30 setembro, 2012

Más notícias

Decidi colocar ontem um ponto final à colaboração que,... diz-nos, Francisco Seixas da Costa, no seu blog "duas ou três coisas".
São más notícias por várias razões.
A primeira, é a constatação de que um grupo de gente de muita qualidade (Seixas da Costa, António Martinho, António Amorim, Jorge Morais Dias e Julio Pedrosa),  abandona um projeto que se queria vivo e bem sedimentado e que por titubeações corre perigo de se afundar.
Em segundo lugar, torna-se já um lugar comum ver pessoas, que muito tinham ainda a dar a este país, acabarem por desistir face à teimosia do rebanho.
Por último, sentir que por lá andam os passarinheiros do costume a vender ilusões sem cuidar do futuro e apenas se interessando nos seus projetos pessoais.
Face a isto, não haverá quem olhe com olhos de ver para o ensino em Portugal?

Balões de oxigénio

Mais uma vez, António Borges faz um favor ao governo, tirando da praça pública as questões incómodas substituindo-as por discussões estéreis sobre as suas polémicas afirmações.
Borges, que é uma figura que não se sabe ao certo o que faz e para o que serve, bem pago, com acesso fácil à comunicação social, entretem-se a negociar na sombra o que devia ser claro e a criar diversões quando os interesses se focam demasiado no governo.
Durante o primeiro "affaire" Relvas, Borges, sem nada que o fizesse prever, atira com uma bombita de maucheiro:
Economista António Borges defende que reduzir salários "é uma urgência". 
Claro que a CS se atirou em peso à pseudo-notícia, os partidos largaram o Relvas para comentarem o Borges e o (des)governo aproveirou para delinear a estratégia que acabou por vencer.
A jornalista foi à sua vida, as declarações esquecidas, e o Relvas tomou novo fôlego.
O Borges, continuou na sua senda e os salários não sofreram nenhum beliscão. 
Em Julho, o segundo caso Relvas arrastava-se na CS, agora a propósito das equivalências, e o "amigo" Borges atira cá para fora com a concessão da RTP.
As atenções de imediato se viraram para este assunto, e, de uma cajadada, se matam dois coelhos, pois a administração da RTP desfaz-se, e o incómodo presidente sai de cena.
Agora que a contestação anda na rua, e as manifestações aí estão, Borges ataca de novo, agora insultando os emoresários, aliás na senda iniciada por Passos Coelho no Estoril.
Claro, que a manifestação da CGTP foi para o tinteiro, pois o que está a dar são as respostas ao Borges!
Interessante o "timing" que este Borges escolhe para mandar as suas atoardas. Poderá ser apenas o acaso a ditar tais eventos, mas mesmo eu, que até nem creio em bruxas, estranho as coincidências.

29 setembro, 2012

Futurologia (II)


Bairro Operário



Quem se mete com a banca, paga!

Os nossos inteligentes (des)governantes, part safar o défice do ano passado, lembraram-se de meter as mãos num bolo envenenado que estava a cargo dos banqueiros - os fundos de pensões!
Esqueceram-se talvez de dizer que mais de metade regressou de imediato aos cofres da banca, fazendo assim que o que a banca teria de pagar ao longo dos anos servisse para encaixar pagamento de curto/médio prazo, com os benefícios daí decorrentes e com os encargos a pesar do lado do estado nos anos seguintes!
Os artífices de tão grande negócio, ruinoso para o estado sem dúvidas algumas, pois o que se transferiu foram responsabilidades ficando os bancos com o património que estava cativo pelos fundos de pensões na mão a custo zero.
Poderão os economistas de serviço explicar muito bem explicadinho quem é que ficou a ganhar com o negócio?
Será que a Segurança Social já anda pela mó de baixo por causa desta fabulosa operação?
Porque é que não perguntam ao Vitor Bento, à Manuela Ferreira Leite, ao inteligente António Borges, ao sempre atento João Duque, ao curioso João Salgueiro, para já não falar de outros conotados com o reino do disparate.

28 setembro, 2012

Desculpem lá...

... mas é gente desta que anda a defender a lei, a exercer a ação penal e a defender a legalidade democrática!

Futurologia (I)

Salário Mínimo Nacional

 

Quem te avisa teu amigo é!

Rui Rio, que não é propriamente um amigo ou apaniguado dos visados, vai deixando avisos.
Lamentável para o governo, é que tenha de ser um autarca do PSD a verberar as atitudes que alguns pêessedêzinhos se apressaram a expressar, e que outros tentem enfiar a cabeça na areia.

