02 março, 2009

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO

Por se tratar de TI, é que me surpreende que nenhuma empresa portuguesa esteja ainda certificada pela norma ISO/IEC 20000!

Mas, pelos vistos, para o Público, e para as empresas portuguesas que operam na área, estranho, é que o governo solicite a exigência de credenciação nessa norma para poderem aceder a um concurso público!

Mas o governo rapidamente lhes fez a vontade e retirou a exigência face à notícia do Público!

Claro que uns dirão que o governo não sabe o que anda a fazer, outros dirão que o Público fez um bom trabalho ao mostrar-se surpreso com a exigência, outros. como eu, entenderão que o governo, mais uma vez dá a mão aos limitados empresários nacionais que não se prepararam para um mundo de exigência e qualidade, mas a crise desta vez safa-os, talvez pela última vez.

Seria bom que as empresas nacionais abrissem os olhos à qualidade e não apenas ao lucro fácil e rápido.

Qualidade e excelência são vantagens que só beneficiam o País, ou não será assim?

19 fevereiro, 2009

Elisa Ferreira

Hoje, pelas 19H00, faz a apresentação da sua candidatura.

Vamos lá a ver o que é que nos diz...

17 fevereiro, 2009

Praça de Lisboa



Será este o Porto que queremos?

Foto tirada do excelente blog A Outra Face da Cidade Surpreendente.

Perguntas com poucas respostas!

N' O Jumento, este interessante texto, que mostra como são diversas as posturas de certas pessoas em relação a situações que nada devem à transparência.

14 fevereiro, 2009

Sindicalistas acusam CP de agressão

Quando li o título, no JN, julguei que tinha sido gralha, e que onde estava escrito CP, deveria estar PC (Pinto da Costa), pois noutro local falava-se nas estaladas à Carolina, e, sendo esta uma espécie de sindicalista - berra muito e acerta pouco - de eventual sindicato de desconhecidos sócios (ou deveria chamar-lhe súcia?), era como se as madamas que utilizam os mesmos ou idênticos métodos, se tivessem organizado, para em operático clamor, reclamarem da suposta agressão.

Mas não! Era mesmo CP..., sim, a dos caminhos de ferro!!!!

Ora, como não imagino a estação de Campanhã a dar um estalo a alguém, a não ser esteticamente, ou o símbolo a cair no toutiço de algum passante, o que não seria agressão mas apenas desastre, não consigo vislumbrar como é que tal título possa existir.

A facilidade com que os jornais publicam os maiores disparates com o ar mais sério do mundo, começa já a aproximar-se da estultícia linguística em que vamos caindo.

A agressão, não é uma acto que se possa ser praticado por uma entidade inanimada, ou seja, que não tenha alma.

Uma pedra, um peixe, um cão, uma couve são incapazes de agredir; podem atacar ou defenderem-se, nalguns casos, como o cão, o gato ou o peixe, já a couve ou a pedra não o podem fazer, embora possam ser utilizada para.

A CP não agrediu ninguém, do mesmo modo, que o Governo o não pode fazer, nem o Benfica, nem a PSP, nem o exército israelita ou o partido Hamas.

Actualmente abusa-se na personificação das notícias, talvez por isso a culpa tantas vezes morra solteira, pois os tribunais são cegos e julgam factos, não figuras de estilo.

Quem agrediu, afinal, foram seguranças que prestam serviço na/à CP, restará apurar-se se foi por ordem de quem decide em nome desta companhia ou se foi por lamentável excesso de zelo, ou até se existiu a agressão.

Sabemos, que alguém que é dirigente sindical de Hotelaria, recebeu tratamento no S. João, fez exames, foi medicado e sofreu problemas musculares, pois não me acredito que existisse psicólogo de serviço no S. João para abalizar o diagnóstico sobre problemas psicológicos.

Este é um exemplo de uma notícia, mal dada, mal escrita, mal amanhada e tendenciosa.

11 fevereiro, 2009

Incongruências, ou talvez não

Via A Baixa do Porto, José M. Varela coloca algumas questões pertinentes aqui.

Onde estará Paulo Morais, que há uns tempos capeou alguns jornais falando de corrupções na área do urbanismo camarário, andará tão ilustre personagem distraído com outros casos mediáticos?

06 fevereiro, 2009

Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira

Lendo o JN de hoje, dou com esta notícia!

