25 abril, 2011

Discursos (iii)

Chega a expectativa! Que dirá Eanes? 
Surpresa!
Qual Ovo Kinder, o discurso começa com uma interrogação! O homem descobre que afinal há fome em Portugal (pelos vistos estava erradicada), e em que somos obrigados a dobrar a cerviz perantes os ditames estrangeiros!!!!
Será que o homem se esqueceu? Lembrar-se-á de que as anteriores vindas do FMI foram em 77 e 83 durante presidências suas? Parece que sim! Continuemos ouvindo...
O general Eanes, disserta depois sobre os problemas endémicos dos portugueses, como se acabasse de aterrar em Marte e não fosse humano, mas sim uma mistura estranha de filósofia das beiras com ânsia de protagonismo e moralidade castrense q.b..
Afinal, o doente Portugal, nunca teve hipóteses de cura, pois gastava mais do que produzia e os médicos receitavam-lhe continuamente mézinhas caras e não comparticipadas e ele que se entreteve a assistir a tudo isto agora pasma-se e atira as culpas para os partidos, esuqecendo mais uma vez que esteve na gánese do defundo PRD que mais não passou dum arranjinho para um bando de parasitas! Estou à vontade pois conheço alguns, Lembram-se do Hermínio Martino que agora é um fervoroso apoiante do PSD?
Depois cita Cavaco Silva quando este responsabilza as direcções partidárias que foram incapazes de interpretar e corrigir uma tendência longa de acumulação de desiequilíbrio ocultando os sinais de agravamento.Fim de citação. Aproveita para cascar também na sociedade civil, pois esta foi ineficiente ao dialogar (com quem?onde?como?, não diz) e continua a lançar achas para a fogueira com aquela ar de asceta bem tratado.
Depois encapotadamente, recorda o passado como se tudo fosse um mar de rosas, em que tudo crescia e estava bem, 
Descobriu agora que a economia em 2001 entrou em crise o que a levou a traumatizar-se em 2008! Oportuno este 2001 início do consulado Guterres, já aí o esclarecido general via a crise, talvez por isso Cavaco tivesse fugido com o rabo à seringa.
Esqueceu-se o beirão, que o tempo perdido com os seus famosos governos de iniciativa presidencial, Nobre da Costa, Mota Pinto, Lurdes Pintassilgo/Pinto Balsemão que substitui Sá Carneiro no leme quando do acidente/atentado de Camarate, em que o País se divertia com governos que ou nem sequer tomavam posse ou tinham durações máximas de dois anos. Talvez esta fosse a sua maneira de estar ao leme.
Finaliza com citações que adora fazer, e apela ao concertamento das forças políticas.
Se tivesse o cartão laranja na lapela, ficaria perfeito.
Prestou, mais uma vez, um mau serviço ao País. A história o recordará como o eterno indeciso, qual balança que nunca se chegou a centrar em ciosa nenhuma a não ser num distintivo de um partido, morto em tenra idade.

Discursos (ii)

Falou a seguir o nosso dinossauro que teima em não se deixar ficar por Nafarros, para falar sobre o 25 de Abril, teceu encómios ao movimento, falou na desgraça do PREC (não confundir com PEC), na adesão à CEE, falou no acesso fácil ao crédito, ao ensino, lembrou os pareceres de alguns economistas que defendiam o abandono da agricultura que classificou por erro enorme, falou na mudança de país de emigrantes para país de imigrantes, no facilitismo e irresponsabilidade da sociedade consumista.
Criticou os líderes europeus pela incapacidade de defesa dos ataques ao euro e países periféricos e da sua falta de solidariedade e dos ataque especulativos dos mercados e na falta de medidas para os controlar.
Estranhou que seja o FMI surpreendentemente a defender o crescimento económico, enquanto o FEEF e o BCE ficam nas tibiezas e encolhas.
Falou ainda na necessidade de esquecermos o que nos divide e de encontrar pontes que sirvam de ligação para o que nos interessa colectivamente, deixando ainda uma palavra de esperança e otimismo para o futuro que aí vem.
Mais não seria de esperar para quem tão grande experiência viveu.
Um discurso que aplaudo mas que me soube a pouco.
A idade a todos vai pesando...

Discursos (i)

Lá estava reunida, com pompa e circunstância, a trupe do costume, mais gasta e envelhecida embora aqui e além, a intervalos, se vislumbrasse uma cara nova ou apenas mais conhecida mas nada de verdadeiramente interessante ou inovador.
Não gostando particularmente, nem lhe tendo grande afecto, o primeiro falante lá juntou o molho de papéis, e eu, cá para comigo preparei-me para ouvir um discurso feito em português de boa cepa, mas inintelígivel ao vulgar dos cidadãos.
Surpresa!
O homem, falou e falou bem, falou que só em democracia poderemos encontrar as soluções para ultrapassar as nossas dificuldades, criticou a abstenção galopante responsabilizando assim todos nós e também aos partidos solicitando-nos e solicitando-lhes sugestões e medidas para evitar que a nossa indiferença, desconfiança e afastamento trerminem.
Falou ainda na repetição do ciclo do sobe e desce que é marca registada da economia portuguesa, na falta de uma perspetiva a longo prazo, na focagem da resolução dos problemas imediatos em detrimento da sua eliminação definitiva, falou na doença bipolar que nos afecta (um dia somos bestiais, no próximo somos bestas para no dia seguinte logo voltarmos a ser os melhores), recomendou que nos habituemos a olhar-nos ao espelho em vez de fantasiar sobre o que gostamos de parecer, pediu-nos enfim que trabalhássemos em vez de gritar aos quatro ventos que há muitos que não o fazem, a nossa felicidade com o aceesório em vez de o sermos com o essencial,
Enfim, o homem saiu-se bem e não se excluiu do lote dos responsáveis pelo estado a que chegamos.
Mas para melhor ajudicar sobre a mensagem aqui fica o link para ela.