Fora da realidade!

Se alguém tinha dúvidas de que o atual primeiro-ministro não estava em consonância com a realidade, este, ontem, num discurso a empresários que se reuniram no Pavilhão de Congressos do Estoril, definitivamente dissipou-as!
Para além de continuar a considerar "bem sucedido" o processo que se tem desenvolvido, parece entender que os sacrifícios que tem pedido são apenas o início de um processo longo e que "exige um esforço maior do que o desempenhado até agora"!
Considerar bem sucedido um processo em que roubou, numa primeira fase, 3,6 % dos rendimentos dos trabalhadores por conta de outrém e pensionistas, aumentou os impostos indiretos, e ainda teve de recorrer a 6.000 milhões de euros de receita extraordinária (fundos de pensões da banca) para manter o défice em 5,9% fazendo assim baixar em 2,1% o défice real que ficaria próximo dos 8%.
Que no ano seguinte, para além de novos aumentos do IVA, se tenha atirado a tudo que era receita aumentando-a para valores incomportáveis, procedesse a novo saque, agora de mais de 14% dos rendimentos, aos trabalhadores do estado, reformados e pensionistas, ande a estudar novas maneiras de conseguir receitas extraordinárias, tenha alienado património do povo português, tenha lançado no desespero dezenas de milhar de portugueses e ainda lhes tenha cortado no subsídio de desemprego.
Que, depois de todo este esforço, o défice prometido de 4,5% não será atingido, ficando-se segundo o ministro Gaspar pelos 6%, número que não podemos confirmar pois é um mistério bem guardado, dando cabo de todas as otimistas previsões dos três da vida airada, do (des)governo nacional e da corja de bajuladores de servico onde se encontram reputados economistas(!).
Para lá de tudo isto, a dívida pública ( a tal que era incomportável e que o pedido de resgate faria desaparecer) se tenha agravado, e que as previsões do seu agravamento continuarão para o ano, e ainda ter a lata, sim porque é preciso uma grande lata, para dizer que este programa é um sucesso e que estamos no bom caminho!
A realidade atual é muito diversa do país que fomos em 2011.
Estamos mais pobres, pagamos mais impostos, temos menos escolas, menos hospitais, mais desemprego, um comércio interno a morrer, indústrias a desaparecer, centros de decisão a fugir, investimento a cair, a própria democracia a fenecer, e aparece gente a dizer que tudo isto é necessário pois das cinzas renascerá um país novo!
Mas um país para quem?
Para uma oligarquia que continua a engordar sem nada fazer, a sentar os rabiosques em carros de luxo, a mandar fazer os fatos de encomenda e engravatada de seda?
Ora bolas, para o bom caminho e para o sucesso!

