19 maio, 2006

Parece que é desta!

Pois é!

Ao fim de muitas canseiras económicamente pesadas, parece que vamos recomeçar em breve.


A todos os que nos endereçaram palavras amigas, aqui fica um abraço agradecido.

Até breve..

03 março, 2006

Evolução!!!!

Antigamente, escrevíamos em papel, com canetas de tinta permanente - bem, não tão permanente como se dizia - e compravamos selos para as cartas que diligentes correios entregavam nos seus destinos.

O mundo evoluiu e deu-nos o computador, que, para mim, é uma espécie de bicho embirrento que volta meia volta desata a fazer disparates, não havendo maneira de descobrir quando se recompõe e se porta na linha.

Desta feita, o meu, decidiu incompatibilizar-se com o CD-ROM, e com a placa gráfica, não reconhece a capacidade do processador e teima em desligar-se a propósito de tudo e de nada.

Assim sendo, vou ver se arranjo um técnico que meta mãos à obra e lhe dê o tratamento conveniente, por isso, durante uns tempos vou deixar-vos sózinhos, mas prometo que volto, olá se volto.

Ao Pedro e à Manuela, deixo aqui a promessa de que responderei aos vossos e-mails, logo que este bicho peçonhento me permita comunicar com o exterior.

Até breve... espero!

27 fevereiro, 2006

Na mouche

RAF no seu melhor, ler no Blue Lounge.

Esquecimentos

Por vezes e sem razão aparente deixamos de passar em determinado local, comer coisas que adoramos ou ler blogs de que gostamos!

O porquê dessa atitude escapam-me, mas tenho ao longo dos anos verificado que não é por vontade própria, mas apenas fruto da cada vez mais complexa vida a que nos enredamos na permanente procura de respostas às questões básicas da vida.

Desta feita, perdi o aniversário do Um pouco mais de azul e aqui me penalizo, dizendo que não esqueci a Zu, apenas deixei de passar por lá tão assiduamente.

Dois anos, na vida de um blog é muito tempo, e tê-lo sempre arrumadinho com uma frescura que invejo... é obra.

Parabéns, embora atrasados e prometo aparecer mais vezes.

1º aniversário

O Insurgente faz hoje 1 aninho e anuncia novidades.

Parabéns aos Insurgentes, e votos de muitos anos de vida.

26 fevereiro, 2006

Estranhos conceitos

Um senhor, que é mayor de Londres, na rua e à saída de um espectáculo nocturno, é abordado por outro senhor, que pelos vistos o tem perseguido tenazmente, e diz-lhe ao abrigo do seu livre direito de se expressar e opinar:

- Você é como um guarda dum campo de concentração!

O senhor perseguidor, que é judeu, vê um orgão de representação da minoria judaica na velha Albion, apresentar queixa do livre direito à expressão do tal senhor, a uma instituição que analisa o comportamento dos eleitos locais, que resolve puni-lo com uma suspensão de funções por quatro semanas!

Isto passou-se numa das mais velhas democracias do mundo, e os orgãos de informação transmitiram a informação, alguns em lugar destacado, mas sem grandes admirações.

Não tenho lido pela blogosfera, dos muito recentes defensores das liberdades de expressão, apaixonados ensaios e debates sobre o insólito de tal condenação, que, segundo a sua linha retórica, deveria ofender o livre direito à opinião e expressão em plena via pública!

Talvez porque o atihgido com o insulto, foi apenas um jornalista judeu e não milhares de crentes duma qualquer religião, ou mesmo em menor escala, o bom nome de um qualquer cidadão português, pai e parente de alguém.

Esta estranha dicotomia de pensamento causa-me calafrios, pois leva-me a concluir que, muito ódio e intolerância se escondem por baixo de pseudo-esclarecidos artiguinhos de opinião que vituperam a intolerância dos outros, mas que, estranhamente, quando essa mesma intolerância muda de direcção, se limitam a passar ao lado do facto como se nada de grave tivesse acontecido, ou ainda serão capazes de proclamar que esse é que deverá ser o modelo a adoptar em sede de avaliação comportamental.

Ah! Já me esquecia, eu concordo que o mayor de Londres tenha sido punido, pois não dispenso a falta de educação a ninguém e muito menos aos eleitos locais, do mesmo modo que critico que um País seja responsabilizado pela actuação irresponsável de um qualquer orgão da imprensa, mas habituei-me a pensar pela própria cabeça e do modo mais isento possível, não sendo muito permeável aos pensamentos políticamente correctos.

24 fevereiro, 2006

Descobri mais um blog sobre o Porto

A juventude cresce a Amar o Porto.

Como é bom saber que não estamos sós!

Lege et lacrima

Notícia acerca da decisão do Tribunal Administrativo, sobre a providência cautelar interposta pela nossa Manuela, pelo Paulo Ventura e pelas associações Campo Aberto, APRIL e GAIA,

Eu, que nem sou jurista, limitei-me a ler a peça e a pescar apenas as contradições que por lá se passeiam.

Mas que sei eu sobre o assunto, e qual o valor da minha modesta opinião?!

23 fevereiro, 2006

Gosto de escrever, mas...

... deram-me dois livros sobre os Templários, e deixei de ter tempo!

17 fevereiro, 2006

Desculpas ao JPP

Por causa do Firefox, disse aqui que o JPP andaria baralhado, pois o sua SEXTA LEI não aparece no meu monitor quando utilizado esse browser.

Por isso, apresento as minhas desculpas públicas sobre o sucedido, e vou já reclamar à Firefox.

Desconfio que nisto andará a mãozinha do Bill, pois no Explorer tudo se torna visível.

Para onde vais Belchior...

Segundo o Portuense, o descalabro vai aparecer a breve trecho na Linha da Póvoa.

Segundo as diferenças publicadas no Segundo Andamento e as críticas no CULP - Comissão de Utentes da Linha da Póvoa, já se pode ter uma ideia do benefício que vão ter as populações servidas por aquele novo meio de transporte.

Será isto liberdade?!