25 de Abril

Onde andas tu que te escondeste?

24 abril, 2011

Coligação

De entrada deram-me um copo e verteram-lhe para dentro um Alvarinho de colheita particular que estava no ponto a que uns camarõezitos cozidos e umas fatias fininhas dum agradável salpicão de fumeiro conhecido fez jus.
Com o dito arrozito de pica no chão, metemos o nariz no copo para apreciar o cheiro de um Duas Quintas de 2007 que não ficou nada mal no conjunto, e que lá foi descendo saborosamente enquanto portistas e benfiquistas se degladiavam sobre de quem era a culpa da violência no futebol. 
Pena não ter provado um Lello tinto do mesmo ano que não se chegou a abrir.
O coligação ía de vento em popa e começou a discutir-se sobre se o Muros Antigos está melhor do que o Muros de Melgaço, caindo as hostes e as preferências para o Muros Antigos, pois mostrava-se mais suave, quer no paladar, quer no peso na bolsa.
Apareceu entretanto um pudim amarelinho de ovos caseiros acompanhado de pães-de-ló de manufactura diferente mas todos eles de boa cepa que lá se foram empurrando com um Porto, que não sendo o Dow's de 83 prometido, acompanhou a doçaria sem fulgurante brilho mas também não ficou envergonhado.
Com algumas amêndoas no bolso e com a coligação a manter-se coesa, avançou-se para o café, onde alguns ministros e secretários de estado já pediam água fresca enquanto se falava do preço a que estavam os legumes.
No fim da reunião, cada um rumou a penates, ficando a coligação pronta para seguir o seu destino fatal.
Ah!, já me esquecia... de política ninguém falou!
A isto, chamo eu um rico Domingo.

23 abril, 2011

Estou tentado a fazer uma coligação

Nesta Páscoa estou tentado a coligar um bom arroz de pica no chão, com um bom tinto alentejano (Chaminé 2008?), tentar finalizar com uma ou fatias de pão-de-ló caseiro acompanhadas dum vintage não muito caro (Dow's 1983) mas de qualidade comprovada.
Para me ir entretendo enquanto à janela vou esperando a tradicional procissão, trinco umas guloseimas e esqueço a balança por uns dias.
Acho que vou ter companheiros que cheguem para me acompanhar nesta política.

22 abril, 2011

Reflectindo

De besta a bestial

Num país em que é fácil passar-se de bestial a besta numa questão de dias, Teixeira dos Santos fez a viagem inversa com uma rapidez fulgurante.

Não faltava quem, ainda há dias, fortemente criticava este ministro, quer por declarações inoportunas, quer por falta de diálogo, que o mandavam ter juízo e apelidavam de irrealista nas previsões, que era um descarado e etc. e tal, apareçam agora como carpideiras em cortejo fúnebre a clamar pela injustiça que o malvado do Sócrates e o PS lhe fizeram.
Das duas uma, ou entendem, estes senhores e senhoras que Teixeira dos Santos não prestava como ministro mas já servia para o Parlamento, ou estão a queixar-se de Sócrates por ele lhes ter dado ouvidos!

Coisas interessantes

Se tivesse sido o Sócrates ou qualquer outro membro do governo, tinha sido um escândalo e uma estupidez, erro grave, insulto ou outra qualquer coisa afim, mas como foi o Miguel Relvas trata-se apenas de uma metáfora!
"Enquanto produzirmos como marroquinos não podemos gastar como alemães". A frase do social-democrata Miguel Relvas caiu mal na embaixada de Marrocos em Lisboa.
 A história vem no Sol.

João Maria Tudela

Faleceu um dos cantores e senhores da música ligeira portuguesa. Os seus Kanimambo, Moçambique, O Meu Chapéu e tantos outros êxitos cujas letras ainda recordamos com alguma facilidade, foram marcos indeléveis num país amordaçado.
Lembra-me de o ter encontrado uma vez no cinema Roma, sito na avenida com o mesmo nome, no intervalo de um filme que já esqueci.
De fino trato, afável e educado era um gentleman na verdadeira aceção da palavra, talvez por isso, não era pessoa que se misturasse com os arrivistas do costume.
Que descanse em paz, embalado pelas suas canções e que seja mais uma estrela a brilhar no céu azul deste infinito que nos espera.

21 abril, 2011

Sondagens (II)

Já o disse por aqui algumas vezes, não acredito em sondagens e felizmente não pertenço ao gruypo dos que mal sai a primeira sondagem que lhes é favorável correm à loja da esquina para comprar foguetes, mas não deixam de ser interessantes de ler as opiniões dos doutos comentadores e afins quando elas aparecem a público.
Se as sondagens estão de acordo com os seus interesses, o povo é inteligente, demonstrando uma elevada compreensão sobre os assuntos do estado e os efeitos que resultam das medidas do governo, se as sondagens dão para o conbtrário, o povo torna-se imediatamente um ser estranho, incapaz de entender e reconhecer quem são os verdadeiros culpados da situação, e o absurdo que é este país que não consegue identificar a razão dos seus males!
Triste povo que tem de aturar esta turba de palafreneiros, vendedores da banha da cobra e quejandos, que adoram servir de acólitos nas missinhas que os cardeais vão debitando em honra do seu padroeiro - S. Vito.

