30 abril, 2011

In(coerências) e brincadeiras

Alguém levaria a sério o programa que apresentássemos se ele não fosse já um programa compatível com o pedido de ajuda que Portugal fez e com o quadro macroeconómico de ajustamento que vai ser desenhado para permitir o empréstimo a Portugal?
diz Pedro Passos Coelho
Seria uma brincadeira  
diz Pedro Passos Coelho.
...ainda esta semana das mãos do doutor Eduardo Catroga uma primeira versão da base do programa eleitoral do PSD
diz Pedro Passos Coelho.
Então, se ainda não se sabe qual será a compatibilidade com o pedido de ajuda da primeira versão-base do programa eleitoral porque é que a mesma foi feita e se perdeu tempo com ela?
Alguém é capaz de explicar? 
O Catroga, o Relvas, O Aguiar-Branco, o Rangel, a rapaziada do Compromisso Portugal, a malta d'O Mais Sociedade...

Dizem que a noite é boa conselheira

Por isso é de noite que me interrogo sobre o comportamento de pessoas que tinha por polidas, educadas, inteligentes e até cordatas e que, de repente, se tornaram virulentas, irracionais, malcriadas transmitindo na sua escrita um requentado ódio alarve, insensato e desmedido.
Não sei o que lhes terá acontecido,, mas creio que não andarei longe da verdade ao imaginar que eles, ou algum dos seus próximos, foram apanhados no ardor sancionador de um governo que decidiu cortar a direito em mordomias, abusos, exorbitâncias, capelinhas e confrarias, que se abancavam à mesa do OE, servindo-se como se em self-service se encontrassem, e depois nem necessidade teriam de passar pela caixa.
Isso e só isso explica a modificação dos lobos que vestiam pele de cordeiro e que, a coberto desse disfarce, se alimentavam do rebanho enquanto os seus pastores dormiam o sono dos ociosos.
Regougaram uns, piaram outros, manifestaram-se outros (menos), mas o grosso da coluna escolheu as novas tecnologias para fazer sentir o cheiro das suas feridas.
Através de blogs, mensagens de twiter, discursos no facebook, mentem descaradamente, chamam mentirosos e trafulhas a todos os que não pactuam do seu credo, e vomitam asquerosas diatribes prenhas de dislates e insultos.
Não argumentam, não apresentam soluções, não dialogam a não ser entre eles (e mesmo assim, por vezes, o diálogo é confuso) preferem a torpeza e a manigância para tentarem atingir os seus fins.
É lamentável, ver tanta gente que poderia contribuir para o engrandecimento deste país, preferir enterra-lo o mais fundo possível como se não viessem um dia a ser atingidos pelo naufrágio.
Pinheiro de Azevedo, de boa mem´ria dizia que o povo é sereno, mas há um dia, em que a serenidade poderá ser perdida e confesso que não gostaria de estar na pele de um desses senhores, pois quando o aço penetra na carne ao princípio nem se dá por ela, o pior é a septicemia que se lhe segue.

29 abril, 2011

Caramba que grande barraca!

Parece que ontem houve uma grande barraca na TSF, pelos vistos o PM apareceu por lá disfarçado - ninguém sabia que ele lá ía - e entrou de supetão no fórum e a central telefónica já estava a rebentar pelas costuras.
É que a máquina do PS tinha apreendido com o PSD e mandou um SMS a todos os militantes para que telefonassem para lá, a louvar o PM, com educação e perguntas já previamente estudadas por um grupo de reflexão, onde pontuavam doutos professores que dão aulas no estrangeiro.
Ora, a jornalista de serviço, coitada, viu-se confrontada com a ausência da maioria do povo português que liga habitualmente para a TSF, que das duas uma, ou estava a banhos ou tinha adormecido. Não chegando as perguntas que chegaram por e-mail ou via Twitter para encravar o PM, a populaça, pelos vistos, desejava que a TSF não permitisse a entrada em antena aberta quem está de acordo com o Sócrates.
Este mau perder, a desolação dos comentários que sobre o assunto teceram, a infelicidade das intervenções - ninguém fala do que disse o PM, apenas deitam cá para fora o seu ódio e agressividade como se de um bando de hooligans se tratasse - é sintomático do estado a que chegou a mentalidade de algumas pessoas, que julgam ainda pensar pela própria cabeça.
Não adianta se a democracia é o livre direito de cada um se expressar ou se há gente que gosta do PM, o que interessa é que quem não gosta se sente no direito de insultar os restantes só porque não somos todos ovelhas do mesmo rebanho.
A pergunta que fica é esta, se fossem loas ao Passos Coelho, vitupérios ao Sócrates, parabéns ao Louçã, beija-mão ao Portas ou curvar de espinha ao Jerónimo, haveria o mesmo barulho?

Grandes deputados

O governo estava demissionário e a oposição, em bloco, uniu-se para um chumbo inconstitucional.
Fizeram-no num instantinho, como se fossem a correr à doçaria da esquina buscar uns saquitos (grandes) para distribuir aos professores.
Houve professores que bateram palmas, outros desconfiaram de tanta benesse e outros mais avisados, quiçá mais honestos, disseram que não concordavam com aquela bambochata.
O PR, desta feita, pediu ao TC para ver se estava tudo em ordem e a resposta aí está, dada por unanimidade.
A decisão dos céleres deputados é inconstitucional.
E agora! A culpa é do Sócrates? Do PS? Do TC?
Sim, meus senhores, por favor digam de vossa justiça, ó sapientes fazedores de leis.

Vale a pena perder tempo

E ler com atenção, a opinião de Pedro Figueiredo que está n'A Baixa do Porto.