Segundo esta notícia do Diário Digital, a RTP prepara-se para mais um atentado à liberdade dos seus clientes.

Consultando a programação, verifica-se que a notícia tem fundamento, pelo que, mais uma vez, a ditadura católica impõe a todo o universo o seu desejo universal.

Será esta a liberdade de expressão, de que tanto se tem falado ultimamente?

Ainda o JPP

Parece-me que os sintomas se agudizam.

Nas prometidas DEZ LEIS DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA (versão 1.0), que pelos vistos estão a sair em episódios, como se pode ver aqui e aqui, nota-se que o JPP andará tão baralhado que passa automaticamente da QUINTA LEI para a SÉTIMA LEI, deixando a SEXTA em qualquer transporte em más condições.

Interessante será também saber qual será o inverso de lixo atrai o lixo !!!!!!

Sobre a liberdade de imprensa

A ler com atenção n' A Praia.

O jornal antigamente conhecido como Público

Falta de respeito

O presidente da JMP, pede uma audiência à RAVE.

Até aqui nada de novo, pois são duas entidades que devem dialogar entre si, cada uma defendendo os seus interesses, sendo que o interesse da JMP é servir o País e o da RAVE é gerir uma empresa.

Mandam as regras da boa educação, que quando um presidente de uma entidade da importância da JMP se diige a uma empresa pública, a resposta seja dada pelo seu homólogo e nunca por qualquer outro orgão de categoria inferior.

Pelos vistos, na RAVE, desconhece-se esse basilar princípio, o que é lamentável, pois trata-se de uma empresa com deveres acrescidos de diálogo com as autarquias da nossa terra.

Estranhamente, o presidente Pardal, que é engenheiro, e também presidente da REFER, estará de tal modo ocupado, que não terá tempo para assinar uma carta de resposta, escrita por um mandarete qualquer a quem se distribui este tipo de trabalhos.

Mas a arrogância não fica por aqui, pois em resposta aconselha a JMP a deslocar-se ao Ateneu Comercial do Porto, para ouvir o que tem a dizer o vogal do CA da RAVE, engº Castanho Ribeiro, e aí, se o entender, numa sessão pública, esclarecer-se!!!!

Espero que Rui Rio não se esqueça que é portuense, e que para além disso está a representar toda uma região, pelo que a resposta deverá ser adequada e firme, embora elegante.

O senhor ministro das Obras Públicas e o senhor primeiro-ministro, deverão acautelar-se na escolha de pessoas para colocar à frente de projectos complexos, pois nem só a experiência e competência são bastantes para o preenchimento de lugares desse tipo, também será preciso indagar se são habitualmente consumidores de chá, pois nestes assuntos, o consumo dessa planta tão singela é de extremo interesse.

Publicidade

Passando n' A Baixa do Porto, deparamos com esta loja com produtos do nosso Portugal interior.

O nome é sugestivo, por isso se imporá uma visita ao Frutos da Terra.

16 fevereiro, 2006

Liiiiinnnndooooooo!

No BLOGUITICA:

Lamento informar Freitas do Amaral, mas as declarações do Embaixador do Irão em Lisboa não podem ser enquadradas e discutidas à luz da liberdade de expressão.

Paulo Gorjão dixit.

Interessante ponto de vista!!

Será que a liberdade de expressão varia conforme a nacionalidade, crença, raça, localização geográfica, sexo, inclinação sexual ou outra qualquer variedade identificadora?!

Curioso, é haver quem apoie este tipo de ideias!!!!

Alterações

Foi criada uma nova área cá por casa que passa a ter o nome de Obrigatório ver, onde já se encontram dois links para outros blogs sobre o Porto.

Um, o já nosso conhecido A Cidade Surpreendente, onde o Carlos Romão para além dos seus olhares pela cidade, nos dá retalhos da sua história, o outro, do José Paulo Andrade, que me foi apresentado n' A Baixa do Porto pelo próprio e recomendado pelo Pedro Aroso.

No Ruas do Porto, poderá ser vista a luminosidade e colorido que o Porto encerra, e que só alguns conseguem ter o privilégio de conseguir ver.

Há ainda o não sei pra mais, que é dum conjunto de rapaziada que tem uma abordagem diferente ao quotidiano, mas que resulta bastante bem.

15 fevereiro, 2006

Microsoftização do JPP?!

No ABRUPTO, o JPP decidiu escrever a versão 1.0 das suas DEZ LEIS SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA.

Para além das DEZ LEIS serem apenas CINCO, o que podererá querer dizer que o JPP anda pouco atento ou então contar até dez não é o seu forte, a indicação que a versão é a 1.0 faz-nos pensar que, tal como a Microsoft faz com os seus programas/aplicações, as suas leis foram publicadas antes de serem testadas e que espera que os utilizadores da blogosfera lhe vão fazendo chegar à mão mais algumas achegas, para as ir apresentando em número compatível com o enunciado no título, em versões a publicar oportunamente.

Curioso também o facto de todas as Leis serem sujeitas a extensas notas explicativas do singular pensamento do seu promulgador e terem apenas a ver com a realidade com que JPP olha para os blogs.

Já agora, seria bom que o JPP desse uma vista de olhos ao seu inglês, pois anda a precisar de o rever.

12 fevereiro, 2006

Dicionário alfacinha-tripeiro (I)

No seguimento de uma sugestão do Denudado d' A Matéria do Tempo, lançam-se aqui as bases para um dicionário de Alfacinha-Tripeiro, a ver se ajudamos ao entendimento Norte-Sul que tem andado um pouco tenso nestes dias de indignações extremistas.

A primeira ajuda vem do lisboa-london que já em Julho do ano passado iniciou este árido caminho como pode ser constatado aqui.

Para além dos contributos de diversos leitores do já referido blog, fazem-se algumas correcções.

Aloquete e não Aluquete

Bueiro e não boeiro

Infusa e não enfusa

cá por cima

Azeiteiro também significa chulo

Será este o Porto que queremos?