Tarde de tolerância de ponto custa 20 milhões

Segundo o Publico, e alguns inefáveis economistas onde pontua o muito badalado Álvaro Santos Pereira o JN publica uma notícia onde se conclui que é de 20 milhões o custo da tolerência da tarde de tolerância de ponto.
Não sendo economista e por isso não sabendo fazer tão bem as contas como esses cavalheiros, faço-as à merceeiro como adiante se poderão ver.
Estimativa do custo dos salários a pagar pelo estado este ano; 9.600 milhões de Euros;
Valor a pagar por mês: 9.600 a dividir por 14(12 meses+Férias+Natal)=685.714.285 €
Valor diário: 685.714.285 a dividir por 20,92 (média de dias úteis de trabalho por mês) = 32.777.929 €
Valor de uma tarde: 32.777,929 a dividir por dois = 16.388,964 €.
Estamos um bocado longe dos 20 milhões ou estarei enganado?
A acrescentar a tudo isto, e se aplicarmos as mesmas contas aos restantes feriados 14+2 ou 3 tolerâncias de ponto, ficaremos com 685.714.285 € vezes 15,5 = 508.057.907 € muito longe dos propalados 680 a 860 milhões por ano e referido pelo inenarrável Santos Pereira no JN.

Sabendo que a tolerância de ponto só afecta os serviços não essenciais o valor ainda diminuirá substancialmente, pois sabemos, por exemplo, que o sector da saúde tem um forte peso no total dos serviços e que o da educação se encontra em férias da Páscoa.
Não quererá isto dizer que apoio definitivamente as tolerâncias de ponto, mas no caso da Páscoa, e dada a tradição do País em se deslocar para os seus locais de origem nesta ocasião e tendo em conta que na próxima segunda-feira é feriado nacional obrigatório, e que as deslocações em massa beneficiam a taxa de acidentes rodoviários se forem estendidas no tempo e não concentradas, tendo a concordar mais com esta do que com a do Carnaval ou da do fim-de-ano.
Não há por aqui um leve cheirinho a propaganda barata.
E.T.: Não pretendo ofender os merceeiros comparando-os a alguns economistas, se o fiz, do facto peço desculpa.

Mas que grande confusão noticiosa

No CM de hoje lê-se:

A explosão de vários artefactos pirotécnicos junto à zona comercial do Estádio da Luz levou ontem à intervenção da Polícia, momentos depois da chegada do autocarro do FC Porto, que foi atingido por várias bolas de golfe. Quatro indivíduos foram detidos por agressão à polícia e incitamento à violência

Subtítulo de uma imagem da polícia de choque em acto de disparar:
O lançamento de vários artefactos pirotécnicos, por parte de adeptos do Benfica, obrigou à rápida intervenção da PSP.

Mais abaixo, no desenvolvimento da notícia, a subcomissária da PSP Carla Duarte afirma:
Houve necessidade de afastar os adeptos do Benfica, que retribuíram com o arremesso de garrafas.
e mais diz o mesmo CM:
Nota ainda para um episódio antes do clássico, quando um grupo de simpatizantes encarnados ‘roubou’ um cachecol a um adepto azul-e-branco para o queimar.

Ou a subcomissária da PSP não sabe português, ou a palavra retribuição só lá poderá estar por qualquer outro motivo não noticiado, pois a retribuição só acontece quando previamente tenha existido uma ação, ou não será assim?

20 abril, 2011

Vale a pena ler

Carta a um diplomata finlandês

in duas ou três coisas*

* Cheguei a este blog de qualidade via Câmara Corporativa

Citações (XXXVIII)

Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica. 

Fernando Pessoa in Ideias Políticas

O que é isto?!

Juízes soltam pedófilo e censuram a criança

No CM de hoje deparo com este título e fico boquiaberto!

Será que os nossos juízes perderam a noção da proporcionalidade e o conhecimento dos usos e costumes tradicionais?

Que a jovem de doze anos tenha consentido nas relações que manteve e tenha mentido é uma coisa, que isso tenha permitido esquecer que um adulto abusou da inocência de uma criança (sim, criança e não menor, pois este é um eufemismo detestável utilizado quando se quer só ler a lei e não os comportamentos) é outra completamente diferente.

Depois admirem-se que a sociedade seja cada vez mais permissiva e egoísta. 

19 abril, 2011

Será que estamos todos doidos?

Anda por aí uma data de gente a clamar que o Sócrates é um aldrabão, só fez asneirada no governo, que tem de ir embora e ser substituído no PS (como se isso pudesse ser feito por alguém de fora do partido), etc.
Outra data de gente diz que o Fancisco Louçã se espalhou ao comprido e não é solução para o governo pois com ele isto ía mesmo ao fundo.
O Jerónimo de Sousa, tirando a malta que adora ainda as cassettes e não se reconverteu aos CD's ou mp3 nega-se a discutir a maneira de recuperar a loja.
Uma quantidade notável de gente diz que o Pedro Passos Coelho se farta de dar tiros nos pés, que hoje diz uma coisa e amanhã diz outra, que rejeita os convites que ele lhes faz para integrar as listas de deputados aguardando na sombra por melhores dias, que tem falta de preparação, e, que está a esticar uma corda que deveria ter folgada para depois poder negociar uma solução governativa quer ganhe ou perca as eleições.
Há quem não aposte no Paulo Portas, porque é pequeno demais para botar faladura e que tende a embrulhar-se em negociatas assim para o conzento escuro que pairam sobre a sua cabeça há uma data de anos.
Dos ecologistas/verdes nem falo, pois nem vale a pena.
Assim sendo, alguém me explica como é que fazemos?
Ou alguém está a pensar em contratar um Buíça de sinal contrário para resolver a situação?