Faz hoje o primeiro ano

Uma vida que nasceu
assustando tudo e todos,
tive eu então muito medo
de te começar a amar tão cedo.

Fechei-me contra o costume
que tenho de estar na vida,
senti subir um queixume
mas não tinha outra saída.
Zanguei-me com o meu Deus
e até nomes lhe chamei...
e mesmo quando o invoquei
explicação ele não deu!

Os dias foram passando
um e outro, e outro mais,
devagar, devagarinho,
e nós, só de vez em quando
de ti falavamos
sempre em ti pensando.

A tua imagem primeira
trouxe-te tão indefeso
e de tantos fios preso
que o coração apertado
só queria dela fugir,
nunca mais a recordar.

Mas o tempo tudo cura.
Hoje Tátas és a loucura
que enche meu coração,
os meus olhos de ternura,
e semana sim, outra não
cá te tenho à minha beira.

Esta é a maneira,
que tenho para dizer
que te amo tanto tanto,
que às vezes inda m'espanto
de tanto amor 'inda ter.

Do teu avô

28 abril, 2011

Frases que definem os seus utilizadores

Comentário num blog de que não gosta:
Blogger Paulo Pinto Mascarenhas disse...Vocês são mesmo uns rematados filhos da puta*.
Qui Abr 28, 04:45:00 PM
 * Está lá escrito com todas as letrinhas, só por decoro não se reproduz na íntegra, pois não  gosto de nivelar por baixo.
Claro que o educado personagem andou na Católica, onde duvido tenha aprendido tal linguagem, já a sua passagem pela Lusíada me diz que por lá poderá ter aprendido o vernáculo que tão mal utiliza.
Ninguém lhe deve ter dito que as mãezinhas são para ficar no recato a que se acolhem e não são chamadas à praça pública por gente de bem. Claro, que não o fazendo, poderá vir a ser confundido com qualquer grosseirão do tipo dos que não se levantam para dar lugar a uma grávida, desviam os olhos quando passam por um pedinte que lhes solicita caridade, olha gulosamente a mulher do próximo e tece conjeturas sobre a sua honorabilidade muito embora não a conheça de parte alguma.
Recorro aos Aforismos sobre a Sabedoria da Vida, de Schopenhauer onde muito inteligentemente escrevia:
Polidez é inteligência; consequentemente, impolidez é parvoíce. Criar inimigos por impolidez, de maneira desnecessária e caprichosa, é tão demente quanto pegar fogo na própria casa.

Serviço público

Ao ouvir este senhor via Câmara Corporativa deu-me vontade de lhe dar umas bengaladas.

Não é só o FCP

Ou a torre dos Clérigos, a casa da Música, as pontes sobre o Douro ou a pronúncia que tornam esta cidade diferente, a juntar à sua excelente gastronomia tripeira - tripas à moda do dito, anho assado com arroz de forno e batatinhas novas, o bacalhau à Gomes de Sá, as trouxas de ovos, o doce da Teixiera - vem agora juntar-se a famosa francesinha que rompeu fronteiras e já é aclamada lá por fora como uma das 10 melhores sanduíches do mundo, conforme diz a AOL Travel.
É também por isto que passa a dinamização cultural de uma cidade que teima em pensar mais nos lucros da câmara que na sua expansão como urbe moderna e eficiente.

27 abril, 2011

O Portugal onde vivemos

O Portugal onde gostavamos de viver

Distrações

Um tal Miguel Morgado que debita crónicas na Rádio Renascença, e que as (re)publica também no Cachimbo de Magritte, atira-se a Jorge Sampaio como se tivesse estado a ouvir o discurso do ex-presidente da república - se o esteve devia estar bastante distraído - acusando-o de se irresponsabilizar por qualquer ato que tivesse acontecido durante a governação desde o 25 de Abril.
E digo isto, porque ouvi o discurso e gostei de ouvir o Jorge Sampaio dizer que "é chegada a hora de todos, mas todos, assumirmos as nossas próprias responsabilidades naquilo que não correu bem", talvez por isso lhe recomende ouvir com mais atenção os discursos na integra e falar sobre o que foi dito e não sobre o que nos parece ter ouvido ou pior, aquilo que queríamos que alguém tivesse dito, ou então fazer o favor de me explicar como é que a assunção de responsabilidade por todos, quererá dizer que optou por palavras vazias.
Escrever e publicar coisas que não aconteceram, é, pelos vistos, privilégio de alguns que se permitem chamar mentirosos a outros por afirmações ditas em momentos diversos que a maior parte das vezes têm de ser alteradas porque a realidade que cai do céu aos trambolhões a isso os obriga.

Nós por cá, todos bem!