N' A Fonte das Virtudes vou encontrar estas fotografias ilustradoras do que não deve ser a actividade e passividade de uma Câmara que se reclama de rigorosa, eficiente e actuante, e dumas forças de segurança que não se sabe ao certo para que servem.

O texto do nosso POS, é elucidativo na responsabilização de quem permite este vandalismo cruel e não muito anónimo.

Sobre futebol

No Cabo Raso, uma dissertação sobre futebol e jornalismo.

Fim

Chegou ao fim a novela sobre o túnel de Ceuta, com uma solução de compromisso que, não sendo carne nem sendo peixe, deixa os seus intervenientes numa caricata situação.

Longe dos que dão a vitória a um em detrimento de outro(s), eu, cá por mim, só encontro derrotados.

- O IPPAR.

Não se compreende o porquê de tanta obstinação contra a saída naquele local para, finalmente e ao fim de mais de um ano, concordar com a mesma, salvo o pormenor ridículo de andar uns metros para trás e para o lado e criar uma zona de pavimento descontínua, quiçá mais barulhenta e mais perigosa.

- O presidente da autarquia.

Como entender que um político que se reclama de não populista e fiel defensor dos interesses da cidade, tenha deixado arrastar este diferendo, com todos os inconvenientes para os que por aqui labutam ou passeiam, por causa dos míseros metros referidos anteriormente e que agora concorde com a pobreza da solução encontrada, que, logo à partida, poderia ter sido apresentada como eventual solução, demorando meses a fazer estudos complexos para parir isto.

- A senhora ministra.

Pois não conseguiu explicar cabalmente qual a razão do afastamento do antigo responsável do IPPAR, eventual co-responsável com o presidente da edilidade no impasse, mostrando-se agora satisfeita com uma solução que configura uma autêntica vitória de Pirro, e que não é ilustradora de uma capacidade de diálogo capaz de rapidamente resolver os problemas com que se depara.

- Os portuenses.

Porque novamente se alhearam dos problemas da cidade, preferindo cansar-se em estapafúrdias lutas partidário-clubístas, e acabaram por perder mais uma vez qualidade e estética, em benefício de uma solução que, para além de só servir para empenachar políticamente alguém, continuará a ser mais um abcesso no rosto da cidade.

Pode ser que com tanto disparate venham a aprender alguma coisa, mas duvido bastante.

Pobre cidade!

11 fevereiro, 2006

09 fevereiro, 2006

Livra!

Há já cinco dias que a CCS e o vpv, n'O Espectro, andam às voltas com as manifestações de alguns islamitas contra os cartoons publicados na Dinamarca.

Será que para estes dois não há nada de mais importante para comentar, ou será que estão apenas a escrever sobre o que está na moda?

Hoje é Quarta

Por isso, é dia de visita ao A Cidade Surpreendente, e aí descobri para além de mais fotografias de qualidade, mais um blog com interesse, chama-se não sei pra mais e diz que é um fotoblog, mas eu penso que é mais sensibilidade(s) através da(s) objectiva(s).

07 fevereiro, 2006

Mais um

recém-chegado às minhas leituras sobre a cidade.

Fica na Esquina do Porto, espero que venha para ficar.

Quantos mais, melhor, pois é sinal que há muitos a interessar-se por ela e a querer fazer ouvir a sua opinião.

06 fevereiro, 2006

O meu Liceu


Esta casa onde eu andei alguns anos a estudar (e não só) anda a festejar os seus cem anos. Com muita pena minha, não pude ir ao convívio com os antigos alunos no passado dia 4, mas espero estar por lá noutros eventos.

A mesma questão outra vez

Eduardo Pitta, no Da Literatura, faz um breve historial da evolução do caso das caricaturas, e levanta mais questões.

Uma interessante questão

O Rui Tavares lança no Aspirina B esta interessante questão.

Quanto a chamar superior a uma civilização que diz ter excedentes de comida e paga para não produzir, enquanto existem milhares a morrer de fome noutros lados do planeta, é mais uma moda do que uma asserção.

Novos conhecimentos

Por causa das caricaturas, finalmente fui ao Lote 5 - 1º Dto, graças à indicação de um simpático (des)conhecido.

Gosta de Pink Floyd, o que é para mim, sinónimo de gosto requintado e tem uma maneira de escrever simpática e um belo azul de fundo, por isso vou tornar-me visitante assíduo.

Olá, Carlota!

05 fevereiro, 2006

Notícias do Brasil

Gémeo tenta suicidar-se e mata o irmão por engano!

-//-

Conversa entre o empregado e o chefe, ambos brasileiros:

- Chefe, nossos arquivos estão super lotados, posso jogar fora os que tem mais de 10 anos?

- Sim, mas antes tire uma cópia de todos.


03 fevereiro, 2006

Lido por aí

Na sobrecapa da História da Beleza de Umberto Eco.

Sobre a beleza:

...

Por outro lado, basta pensar no espanto que sentiria um marciano do próximo milénio que descobrisse um quadro de Picasso paralelamente com a descrição de uma bela mulher num romance do mesmo período.

...

Porque será que não pensamos nisto quando falamos uns com os outros?!

Pontos de vista

No Glória Fácil, este.

E que tal começar uma discussão séria sobre o assunto?

Ele há cada um

No Dias com Árvores dou com este insólito acontecimento.

E não se poderá responsabilizar ninguém?

01 fevereiro, 2006

Entre outras coisas

um interessante texto sobre as aventuras e desventuras do proprietário dum gato que necessitava de tomar um comprimido, memórias dos Parodiantes de Lisboa, e coisas bonitas de África, entre muitas outras coisas para ler e ver no A Matéria do Tempo.

De certeza que vai ter tempo para passar por lá.

Olhe que não perde tempo.

Ouvindo Alegre recordo Adriano

E alegre se fez triste

Aquela clara madrugada que

Viu lágrimas correrem no teu rosto
E alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
Meu nome no teu nome e demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados

A clara madrugada em que parti
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde o automóvel se afastava

E viu que a pátria estava toda em ti
E ouviu dizer adeus essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada
Que fez tão triste a clara madrugada

30 janeiro, 2006

Pelos vistos ainda não há novidades

Pois teima-se em continuar a falar das eleições presidenciais da semana passada..

