, esquecendo que o ordenado do PR é de 7.415,29 € e que um presidente de Câmara com mais de 40.000 eleitores ganha 3.700 €, que o ordenado médio em 2005 na área que melhor pagava era de 1.920,90 €, o que poderá rondar actualmente os 2.022,20 €, e que o ganho médio mensal se situava em 907,34 € (actualmente perto dos 962,00€), não deve estar a ver bem o problema.
Claro, que a Visão fez um péssimo trabalho, pois não tentou fazer um inquérito sobre os rendimentos das diferentes classes de trabalhadores, mas optou pelo caminho mais demagógico de inquirir sobre o que são pobres e o que são ricos, com base em conceitos que não se seguram nem com aquela cola que gruda cientistas ao tecto.
O Zé pagode, alinhou e disse umas patacoadas, e a Visão chama-lhe pomposamente um estudo.
Inquiridos foram 1036 de ambos os sexos e com mais de - pasme-se - 15 ou mais anos de idade...
Nada a estranhar que quer a Visão, quer a SIC-Notícias sejam detidas pelo mesmo grupo económico...
Escusado será dizer que não se fala em classes no referido estudo (!), mas apenas em pobres e ricos. Remediados, assim-assim ou mesmo bem-de-vida, não foram chamados à colação, não vá o dito estudo passar a tornar-se uma coisa séria e lá seria o cabo dos trabalhos.
Sendo do conhecimento geral que mais de 18% da população vivia abaixo do limiar de pobreza em 2006, ou seja, tinham de rendimento menos do que 365 € por adulto, sabendo que cerca de 4,5% dos trabalhadores portugueses estão abrangidos pelo salário mínimo nacional, pertencendo assim bastantes ao universo anterior, não seria difícil concluir que os mais de 70% considerados pobres estariam um pouco inflacionados neste pensar dos inquiridos, uma vez que os que não fossem pobres teriam de ser ricos?
Claro que o jornalista entrevistado não deveria ser especialista nestas coisas de pobreza, pois entender que um rendimento per capita de 5.000 € mensais entra na esfera duma família de rendimento médio, esquecendo que o ordenado do PR é de 7.415,29 € e que um presidente de Câmara com mais de 40.000 eleitores ganha 3.700 €, que o ordenado médio em 2005 na área que melhor pagava era de 1.920,90 €, o que poderá rondar actualmente os 2.022,20 €, e que o ganho médio mensal se situava em 907,34 € (actualmente perto dos 962,00€), não deve estar a ver bem o problema.
Claro, que a Visão fez um péssimo trabalho, pois não tentou fazer um inquérito sobre os rendimentos das diferentes classes de trabalhadores, mas optou pelo caminho mais demagógico de inquirir sobre o que são pobres e o que são ricos, com base em conceitos que não se seguram nem com aquela cola que gruda cientistas ao tecto.
O Zé pagode, alinhou e disse umas patacoadas, e a Visão chama-lhe pomposamente um estudo.
Inquiridos foram 1036 de ambos os sexos e com mais de - pasme-se - 15 ou mais anos de idade...
Nada a estranhar que quer a Visão, quer a SIC-Notícias sejam detidas pelo mesmo grupo económico...
18 dezembro, 2008
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