Mercado do Bom Sucesso

Mais um crime contra a cidade que irá ficar impune?

18 abril, 2011

Regabofes

Estávamos em 1989, em pleno Cavaquistão, quando dois senhores - António Mega Ferreira e Vasco da Graça Moura - se lembraram de fazer uma exposição mundial!
Se logo o pensaram, logo o governo, de bolsa farta com os dinheiros de Bruxelas, deu a respectiva luz verde ao faraónico empreendimento.
Nomeou-se um comissário, de seu nome Cardoso e Cunha, ex-ministro, ex-comissário europeu, e que, mais tarde, veio a ser corrido da presidência da TAP, no tempo de Santana Lopes, pelo braço de ferro que manteve com Fernando Pinto e sua equipa.
Claro que a única coisa boa no meio de tudo aquilo, foi a possibilidade de requalificar uma vasta área de Lisboa que estava votada ao abandono e à lixeira, mas o pior é que desde essa data andamos todos a pagar a factura.
Hoje, no CM, mais uma tranche da continha que todos os anos os portugueses pagam por um ruinoso negócio, mal administrado e mal concebido. E pagaremos até quando? Quem o saberá?
Aqui fica a notícia para memória futura.

Mau jornalismo

Fernando Nobre admite vir a ocupar cadeira de deputado


A RTP no seu site apresenta este título que não tem nada a ver com as declarações de Fernando Nobre.

Alguém, com a melhor das intenções consegue dizer isto depois de ouvir Nobre dizer

"Se eu for eleito e por alguma circunstância eu não venha a ser nomeado presidente da Assembleia da República, na altura certa ajuizarei qual é o lugar mais adequado para mim para servir Portugal"

ou

"Demonstra o meu desapego completo a qualquer cargo político de poder. Só iria para presidente da Assembleia da República porque é um lugar que permite exercer uma influência"

17 abril, 2011

Frases de Medina Carreira (III)

Os principais Partidos não valem nada*

*Frase dita na SIC Notícias in FreeZone

Poderá o honorável fiscalista dizer então quais são os que valem?

Sobre o amor

O Amor é...
Um homem sentado na sua varanda da casa de verão, junto à praia, a beber uma cerveja ao lado da mulher, e dizer..."adoro-te", ao que a mulher responde..."isso já é a cerveja a falar..." ao que ele responde... - "não, sou eu a falar com a cerveja"...!!!

O que o PM faz para conquistar votos

Dirigente do Ministério da Agricultura, gestora do PRODER, numa sessão pública de esclarecimento.
Será que os agricultores ficaram satisfeitos com o esclarecimento?

16 abril, 2011

Ping-pong

Execução orçamental revela “farsa” da gestão de informação do Governo, diz João Duque 


Mas não foram conhecidos números, nomeadamente, em relação à despesa do Estado com juros ou a despesa corrente primária. E é isso que critica o conselheiro de Passos Coelho: “Quando se trata da informação credível, tem de se pôr informação transparente, completa, verdadeira. O Estado exige [o mesmo] das empresas quando divulgam informação”.

Governo revela melhoria de 1.750 milhões nas contas públicas 


Em termos de despesa efectiva do Estado, o primeiro trimestre registou uma redução de 3,7 por cento face ao período homólogo, associada a uma redução da despesa corrente de 4 por cento e a uma redução das despesas com pessoal de 8,2 por cento, indica a mesma fonte.

Falta saber, nomeadamente, qual terá sido a despesa do Estado com juros, bem como a despesa corrente primária, que exclui esses encargos e os gastos de capital (investimento).

P.S.: Alguém teria dito ao João Duque que o governo já teria dito o mesmo que ele estave a dizer?

Frases de medina Carreira* (II)

Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.

Funções exercidas publicamente conhecidas

* Comentador-residente de programas televisivos
* Membro do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. 
* Vice-presidente do Conselho Nacional do Plano. 
* Vogal do Conselho de Administração da Expo'98. 
* Presidente da Comissão de Reforma de Tributação do Património.
* Presidente da Direcção da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores.
* Subsecretário de Estado do Orçamento durante o VI Governo Provisório 
* Ministro das Finanças do I Governo Constitucional. Foi nessa condição que negociou com o FMI um empréstimo no valor de 750 milhões de dólares.
 
Actividades que exerce publicamente conhecidas

* Membro do Conselho Fiscal da Fundação Oriente.
* Comentador televisivo
* Reformado
* Escritor
* Conferencista

15 abril, 2011

Ou é da minha vista...

... ou muitos comentadores televisivos de fornada recente estão a aparecer nas listas do PSD?