A quem interessará discutir o passado, agora que o futuro nos recomenda que façamos boa utilização do presente?!

Fim-de-semana com Augusto Gil

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

27 janeiro, 2006

Mozart


Faz hoje 250 anos que Mozart veio ao Mundo.

Há muito que não assistíamos a tanto entusiasmo por um evento que caísse longe das habituais preferências da generalidade do povo português.

Já não era sem tempo, que um músico, fosse o tema central dos noticiários, quer dos jornais, das rádios e até das televisões.

Menino prodígio, aos cinco anos exibia-se já em salões onde a nobreza acorria para ver a virtuosidade do filho de Leopold Mozart, actor, cantor, violinista e compositor de razoável nomeada.

Bastava-lhe ter escrito As Bodas de Fígaro ou o Don Giovanni para ser lemvrado eternamente, felizmente para nós foi muito mais prolifico, deixando-nos mais de duas dezenas de óperas, mais de meia centena de sinfonias, música sacra e de câmara.

Hoje é dia de o ouvir, que é o que estou a fazer neste momento.

26 janeiro, 2006

A Câmara volta a atacar

A pedido do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, a CMP decidiu aceitar o convite para, sem ter sido demandada, intervir na contenda sobre a Avenida dos Aliados, como se pode ver ontem no site dos ALIADOS.

Não se entende muito bem mais esta atitude da CMP em todo este processo, pois tão depressa diz que nada tem a ver com o assunto e reconhece o direito a ser reanalizado o projecto, como logo de seguida vem defender o mesmo com argumentos de lana caprina.

Poder-se-á assim especular sobre o seu posicionamento no que respeita à questão da alteração da traça da Avenida dos Aliados, pois não se compreende esta intervenção, a não ser como mais uma manobra de protelar uma decisão judicial em tempo útil.


Dá claramente a impressão de que o sr. presidente fala a duas vozes, uma para jornalista ouvir, e onde refere que nada decidiu, nem autorizou, nem tampouco imaginava o alcance da reestruturação em curso, e por outro lado, no recôndito dos gabinetes, com a sua voz oficiosa, terá dado luz verde a tão insólita alteração deste espaço público, altamente considerado pelos portuenses.

Esta dicotomia de posições, só será possível, se afinal, o sr. presidente, não for a pessoa que diz ser, e que nunca chegou a enganar muitos dos seus detractores, provando assim, com estas manobras dilatórias, que só está a servir os que pretendem destruir um símbolo local, para deixar marca na história.

Ou será que os serviços jurídicos da CMP já trabalham, à revelia do presidente?!

24 janeiro, 2006

Bem observado

No Ideias Soltas, o link é aqui.

Conversa da treta

O povo português, mais uma vez, nestas eleições, demonstrou o seu (ou a sua)...

a escolher:

...civismo, apego à democracia, sentido de dever, educação, vontade, maturidade, confiança, perspicácia, confiança no futuro, ...

Quem venceu foi A.... e quem perdeu, óbviamente, foi B...., muito embora C e D também ...

A partir de agora serei o presidente de todos os Portugueses

Farei tudo ao meu alcance para...

A culpa da derrota do :::: foi de :::::

Que seca...

23 janeiro, 2006

Interludio

Engano meu

Afinal, depois de terem acabado as eleições continua a falar-se delas.

Por todo o lado.

Já não tenho pachorra, o melhor será fazer um interlúdio.

Discutir o Porto

N'A Baixa do Porto, a Juventude Popular dá a conhecer o seu interesse em discutir a cidade e o seu futuro, pelas 21H30, no Café Majestic, no próximo dia 25.

É deste tipo de iniciativas que precisamos.

Vamos lá discutir o Porto.

Ora ainda bem

Acabou a campanha para eleger um presidente!

Será que acabaram as nossas preocupações agora que temos substituto para o Sampaio, e, assim sendo, já poderemos dormir descansados?!

Creio que não, mas talvez, a partir de hoje, se comecem a discutir coisas mais interessantes.

Faço votos para isso.


20 janeiro, 2006

Portuenses do coração

Comecei hoje uma nova coluna (à direita), chamada de Portuenses do coração, pretendendo dar a conhecer todos aqueles que não nascendo nela, e são muitos, nesta cidade viveram e a amaram, engrandecendo assim o seu nome e o seu espólio.

A todos eles, esta simples homenagem de um portuense agradecido.

N de NORTE

Começou por ser um projecto para o audiovisual nortenho, daí a sigla RTPN - N de NORTE.

Afirmou-se lentamente, mesmo sendo distribuída por cabo, mas pelos vistos assustou alguns políticos que pelo Norte foram aparecendo.

De Lisboa, via governo PSD/PP, veio a primeira machadada, fortemente apoiada pelos que têm medo de perder o protagonismo provinciano.

Agora, com uma maioria PS, vem a segunda... o N de NORTE, saloiamente transforma-se em N de NOTÍCIAS, como se fossem precisas mais notícias do umbigo, para além das emitidas pelos cinco canais habituais.

Cá por cima, o silêncio é incomodativo!

Será que a vergonha de ser bairrista chegou ao NORTE de PORTUGAL?

19 janeiro, 2006

Presidenciais

Uma vez que qualquer um dos candidatos que vier a ser eleito, certamente não vai resolver os problemas do País, mas apenas arranjar mais uns cobres para a sua já bem abonada reforma, pergunto:

- O que faz tanta gente andar a falar e a escrever sobre as eleições presidenciais? Será apenas vontade de falar sobre o tema, ou será que não têm capacidade/vontade para debater o futuro cá do rectângulo?!

Edgar Allan Poe

Faz hoje anos que nasceu Poe, em 1809 na cidade de Boston, fruto de uma mistura de sangue inglês e irlandês, dum casal de actores itinerantes.

