31 janeiro, 2012

A invasão

Pelos vistos, agora sem panzers nem suásticas, a Alemanha pretende invadir, de novo, a Grécia!
Como habitualmente a França assobia para o lado, a Inglaterra diz estar atenta, e os restantes países dividem-se entre os que dizem que 'não há nexexidade de tanto' e os que não dizem nada (quem cala consente).
Esta peregrina ideia que tem feito o seu caminho de que o credsor deverá mandar em casa do devedor, não passa pela cabeça de um tinhoso, mas que há quem a defenda, lá isso há, a começar pelos analistas do costume que nas televisões se divertem à grande a gozar com o zé povo com conversas da treta, recebendo principescos honorários.

30 janeiro, 2012

Nada como um pequeno intervalo

Sim! 
Às vezes um pequeno intervalo faz com que nos distanciemos um pouco das coisas e que as vejamos segundo um prisma totalmente diferente.
O país em que vivemos, segue alegremente um desnorte orientado pela incapacidade de alguns e a passividade de muitos.
Aceitamos que alguém teve a culpa de termos chegado ao que chegamos mas automaticamente isentamo-nos dela.
Os maus professores asseguram-nos de que se formos bons alunos iremos passar de ano, o pior é que quando chegarmos ao exame nada saberemos e lá iremos chumbar outra vez, atirando, de novo,  as culpas para quem nos apresentou exames tão difíceis em vez de culparmos os professores.

25 janeiro, 2012

E aqui fala-se do Porto!

Sacado a'A Baixa do Porto, este interessante artigo do JA Rio Fernandes.


Lembro-me bem como Rui Rio ganhou as eleições: Fernando Gomes regressava e pensava que isso bastava para todos correrem a votar nele, enquanto Nuno Cardoso tinha apostado (quase) tudo no Porto Capital Europeia da Cultura e havia perdido, entre guerras com a administração central e sobretudo com quem fez nomear para a Sociedade Porto 2001, por entre obras excessivas, atrasadas e caras, o que era acompanhado por quezílias que não facilitaram nada o “regresso” do melhor presidente que o Porto conheceu depois do 25 de Abril.
Mas, se no essencial foi Fernando Gomes que perdeu, também é verdade que Rui Rio ganhou. E fê-lo, entre outras posições, com o apoio firme à defesa do Parque Ocidental (dito “parque da cidade”), contra tudo e todos e em especial contra a “especulação” (seja lá isso o que for), num compromisso pelo rigor e transparência que trouxe o apoio de jovens bem intencionados reunidos em torno de uma “agenda verde”. Não falarei do rigor e transparência no caso do Rivoli e dos seus amigos, do Palácio do Freixo e do negócio do Grupo Pestana, das Torres do Aleixo e dos amigos de Duarte Lima, da antecipação de rendimentos de que aqui falou José Castro, nem do que custou à cidade a sua paixão por carros antigos, ou a da sua amiga Laura Rodrigues pelo prédio projetado pelo pai (Cinema Batalha) ou pelos relatórios e projetos do filho, entre tantas outras (tristes) coisas.
Porque o que importa é perceber hoje que a notícia sobre alterações ao PDM na sua ligação ao parque ocidental do Porto confirma o que alguns sabíamos: a CMP de Rui Rio contrariou o PDM que ela própria fez alterar e agora precisa de o mudar para fazer legal o ilegal. Isso é especialmente grave no Parque da Cidade, onde a CMP de Rui Rio aprovou, ilegalmente disse-nos a CCDRN, um oceanário, e deixou que alguns (Sport Club do Porto), aí plantassem construções (incluindo piscina), ou promoveu a asfaltação para uso dos aviões do Red Bull, entre outras iniciativas de impermeabilização muito pouco ambientalmente interessante e contrária ao que dispõe o PDM ou mais ainda ao discurso que lhe deu a vitória. Entretanto… por via da luta cega contra outras construções, deixa-nos Rui Rio, apesar de todo o rigor e transparência e da sua superioridade de economista, uma dívida superior à que herdou, menos espaço verde no Parque Ocidental e uma evidente falta de visão e de ambição da cidade, apenas compensada em parte pela projeção da cidade, para o qual muito contribuem o vinho do Porto e a atração das caves na Gaia do amigo Menezes, o Futebol Clube do Porto do amigo Pinto da Costa, ou o aeroporto que o amigo Jorge Coelho decidiu aprovar, por pressão do amigo Fernando Gomes.
Aqui se podem ver como são rasgadas algumas bandeiras que Rui Rio gosta de erguer bem alto mas a que lhe falta mastro suficiente.