Está calor, excessivo, penso eu cá com os meus botões, seja porque o anti-ciclone dos Açores fez afastar as nuvens, seja porque o trio (porque insistirão em chamar-lhes troika, será que o nome russo lhes recordará algum paraíso, ou estão a tentar chamar-lhes trenó?) que se entretem a discutir a melhor maneira de esfolar o País, sem o matar, mas deixando-o moribundo, está lucubrando.
A comunicação social diverte-se com a falta de habilidade de Lello, o desaparecimento de Teixeira dos Santos, as falsas notícias sobre o que dizem saber sobre a receita dos senhores do dinheiro, a surpreendente inclinação para o diálogo epistolar público do PSD, as bocas do Relvas, as férias do Sócrates e as qualidades culinárias do Passos Coelho.
Os comentadores dizem-nos do alto da sua omnipresente clarividência que o povo é soberano nas eleições e saberá julgar os culpados, ou seja dar a vitória ao PSD ou uma maioria ao PSD/CDS, ou, que é estúpido e merece cruel destino, se votar ao contrário. Outros há, que com mais tendência para a economia social, descobriram as virtudes das senhas de racionamento e passam a chamar-lhes cartões de débito para pobres, pois acreditam piamente que há desempregados que o querem ser e viver dos subsídios de desemprego milionários que o estado dá ou do RMI faustoso que foi criado por governos despesistas, e acham que devemos privatizar tudo, pois o Estado só gasta dinheiro e não serve para nada. 
Creio que daqui a uns anos estes mesmos senhores estarão a defender a contratação do Presidente da República a uma empresa de trabalho temporário e requisitarão o governo a uma firma de outsourcing, pois lá estarão os auditores privados para substituir o Tribunal de Contas, a justiça será entregue aos Judges Dredd's que servirão sob as ordens de uma oligarquia de juízes supremos, substituindo-se assim duma assentada os tribunais, o ministério público e extinguindo-se finalmente a profissão de advogado.
As polícias serão substituídas por empresas de segurança, a saúde será privada e quem não tiver dinheiro no tal cartãozinho fica estropiado ou morre e vai para a icineração para ser transformado em adubo, pois os cemitérios serão privados, e para ser enterrado é preciso pagar, pelo que morrer decentemente passará a ser um luxo.
Sobre o nosso destino, o essencial, os ventos (perigosos) que sopram da Europa, o apelo necessário à participação popular, a pedagogia do indispensável... ficará para o dia de S. Nunca, e preferivelmente em horário não nobre.

26 abril, 2011

Ideias, precisam-se!

Claro que falo de ideias novas, e não das requentadas propostas que aqui e ali, como cogumelos brotam por aí?
Mas como nos cogumelos, as ideias têm os seus perigos, pois sob a mais inocente aparência revelam-se por vezes altamente venenosas.
Como muita gente, entendo que o Estado precisa de entrar num regime de dieta forte mas bem equilibrada, sob pena de o novo regime nos trazer alguma tuberculose galopante resistente mesmo aos mais poderosos antibióticos. 
Cá por mim, entendo que deveremos incentivar as exportações, mas com isso não quero dizer que o Estado deva dar roda livre às empresas exportadoras e ser o seu apoio financeiro/económico, mas poderá apoiá-las através de serviços de assessoria, divulgação nos mercados internacionais, patrocinar estágios de formação em centros de reconhecido nível tecnológico, celebrar protocolos de entendimento entre universidades e centros de I&D públicas e privados.
Outra área a melhorar é a das entidades reguladoras, que na sua grande maioria, não tenho visto regular nada permitindo que os preços - conforme disse Miguel Mateus - subam como um foguetão e desçam como uma pena. 
O conluio (de que não há provas, segundo dizem) mas que é facilmente observável a olho nu, estende-se pelos combustíveis, cimentos, energia eléctrica, e muitos mais produtos, incluindo os alimentares.
Incentivar o mercado de arrendamento é outra das prioridades, mas cuidado, pois esta é uma área sensível e não nos esqueçamos que os arrendamentos mais antigos são geralmente detidos por quem tem menos posses e mais idade. O equilíbrio é necessário e a ponderação cuidadosa.
Apertar os leques salariais é outra das preocupações a ter, pois não se compreende que uma meia-dúzia de eleitos duma empresa leve a carne e que a carcaça seja distribuída pelos restantes. Rever remunerações milionárias, muitas vezes superiores ao que os seus congéneres recebem em países com muito mais elevado padrão de vida, é um escândalo a que se deve dizer basta!
Descentralizar responsavelmente, penalizar fortemente as assimetrias geradas pelo oportunismo ou falta de visão, dinamizar o associativismo na agricultura, reorganizar o mercado interno, reestruturar o país, dotar as cidades de massa critica suficiente e transformá-las em metrópoles a sério e não em feiras de vaidades, acabar com as que já o foram e não tiveram capacidades para se afirmarem, o mesmo se aplicando a vilas e a freguesias é obrigação de quem manda e está ao leme.
Penalizar fortemente o luxo e a ostentação, pois não é admissível que enquanto uns morrem à fome, outros se pavoneiem delapidando o esforço de muitos.
Os marinheiros, esses que se pronunciem quando forem chamados para eleger o timoneiro e que depois remem todos para o mesmo lado, pois a não ser assim, em tão grande tormenta não haverá nau que se safe.

25 abril, 2011

Discursos (iv)

Chega finalmente o discurso esperado.
Cavaco fala sem ser no twitter.
Apela à unidade que se esqueceu de promover atempadamente, fala do 25 de Abril como se nele tivesse participado ativamente e fala de eleições.
Engana-se, dizendo que este ano comemoramos o 35º aniversário das primeiras eleições livres (25 de Abril de 1975), o que não é de admirar, pois a democracia e sua história ainda são coisas mal cimentadas, fala de esperança num tempo melhor e dignidade. Fala nos antepassados que me faz lembrar um tempo que já lá vai e que não quero ver de volta.
Diz que em democracia se deve respeitar os votos dos portugueses, de supetão me chega a ideia do velho provérbio olha para o que eu digo e não para o que eu faço, o filme está a correr bem!
Fala na próxima campanha que deve ser serena, e manda um recado ao PSD dizendo que os partidos devem apresentar os seus programas com serenidade, recusa a agressividade e a mentira no debate e pede soluções. Fala no cuidado de não se inviabilizar o diálogo e na criação de espaços de entendimento e no apoio maioritário que o próximo governo deverá ter. Pena que não se tenha lembrado há mais tempo.(sublinhado meu).
Manda um pequeno recado à europa e dirige-se ao povo e chama a atenção da comunicação social para o seu dever de informação e pede o abandono da noticia acessória em benefício da notícia essencial.
Discurso balanceado, que deveria ter sido feito no dia da tomada de posse evitando talvez a situação em que estamos.
Talvez tenha aprendido alguma coisa! Quem sabe?