Idolatrado por muitos e odiado e desprezado por outros tantos, Poe poderá ser tudo o que lhe queiramos chamar, com a excepção de ignorado ou ignorante.

Numa pequena homenagem ao poeta, aqui fica um dos seus poemas mais autobiográficos.


A L O N E

From childhood's hour I have not been
As others where - I have not seen
As others saw - I could not bring
My passions from a common spring -
From the same source I have not taken
My sorrow - I could not awaken
My heart to joy at the same tone -
And all I loved - I loved alone -
Then - in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life - was drawn
From every depth of good and ill
The mistery wich blinds me still -
From the torrent, or the fountain -
From the red cliff of the mountain -
From the sun that round me rolled
In the autumn tint of gold -
From the lightning in the sky
As it pass'd me flying by -
From the thunder and the storm-
And the cloud that took the form
When the rest of Heaven was blue
Of a demon in my view.

18 janeiro, 2006

Cultura!

A ministra da Cultura substituiu o director do Teatro Nacional e logo apareceu um grupinho de amigos a apresentar uma petição a pedir que o Ministério da Cultura faça isto e mais aquilo!

Julgava eu, que o Ministério da Cultura não servia para isso, mas apenas para apoiar os artistas e as instituições culturais, mas pelos vistos o que lhe pedem os agentes culturais é que crie 'tachos', e se possível bem remunerados mas só em Lisboa ou no Porto - eles falam eufemisticamente em Região Norte!

Pois é! Cá por casa a cultura faz-se, não de acordo com a disposição/inspiração do(s) artista(s), mas sob a batuta dos políticos!!!

É triste, ver pessoas que deviam lutar pela emancipação da cultura. a pedirem para serem dirigidos por quem dela porventura poderá ter ideias muito desfasadas dos interesses e apetências de cada um.

É a cultura da pedinchice...


Será que o frio se foi?

O Sol, embora timidamente, aquece-nos um pouco. Será para valer?

14 janeiro, 2006

Até qualquer dia

Sem o esperar, saibo da tua partida e sinto que a minha vida não mais será como antes.

Melhor? Pior? Quem o sabe? Diferente será, sem dúvida alguma.

Mas quando escolher um vinho para servir, recordar-te-ei, do mesmo modo que o farei nos meses de Janeiro que porventura irei viver, quando experimentar um novo chá ou mesmo no comezinho gesto de apertar uma torneira.

Irá fazer-me falta o troar alegre da tua voz, que se ouvia pela casa toda e a tua expansiva maneira de ser, e, se calhar até terei saudades dos teus amuos.

Foram muitos anos, por isso espero encontrar-te ainda no dia em que todos os mistérios me forem desvendados.

Acredito que sim, por isso, não te digo adeus, mas apenas até lá...

13 janeiro, 2006

Mais um

Desta vez é a Constança Cunha e Sá e todo o seu entusiasmo tansbordante a ressumar n'O Espectro.

A visitar diariamente, já vai para os links das Leituras com Sal.

SEGUNDO POEMA DA CIDADE

O segundo poema da cidade
Foi feito de manhã
Quando o Sol começou
A brincar nos telhados,
Quando os eléctricos principiaram
A atravessar as ruas sonolentas,
Quando os barbeiros abriram as portas,
Os ardinas trouxeram os jornais,
Os caixeiros vieram para as lojas
E os automóveis e os camiões
Passaram apressados, buzinando.
O segundo poema da cidade
Foi feito quando passou o enterro
Dum jovem triste que se suicidara,
Foi feito quando um milionário velho
Saiu sorrindo da casa da amante.
O segundo poema da cidade
Foi feito de manhã
Quando o Sol beijou da mesma maneira
As flores, os homens, os automóveis
E os pescadores no mar.

António Rebordão Navarro
in, Ao Porto
- Colectânea de Poesia sobre o Porto

Sobre a liberdade e ónus de prova

FJV, no seu Origem das Espécies, publica este texto que eu recomendo ler obrigatoriamente.

É demasiado estúpido o que se está a passar em Portugal sobre este assunto, e as personagens intervenientes, só têm demonstrado a sua impreparação política e cultural no que respeita aos conceitos de liberdade e democracia.

James Joyce

Há 65 anos, faleceu o escritor do Ulisses, obra publicada em França em 1922, e que foi proibida, quer na Inglaterra - até 1925, quer nos Estados Unidos - até 1933.

Controversa, foi uma obra que marcou a literatura do início do século passado, onde lê-la, era sinónimo de independência e rebeldia para com os cânones sociais.

A CDU aprendeu

Depois da experiência do blog do Rui Sá, a CDU aprendeu, e vai daí, criou um, sobre o Porto, com a frase da campanha - O Porto Primeiro.

Embora meta propaganda política pelo meio, o que até é natural, dá algumas pistas para se entender o que se passa no miolo da vereação.

A ler... com os cuidados devidos, evidentemente.

12 janeiro, 2006

Chama-se a isto competência e honestidade?!

JPV, mais uma vez, n'A Baixa do Porto, dá-nos uma perspectiva clara e honesta, do modus operandi dos vereadores responsáveis pelo Urbanismo da CMP!

Há quem chame a este tipo de decisões, competentes, honestas e servidoras do interesse público!

Eu gostaria de saber porquê?!

Uma boa notícia

Leio com agrado, nos ALIADOS, que as magnólias estão salvas.

Valha-nos ao menos estas pequenas vitórias de Pirro. Entretanto, os doutos juízes, continuam a avaliar da bondade da providência cautelar interposta por quem de direito!!!

Será que teremos despacho antes de concluída a remodelação?

Poderão os doutos juízes, levar o processo para fim-de-semana e darem-lhe o andamento necessário?

Era um grande favor que faziam, quer à causa da justiça, quer à cidade.

Desespero

Este meu computador!

Pelos vistos zangou-se com os blogs! Agora, dá-lhe para ir abaixo sempre que tento aceder... será a CIA, o KGB, a Motherboard, a placa gráfica, o DVD... vamos a ver se isto se resolve.