Fala-se de proteção aos autores!!!!!

Este post do Aventar esclarece bastante o assunto, quanto a mim, esta proposta de lei é apenas mais uma maneira de sacar dinheiro ao zé pagante em nome de um hipotético pagamento a autores que nunca receberão nada das taxas que são para aplicar, pois as verbas perder-se-ão nos escaninhos da burocracia habitual e reverterão, na maior parte dos casos, para mangas de alpaca que continuam a alimentar-se dos autores que, coitados, não fazem a menor ideia de quanto é que os seus direitos valem.
Será que a SPA me vai pagar direitos sobre uma fotografia que eu tenha tirado com uma máquina digital e que tenha sido publicada na Net, e copiada milhentas vezes?
Será que a SPA vai pagar direitos aos Beatles da música que eu comprei através de um 'download' na Net e que armazenei no meu disco rigído e que copiei para um CD para a poder ouvir em outro leitor cá de casa?
Será que a SPA vai pagar direitos de autor à família do Assis Pacheco por eu ter comprado um audio-livro seu e de que já paguei direitos de autor, só porque o tenho de transferir para um novo computador?
Ora bolas!
Porque é que não se metem apenas em assuntos do qual saibam alguma coisa? Este estranho unanimismo cheira-me mal.

24 janeiro, 2012

Eficiência?!

Não sei quem é que está à frente dos supermercados Lidl, mas certamente não será gente de vistas largas e horizontes desanuviados.
Esta notícia, Acusado de furto de 77 cêntimos de feijão verde que aqui se lê, é denunciadora de um falta de sentido de gestão digna de dó.
A propósito de vários furtos ridículos, uma cadeia de supermercados de origem alemã, bem como uma conhecida multinacional sueca, preferem perder tempo e dinheiro com processos de valor ridiculo solicitando indemnizações dispartatadas e fazendo subir a tribunal processos que simples medidas administrativas impediriam.
Se a justiça fosse cega e salomónica certamente saberia o que fazer, infelizmente as leis que tão exemplarmente servem para acusar e castigar não têm, a maior parte das vezes, atenção ao disparate que pode vir desembestado sabe-se bem lá de onde.
Não conheço as circuntâncias em que foram cometidos os crimes, mas não tenho dúvida alguma em que quem decidiu levá-los até às últimas consequências já terá cometido alguns de que se safou por não ser apanhado, pois a perfeição não existe, e assim pudesse o tribunal e estas empresas deveriam ser castigadas coerentemente pelos gastos obrigados a fazer pelo estado pela sua teimosia e ineficiência em tomar decisões atempadas.

Bancários são os que menos sofrem com a crise!