27 setembro, 2012

Fundações

Ainda muito se escreverá sobre as fundações, sobre as (reais) intenções do (des)governo em poupar o erário público, da demagogia do discurso partidário, do estranho caso da avaliação das fundações, do motivo porque só algumas fundações foram avaliadas, dos critérios que ninguém entende e das classificações nebulosas que foram dadas numa primeira fase e que até agora não foram corrigidas.
Neste processo, que já vai longo, destacam-se no entanto algumas coisas interessantes, ou melhor, curiosidades a reter.
Não sabe a Secretaria de Estado da Administração Pública quantas fundações existem!
Como? Então o Estado não sabe?!
Das 558 fundações que reponderam ao censo só 401 foram avaliadas, tendo deliberadamente sido deixadas de fora 147! Porquê?
Segundo o Secretário de Estado Hélder Rosalino, devido a serem cooperativas, associações, centros sociais e/ou paroquiais ou pertencerem à centena que foi fundada ao abrigo do direito canónico, e, apenas uma que à data tinha sido extinta!
Será que essas não recebem apoios, não delapidam dinheiros públicos?
Mas não contentes com isto, ainda foram deixadas de fora mais 37, por "insuficiência de informação" e nada mais nos é dito, ficando assim por saber se, irão ser avaliadas ou haverá qualquer outro interesse subjacente que as retirou da avaliação!
Daqui resulta que, mais de um quarto da totalidade das fundações ficou de fora, escapando a uma avaliação por decisão do governo!
Razões para este procedimento, não há!!
Depois, e mais uma vez, o principal critério para a avaliação é o da sustentabilidade!
Ou seja, se não for sustentável (entenda-se aqui o sustentável pelos apoios recebidos do estado superiores a 50% do total), é meio caminho andado para ir borda fora!
Mas, surpresa das surpresas, das 401 fundações avaliadas só 99 tinham na época mais de 50% das receitas provenientes do estado. Menos de um quarto das avaliadas, ou cerca de 18% da totalidade das encontradas pela secretaria de estado, sendo que 47% delas são IPSS's.
Se levarmos em linha de conta que, estas fundações, dão emprego  a 25.698 pessoas começa a ver-se no que é que se está a mexer.
Mas adiante, pois o que interessa é o resultado prático de tal avaliação, de que ainda não sabemos os custos, mas que o discurso político caracterizava por uma das nossas terríveis e doentias maleitas a que urgia pôr cobro.
E, a surpresa chega em todo o seu esplendor!
O (des)governo, depois de muito ponderar decide o quê? Extinguir quatro (4) fundações! Quatro! Então nas 401 só haviam quatro a mais? Seriam essas quatro que levaram o país à ruína e atiraram com o défice de cangalhas?!
Então os culpados são a Fundação Cidade de Guimarães, o Museu do Douro, o Coa Parque e as Salinas do Samouco!
Sabendo que a Fundação Cidade de Guimarães iria encerrar após o fim da Capital Europeia da Cultura, mais bizarro se tornará falar no seu encerramento como medida de fundo!
Não contentes com isso, dizem que vão terminar todos os apoios do estado a dez fundações, entre as quais se encontra a primeira classificada - Fundação Casa de Mateus, não se compreendendo bem, se o fazem para poupar dinheiro ou por vingança política, dado que aquela fundação atribuiu o prémio D. Dinis a uma poetisa que se negou a receber o prémio das mãos do primeiro-ministro, ou no caso da Fundação Oriente que nega receber apoios há muito tempo; mas tudo bem, pois penso que estas duas, felizmente, bem podem dispensar os apoios.
Estranho no entanto que a secretaria de estado não tenha conseguido avaliar a Fundação AIP, a Sousa Cintra, a Eurocrédito, a Amélia da Silva Mello e mais uma mão cheia delas. Ficamos sem saber porquê!
Estranho ainda, esta história da Fundação Social Democrata da Madeira, que o secretário de estado afirma não receber dinheiros públicos (!!!) uma vez que esta fundação, aliás como as demais beneficia em termos de política fiscal de isenções e outras regalias que oneram o erário público, deitando por terra o argumentário de que esta fundação não custa dinheiro ao estado português.


Equidades!

Preço da água no Porto é 35% superior ao de Lisboa

26 setembro, 2012

Justiça, ou talvez não?

A senhora ministra da Justiça ainda penso que Justiça deve ser escrito com letra maiúscula - aproveitou uma viagem a um estabelecimento prisional para deitar cá para fora mais uma enormidade, que poderia ter sido dita sabe-se lá bem por quantos, mas que na boca de uma ministra que se afirma da Justiça, se tornam numa afirmação terrível.
A frase aí está, assassina q.b., e com intenções sabe-se lá bem de quê?
A senhora ministra, pelos vistos entende que ninguém está acima da lei e que terminou o tempo de impunidade.
Ora, se acabou o tempo de impunidade, presumo que esse tempo terá existido e é do conhecimento da senhora ministra, o que me leva a concluir que, das duas uma, ou a senhora ministra conhece crimes que ficaram impunes e não os denunciou às autoridades respetivas, nem sequer deles prestou testemunho, cometendo assim um crime, ou a senhora ministra apenas pensa terem existido crimes, e está apenas a fazer propaganda político-partidária, atirando a Justiça de cangalhas e a presunção de inocente e bom nome dos indiciados para o caixote do lixo.
Estamos perante um caso em que a mulher de César não parece ser séria, podendo daí tirar todas as conclusões possíveis, onde a Justiça, naturalmente não sai nunca a ganhar.

Fala-se muito de competitividade, mas...