Discursos (iii)

Chega a expectativa! Que dirá Eanes? 
Surpresa!
Qual Ovo Kinder, o discurso começa com uma interrogação! O homem descobre que afinal há fome em Portugal (pelos vistos estava erradicada), e em que somos obrigados a dobrar a cerviz perantes os ditames estrangeiros!!!!
Será que o homem se esqueceu? Lembrar-se-á de que as anteriores vindas do FMI foram em 77 e 83 durante presidências suas? Parece que sim! Continuemos ouvindo...
O general Eanes, disserta depois sobre os problemas endémicos dos portugueses, como se acabasse de aterrar em Marte e não fosse humano, mas sim uma mistura estranha de filósofia das beiras com ânsia de protagonismo e moralidade castrense q.b..
Afinal, o doente Portugal, nunca teve hipóteses de cura, pois gastava mais do que produzia e os médicos receitavam-lhe continuamente mézinhas caras e não comparticipadas e ele que se entreteve a assistir a tudo isto agora pasma-se e atira as culpas para os partidos, esuqecendo mais uma vez que esteve na gánese do defundo PRD que mais não passou dum arranjinho para um bando de parasitas! Estou à vontade pois conheço alguns, Lembram-se do Hermínio Martino que agora é um fervoroso apoiante do PSD?
Depois cita Cavaco Silva quando este responsabilza as direcções partidárias que foram incapazes de interpretar e corrigir uma tendência longa de acumulação de desiequilíbrio ocultando os sinais de agravamento.Fim de citação. Aproveita para cascar também na sociedade civil, pois esta foi ineficiente ao dialogar (com quem?onde?como?, não diz) e continua a lançar achas para a fogueira com aquela ar de asceta bem tratado.
Depois encapotadamente, recorda o passado como se tudo fosse um mar de rosas, em que tudo crescia e estava bem, 
Descobriu agora que a economia em 2001 entrou em crise o que a levou a traumatizar-se em 2008! Oportuno este 2001 início do consulado Guterres, já aí o esclarecido general via a crise, talvez por isso Cavaco tivesse fugido com o rabo à seringa.
Esqueceu-se o beirão, que o tempo perdido com os seus famosos governos de iniciativa presidencial, Nobre da Costa, Mota Pinto, Lurdes Pintassilgo/Pinto Balsemão que substitui Sá Carneiro no leme quando do acidente/atentado de Camarate, em que o País se divertia com governos que ou nem sequer tomavam posse ou tinham durações máximas de dois anos. Talvez esta fosse a sua maneira de estar ao leme.
Finaliza com citações que adora fazer, e apela ao concertamento das forças políticas.
Se tivesse o cartão laranja na lapela, ficaria perfeito.
Prestou, mais uma vez, um mau serviço ao País. A história o recordará como o eterno indeciso, qual balança que nunca se chegou a centrar em ciosa nenhuma a não ser num distintivo de um partido, morto em tenra idade.

Discursos (ii)

Falou a seguir o nosso dinossauro que teima em não se deixar ficar por Nafarros, para falar sobre o 25 de Abril, teceu encómios ao movimento, falou na desgraça do PREC (não confundir com PEC), na adesão à CEE, falou no acesso fácil ao crédito, ao ensino, lembrou os pareceres de alguns economistas que defendiam o abandono da agricultura que classificou por erro enorme, falou na mudança de país de emigrantes para país de imigrantes, no facilitismo e irresponsabilidade da sociedade consumista.
Criticou os líderes europeus pela incapacidade de defesa dos ataques ao euro e países periféricos e da sua falta de solidariedade e dos ataque especulativos dos mercados e na falta de medidas para os controlar.
Estranhou que seja o FMI surpreendentemente a defender o crescimento económico, enquanto o FEEF e o BCE ficam nas tibiezas e encolhas.
Falou ainda na necessidade de esquecermos o que nos divide e de encontrar pontes que sirvam de ligação para o que nos interessa colectivamente, deixando ainda uma palavra de esperança e otimismo para o futuro que aí vem.
Mais não seria de esperar para quem tão grande experiência viveu.
Um discurso que aplaudo mas que me soube a pouco.
A idade a todos vai pesando...

Discursos (i)

Lá estava reunida, com pompa e circunstância, a trupe do costume, mais gasta e envelhecida embora aqui e além, a intervalos, se vislumbrasse uma cara nova ou apenas mais conhecida mas nada de verdadeiramente interessante ou inovador.
Não gostando particularmente, nem lhe tendo grande afecto, o primeiro falante lá juntou o molho de papéis, e eu, cá para comigo preparei-me para ouvir um discurso feito em português de boa cepa, mas inintelígivel ao vulgar dos cidadãos.
Surpresa!
O homem, falou e falou bem, falou que só em democracia poderemos encontrar as soluções para ultrapassar as nossas dificuldades, criticou a abstenção galopante responsabilizando assim todos nós e também aos partidos solicitando-nos e solicitando-lhes sugestões e medidas para evitar que a nossa indiferença, desconfiança e afastamento trerminem.
Falou ainda na repetição do ciclo do sobe e desce que é marca registada da economia portuguesa, na falta de uma perspetiva a longo prazo, na focagem da resolução dos problemas imediatos em detrimento da sua eliminação definitiva, falou na doença bipolar que nos afecta (um dia somos bestiais, no próximo somos bestas para no dia seguinte logo voltarmos a ser os melhores), recomendou que nos habituemos a olhar-nos ao espelho em vez de fantasiar sobre o que gostamos de parecer, pediu-nos enfim que trabalhássemos em vez de gritar aos quatro ventos que há muitos que não o fazem, a nossa felicidade com o aceesório em vez de o sermos com o essencial,
Enfim, o homem saiu-se bem e não se excluiu do lote dos responsáveis pelo estado a que chegamos.
Mas para melhor ajudicar sobre a mensagem aqui fica o link para ela.