Vejo um pouco por todo o lado jornais com este título e curioso interrogo-me porque estarão os bancários na ordem do dia, pois não vejo como sofrerão menos a não ser que ganhem mais do que muitos dos restantes na sua área de trabalho ou então o mundo passou a ser quadrado.
Por mais que procure, apenas parece que há uma razão para tratar os bancários como priveligiados, é que vão continuar a poder usufruir de 25 dias de férias porque já muito antes do chamado código Bagão Félix ter entrado em vigor e dado essa oportunidade aos restantes, já há muito que os bancários tinham esse direito através do seu ACTV.
Ora, parece que a montanha acaba de parir um rato, pois não se compreende que estes sejam apontados a dedo como beneficiados, quando toda a gente sabe, e se não o sabe é porque não quer saber, que esta classe tem sido uma das mais esmagadas após o 25 de Abril de 74 em que foram apelidados de "vanguarda motorizada dos trabalhadores".
Quando os bancários passaram a ter um horário de encerramento às 16:30, raros eram os que saíam àquela hora prolongando o seu trabalho até cerca das 18:00 sem mais um tostão de pagamento e transformando o seu horário de 35 horas/semanais em 42,5! Hoje estão muito pior.
E estava-se ainda longe dos governos de Guterres ou Barroso.
Lembro-me da corridas às Isenções de Horário, por parte da Banca, em relação a porteiros, motoristas, telefonistas, funcionários indiferenciados vários, não porque os quisessem premiar, mas porque lhes saía mais barato pagar as isenções do que pagar-lhes o trabalho suplementar.
Talvez se esqueçam que um bancário, hoje em dia, para ser admitido tem de ter um curso superior e ganha de entrada a enorme quantia de 736,78€ ilíquidos a que soma um sub. de alimentação de 9,03€.
Dir-me-ão que já anda longe do salário minímo, mas quem o ganha, geralmente não é obrigado a andar de indumentária idêntica paga do seu bolso e a ter uma mobilidade que poucos contratos abrigam hoje em dia.
Primeiro foram os ataques aos funcionários públicos e pensionistas, a seguir mandaram emigrara os professores, depois atiraram-se aos maquinistas, agora estão os bancários na berlinda...
Quem serão os próximos?

23 janeiro, 2012

Os bem intencionados

Tenho acompanhado com alguma atenção o que o Tiago Azevedo Fernandes vem passando na sua militância no PSD/Porto, conforme se pode ler aqui, aqui ou aqui.
Sabendo por experiência própria de que de boas intenções está o inferno cheio, admiro a pertinácia com que o Tiago Azevedo Fernandes (TAF) tem lutado contra o imobilismo (ou deverei antes chamar-lhe oportunismo) com que os partidos, na sua generalidade se debatem hoje em dia.
Este seu último comentário, não serve apenas ao PSD/Porto, mas a mais partidos que estão representados na cidade e cujos militantes/simpatizantes se alhearam da vida política, pois os grupos e grupinhos organizados de cima para baixo, corroem violenta e tenazmente toda a tentativa de novas vias ou alternativas que não venham apadrinhadas lá do alto.
O TAF dá-se conta dos três vícios que transversalmente se espalham na sociedade portuguesa.
Infelizmente tem razão, mas o imobilismo em que muitos se deixam ficar pode apenas ser resultado de muitas más experiências que atravessaram ou de que ouviram falar/contar.
Não sendo do PSD, nem de qualquer outro, pois deixei a vida partidária há muito, vi que quem progredia não eram os que tinham as melhores ideias ou ideais, mas os mais videirinhos, os que jogavam sempre do lado do vencedor ou então que eram tão próximos do vencido que arranjavam sempre uma colocação (tacho) que lhes permitia ir um pouco mais além.
A vida interna dos partidos portugueses é feita de alianças e contra-alianças que vertiginosamente se entrecruzam numa nefanda rede de compadrios e interesses a que os vulgares cidadãos apenas dão cobertura com os seus votos que, na maioria dos casos, não assentam em opções próprias mas apenas em projetos de poder.
A ingenuidade do TAF toca-me, pois parece-me ser sincera, e recorda-me um D.Quixote apaixonado que luta por uma democracia que não existe a não ser no prefácio, mas que é apenas uma cobertaura para a oligarquia bafienta que tudo apodrece.
Hoje em dia não faltam gurus para explicar as frases infelizes dos oligarcas, propagandistas que fazem um Goebbels ou um Lenine parecerem meninos de coro, Pol Pots de direita e Hitlers de esquerda que se misturam num cadinho infernal onde os votos apenas servem de acendalhas.
Gostava que novos TAF's aparecessem, mas dado que a sociedade atual tende a olhar primeiro para o seu umbigo e quando é possível esquece-se do umbigo do parceiro, numa sociedade em que o mérito é relativizado e submetido a disciplinas subalternas, onde o egoísmo prevalece como virtude suprema e exemplo a seguir, o que é que nos esperará?