Sempre que ouvimos falar de rentabilidade, competitividade, emprego, desenvolvimento e outros que tais, os nossos políticos, economistas e demais demagogos de serviço, enchem a boca com a necessidade urgente de baixar impostos às empresas, de esmagar (ainda mais) os vencimentos dos trabalhadores por conta de outrém (TCO), aumentar os horários de trabalho, etc.
Ou seja, penalizar os TCO e aliviar o patronato!
Mas se olharmos à nossa volta, verificamos que a taxa média de impostos (TMI) das sociedades no nosso País é idêntica ou inferior à que vigora nos países que nos são indicados como exemplo, vejamos:
TMI em 2010 - 25% em Portugal, que é o mesmo que é na China ou na Dinamarca, mas depois o que vemos? 
25,5% na Holanda, 26% na Finlândia, 26,3% na Suécia, 28% na Inglaterra e na Noruega, 29,4 na Alemanha, 30% na Espanha, 31,4 % na Itália, 34 % na Bélgica, 40 % nos Estados Unidos,  40,7 no Japão... (Fonte KPMG).
O que é que se conclui?
Temos uma taxa assim tão elevada como transparece dos discursos oficiais?
E que dizer dos custos do trabalho?
Será que os nossos 12,1 €/h estarão perto dos 20,1 da Inglaterra, dos 20,5 da vizinha Espanha, dos 27,4 da Irlanda, dos 30,1 da Alemanha ou dos 39,1 da Suécia, entre outros? (Fonte Eurostat)
A quem é que convence os contos da carochinha dos impostos mais baixos para as empresa e a redução dos custos na retribuição para atingirmos uma melhor competitividade?
Não será a nosso tecido empresarial que precisa de mudar de vida?
Não será o governo que terá de apontar o caminho para o futuro?
Não andaremos todo a ser enganados para contribuir para a engorda de uns poucos?

25 setembro, 2012

Citações (LX)

O problema dos partidos (políticos) é que se tornam reaccionários porque têm de funcionar com o aparelho, como qualquer igreja.

António Lobo Antunes

24 setembro, 2012

E o Zé, come?

Na rua, a classe média protestou em força contra a transferência de parte dos seus proventos para o bolso dos seus empregadores.
Saíram a terreiro, alguns clérigos, os jornais, os comentadores, os líderes partidários, dirigentes e ministros da mesma cor do (des)governo e até o patronato, todos irmanados na crítica à medida.
O primeiro-ministro, disse que iria recuar.
Agora, pelos vistos, quer sacar aos mesmos, a quem junta os reformados e pensionistas mais dinheiro através da alteração do IRS!
Será que ninguém lhes pergunta em quanto importam essas transferências, e o que é que resultam em benefício do emprego, da redução do défice, do crescimento económico, no aumento da equidade fiscal, em suma, em benefício do país e não apenas para esconder o descalabro das políticas que têm estado a seguir.

PPP's

Isto já me anda a chatear!
São PPP's p'raqui, são PPP's p'racoli, são pra cima, são pra baixo, porra, já não há pachorra!
A conversa das PPP's que, segundo alguns, parece só terem sido efetuadas em Portugal, para além de serem um exercício de pura demagogia, são a almofada ideal para justificar seja o que for. Ah! já me esquecia das fundações, que é assim como umas PPP's mais pequeninas,
Claro que (quase) toda a gente se preocupa em esconder de onde é que as PPP's saíram, quem as iniciou, porque é que se seguiu essa via e não outra, etc., etc., etc..
Pelos vistos, descobriram que as PPP's são um malefício horrível, mas porventura apresentam outro esquema de fazer obras sem dinheiro na mão ou com as taxas de juro em alta?
Ah! Claro que o que parece que muita gente quer(ia) era que os privados fizessem a obra para os governos ao preço da uva mijona, ou então, com prejuízos desastrosos, em nome do interesse nacional, ou estarei errado?
Sereia uma espécie de masoquismo empresarial ou mecenato patriótico.
O mais engraçado, é que quem atira achas para essa fogueira são os liberais, os que defendem a iniciativa privada, as privatizações, o recuo do estado em todos os campos, exceto no das contas públicas.
Longe de mim defender algumas PPP's que foram um refinado disparate, mas atirar tudo para dentro de um mesmo saco e chamar corruptos aos seus negociadores, parece-me uma generalização sem pés nem cabeça, e é apenas a maneira, que políticos rasteiros e os seus apaniguados têm, de molestar os seus adversários, pois não precisam de apresentar provas,  nem sequer apresentam em alternativa projetos, ideias, ou um fio de orientação. Nada! Apenas destilam veneno.
O mesmo se passa com as fundações, comparando o incomparável, como se a fundação social democrática da Madeira se comparasse à Gulbenkian, a de Serralves à Eurocredito, a Mário Soares à Jornal de Lavra - Matosinhos ou a Paula Rego à Sousa Cintra!