Claro que a curiosidade me assaltou, tendo em conta as diferenças que para mim existem entre as personagens em avaliação.

Depois de a ler, já tenho mais dúvidas, pois afinal parecem mais gémeos separados à nascença, do que dois homens muito diferentes, que a única coisa que têm em comum é a sua inclusão no sexo masculino.

Truculentos, gostam sobretudo de ganhar, mas têm um percurso de vida e experiências completamente diferentes, o que dificilmente os torna semelhantes seja no que for.

Claro que será difícil fazer alguém falar abertamente sobre os seus defeitos sob pena de os ter à perna ou perder o acesso a benfeitorias que porventurem tenham obtido de qualquer um deles, mas isso já o jornalista o devia saber, pelo que esta notícia, não passa de uma não-notícia, e ficamos depois de a ler a saber tanto como sabíamos antes de a ler, ou seja, não serviu para nada, para além de exercitar a curiosidade do vulgo.

04 fevereiro, 2009

Não sei...

Não sei se tenho o direito de pedir a alguém que viva apenas porque isso me consolaria.

Não a conheço, muito embora saiba de alguns dos seus gostos e/ou preferências, os nomes de pessoas anónimas como eu que a amam, que esperam um milagre, que desejam o que é de melhor para ela, sem saber ao certo o que será melhor...

A dúvida, a terrível dúvida que se insidia nos corações dos que se agarram a uma esperança de a ver novamente a escrever sobre o que sente.

Tem-me ocupado muito do meu tempo; por vezes vejo-me a pensar sobre a vida de alguém que não conheço mas que sei que luta por algo que eu não posso resolver, nem tratar.

O que será que nos faz ficar assim presos? Que tipo de sentimento é este? No meio de tanta atrocidade e desespero ficamos presos a uma imagem, a uma ideia, a uma história de vida ou não-vida... sei lá...

Continuo à espera, desesperando mais um pouco, a cada momento em que me lembro de alguém, que longe daqui, luta não sei bem porquê.

Fico à espera..., com a esperança de que tudo se resolva pelo melhor para ela, para eles, para nós.

02 fevereiro, 2009

Devagar, devagarinho

N' A Baixa do Porto algumas boas notícias.

Saúdo com especial carinho a reabertura da Margaridense, local de guloseimas frequentado há muitos anos e encerrado tristemente há já tempo de mais.

Boa sorte para as novas proprietárias, que arriscam teres e haveres, nesta cidade que não tem grandes características de apoio aos jovens empreendedores.

Disparates

O JN na edição de hoje, traz como uma das parangonas:

Homossexual chefia governo da Islândia

Alguém me poderá informar qual será o interesse deste título? Será que isto é uma verdadeira notícia ou apenas sensacionalismo do mais rasca?

Porque não dizer se é branca ou amarela, alta ou baixa, gorda ou magra, loura ou ruiva, bonita ou feia, solteira ou divorciada, dextra ou canhota, nova ou velha, católica ou presbiteriana, crurvilínea ou longuilínea, simpática ou antipática, velocista ou fundista, dorminhoca ou madrugadora, glutona ou anorética?


Será que a orientação sexual é importante para aquilatar sobre a capacidade de governar?

Depois queixam-se (os jornalistas) de que não devem atribuir as culpas aos mensageiros?!

Mas esta mensagem interessa a quem e para quê?

01 fevereiro, 2009

Porto, 1979

Fotografias do Porto de 1979, apanhadas por informação do Rui Oliveira n'A Baixa do Porto.

31 janeiro, 2009

31 de Janeiro

Foi em 1891, faz hoje 118 anos, que um grupo de idealistas quiseram impôr a República e foram parados precisamente na rua que hoje detêm esse nome e que a ditadura pretendeu chamar Sto. António.

Lembrar hoje o capitão Leitão, alferes Rodolfo Malheiro, tenente Coelho, Alves da Veiga, o actor Verdial, Santos Cardoso, Pinheiro Chagas, Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, e, tantos outros anónimos que se lhes juntaram reclamando contra as exigências dos nossos mais antigos aliados, é não só um dever, como uma necessidade, pois a democracia enfraquece com os muitos ataques de que tem vindo a ser alvo, graças à credulidade de alguns e ignomínia de outros.

Outros pontos de vista

Sobre a privatização do aeroporto do Porto, n'A Baixa do Porto, pela mão do Joaquim Soares.