25 de Abril

Onde andas tu que te escondeste?

24 abril, 2011

Coligação

De entrada deram-me um copo e verteram-lhe para dentro um Alvarinho de colheita particular que estava no ponto a que uns camarõezitos cozidos e umas fatias fininhas dum agradável salpicão de fumeiro conhecido fez jus.
Com o dito arrozito de pica no chão, metemos o nariz no copo para apreciar o cheiro de um Duas Quintas de 2007 que não ficou nada mal no conjunto, e que lá foi descendo saborosamente enquanto portistas e benfiquistas se degladiavam sobre de quem era a culpa da violência no futebol. 
Pena não ter provado um Lello tinto do mesmo ano que não se chegou a abrir.
O coligação ía de vento em popa e começou a discutir-se sobre se o Muros Antigos está melhor do que o Muros de Melgaço, caindo as hostes e as preferências para o Muros Antigos, pois mostrava-se mais suave, quer no paladar, quer no peso na bolsa.
Apareceu entretanto um pudim amarelinho de ovos caseiros acompanhado de pães-de-ló de manufactura diferente mas todos eles de boa cepa que lá se foram empurrando com um Porto, que não sendo o Dow's de 83 prometido, acompanhou a doçaria sem fulgurante brilho mas também não ficou envergonhado.
Com algumas amêndoas no bolso e com a coligação a manter-se coesa, avançou-se para o café, onde alguns ministros e secretários de estado já pediam água fresca enquanto se falava do preço a que estavam os legumes.
No fim da reunião, cada um rumou a penates, ficando a coligação pronta para seguir o seu destino fatal.
Ah!, já me esquecia... de política ninguém falou!
A isto, chamo eu um rico Domingo.

23 abril, 2011

Estou tentado a fazer uma coligação

Nesta Páscoa estou tentado a coligar um bom arroz de pica no chão, com um bom tinto alentejano (Chaminé 2008?), tentar finalizar com uma ou fatias de pão-de-ló caseiro acompanhadas dum vintage não muito caro (Dow's 1983) mas de qualidade comprovada.
Para me ir entretendo enquanto à janela vou esperando a tradicional procissão, trinco umas guloseimas e esqueço a balança por uns dias.
Acho que vou ter companheiros que cheguem para me acompanhar nesta política.

22 abril, 2011

Reflectindo

De besta a bestial

Num país em que é fácil passar-se de bestial a besta numa questão de dias, Teixeira dos Santos fez a viagem inversa com uma rapidez fulgurante.

Não faltava quem, ainda há dias, fortemente criticava este ministro, quer por declarações inoportunas, quer por falta de diálogo, que o mandavam ter juízo e apelidavam de irrealista nas previsões, que era um descarado e etc. e tal, apareçam agora como carpideiras em cortejo fúnebre a clamar pela injustiça que o malvado do Sócrates e o PS lhe fizeram.
Das duas uma, ou entendem, estes senhores e senhoras que Teixeira dos Santos não prestava como ministro mas já servia para o Parlamento, ou estão a queixar-se de Sócrates por ele lhes ter dado ouvidos!

Coisas interessantes

Se tivesse sido o Sócrates ou qualquer outro membro do governo, tinha sido um escândalo e uma estupidez, erro grave, insulto ou outra qualquer coisa afim, mas como foi o Miguel Relvas trata-se apenas de uma metáfora!
"Enquanto produzirmos como marroquinos não podemos gastar como alemães". A frase do social-democrata Miguel Relvas caiu mal na embaixada de Marrocos em Lisboa.
 A história vem no Sol.

João Maria Tudela

Faleceu um dos cantores e senhores da música ligeira portuguesa. Os seus Kanimambo, Moçambique, O Meu Chapéu e tantos outros êxitos cujas letras ainda recordamos com alguma facilidade, foram marcos indeléveis num país amordaçado.
Lembra-me de o ter encontrado uma vez no cinema Roma, sito na avenida com o mesmo nome, no intervalo de um filme que já esqueci.
De fino trato, afável e educado era um gentleman na verdadeira aceção da palavra, talvez por isso, não era pessoa que se misturasse com os arrivistas do costume.
Que descanse em paz, embalado pelas suas canções e que seja mais uma estrela a brilhar no céu azul deste infinito que nos espera.

21 abril, 2011

Sondagens (II)

Já o disse por aqui algumas vezes, não acredito em sondagens e felizmente não pertenço ao gruypo dos que mal sai a primeira sondagem que lhes é favorável correm à loja da esquina para comprar foguetes, mas não deixam de ser interessantes de ler as opiniões dos doutos comentadores e afins quando elas aparecem a público.
Se as sondagens estão de acordo com os seus interesses, o povo é inteligente, demonstrando uma elevada compreensão sobre os assuntos do estado e os efeitos que resultam das medidas do governo, se as sondagens dão para o conbtrário, o povo torna-se imediatamente um ser estranho, incapaz de entender e reconhecer quem são os verdadeiros culpados da situação, e o absurdo que é este país que não consegue identificar a razão dos seus males!
Triste povo que tem de aturar esta turba de palafreneiros, vendedores da banha da cobra e quejandos, que adoram servir de acólitos nas missinhas que os cardeais vão debitando em honra do seu padroeiro - S. Vito.

