24 setembro, 2012

PPP's

Isto já me anda a chatear!
São PPP's p'raqui, são PPP's p'racoli, são pra cima, são pra baixo, porra, já não há pachorra!
A conversa das PPP's que, segundo alguns, parece só terem sido efetuadas em Portugal, para além de serem um exercício de pura demagogia, são a almofada ideal para justificar seja o que for. Ah! já me esquecia das fundações, que é assim como umas PPP's mais pequeninas,
Claro que (quase) toda a gente se preocupa em esconder de onde é que as PPP's saíram, quem as iniciou, porque é que se seguiu essa via e não outra, etc., etc., etc..
Pelos vistos, descobriram que as PPP's são um malefício horrível, mas porventura apresentam outro esquema de fazer obras sem dinheiro na mão ou com as taxas de juro em alta?
Ah! Claro que o que parece que muita gente quer(ia) era que os privados fizessem a obra para os governos ao preço da uva mijona, ou então, com prejuízos desastrosos, em nome do interesse nacional, ou estarei errado?
Sereia uma espécie de masoquismo empresarial ou mecenato patriótico.
O mais engraçado, é que quem atira achas para essa fogueira são os liberais, os que defendem a iniciativa privada, as privatizações, o recuo do estado em todos os campos, exceto no das contas públicas.
Longe de mim defender algumas PPP's que foram um refinado disparate, mas atirar tudo para dentro de um mesmo saco e chamar corruptos aos seus negociadores, parece-me uma generalização sem pés nem cabeça, e é apenas a maneira, que políticos rasteiros e os seus apaniguados têm, de molestar os seus adversários, pois não precisam de apresentar provas,  nem sequer apresentam em alternativa projetos, ideias, ou um fio de orientação. Nada! Apenas destilam veneno.
O mesmo se passa com as fundações, comparando o incomparável, como se a fundação social democrática da Madeira se comparasse à Gulbenkian, a de Serralves à Eurocredito, a Mário Soares à Jornal de Lavra - Matosinhos ou a Paula Rego à Sousa Cintra!


2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Subscrevo!

André disse...

Claro. E se adicionarmos a isso tudo que as ditas não representam sequer 2% do défice e que desses 2% se houver 15% de excessos é muito, chegamos à conclusão que isto é tudo uma conversa para patetas, que só funciona porque os jornalistas em Portugal ou não sabem fazer contas ou não querem!