30 janeiro, 2009

Citações (XXXVII)

Nunca se mente tanto como em véspera de eleições, durante a guerra e depois da caça

Otto von Bismarck

Populismo justicialista

Não posso deixar de concordar com isto, porque pensar o contrário, faria de mim um juiz cego e surdo a ditar sentenças conforme o cheiro emitido pelos contendores.

Já sei o que fazer, sigo o conselho do JPP

No dia em que um familiar meu, ou até um amigo, me telefonar a dizer que lhe disseram que lhes constou que andam a tentar subornar alguém no meu departamento para que ele aprove um empreendimento que uma pessoa em quem eu confio chumbou, não estou com meias medidas, vou à PGR e dou-lhe conhecimento do assunto.

Agora compreendo porque é que os processos andam tão atrasados na justiça.

Com a quantidade de queixas que por lá existem, não há procuradores que cheguem...

Já agora, o PR terá enviado pedido semelhante ao PGR, quando leu que um seu conselheiro de estado andou metido na gestão ruinosa de uma determinada instituição financeira?

29 janeiro, 2009

Vender, vender, custe o que custar

Para meu grande desgosto, vejo a generalidade da imprensa nacional abandonar os critérios jornalísticos para dar lugar aos comerciais.

Cresci olhando para os jornalistas com um grande respeito, pois tive-os na família, e sabia bem que a magra retribuição obrigava a longas horas de trabalho e que a essência era transmitir o mais fielmente possível o que se tinha passado.

Aprendi muito cedo que, as bases de uma boa notícia, derivavam de cinco breves interrogações, o quê?, quem?, quando?, como? e onde?, a que o jornalismo de investigação acrescentava uma sexta - porquê?,

O meu fascínio pelo jornalismo levou-me a ser jornalista escolar, num tempo em que nas escolas se não ensinava apenas o programa oficial aprovado no ministério, e onde se fomentava a cidadania e a participação na sociedade.

Habituei-me a acreditar nas notícias dos jornais, porque na generalidade elas reflectiam uma imagem muito próxima do acontecido, muito embora cada título desse a mesma notícia de maneira diversa.

Logo pelos títulos e parangonas se divisavam as diferenças.

Infelizmente, hoje a notícia deixou de ser informação para passar a ser indução.

Os diz-se, consta, parece, há quem diga, foram substituídos por falsas proposições que dão a impressão que a notícia dada terá acontecido pois, a maior parte das vezes, uma ou mais das cinco interrogações atrás enunciadas desaparecem como se não fizessem falta.

A notícia na hora é o que está a dar!

Peguemos num pequeno exemplo. Houve esta manhã, segundo O Correio da Manhã, por volta das 07H00, diz o JN que foi às 06H50, um incêndio em Oeiras, que afectou de modo diverso 12 pessoas (aqui acertam os dois).

Na descrição da notícia propriamente dita, poderá ver-se (aqui e aqui) a diferença de tratamento entre os dois orgãos noticiosos, mas o que já não se compreende é que num se afirme que três famílias vão ser alojadas pela Câmara e outro diga que apenas vão ser duas. Onde pára a verdade? Será que nos três minutos que separam as duas notícias está a explicação da diversidade?

Dir-me-ão alguns que isso são pormenores sem importância, mas se for esse o caso porquê referi-los?

Outro exemplo, esse bem mais grave, tem a ver com as declarações de António Marta na comissão de inquérito da AR.

O que estava em causa, principalmente, eram as declarações de Dias Loureiro efectuadas na véspera que dizia ter avisado o BdP para o que estava a acontecer no BPN, mas pelos vistos não é essa a parte importante para os fornecedores de notícias, e aqui a porca torce o rabo, pois os títulos são expressivos e falam por si.

Publico - "Situação deteriorada" no BPN obrigou BdP a convocar reunião inédita em 2006(não é permitido 'link' a esta notícia no suplemento de economia)

Jornal de Negócios - Acho que falhei - António Marta volta a afastar alerta de Dias Loureiro - Oliveira Costa sentia-se "perseguido" pelo Banco de Portugal

Ora, fácil será verificar que, em nenhum orgão de informação, é publicado, em parangona, que Marta não confirmou declarações de Loureiro, com uma pequena nuance no Jornal de Negócios que eufemisticamente lhe chama afastamento, tendo no extremo o Público, que acha que o mais interessante no depoimento foi uma reunião tida em 2006 entre Marta e os membros dos conselhos de administração da SLN e do BPN e os revisores oficiais de contas (ROC) e auditores do grupo a propósito das insuficiências de organização complicadas e que o controlo interno não funcionava (sublinhado referente a declarações expressas de Marta).