Falta de memória

Muito embora o país tenha avançado muito na sua alfabetização, estranhamente tem vindo a aumentar a sua iliteracia, o que é um paradoxo só explicável pelas deficiências e vulnerabilidades dos programas de ensino e pela sua tendente especialização, levando a que a generalidade dos jovens seja, de facto, conhecedora q.b. sobre uma determinada disciplina muito específica, mas com uma ignorância exponencial proporcional ao afastamento que vai tendo das outras áreas científicas que se encontram ao seu redor.
Habitual vai sendo, ouvirmos jovens (e até menos jovens) debitarem normas e teorias sobre determinados assuntos, citando a torto e a direito especialistas de nome sonante, mas que raramente sabem adaptar as citações ao trivial dia a dia ou utilizá-las na mais comezinha circunstância.
Outro incidente mais grave prende-se no entanto com a assustadora falta de memória que se abate sobre uma grande parte da população portuguesa que, s.m.o., se deve à ausência de utilização das lengalengas no ensino da aritmética, no esquecimento a que foram votados os escritores portugueses de boa qualidade, substituídos por uma horda de escribas/tradutores que alinhavam (geralmente mal e pobremente) umas quantas linhas de texto ou se limitam a traduzir (mal e sem sentido) outros, com que enxameiam os manuais escolares para a infância, nas omissões e até mesmo desaparecimento do ensino da música tradicional portuguesa, no cada vez maior desconhecimento que paira sobre a hidrografia e orografia nacional, no terrível desaparecimento da história portuguesa estilhaçada em historietas da história que não conduzem a nada, ou ainda ao ineficiente estudo da história recente, nomeadamente dos motivos porque apareceu a república, a sua decadência, o aparecimento da ditadura salazarista/marcelista que atrofiou este país para além do concebível, para já não falar na história mais recente vinda desde o Abril de 74 até aos dias de hoje.
A memória portuguesa, por culpa colectiva dos políticos, da comunicação social (qual ogre que deles se alimenta para logo os defecar numa busca insana de audiências), dum corpo docente mais preocupado na sua própria evolução do que na evolução dos discentes, na perca de valores tidos como anacrónicos e ingénuos (honestidade, moral, solidariedade, generosidade, respeito, decência), está assim em franco declínio, levando a que a curto prazo só nos lembremos do nome do filho que geramos mas que não saibamos bem de que família é que provimos.

14 abril, 2011

Esqueletos nos armários (III)

Alemães acusados de pagar ‘luvas’

A Ferrostaal vem admitir que a acusação é contra dois seus ex-empregados e diz respeito a "corrupção a funcionários públicos estrangeiros relacionada com a venda de submarinos para a Grécia e Portugal."
A investigação portuguesa apurou que os alemães terão pago à Escom mais de 30 milhões de euros, "com aparente desproporção em relação à real intervenção de tal empresa no desenvolvimento do negócio" .

Esqueletos nos armários (II)

Titularização das receitas fiscais em 2003 já custou 300 milhões de euros

Esqueletos nos armários (I)

Tavares Moreira, director do BPSM e mais tarde membro do Conselho de Gestão entre 1973 e 1976, administrador da CGD entre 1979 e 1981 [tendo entretanto feito uma perninha no governo como Secretário de Estado do Tesouro (1980/81)] de Cavaco Silva, o que veio a novamente acontecer em 85/86 sob a égide de Cadillhe e tendo como PM Cavaco Silva.
Foi governador do BP entre 1986-1992, é agora Consultor da Administração do Banco BAI Europa, SA, estando inibido por sete anos de exercer funções no sector bancário no seguimento da falência do CBI.
Claro, que o processo, corre o risco de prescrever e este senhor ainda se sente ofendido e com direito a uma indemnização pelo estado português, que é mostra suficiente para vermos a que estado isto chegou.
Este senhor, juntamente com Cavaco Silva, empenharam 17 toneladas de ouro que estavam à guarda do BP , numa empresa chamada Drexel, com a expectativa dos atraentes juros. 
Desse desastre de 1990, Portugal só conseguiu reaver uma parcela menor, esgravatada nas sobras da falência fraudulenta, já com Milken na prisão. O que se recuperou foi ainda mais irrisório depois de abatidos os custos da acção movida em nome do Banco de Portugal pelos advogados de Wall Street da Cadwater, Wickersham & Taft, que foi um dos  litígios mais caros da nossa história.
Talvez este seja um dos muitos esqueletos de que fala PPC.

Com gente desta!

Lido no Esquerda Republicana.

É de facto uma surpresa, num momento assaz difícil para Portugal, que vemos uma conselheira do FMI, que por acaso é portuguesa, dizer isto à boca cheia toda contente e aperaltada.

Haverá na senhora um mínimo de ética e decoro, para não falar de oportunidade, para se estampar deste modo numa entrevista televisiva em que se apresentou sorridente e ufana como se estívessemos todos a usufruir de um Euromilhões muito especial?

Tratos de polé

 

Centenas de automibilistas retidos no IP4

Petróleo deparra 0,3% em Londres e Nova Iorque


Estes são apenas três exemplos da atenção que nas TV's, nos jornais ou na Net se dá à língua portuguesa, mas bastará uma breve pesquisa no Google para ficarmos ainda mais estarrecidos.

Uma frase de Medina Carreira

A imodéstia é um sintoma de estupidez.

13 abril, 2011

Afinal, as agências de rating excederam-se!!!

Robert Fishman, professor de sociologia na universidade de Notre Dame que se interessa por assuntos europeus, disse ao NY Times num artigo intitulado Portugal's Unnecessary Bailout, disse que PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere. e
e mais adiante refere que but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.  
É interessante ver expressa esta opinião contra a corrente do que muitos dos nossos comentadores e políticos passam a vida a fazer, de megafone em punho.
Claro, que este senhor é apenas um obscuro professor graduado como Ph.D em Yale, foi professor nas obscuras universidades de Harvard (USA), Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha), Centro de Estudos Avanzados en Ciencias Sociales (Madrid), com obra e estudos publicados internacionalmente.