Tarde de tolerância de ponto custa 20 milhões

Segundo o Publico, e alguns inefáveis economistas onde pontua o muito badalado Álvaro Santos Pereira o JN publica uma notícia onde se conclui que é de 20 milhões o custo da tolerência da tarde de tolerância de ponto.
Não sendo economista e por isso não sabendo fazer tão bem as contas como esses cavalheiros, faço-as à merceeiro como adiante se poderão ver.
Estimativa do custo dos salários a pagar pelo estado este ano; 9.600 milhões de Euros;
Valor a pagar por mês: 9.600 a dividir por 14(12 meses+Férias+Natal)=685.714.285 €
Valor diário: 685.714.285 a dividir por 20,92 (média de dias úteis de trabalho por mês) = 32.777.929 €
Valor de uma tarde: 32.777,929 a dividir por dois = 16.388,964 €.
Estamos um bocado longe dos 20 milhões ou estarei enganado?
A acrescentar a tudo isto, e se aplicarmos as mesmas contas aos restantes feriados 14+2 ou 3 tolerâncias de ponto, ficaremos com 685.714.285 € vezes 15,5 = 508.057.907 € muito longe dos propalados 680 a 860 milhões por ano e referido pelo inenarrável Santos Pereira no JN.

Sabendo que a tolerância de ponto só afecta os serviços não essenciais o valor ainda diminuirá substancialmente, pois sabemos, por exemplo, que o sector da saúde tem um forte peso no total dos serviços e que o da educação se encontra em férias da Páscoa.
Não quererá isto dizer que apoio definitivamente as tolerâncias de ponto, mas no caso da Páscoa, e dada a tradição do País em se deslocar para os seus locais de origem nesta ocasião e tendo em conta que na próxima segunda-feira é feriado nacional obrigatório, e que as deslocações em massa beneficiam a taxa de acidentes rodoviários se forem estendidas no tempo e não concentradas, tendo a concordar mais com esta do que com a do Carnaval ou da do fim-de-ano.
Não há por aqui um leve cheirinho a propaganda barata.
E.T.: Não pretendo ofender os merceeiros comparando-os a alguns economistas, se o fiz, do facto peço desculpa.

Mas que grande confusão noticiosa

No CM de hoje lê-se:

A explosão de vários artefactos pirotécnicos junto à zona comercial do Estádio da Luz levou ontem à intervenção da Polícia, momentos depois da chegada do autocarro do FC Porto, que foi atingido por várias bolas de golfe. Quatro indivíduos foram detidos por agressão à polícia e incitamento à violência

Subtítulo de uma imagem da polícia de choque em acto de disparar:
O lançamento de vários artefactos pirotécnicos, por parte de adeptos do Benfica, obrigou à rápida intervenção da PSP.

Mais abaixo, no desenvolvimento da notícia, a subcomissária da PSP Carla Duarte afirma:
Houve necessidade de afastar os adeptos do Benfica, que retribuíram com o arremesso de garrafas.
e mais diz o mesmo CM:
Nota ainda para um episódio antes do clássico, quando um grupo de simpatizantes encarnados ‘roubou’ um cachecol a um adepto azul-e-branco para o queimar.

Ou a subcomissária da PSP não sabe português, ou a palavra retribuição só lá poderá estar por qualquer outro motivo não noticiado, pois a retribuição só acontece quando previamente tenha existido uma ação, ou não será assim?

20 abril, 2011

Vale a pena ler

Carta a um diplomata finlandês

in duas ou três coisas*

* Cheguei a este blog de qualidade via Câmara Corporativa

Citações (XXXVIII)

Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica. 

Fernando Pessoa in Ideias Políticas

O que é isto?!

Juízes soltam pedófilo e censuram a criança

No CM de hoje deparo com este título e fico boquiaberto!

Será que os nossos juízes perderam a noção da proporcionalidade e o conhecimento dos usos e costumes tradicionais?

Que a jovem de doze anos tenha consentido nas relações que manteve e tenha mentido é uma coisa, que isso tenha permitido esquecer que um adulto abusou da inocência de uma criança (sim, criança e não menor, pois este é um eufemismo detestável utilizado quando se quer só ler a lei e não os comportamentos) é outra completamente diferente.

Depois admirem-se que a sociedade seja cada vez mais permissiva e egoísta. 

19 abril, 2011

Será que estamos todos doidos?

Anda por aí uma data de gente a clamar que o Sócrates é um aldrabão, só fez asneirada no governo, que tem de ir embora e ser substituído no PS (como se isso pudesse ser feito por alguém de fora do partido), etc.
Outra data de gente diz que o Fancisco Louçã se espalhou ao comprido e não é solução para o governo pois com ele isto ía mesmo ao fundo.
O Jerónimo de Sousa, tirando a malta que adora ainda as cassettes e não se reconverteu aos CD's ou mp3 nega-se a discutir a maneira de recuperar a loja.
Uma quantidade notável de gente diz que o Pedro Passos Coelho se farta de dar tiros nos pés, que hoje diz uma coisa e amanhã diz outra, que rejeita os convites que ele lhes faz para integrar as listas de deputados aguardando na sombra por melhores dias, que tem falta de preparação, e, que está a esticar uma corda que deveria ter folgada para depois poder negociar uma solução governativa quer ganhe ou perca as eleições.
Há quem não aposte no Paulo Portas, porque é pequeno demais para botar faladura e que tende a embrulhar-se em negociatas assim para o conzento escuro que pairam sobre a sua cabeça há uma data de anos.
Dos ecologistas/verdes nem falo, pois nem vale a pena.
Assim sendo, alguém me explica como é que fazemos?
Ou alguém está a pensar em contratar um Buíça de sinal contrário para resolver a situação?