10 janeiro, 2006

Macro-causa

O SEDE, lembrou-se, e muito bem, de chamar o nome aos bois, e levantar o problema de quem é que anda a pagar a campanha dos nossos candidatos à presidência da República.

Assim, e seguindo-lhe os passos, pede-se:

Podem por favor os candidatos presidenciais, TODOS, disponibilizar publicamente a listagem dos contribuintes para as respectivas campanhas e os montantes disponibilizados por cada um?

Ora bamos lá...

Regressado de um retiro espiritual, e não só, como sói dizer-se, é chegado o tempo de pedir para os que me visitam e, para todos os - muitos mais - que nem sequer sabem que isto existe, que o ano que entrou aí há uns dias, lhes corra de feição, pois nós por cá... todos bem!

23 dezembro, 2005

Nós por cá, tudo bem...

Recebida na minha caixa do correio:

Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!

O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior arvore de Natal da Europa; sim... repito, da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:

- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!

E o gajo vem com uma conversa do género:

Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que
rebentem condutas de agua, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas...mais não sei que mais e o camandro!

E eu, que ate sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:

- A maior da Europa! Toma! Embrulha!

E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações.

Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:

- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê!

Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.

O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.

Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!

Postal de Natal

Roubada à má-fila no A Cidade Surpreendente, esta foto de 31 de Janeiro ou Sto. António, conforme quiserem chamar-lhe, com a nossa Torre ao fundo, é apenas uma de muitas dádivas de um belíssimo fotógrafo que dá pelo nome de Carlos Romão.

É o "meu" postal de Natal, para todos os que por aqui passarem, e para os que não passarem mas que eu trago sempre no pensamento.

Até porque é Natal

Aqui vos deixo umas rimas do grande Ary dos Santos, sobre a quadra que tão alegremente festejamos, os que, como eu, têm o privilégio de ter família, amigos, companhia, saúde, roupa, tecto, comida, disposição e vontade de viver partilhando.

Pena que não nos lembremos do Natal fora da época, pois assim talvez nos habituassemos a sorrir um pouco mais.

Aqui vai...

Quando um Homem Quiser

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

21 dezembro, 2005

White Christmas

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the treetops glisten
and children listen
To hear sleigh bells in the snow

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases be white

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases be white

Irving Berlin (1937)

20 dezembro, 2005

Talvez por ser Natal

Ando um pouco fugidio, pois os grandes espaços abertos chamam-me.

Hoje, aqui estou, com uma pequena lembrança.


09 dezembro, 2005

Outras maneiras de ver

No ABRUPTO, JPP, olha este quadro e nada mais vê senão a morte!

Eu, por mais que olhe, e embora ela esteja presente, vejo apenas uma paisagem dum fim de tarde um pouco frio e ventoso, com um céu belamente iluminado que se reflecte no lago e tenho uma sensação de paz tremenda.

As cruzes, no cemitério à esquerda, apenas me levam a interrogar-me sobre as sensações que terão sentido os que neste lugar se perpetuam... se por acaso antes lá teriam estado, se escolheram este lugar para guardar os seus restos ou se foi o acaso que os levou para lá.

Talvez alguns tenham tido a paz que eu sinto, ao olhar a paisagem, que só me é permitida ver através do olhar do pintor.

08 dezembro, 2005

Já não era sem tempo

Diz-nos o Blogo Social Português, que a partir de Janeiro, na Antena 2, poderemos ouvir música tocada por bandas filarmónicas.

Boas notícias.

Até que enfim, que esta música chega até nós, via rádio.

Pode ser que agora, as bandas, tenham direito a sobreviver, desta feita, sem ser à custa das romarias.

Hoje é dia da padroeira do Reino

Afinal, sendo republicanos, guardamos os feriados monárquicos.

Lucidez

In 1958 I wrote the following:

'There are no hard distinctions between what is real and what is unreal, nor between what is true and what is false. A thing is not necessarily either true or false; it can be both true and false.'

E foi assim que, Harold Pinter começou o seu discurso de aceitação do Prémio Nobel

A ler aqui.

07 dezembro, 2005

Hoje é Quarta-feira!

Por isso já fui ao A Cidade Surpreendente mais de quatro vezes!

Sabem porquê?

Explicação aqui.

Conto de Natal

No Bandeira ao Vento.

A ler com atenção.

Eu conheço imensas pessoas que não sabem ver arte.

Fernando Lanhas em entrevista no PortoNet.

E diz mais: - Não ligam nenhuma porque não lhes preocupa. Isso não é preciso. Não têm essa preocupação, não vivem isso.

E eu pergunto:

A escola em Portugal tem-se esforçado por inculcar oo consumo da arte como uma necessidade básica?

06 dezembro, 2005

Que é que o fará falar?

Mais uma vez, desnecessariamente, Souto Moura vem pronunciar-se sobre o caso Casa Pia, revelando assim, que nunca teve perfil nem vocação para liderar o MP, nem sequer tem ou evidencia especiais qualidades de discreção e reserva, que se recomendam a quem está à frente daquela casa.

Vem agora Sua Excelência, informar-nos, como se fosse grande novidade, que a investigação não foi a ideal e que nunca recebeu provas de que se trataria de uma cabala política contra o PS, argumentando que está à espera de que lhe tragam elementos comprovativos do facto!

Será que não é à PGR que compete estimular a investigação de todas as pistas possíveis e imaginárias, ou pelo contrário é seu dever ficar à espera que alguém investigue e lhe entregue a papa feita?

Mas estranhamente, o homem que diz que há milhares de militantes e simpatizantes do PS e milhões de pessoas que estão interessadas em saber a verdade não estranha que dos 250 miiúdos abusados, só apareçam como acusados e investigados por terem sido denunciados (terão?) como abusadores apenas personalidades ligadas ao PS, ou sem filiação partidária, como se a sigla do partido representasse afinal Pedofilia Socialista, e que indivíduos ligados a outros partidos não tenham visto o seu nome escarrapachado nos jornais durante o inquérito, ou tenham sido alvo de calúnias e boatos persecutórios.