Sobre as SCUT

N' A Baixa do Porto este interessante comentário de José Ferraz Alves.

12 abril, 2011

Sondagens

Quem responderá às sondagens?
Sou abordado, diversas vezes por semana, quer por telefone, quer pela Internet, quer na rua, por pessoas que me querem vender férias baratas, que me querem oferecer tarifários de telefone, net e televisão por cabo a preços módicos, por seguradoras que me querem vender seguros, por bancos que querem dar-me dinheiro para gastos, por empresas que querem saber as minhas preferências por marcas de electrodomésticos, carros, cabazes de compras, leituras, tipos de alimentos, etc., outros ainda me abordam para pedir dinheiro para diversas instituições de caridade ou apenas para eles próprios, mas há um tipo de pessoas por quem nunca fui abordado, os sondadores de opinião política!
Que me recorde, desde o 25 de Abril, nunca ninguém me perguntou qual era o partido que mais gostava, se o PM estava a governar bem, se o Parlamento fazia bem o seu trabalho, se acreditava nos políticos, quem é que eu achava que iria vencer as próximas eleições, etc.
Mas pergunto o mesmo ao meu grupo de amigos e conhecidos, que até não são assim tão poucos, e todos eles manifestam a mesma estranheza!
Será que aqui, na chamada capital do Norte, não serão feritas sondagens?
Será que não pertenço ao universo dos maiores de 18 anos residentes no Portugal Continental, de sexo bem definido, desde essa data?
Talvez por isso é que não acredito nas sondagens.

Curiosidades

Num momento particularmente grave para a situação do País e do seu futuro, não será estranho ver personalidades como Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes ou António Capucho a esquivarem-se de um lugarinho no Parlamento?

Será que é por causa de não perderem o direito às muitas reformas que já recebem?

O Sol na edição on-line de hoje dá-nos essa pista.

11 abril, 2011

O regresso do café Astória

Já aqui deveria ter feito referência a isto:



Parabéns à cidade surpreendente por nos habilitar com esta notícia.

PS: Desculpa Romão, mas com a crise nem me lembrei de te visitar.

10 abril, 2011

Censura?

Isto passa-se na Madeira

Será este o défice democrático de que falava a Manuela Ferreira Leite?

Eleições

O Café Majestic foi eleito o sexto café mais bonito do Mundo pelo UCITYGUIDES!
Ainda bem que temos por cá coisas destas

foto publicada no JN de hoje.

Desilusões

Segundo notícia do CM, Fernando Nobre vai ser candidato cabeça de lista pelo PSD de Lisboa!
Esta é mais uma pequena desilusão que tenho na vida, pois nunca esperaria que um ex-candidato a Belém, que dizia ter um projecto novo para o País, queira agora ir sentar-se na AR para abanar a cabeça ou para introduzir o cartão para as votações decididas na sede do PSD.
Andou este senhor a fazer campanha eleitoral dizendo que imediatamente a seguir à votação, se não ganhasse, seguiria a sua vida habitual, pelos vistos esqueceu-se.
Já a sua incursão como mandatário do BE nas eleições para o PE me fez estranhar mas levei-a à conta de inabilidade política, afinal não era.
Estive para votar nele, pois quase todos os outros me cheiravam a ranço e os que não me cheiravam poucas hipóteses tinham de lá chegar. 
Ainda bem que o não fiz, pois hoje, o desgosto seria bem maior.
Boa sorte no Parlamento, ficarei atento à sua independência, honestidade, zelo e propostas para uma melhor sociedade.
Fico a aguardar.

09 abril, 2011

Afastem de mim...

... esse cálice.

Matosinhos

Ou Mátosinhos, como é tradicional ouvir-se às gentes do Sul, está hoje debaixo dos holofotes, pois o PM em gestão transformou-se como por milagre no senhor de Matosinhos!
Espero apenas, que os restaurantes façam bom negócio, pois estão bem precisados nesta altura dita de crise mas, onde não há vagas no hóteis na época da Páscoa, não há carros de luxo para entrega imediata, os bancos continuam a acenar às famílias com empréstimos tentadores, a construção civil continua a construir em áreas de turismo e lazer, continua a haver dinheiro para comprar três diários futebolísticos, comprar carritos a prestações ou em leasing (se possível, um para cada membro do agregado familiar com mais de dezoito anos), e por aí fora, talvez fosse bom começarmos a deitar contas à vida.
Esta crise, talvez sirva para acordar muita gente e fazer-lhe ver que a vida não é um mar de rosas onde ter emprego, passear e divertir-se não são fins em si mas apenas meios para trabalhar bem, sair da rotina e esquecer o monótono e difícil dia-a-dia de que é feita uma vida normal.

08 abril, 2011

Quem disse? (I)

Num Estado que nós dividimos ou deixámos dividir em irredutibilidades e em grupos, ameaçando o sentido e a força da unidade da Nação, tenho defendido, sobre os destroços e os perigos que dali derivaram, a necessidade de uma "política nacional"

Com tantas sondagens e estudos de opinião...

... os portugueses estarão a ficar mais esclarecidos, ou será que estarão cada vez mais baralhados?