22 janeiro, 2012

Provedor?!

provedor
nome masculino
1. aquele que provê
2. fornecedor; abastecedor
3. diretor administrativo de certas instituições de caridade
4. primeiro responsável pela administração da chamada Santa Casa da Misericórdia de uma cidade ou vila;
provedor da Justiça pessoa que preside ao órgão do Estado (provedoria) ao qual os cidadãos se podem dirigir para defender os seus direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos
(De prover+-dor)
Recorri à Infopédia pois ao ler que sua excelência, o presidente da república, se intitulava o provedor do povo pensei estar errado quanto ao significado da palavra!
Se Cavaco Silva se intitula provedor do povo, porque é que não tem exercido as suas funções?
Será que nos últimos tempos tem defendido os seus direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos, como o faz o provedor da Justiça?
Será que tem pautado a sua atuação por uma análise isenta e insuspeita de zelar e garantir pela aplicação da Constituição que jurou defender?
Será que as suas lamentações àcerca da sua situação pecuniária não são um insulto grave ao povo que cada dia que passa se vê com menos direitos e garantias afastando-se cada vez mais do topo da pirâmide social em que o mesmo se encontra.
Será que o povo que diz prover conta na sua maioria com duas reformas ou remunerações que ultrapassam a meia dezena de milhar de euros mensais?
Será que tem abastecido esse povo de sábias palavras e conselhos que lhe indiquem a saída da crise que ajudou a criar?
Um presidente que durante uma grave crise mundial, situado numa europa que não tem sabido responder com eficácia à doença que a aflige, exorta parte desse povo a esforçar-se ainda mais, e nem sequer se lembra de verificar se as leis que promulga estão de acordo com a constituição será que pode armar-se a si próprio da imaculada veste que um provedor deve usar?
Será que Anibal Cavaco Silva tem uma imagem de si tão prazenteira que lhe ofusca a dura realidade?


20 janeiro, 2012

Passado!

MARMITAS 


Julguei que isto era apenas uma fotografia de objetos de uso diário no passado, mas, infelizmente voltaram à atualidade pela mão do novo governo.
Quando era criança, lembra-me que já só os grupos profissionais mais mal pagos - a malta da construção civil, algum operariado fabril, motoristas do STCP, vendedores ambulantes - é que se socorriam deste método para levarem a alimentação de casa que sempre ficava mais barata do que ir comer uma bucha ao tasquinho mais próximo.
Finalmente passados mais de cinquenta anos, as marmitas adotaram nome mais fino - parece que se chamam agora lancheiras - muito embora sirvam também para pequeno-almoço, almoço, jantar ou ceia, e voltam a estar na moda.
Fazem-se férias na estranja, com tudo incluído, mas vai-se de pópó e lancheira para o trabalho, é este um dos paradigmas civilizacionais mais estapafúrdio que eu conheço,
A austeridade e as medidas draconianas impostas por quem não utiliza tal utensílio vão levando milhares de portugueses ao retrocesso, as férias já são apenas uma miragem, o pópó ou fica em casa ou foi penhorado e a refeição do sempre em pé já foi trocada pela marmita.
Há quem diga que estamos a evoluir!
Juram?

Iliteracia?

Cavaco: Portugal "estará melhor com acordão do que sem ele"

Título com que o Correio da Manhã nos brindou na sua edição eletrónica.
Saberão os jornalistas o que é um acordão? E que é que lá estarão a fazer os revisores?

19 janeiro, 2012

Música da minha pré-adolescência (III)




Regularizações

De visita ao Câmara Corporativa deparei com esta pérola.

Quando os estarolas estão a regularizar as transferências do partido para o Estado

 

Democracia

Num país em que apenas 56 % de um povo acredita que esta é a melhor dorma de governo, que é que se há-de fazer para o convencer do contrário?
A única coisa que me aflige, é que esse é o povo a que pertenço, e saber notícias destas ao fim de trinta e tal anos de regime democrático, assusta-me muito, sinal de que muito pouco foi feito no campo da educação cívica para explicar às pessoas o que é que são outros regimes.
Talvez os mais velhos tenham a culpa.
Ainda ouvimos muito estúpido a louvaminhar Salazar ou Caetano, a ter saudades da disciplina do bofetão, a lamentar a existência da política (sem todavia a entender) ou a gritar pela segurança do antigamente em que quem não fosse por mim era do contra.
O desporto-rei, a partidarite aguda e a segregação que muitos praticam a isso leva, mas não haver ningu´+em que lhes explique é bem pior.