Seria preciso ser muito inteligente para, no mínimo, desconfiar de que alguma coisa andava mal em todo aquele inquérito?

Eu, pelo menos, desconfio que os verdadeiros pedófilos, andam por aí, à solta, a gozarem com isto tudo continuando nos seus sórdidos prazeres, nas barbas da justiça que, pelos vistos, está ceguinha de todo.

Mas o sr. procurador não ouve nada, não lê nada, não sabe nada, e pelos vistos também não se interroga sobre este mistério da pedofilia socialista!

E ainda por cima, e para meu desgosto, fala de mais e é do Porto.

Segundo a blogosfera

Ontem, o famoso debate não foi um debate!

Não vi, nem este, nem quero ver os outros, pois nenhum me convencerá de que algo irá fazer pelo País, dadas as provas até agora apresentadas.

A não ser que apareça por aí algum milagre.

Triste figura

Ontem, ao ver Edmundo Pedro a fazer afirmações que os presentes envergonhadamente não contestaram, e ver o papel daquele que foi Presidente da República no processo, deu-me vontade de vomitar.

Que País este em que se vilipendia um homem e nem sequer se lhe apresenta um estafado pedido de desculpas públicamente.

É este um dos apoiantes de outro que se intitula social-democrata!

Saberá Cavaco, que a social-democracia defende a via moderada para o socialismo democrático?

Será que ainda vou ver o Cavaco a defender o socialismo?!

Um simples beijo



05 dezembro, 2005

Humor negro

É melhor sofrer da doença de Alzheimer do que de Parkinson, porque mais vale um gajo esquecer-se de pagar a imperial do que entorná-la...

(In)competência

Visto no Propriedade Privada.

Quem terá sido o brilhante programador que teve esta meritória ideia de imprimir cheques sem valor?

E quanto terá pago o estado por este programa?

Vinhos

Através d'O Portuense, demos com esta agradável notícia.

Sobre as elites nacionais

Escreve-se n'O Jumento este texto.

Embora, não esteja 100 % de acordo, pois detesto generalizações, há nele algumas evidências que são frequentes no nosso quotidiano.

Pois, pois

No Bloguítica, uma interessante análise a ler.

04 dezembro, 2005

E se D. Duarte concorresse?

Não seria assim que todos nós poderíamos ter direito, sem necessidade de mais referendos, a escolher uma alternativa a esta república das beterrabas?

Sim, porque se escolhessemos o sr. D. Duarte, estávamos a decidir que queríamos ser monárquicos, democráticamente, ou não estávamos?

O que se gasta em propaganda política, tempos de antena, palestras de chacha, notícias também de chacha, no período pré e pós eleitoral, pensões, gabinetes e demais pessoal para servir os ex-presidentes, e todo o despesismo inerente ao seu sustento, deveria dar para sustentar a Casa Real, e ao menos podíamos também ter uma família real, para aparecer e sorrir ao povo, com a vantagem de ser educada para se comportar bem à mesa e saber que a vida não é só feita de milagres económicos.

Certamente, seriam devotos de Nossa Senhora, o que aplacaria a Igreja Católica, e simultâneamente, como conhecedores da sua doutrina, saberiam ser complacentes e humildes para com os que pensam de maneira diversa.

Ficaria assim o País a ganhar, bem como todos nós, pois parece que esta República, de tão maltratada, já não tem conserto e os republicanos estão em vias de extinção - pelo menos os convictos.

Ouça o sr. D. Duarte este apelo e acredite, pois teria mais votos do que muitos pensam e talvez assim os portugueses deixassem de falar tanto em eleições e mais em projectos e objectivos.


Sobre um Porto recordado

escreveu o Besugo, no Blogame Mucho.

Vá lá, ponha a seta do rato no aqui e leia, pois vale a pena.

Às vezes a SIC esmera-se

Ontem, na SIC, a Cândida Pinto fez um belíssimo trabalho sobre o desaparecimento de duas figuras do nosso imaginário, Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro.

De vez em quando, a televisão, tem destes excelentes arroubos.

Fico à espera por mais...

Insólitos (I)

Pus luto, aquando da morte de Sá Carneiro.

O que mais me espantou, foram as perguntas curiosas, de muitos intitulados sociais-democratas, sobre a razão do mesmo!

Creio que a maioria não sentiu a perda do Homem, mas apenas lamentou as consequências do acidente.


03 dezembro, 2005

Leituras

Parece que está na moda saber que existiam diferenças entre os bétinhos de Cascais e os do Estoril, conforme nos é muito bem explicadinho no livro de uma nóvel escrevente dos ditos e que parece estar a vender bem.

Literatura interessante, sobre como passavam os dias as meninas da alta, e os seus grandes problemas existenciais.

Haja pachorra.

Eu apoio

Este blog publicitado no Causa Nossa pelo Luis Filipe Borges.

Já tem link nas minhas lutas.

Não é habitual

Eu andar por aqui aos Sábados, mas hoje teve que ser, não que goste muito, pois significa que estou um pouco mais longe do mar que me alimenta o espírito.

02 dezembro, 2005

Será machismo...

OU COMO AS MULHERES CONSEGUEM SER REALMENTE CHATAS!!!!