07 abril, 2011

A ler na Esquerda Republicana

Esquerda Republicana: um oportunista invulgarmente transparente

Finalmente

Hoje, o país deveria estar engalanado e o povo deveria andar na rua festejando alegremente porque, finalmente, José Sócrates decidiu ajoelhar e pedir ajuda externa.
Graças ao PR, ao actual líder do PSD, ao decadente PCP, ao presumido BE, a algumas corporações (justiça, educação, saúde, banca, função pública), a uma dose razoável de bem pagos comentadores, a outra ainda maior de economistas defensores da ditadura das finanças, a muitos ex-governantes que se querem de novo governar, a muita gente que anda na vida política porque não sabe fazer mais nada, a muitos socialistas de cartão que apenas querem um tachinho à sombra dos poderes instituídos, e a muito povo anónimo que em vez de votar prefere ir à praia ou ficar em casa a ver telenovelas ou outro tipo de programas culturais, vamos de chapéu na mão a Bruxelas pedir clemência e algum pastel para gastos urgentes.
A europa com que contávamos, virou (mais uma vez) as costas a um dos seus membros - já vai em três - e diz que vai ajudar como puder, ou seja, vai dar-nos mais corda para que o enforcamento seja longo.
Eu, estou um pouco triste mas não surpreendido, pois a minha tristeza advém do comportamento de um punhado de gente que faz com que o Miguel de Vasconcelos seja um menino de coro, e a minha falta de surpresa é motivada pelo pedido anunciado pelos ratings dados à banca privada há dias.
Esperemos para ver. Pena que sejam os mesmos a pagar a factura e nenhum dos atrás citados venha a ser punido por tanto mal ter causado.

06 abril, 2011

Mulher tenta destruir um Gauguin por causa de nudez

Não sendo 1º de Abril, reli o título da notícia para confirmar a eficácia da minha visão e a clareza da minha literacia. Afinal não me tinha enganado!
Num mundo em que, se assaltam (bombardeiam) países por causa do petróleo, deixam afundar outros em nome do limite do défice,  morrem à fome populações inteiras enquanto se dão subsídios a agricultores para deixar as terras incultas, se permite a construção de centrais nucleares em áreas de sismos frequentes, o trabalho infantil é aceite pela comunidade dos mais ricos porque lhes enche os bolsos, o violador é liberto e o violado é tratado com desprezo, a guerra entre o euro e o dólar é mascarada por pontuações de agências de rating, já nada me deveria admirar.
Mas admiro-me, pois sinto que este extremar de atitudes é apenas fruto do desenvolvimento selvagem e autofágico em que caímos, liderado por uma classe de vermes sem coração, sem noção de sociedade e que tem mais olhos do que barriga.
O inferno aí está, agora falta descobrir o Mefistófeles.

05 abril, 2011

Faz hoje 35 anos...

...que morri de ansiedade;
que me pregaste um susto;
que de repente chegaste;
que vi que eras rapaz;
que fiquei num quarto estranho;
que não dormi toda a noite;
que o silêncio era de paz;
que começaste a viver;
que comecei a pensar;
que se calhar um dia;
que vinha ainda tão longe;
que também poderias sentir;
que a vida tem coisas estranhas;
que nada tendo de novo;
que é sempre tudo diferente;
que este estranho paradoxo;
que nos atira p'ra frente;
que dá à vida o sentido;
que me faz aqui escrever;
que me faz aqui dizer:
- que feliz eu tenho sido!

04 abril, 2011

Jorge Gabriel

Este personagem, que nunca foi muito da minha simpatia pois passa mais tempo a fazer macacadas e a interromper quem entrevista do que a fazer um trabalho equilibrado, teve hoje, no seu progama diário, uma atitude inqualificável quando, pelos vistos, entendeu que o apagão e banho da Luz era compreensível dado o apedrejamento selvático do autocarro do SLB feito anteriormente.

Quanto este tipo de parolos, pagos com o nosso dinheiro, começam a deslizar perigosamente para a justificação de atitudes inqualificáveis, onde o tão apregoado fair play futebolístico tem atitudes destas, confirma-se que moramos num país de bananas, onde os responsáveis pela televisão do estado acoitam indivíduos cuja falta de educação cívica e formação social é, no mínimo, duvidosa e/ou desajustada.

Palavras para quê?

O FCP é campeão nacional e os senhores da Luz (não confundir com a agremiação SLB) que passam a vida a debitar orações de sensatez, apelos à concórdia, se intitulam desportistas de elevado grau e apontam o dedo a todos os restantes como se eles apenas fossem vítimas indefesas, que fazem?

Dão os parabéns ao adversário? 
Vão à cabine reconhecer que desta vez perderam? Não! Apagam a luz, ligam os aspersores e desaparecem, mostrando o tipo de gente que são e que, quando apontam o dedo a alguém, melhor seria examinarem previamente as suas borradas mãos, sujas de tanta porcaria que distribuem em prol da selvajaria desportiva.

O PR pede uma campanha de verdade e rigor agora que a dele acabou ainda recentemente, esquecendo as justificações sem pés nem cabeça que (não) deu, para ocultar as trapalhadas em que sempre esteve metido, recomenda aos jornalistas que agora não devem falar da vinda do FMI, mas sim do recurso ao efe-é-é-efe,  e logo os jotinhas abrem um site com propaganda falsa, a reboque de um jornal que publica falsas notícias, que ribombam um pouco por toda a comunicação social.
Hoje, como ontem, e como o farão amanhã, irresponsavelmente, os líderes partidários e a sua entourage continuam no jogo do empurra em vez de tentarem encontrar soluções para o País.

Lá de fora, gregos e irlandeses, dizem-nos que o remédio que estão a tomar é amargo e que, se pudermos, recorramos à medicina nacional e caseira para tratar a doença que nos aflige.