18 janeiro, 2012

Não sei se a UGT fez bem

Em nome do país, a UGT, submeteu os seus representados a um duro protocolo que estabeleceu com um patronato que já não pertence àquele que entendia que o lucro vem depois da sociedade mas, antes pelo contrário, está cada vez mais representado por patrões para quem o lucro é a felicidade última.
Para eles o acumular de fortunas imprestáveis e que só lhes permitem aparecer em listas dos mais ricos é o sonho final destes tristes empresários de pacotilha.
Dirá a UGT que ao assinar esta concertação está apenas a tentar que o país não se esboroe por entre os dedos e caia numa espiral onde a violência descabelada assentará arraiais, entretanto direi eu que não acredito que os patrões se consolem apenas com este acordo mas que procurarão ir mais longe agora que a justiça anda ocupada nas tricas políticas e a sociedade se alimenta do seu próprio egoísmo.
Tem sido fácil ver empregados contra empregados em manifestações sem pés nem cabeça em que o que se pretende é que todos ganhem pior do que ganham em vez de se reclamar contra uma austeridade que se vira apenas contra os mais desprotegidos deixando de fora o capital.
Por tudo isso, tenho dúvidas que os trabalhadores portugueses tenham de agradecer à UGT mais este mau acordo, pois de mal a pior iremos todos se ninguém se atrever um dia a fincar os pés no chão e a dizer NÃO!

17 janeiro, 2012

Curiosidades

No DR - 2ª Série - Nº 217 de 11 de Novembro 2011 pode ler-se:

Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Despacho n.º 15296/2011
Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal.
O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011.
9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos
Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio.

No novo site do governo, na área das nomeações, lê-se:
Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Função: Adjunto



Nome : João Pedro Santos
Vencimento + despesas de representação : 2.595,21 € + 474,12

Das duas uma...ou o mestre João Santos auferia antes 595,21€ de ordenado, o que me parece ridículo mas pode até ser verdade,ou algo estará mal, pois deveria ser apresentado de outro modo.(vcto base+remunerções especiais/acessórias)
Será que há mais situações parecidas?

Concertação social!?

Mas que concertação será esta em que justificando um período de crise se retiram direitos e se dão mais benesses aos empregadores?
Corta-se nos subsídios de desemprego aos trabalhadores e extende-se a regalia aos patrões?!
Afinal andam a falar em produtividade e na necessidade do seu aumento e penalizam-se, mais uma vez, os trabalhadores que não faltam igualando-os aos absentistas?
Cortam-se nos feriados e diminui-se o pagamento do trabalho suplementar mas simultaneamente permite-se que a entidade patronal decida as férias dos seus colaboradores como entender ao obrigar os mesmos a fazer pontes que não pediram ou a gozar dias de férias que não lhes interessam?
E que dizer dos famosos bancos de horas que permitem que os patrões decidam como é que utilizam 250 hortas/ano de trabalho em horário que lhes interesse pagando-as como se fossem horas normais de trabalho (prestado em horário normal em dia útil)?!
Mais uma vez, os trabalhadores pagam a crise e agora até os patrões passam a ter subsídio de desemprego, que bem vai o mundo do trabalho em Portugal!

16 janeiro, 2012

Quem pagará a fatura?