Mercado do Bom Sucesso

Mais um crime contra a cidade que irá ficar impune?

18 abril, 2011

Regabofes

Estávamos em 1989, em pleno Cavaquistão, quando dois senhores - António Mega Ferreira e Vasco da Graça Moura - se lembraram de fazer uma exposição mundial!
Se logo o pensaram, logo o governo, de bolsa farta com os dinheiros de Bruxelas, deu a respectiva luz verde ao faraónico empreendimento.
Nomeou-se um comissário, de seu nome Cardoso e Cunha, ex-ministro, ex-comissário europeu, e que, mais tarde, veio a ser corrido da presidência da TAP, no tempo de Santana Lopes, pelo braço de ferro que manteve com Fernando Pinto e sua equipa.
Claro que a única coisa boa no meio de tudo aquilo, foi a possibilidade de requalificar uma vasta área de Lisboa que estava votada ao abandono e à lixeira, mas o pior é que desde essa data andamos todos a pagar a factura.
Hoje, no CM, mais uma tranche da continha que todos os anos os portugueses pagam por um ruinoso negócio, mal administrado e mal concebido. E pagaremos até quando? Quem o saberá?
Aqui fica a notícia para memória futura.

Mau jornalismo

Fernando Nobre admite vir a ocupar cadeira de deputado


A RTP no seu site apresenta este título que não tem nada a ver com as declarações de Fernando Nobre.

Alguém, com a melhor das intenções consegue dizer isto depois de ouvir Nobre dizer

"Se eu for eleito e por alguma circunstância eu não venha a ser nomeado presidente da Assembleia da República, na altura certa ajuizarei qual é o lugar mais adequado para mim para servir Portugal"

ou

"Demonstra o meu desapego completo a qualquer cargo político de poder. Só iria para presidente da Assembleia da República porque é um lugar que permite exercer uma influência"

17 abril, 2011

Frases de Medina Carreira (III)

Os principais Partidos não valem nada*

*Frase dita na SIC Notícias in FreeZone

Poderá o honorável fiscalista dizer então quais são os que valem?

Sobre o amor

O Amor é...
Um homem sentado na sua varanda da casa de verão, junto à praia, a beber uma cerveja ao lado da mulher, e dizer..."adoro-te", ao que a mulher responde..."isso já é a cerveja a falar..." ao que ele responde... - "não, sou eu a falar com a cerveja"...!!!

O que o PM faz para conquistar votos

Dirigente do Ministério da Agricultura, gestora do PRODER, numa sessão pública de esclarecimento.
Será que os agricultores ficaram satisfeitos com o esclarecimento?

16 abril, 2011

Ping-pong

Execução orçamental revela “farsa” da gestão de informação do Governo, diz João Duque 


Mas não foram conhecidos números, nomeadamente, em relação à despesa do Estado com juros ou a despesa corrente primária. E é isso que critica o conselheiro de Passos Coelho: “Quando se trata da informação credível, tem de se pôr informação transparente, completa, verdadeira. O Estado exige [o mesmo] das empresas quando divulgam informação”.

Governo revela melhoria de 1.750 milhões nas contas públicas 


Em termos de despesa efectiva do Estado, o primeiro trimestre registou uma redução de 3,7 por cento face ao período homólogo, associada a uma redução da despesa corrente de 4 por cento e a uma redução das despesas com pessoal de 8,2 por cento, indica a mesma fonte.

Falta saber, nomeadamente, qual terá sido a despesa do Estado com juros, bem como a despesa corrente primária, que exclui esses encargos e os gastos de capital (investimento).

P.S.: Alguém teria dito ao João Duque que o governo já teria dito o mesmo que ele estave a dizer?

Frases de medina Carreira* (II)

Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.

Funções exercidas publicamente conhecidas

* Comentador-residente de programas televisivos
* Membro do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. 
* Vice-presidente do Conselho Nacional do Plano. 
* Vogal do Conselho de Administração da Expo'98. 
* Presidente da Comissão de Reforma de Tributação do Património.
* Presidente da Direcção da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores.
* Subsecretário de Estado do Orçamento durante o VI Governo Provisório 
* Ministro das Finanças do I Governo Constitucional. Foi nessa condição que negociou com o FMI um empréstimo no valor de 750 milhões de dólares.
 
Actividades que exerce publicamente conhecidas

* Membro do Conselho Fiscal da Fundação Oriente.
* Comentador televisivo
* Reformado
* Escritor
* Conferencista

15 abril, 2011

Ou é da minha vista...

... ou muitos comentadores televisivos de fornada recente estão a aparecer nas listas do PSD?

