29 agosto, 2012

Aposta na qualidade!

Não haja dúvida alguma que o nosso ministro da educação é um homem de brilhantes ideias.
Hoje, mais uma brota das páginas dos jornais!
Quem se atrever a chumbar mais de duas vezes, até ao 9º ano, já não pode ser doutor, terá de contentar-se com a profissão de talhante, eletricista, agricultour ou canalizador!
Pior do que o estado novo, que ainda entendia que ser eletricista, carpinteiro, canalizador e muitas outras profissões davam direito a qualidade e mérito, este, entende que apenas os alunos com fracas notas, seja qual for o motivo, só servirão para estas profissões.
O atestado de indigência intelectual que estas profissões agora recebem é, no mínimo, espantoso, vindo da parte de quem tem obrigação de zelar pela diversidade de oferta e pela qualidade do ensino.
Se é esta a maneira de reabilitar o ensino profissional, bem podem limpar as mãos à parede.
Atitudes discriminatórias e fracturantes já há muito que são associadas a quem não tem o papelinho que o Relvas arranjou por equivalência, daí que eu entenda bem o que se passa na cabeça desses iluminados "doutores da mula ruça".
Deixemo-nos de tretas!
Só o ensino qualificado de profissões como as acima referidas, bem como de todas as restantes é que levará este país para a frente.
Ser um profissional de categoria, seja qual for o ramo, reveste-se de características que não passam sem um conhecimento de matérias muito específicas que só os mestres são capazes de transmitir, e esses, não precisam de canudos para serem considerados.
É esta a aposta na qualidade, e não aquela que nos pretendem agora impingir.

6 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

O Crato é uma espécie de Relvas, mas com licenciatura. Tem sio asneira, atrás de asneira.
Obrigado pelas suas visitas e especilamente pelas simpáticas palavras que deixou no On the Rocks

João Tilly disse...

Deixem-se de tretas.
Quem critica esta medida ou não é professor ou não sabe que um electricista ou um canalizador ganha o triplo de um professor em inicio de carreira. É preferível manter malandros a repetir anos após anos, para depois acabarmos por ter que os passar ao 3º chumbo?
Não sejam profissionais do NÃO:
Qualquer coisa que qualquer ministro da educação faça tem obrigatoriamente que ser mal feito??
Em muitos casos será, mas neste caso esta medida faz todo o sentido. Especialmente neste momento de falência nacional e desemprego galopante que atravessamos.
Repito: só quem não é professor há décadas em escolas públicas do interior não percebe o que o homem pretende.

Teófilo M. disse...

Caro Carlos Barbosa,
a qualidade bem merece o elogio.

Teófilo M. disse...

João Tilly,
a aposta no ensino profissional é uma boa aposta, no entanto se o mesmo se fizer apenas e maioritariamente por via forçada, já sabemos no que irá dar.
Ninguém gosta de ser chamado de burro só porque escolhe uma profissão que muitos acham de segunda.
Será que um mau professor tem mais valor para o país do que um mediano marceneiro? Penso que não.
E já agora, será que todos os chumbos são culpa apenas e exclusivamente do aluno? Mais ninguém terá culpas no cartório.
Parece-me que não!

Carlos Sousa disse...

“Quem critica esta medida ou não é professor ou não sabe que um electricista ganha o triplo de um professor em inicio de carreira.”
Ó João Tilly, não achas que para um professor há décadas, estes “parâmetros” são uma “treta”?
O que é que tem a ver o “cu com as calças”?
Isso faz-me lembrar uma escola que quis fazer uma turma com miúdos oriundos dos P.A.L.O.P., com a desculpa de os juntar todos para aprender melhor o português. Naquele ano não foi para a frente porque eu era o presidente da associação de pais, mas no ano a seguir foi, sabes qual foi o resultado?
Ficou a turma dos pretos.
E agora se isso for para a frente, sabes qual vai ser o resultado?
Ficará a turma dos burros. Achas bem?

Carlos Sousa disse...

Principio de Peter.
“Numa hierarquia todo o empregado tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência.”
Penso que o Crato está de parabéns.