O que salta à vista, é o que o BdP falhou na supervisão - não Marta, mas o BdP (novamente aqui a excepção do Jornal de Negócios) - e que Marta aceita a acareação com Dias Loureiro.

Se todos bem se lembram da campanha que tem corrido contra o governador do BdP, são sintomáticas de uma informação previamente orientada em quase todos estes títulos, ou não será assim?

28 janeiro, 2009

Mário Crespo

Mais uma vez, como jornalista, engasgou-se e deu uma imagem do que vale.

Na entrevista a Marinho Pinto, quando este afirmou que as buscas a escritórios de advogados que não tendo sido constituído arguidos, já atingiam o número das dezenas, ele retrucou que nem achava que eram muitas (!) ao que Marinho lhe responde rápido que uma ou duas já seriam demasiadas.

Fez-me lembrar o poema de Martin Niemoller:

Primeiro vieram prender os judeus
E eu não levantei minha voz
Porque não era judeu.
Depois vieram prender os comunistas
E eu não levantei minha voz
Porque não era comunista.
Depois vieram prender os homossexuais
E eu não levantei minha voz
Porque não era homossexual.
Depois vieram prender os sindicalistas
E eu não levantei minha voz
Porque não era sindicalista.
Depois vieram prender-me
E já não havia mais ninguém
Que levantasse a voz por mim.

Escola Soares dos Reis

Ainda há dias, por ocasião da morte de Jaime Isidoro, falei nesta escola dizendo que as entidades competentes tinham o dever de a conservar.

Nessa altura desconhecia o que se passava com a sua gestão que, pelos vistos, está difícil, pois os dinheiros não abundam e as dificuldades aparecem.

Do JN respingo este final de notícia que não é nada abonatório para quem projecta seja lá o que for.

Alberto Teixeira lembra que a construção de uma nova escola era um problema centenário. A Soares dos Reis tinha más instalações e optou-se por uma solução que desse resposta a todas as necessidades do Ensino Artístico. "A escola tem dimensão para tudo o que necessita e obedece aos requisitos actuais", indica. Só que, acrescenta, a mudança trouxe maiores custos de funcionamento que não foram contemplados à data da concepção e da execução das novas instalações

27 janeiro, 2009

Quercus

Há um interlúdio engraçado que todas as manhãs passa na RTP1 e é da responsabilidade da Quercus, cujos intervenientes são sempre o Francisco Ferreira e a Susana Fonseca.

Aí são dados conselhos aos portugueses para evitarem gastos supérfluos em energia e sobre protecção do ambiente.

Verdade seja dita, que alguns são interessantes e inovadores, mas outros parecem saídos da ideia de algum professor Pardal, ou não têm o minimo interesse para o cidadão comum.

Estou a lembrar-me de um sobre a secagem de roupa em tempo de chuva, em que era recomendada a utilização de desumidificadores, aquecedores e até máquinas de lavar no programa de centrifugação!!!... Seria para poupar energia? Ou não se terão lembrado do método do estendal na zona menos húmida da casa?

Outros, foram o aconselhar a visita ao Jardim botânico de Lisboa (esqueceram-se de que há mais jardins botânicos no Pais), ou ao Oceanário da mesma cidade, esqueceram-se talvez doutros projectos noutras zonas do País, aqueloutro em que se dissertava sobre os benefícios que as novas gasolinas já tinham trazido ao planeta, recomendações para comprar malas solares para carregar os telemóveis, ou ipods (cada uma custa entre 250/550 euros), ou apelos ao consumo de variedades de trigo ou milho como se isso fosso tarefa do vulgar cidadão e não do agricultor ou transformador que opera nos mercados.

Já não falo das mais disparatadas, que falam sobre equipamentos a utilizar pela hotelaria, pelas empresas de serviços ou fábricas.

Não sei quem é que paga este tipo de serviços, mas creio que algum, certamente sairá do meu bolso e pergunto-me muitas vezes quem é que estará a tirar o melhor proveito.