23 setembro, 2012

Fica o aviso

Dado pelo duas ou três coisas

Curiosidades

Há na vida factos interessantes que não deixam de me espantar.
Por causa de uma avaliação de desempenho 120.000 professores saíram à rua, manifestando-se assim contra a degradação das condições do exercício da actividade docente.
Agora que 37.000 deles ficaram sem colocação e com contrato ficaram menos cerca de 4.500, que irão receber menos salário e que 13.000 vão ficar com mobilidade interna, parece que ninguém pensa em fazer manifestações!
Se isto não é estranho o que é que passará a ser?

A Golpada

Já outros o alvitraram, mas que me começa a parecer estranha esta posição do (des)governo em deixar cair a TSU por outra contrapartida qualquer, parece!
Não nos esqueçamos de que esta manobra iria, quando muito, render 500 milhões aos cofres do estado, para além de reduzir o poder de compra da grossa maioria da população com incidência lógoca no consumo interno.
Agora, simpaticamente, o (des)governo já pretende que os parceiros sociais se entalem numa ou noutras quaisquer medidas que anulem certamente esses 500 milhões que entrariam na receita. Será?
Vejamos:
- o corte dos subsídios à função pública e pensionistas rendeu, em 2011, cerca de 2.016 milhões de euros;
- a taxa de 50% no subsídio de Natal em 2010 rendeu 1.025 milhões;
- em 2013 cortando-se um subsídio a todos renderá cerca de 2.050 milhões o que, em termos de equidade, será mais justo para os assalariados por conta de outrém, mantendo-se apenas a injustiça para os pensionistas, pois o dinheiro que lhe estão a tirar já os mesmos descontaram há muito tempo.
Mas creio que o (des)governo pretenderá mais, pois a sua sede é imensa e os erros que cometeu colocaram-nos numa situação calamitosa pelo que estes dois milhões não dão para nada.
Daí a golpada.
Com uma encenação digna do La Feria, vão-nos ao bolso e ainda vai haver quem fique satisfeito.
Ora digam-me lá se isto, a não ser verdade, poderá mesmo acontecer?!

22 setembro, 2012

Porque não fomos a Roma?

Abrem-se os jornais e parece que o encontro de Roma não existiu!
Parece que aquela reunião onde se encontraram Grécia, Irlanda, Espanha e Itális não nos diz respeito, pois nem somos um país intervencionado, nem temos situações idênticas.
Passos não foi por uma questão de agenda!
Quer raio de agenda importante teria Passos Coelho para não poder estar presente em Itália num encontro que poderá ser um pontapé de saída para uma união efetiva dos países em dificuldades?!
Será que a Merkel não o deixou ir?
E ninguém pergunta porquê?

E o Conselho de Estado reuniu para quê?

Não se entende muito bem para que é que o Conselho de Estado reuniu, uma vez que as suas conclusões já há muito que estavam nos cabeçalhos dos jornais, e os agentes políticos já as haviam afirmado em diversas ocasiões!
Cavaco, mais uma vez, passa ao lado dos problemas, esperando que os mesmos sejam resolvidos a contento mas recusando uma intervenção mais forte.
Primeiro o teor da convocatória não poderia ser mais estapafúrdio - Portugal no contexto da crise da Zona Euro.
Pelos vistos não era nada relacionado com o incómodo da sociedade civil quanto às medidas do governo, nada teria a ver com as dissenções no seuo da coligação no poder, nem tampouco serviria para analisar o comportamento e medidas tomadas pelo governo que estrangularam o País.
O ponto 4. do comunicado é delicioso, uma vez que os Conselheiros concluem que o cumprimento das exigentes metas (que metas?) do acordo que o estado subscreveu (qual acordo? o original ou o atual?) devem ser cumpridas!
Depois apelam ao diálogo, à estabilização financeira, ao crescimento económico, à criação de emprego e à coesão social!
Mas apelam a quem? 
A quem não tem enveredado pelo diálogo como forma de governar? A quem não se tem preocupado com o crescimento económico? A quem nada tem feito para contrariar o desemprego? A quem se esteve a borrifar para a coesão social?
Depois atiram-nos com um balde de esperança, como se fosse esta que dá de comer aos que têm fome, abrigo aos desalojados, emprego aos despedidos e aos que procuram trabalho, tratamento para os que não têm já dinheiro para os remédios ou para os tratamentos, livros para os que estudam e por aí fora.
Pois, vamos lá a ser solidários e a congregar vontades, para que aqueles carrinhos todos que vimos a sair de Belém possam continuar a ser comprados, usados e pagos com o dinheiro que tanto nos custa a ganhar.
Ora bolas!