O governo que ía tirar-nos do aperto com as suas medidas que andava a estudar há já uns meses e que tinha guardado algures num bolso da fatiota catita com que se apresentou a eleições passa os dias a apanhar murros no estômago.
Ele são os pastéis de nata, as coincidências dos acionistas privados da EDP gostarem e apostarem nas mesmas pessoas que eles gostam, os motoristas que são admitidos com salários elevados muito emboa a sua tenra idade e juventude encartada não justifique tal, são os subsídios de férias pagos por todos nós aos funcionários do BdP que afirmam não ser funcionários públicos, as nomeações de devedores das Águas de Portugal para a administração da mesma, o paizinho que pega em dinheiros públicos para financiar a exposição da filha numa nóvel atitude de mecenato em país longínquo, as poupanças nos gastos com os professores portugueses no estrangeiro sabendo que a diáspora nacional vai ficar mais pobre, etc.
Mau grado as promessas feitas pelo Moedas até a S&P resolveu dar o seu murrito, baixando o rating da república, coisa que há uns tempos era festejada e justificada com a má governação e agora não é entendida nem compreendida nos corredores do poder!
Neste escorregar em que devagar, devagarinho nos aproximamos do fundo do poço, há ainda quem diga que vamos no caminho certo para chegar ao topo!
Por este andar, nem a concertação social nos safa.
Talvez aí, quando a água nos chegar aos joelhos alguém se lembre porque é que se decidiu o que se decidiu e em função de quê e se peçam responsabilidades.

14 janeiro, 2012

Cá pelo burgo

Enquanto se fazem balanços aos dez anos de governação (!) de Rui Rio, à gente que vai saindo da Câmara de mansinho para outros locais mais arejados, e no PSD parece ter estalado uma guerra entre fações, enquanto o CDS se mete nas trincheiras agachado e vai defendendo o castelo que tão laboriosamente o ajudaram a construir.
Esta cidade sem rumo e sem projetos, em apenas dez anos, perdeu parte da sua população mais jovem, viu desaparecer a sua indústria, assiste à morte por inanição do seu comércio, deixou a Ribeira ao deus dará, resolveu começar a chamar "baixa" a locais como a zona do Jardim do Infante só para que se possa falar em reabilitação da dita, esquece-se da estagnação do mercado do Bolhão que vai caindo aos bocados, da operação imobiliário que arrasará o mercado do Bom Sucesso elimando mais um dos pólos de comércio de frescos da cidade, deixou que a verdadeira baixa se transformasse num degradante conjunto de taipais e lojas fechadas ou em vias de fechar, esqueceu-se da limpeza da cidade, abandonou os jardins, encerrou os poucos sanitários públicos existentes, esqueceu-se da manutenção de fontes e chafarizes, preferiu a destruição à reconstrução/reconversão, destruiu ex-libris da cidade, encolheu os ombros à insegurança, tratou a cultura do mesmo modo que os jogadores de futebol tratam a bola, não resolveu o problema das àguas do Porto (talvez por isso as tente privatizar agora), fez pistas de aviação no parque da cidade para um espetáculo que afional pouco durou, destruiu a parte final da avenida da Boavista em nome de um evento bianual de que ainda se desconhecem os custos envolvidos, não reivindicou o suficiente, desprezou o eixo-atlântico e o resto que fez bem, ou foi iniciado pelo seu antecessor e ele limitou-se a acabar (mal), ou tentou substituí-lo mas para tal faltou-lhe o engenho e a arte.
Fala-se muito da sua proverbial honestidade e frontalidade, mas não sei onde encontrar as contas da câmara para poder aquilatar da sua razoabilidade, fala-se da sua excelência na gestão de pessoal mas desconhece-se onde estão os números a comprová-lo, e tirando o folclore da propaganda paga pelo nosso bolso (lembram-se de no início ele ser contra a revista informativa da Câmara que hoje nos faz chegar às mãos, noutro formato mas de pura propaganda), conseguiu destruir os jornais cá do burgo e até o JN, coitado, se submeteu às regras.
No meio disto entreteve-se a guerrear o colega de Gaia, bandarilhar o de Matosinhos, passar a mão no lombo ao da Maia e de Valongo e a utilizar o Metro do Porto para lhe pagar os arranjos citadinos.
Aos pobres distribuiu/os pela cidade e arredores, aos ricos oferece/lhes moradias de luxo.
Talvez o Porto com que ele sonhe seja diverso do Porto que j]a foi mas que demorar]a muitos anos a regressar a 2002, isto se alguma vez regressar.
P.S.> Alguém sabe o que é feito de uma tal Laura, que ía revitalizar a baixa e que tinha todo o seu apoio.