Falta de memória

Muito embora o país tenha avançado muito na sua alfabetização, estranhamente tem vindo a aumentar a sua iliteracia, o que é um paradoxo só explicável pelas deficiências e vulnerabilidades dos programas de ensino e pela sua tendente especialização, levando a que a generalidade dos jovens seja, de facto, conhecedora q.b. sobre uma determinada disciplina muito específica, mas com uma ignorância exponencial proporcional ao afastamento que vai tendo das outras áreas científicas que se encontram ao seu redor.
Habitual vai sendo, ouvirmos jovens (e até menos jovens) debitarem normas e teorias sobre determinados assuntos, citando a torto e a direito especialistas de nome sonante, mas que raramente sabem adaptar as citações ao trivial dia a dia ou utilizá-las na mais comezinha circunstância.
Outro incidente mais grave prende-se no entanto com a assustadora falta de memória que se abate sobre uma grande parte da população portuguesa que, s.m.o., se deve à ausência de utilização das lengalengas no ensino da aritmética, no esquecimento a que foram votados os escritores portugueses de boa qualidade, substituídos por uma horda de escribas/tradutores que alinhavam (geralmente mal e pobremente) umas quantas linhas de texto ou se limitam a traduzir (mal e sem sentido) outros, com que enxameiam os manuais escolares para a infância, nas omissões e até mesmo desaparecimento do ensino da música tradicional portuguesa, no cada vez maior desconhecimento que paira sobre a hidrografia e orografia nacional, no terrível desaparecimento da história portuguesa estilhaçada em historietas da história que não conduzem a nada, ou ainda ao ineficiente estudo da história recente, nomeadamente dos motivos porque apareceu a república, a sua decadência, o aparecimento da ditadura salazarista/marcelista que atrofiou este país para além do concebível, para já não falar na história mais recente vinda desde o Abril de 74 até aos dias de hoje.
A memória portuguesa, por culpa colectiva dos políticos, da comunicação social (qual ogre que deles se alimenta para logo os defecar numa busca insana de audiências), dum corpo docente mais preocupado na sua própria evolução do que na evolução dos discentes, na perca de valores tidos como anacrónicos e ingénuos (honestidade, moral, solidariedade, generosidade, respeito, decência), está assim em franco declínio, levando a que a curto prazo só nos lembremos do nome do filho que geramos mas que não saibamos bem de que família é que provimos.

14 abril, 2011

Esqueletos nos armários (III)

Alemães acusados de pagar ‘luvas’

A Ferrostaal vem admitir que a acusação é contra dois seus ex-empregados e diz respeito a "corrupção a funcionários públicos estrangeiros relacionada com a venda de submarinos para a Grécia e Portugal."
A investigação portuguesa apurou que os alemães terão pago à Escom mais de 30 milhões de euros, "com aparente desproporção em relação à real intervenção de tal empresa no desenvolvimento do negócio" .

Esqueletos nos armários (II)

Titularização das receitas fiscais em 2003 já custou 300 milhões de euros

Esqueletos nos armários (I)

Tavares Moreira, director do BPSM e mais tarde membro do Conselho de Gestão entre 1973 e 1976, administrador da CGD entre 1979 e 1981 [tendo entretanto feito uma perninha no governo como Secretário de Estado do Tesouro (1980/81)] de Cavaco Silva, o que veio a novamente acontecer em 85/86 sob a égide de Cadillhe e tendo como PM Cavaco Silva.
Foi governador do BP entre 1986-1992, é agora Consultor da Administração do Banco BAI Europa, SA, estando inibido por sete anos de exercer funções no sector bancário no seguimento da falência do CBI.
Claro, que o processo, corre o risco de prescrever e este senhor ainda se sente ofendido e com direito a uma indemnização pelo estado português, que é mostra suficiente para vermos a que estado isto chegou.
Este senhor, juntamente com Cavaco Silva, empenharam 17 toneladas de ouro que estavam à guarda do BP , numa empresa chamada Drexel, com a expectativa dos atraentes juros. 
Desse desastre de 1990, Portugal só conseguiu reaver uma parcela menor, esgravatada nas sobras da falência fraudulenta, já com Milken na prisão. O que se recuperou foi ainda mais irrisório depois de abatidos os custos da acção movida em nome do Banco de Portugal pelos advogados de Wall Street da Cadwater, Wickersham & Taft, que foi um dos  litígios mais caros da nossa história.
Talvez este seja um dos muitos esqueletos de que fala PPC.

Com gente desta!

Lido no Esquerda Republicana.

É de facto uma surpresa, num momento assaz difícil para Portugal, que vemos uma conselheira do FMI, que por acaso é portuguesa, dizer isto à boca cheia toda contente e aperaltada.

Haverá na senhora um mínimo de ética e decoro, para não falar de oportunidade, para se estampar deste modo numa entrevista televisiva em que se apresentou sorridente e ufana como se estívessemos todos a usufruir de um Euromilhões muito especial?

Tratos de polé

 

Centenas de automibilistas retidos no IP4

Petróleo deparra 0,3% em Londres e Nova Iorque


Estes são apenas três exemplos da atenção que nas TV's, nos jornais ou na Net se dá à língua portuguesa, mas bastará uma breve pesquisa no Google para ficarmos ainda mais estarrecidos.

Uma frase de Medina Carreira

A imodéstia é um sintoma de estupidez.

13 abril, 2011

Afinal, as agências de rating excederam-se!!!

Robert Fishman, professor de sociologia na universidade de Notre Dame que se interessa por assuntos europeus, disse ao NY Times num artigo intitulado Portugal's Unnecessary Bailout, disse que PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere. e
e mais adiante refere que but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.  
É interessante ver expressa esta opinião contra a corrente do que muitos dos nossos comentadores e políticos passam a vida a fazer, de megafone em punho.
Claro, que este senhor é apenas um obscuro professor graduado como Ph.D em Yale, foi professor nas obscuras universidades de Harvard (USA), Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha), Centro de Estudos Avanzados en Ciencias Sociales (Madrid), com obra e estudos publicados internacionalmente.