- "Olá amor!
- Olá!
- Trabalhaste muito?
- Sim.
- Tás cansado?
- Um pouco.
- Toma um banho!
- Vou já... preciso de sair.......
- Ah!... vais sair?
- Vou dar uma volta.
- Sozinho?
- É... sozinho.
- Vais aonde?
- Por aí.
- Sozinho?
- Sim.
- De certeza?
- Sim.
- Queres que eu vá contigo?
- Não... deixa lá... prefiro ir sozinho.
- Vais sozinho andar pela cidade?
- Vou.
- De carro?
- Sim.
- Vais demorar?
- Não... p'raí de uma hora.
- Vais a algum lugar específico?
- Não... só andar por aí.
- Não preferes ir a pé?
- Não... vou de carro.
- Traz um gelado pra mim!
- Trago... que sabor?
- Chocolate.
- Ok... na volta eu passo e compro.
- Na volta?
- Sim... senão derrete.
- Passas lá, compras e deixas aqui.
- Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
- Ahhhhh!
- Ok! Beijo... volto logo...
- Ei!
- O que é?
- Chocolate não... Manga...
- Não gosto de Manga!
- Então traz de manga prá mim e o que quiseres prá ti.
- Ok! Vou indo.
- Vem aqui dar-me um beijo de despedida!
- Querida! Eu volto já... depois.
- Depois não... quero agora!
- Tá bem! (Beijo.)
- Vais com o teu ou com o meu carro?
- Com o meu.
- Vai com o meu... tem leitor de CDs... o teu não!
- Não vou ouvir música... vou espairecer...
- Tás a precisar?
- Não sei... vou ver quando sair!
- Não demores!
- É rápido... (Abre a porta de casa.)
- Ei!
- Que foi agora?
- Pronto, malcriado! Vai embora!
- Calma... estou a tentar sair e não consigo!
- Porque queres ir sozinho? Vais encontrar alguém?
- O que queres dizer?
- Nada... !
- Olha lá... achas que te estou a trair?
- Não... claro que não... mas sabes como é.
- Como é o quê?
- Homens!
- Generalizando ou falando de mim?
- Generalizando.
- Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!
- Tá bem... então vai.
- Vou.
- Ei!
- Que foi, porra?
- Leva o telemóvel, estúpido!
- Pra quê? Pra me ligares?
- Não... caso aconteça alguma coisa, tens o telemóvel.
- Não... deixa lá...
- Olha... desculpa pela desconfiança... estou com saudades... só isso!
- Ok meu amor... Desculpa-me se fui chato. Tá.. eu amo-te!
- Eu também!
- Posso mexer no teu telemóvel?
- Prá quê?
- Sei lá! Joguinhos!
- Vais jogar com o meu telemóvel?
- Vou.
- De certeza?
- Tá.. ok... então leva o telemóvel senão eu vou mexer...
- Podes mexer à vontade... não tem lá nada...
- Ai é?
- É.
- Então onde está?
- O quê?
- O que deveria estar no telemóvel mas não está...
- Como!?
- Nada! Esquece!
- Tás nervosa?
- Não... não estou...
- Então vou!
- Ei!
- Que ééééééé?
- Afinal não quero gelado!
- Ah é?
- É!
- Então porra, afinal também não vou sair!
- Ah é?
- É.
- Que bom! Vais ficar aqui comigo?
- Não... tou cansado... vou dormir!
- Preferes dormir a ficar comigo?
- Não... vou dormir, só isso!
- Estás nervoso?
- Claro, porra!!!
- Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?

Só o MB me envia coisas destas...

Escavando

O TAF foi escavando e lá conseguiu desencantar a entrevista do director da RTP-N (N de noticias e não de Norte), e deu-nos a possibilidade de a ler n' A Baixa do Porto.

Mais uma vez, com a extinção da NTV, fomos passados para trás, com uma limpeza estonteante.

Este é mais um caso que tenho a agradecer ao Rui Rio - pois a NTV incomodava-o bastante - e ao Luís Filipe Menezes, que esganiçadamente berrava que iria fazer isto e mais aquilo, e que o Norte haveria sempre de ter um canal e etc. e no fim encolheu-se no seu buraco, ao ver que os empresários do Norte, o que queriam era mama.

Vê-se bem, pelo teor da entrevista o que se passa. Quanto às promessas do Menezes, o tempo e as novas amizades fizeram-nas desaparecer.

Sobre fundamentalismos

No Blogo Social Português, este texto sobre os actuais fundamentalismos.

Evolução no Caso da Avenida dos Aliados

Nos ALIADOS a última posição das organizações cívicas, Campo Aberto, GAIA e APRIL, segundo notícia do JN.

Votação do orçamento

Manuel Alegre, mais uma vez, entretido a dar tiros nos pés!

Será que o poeta anda mal aconselhado, ou foi mais um arrufo?!

01 dezembro, 2005

Mensagem do dia (I)

Tudo aquilo que algum filho da mãe diz que é urgente, é algo que esse imbecil não fez em tempo útil e quer que tu te esfarrapes para fazer em tempo recorde !

Uma das muitas conclusões da minha boa amiga Fá!

Citações (I)

Algo anda mal na cultura de um país se os seus artistas, em lugar de se proporem mudar o mundo e revolucionar a vida, se empenham em alcançar protecção e subsídios do governo.

Mário Vargas Llosa

Paulo, não nos esquecemos

Há já mais de uma semana, que a tua tia chamava a atenção que farias anos no dia 30, e que não poderíamos deixar de te felicitar, pois sabíamos que és sensível a estas coisas, mas que queres... a vida enrodilha-nos as ideias de tal maneira, que o dia 30 chegou e partiu sem te termos dado um telefonema sequer.

Mea culpa, mea maxima culpa, peccavi!

Não, não te esquecemos, pois como o havíamos de fazer, se sempre estás connosco desde menino, e sempre foste o sobrinho primeiro, o sobrinho que eu sempre desejei, e que a tua tia adora.

O Paulo, o Paulinho ou Paulecas, como sempre te tratamos, o meu companheiro de quina de mesa, em casa da Avó das Patas, em monossílabos e olhares cúmplices, e maroteiras e constantes.

O Paulo, que nos deu de prenda um afilhado-sobrinho-neto mais lindo que as flores primaveris, de olhos brilhantes e sorriso matreiro, com voz fininha que enche de ternura os velhotes, e faz com que lhe perdoem as traquinices.

Hoje, falamos-te, e tu deste aquela tua gargalhada grave e compassada, como que a dizer - está tudo bem, não há cuidado, o perdão aí vai.

Obrigado Paulo, pela compreensão.

Um abraço, sentido, do teu tio, muito amigo!

P.S.: Claro que o resto da casa está solidário nestes afectos...