Espero que nestas eleições o povo tenha o discernimento capaz de se salvar a si próprio, pois de outra maneira vão passar alguns anos antes de voltarmos a ter o que já tivemos.

03 abril, 2011

Doutores e engenheiros

A nossa eterna maniazinha de termos antes do nome a classificação honorífico-literária, para além de ser um pedantismo saloio, apenas serve para tentar dizer ao vulgo que somos diferentes.

Será que é o grafismo de Dr. Fulano, Engº Sicrano, Arqtº Beltrano que define a capacidade realizadora do seu utente ou é o resultado dos seus dotes natos?

Não sei qual terá sido a licenciatura de Platão, (Santo) Agostinho, Júlio César, Da Vinci, Michelangelo, Camões, Mozart, Rossini, Flaubert, Bocage, Poe, Steinbeck, Churchill, De Gaulle, Mandela ou Lula da Silva, mas certamente que ninguém esteve ou estará principalmente interessado em saber qual, nem jamais os ouvi serem tratados pelos respectivos graus académicos nem os lemos, ouvimos, estudamos ou admiramos por causa disso.

Se quiserem começar a poupar, poupem nesses três ou quatro espaços borrados de tinta quando escreveram e verificarão que o tamanho dos discos de computador cresce inexplicavelmente, o tempo de impressão de um qualquer artigo demorará menos tempo a imprimir, poupar-se-ão uns milhares de litros de tinta e o único prejuízo será o dos egos que se sentirão atingidos por tal medida.

O tempo é de crise... poupem.

Hoje há Benfica - Porto

Infelizmente, não acredito que tudo vá correr bem.

Oxalá me engane.

02 abril, 2011

Notícias curiosas

Título

Futebol: FC Porto -- Autocarro dos "Dragões" alvo de tentativa de apedrejamento na A1

Descritivo:

... tataratá ... a viagem decorreu sem qualquer tipo de incidente até á chegada a Lisboa.

!!!

Então houve ou não houve?

Expresso on line 20:28 Sábado, 2 de abril de 2011

Não acredito em sondagens

Mas que é muito interessante ver os resultados da que foi publicada no Expresso, é um facto.

01 abril, 2011

Mais uma trapalhada do Paulo Campos

Não sei quem arranja estes lugares para este tipo de gente, mas se eu soubesse quem era há muito que os tinha corrido da cena à cacetada.

Desta feita, um dos seus ex-sócios que se andou a amanhar como administrador dos CTT não tem as habilitações necessárias para ocupar o lugar.

Tenham lá vergonha e façam uma limpeza geral, o sabão não está assim tão caro para que não se possa tirar o lixo com uma boa limpeza.

Títulos

Não vou falar de futebol, mas sim dos cabeçalhos que a imprensa dita séria anuncia aos quatro ventos e que são feitas de habilidades para uma melhor venda.
Desta feita cabe ao I a honra de referência por um título que, sendo verdadeiro, dá a impressão de ser uma notícia totalmente diversa.
Porto. Casal organizava orgias com imigrantes ilegais e menor
Quem lê este título, pensará que um casal qualquer, no recato de uma divisão se entretinha a fazer umas patuscadas com sexo à mistura onde teria entrado uma menor e em que a maioria dos personagens seriam imigrantes.
Ora nada mais errado!
A prática das orgias, era feita num estabelecimento dentro de um centro comercial, bem no coração da Boavista, onde há já muitos anos - o jornalista fala em dezoito - a prática era levada a cabo, sem que nenhuma autoridade tenha dado por ela ou a tentasse impedir.
Os investigadores, coitados, devem ter tido um trabalhão para verificar tal facto, pois, segundo a notícia, os atos eram levados a efeito na presença de todos (quem? os devassos ou os simples clientes fortuitos que frequentam estes locais), e o preço andava entre os 50€ e os 120€, conforme entrassem no jogo uma ou duas mulheres, o que nem era muito caro sabendo nós ao preço que está o bom bife do lombo.
O resto da notícia é tão pobre e tem tanta falta de novidade que não sei como chegou a notícia... talvez para encher a página porque há falta de assunto.
Estarei a ser políticamente incorreto, mas casos destes em Portugal devem existir às dezenas, se não às centenas ou aos milhares, principalmente em áreas mais densamente povoadas, pelo que não vislumbro o interesse de colar na primeira página tal título nem sequer tal evento.
De vez em quando a nossa imprensa dá-lhe para a santidade, como se isto fosse caso virgem no País, na Europa ou no Mundo.
Ainda não foi desta que o homem mordeu o cão!

É a crise pá

Hoje de manhãzinha o Correio da Manhã dava mais uma suculenta notícia:

- Carris renova frota com carros de luxo.

Como se sabe o País está em crise, a Carris é uma empresa que viu os seus resultados negativos agravados em relação a 2009, muito embora tenha aumentado o nº de passageiros e diminuído o nº de ofertas, pautou-se por uma gestão que roça o disparate, pois viu o seu quadro de pessoal aumentado (porquê?) em dez unidades, muito embora o pessoal de tráfego e o oficinal tenha baixado em vinte e nove unidades o que indica que as trinta e nove admissões se destinaram a funções de serviços/chefia. Curiosamente no seu relatório e contas a habilidosa administração preferiu dizer que fez 66 admissões tendo sido quase todo este esforço direccionado para as funções de tripulante!!!

Continuando o disparate, congratulam-se por ter diminuído em 2% o trabalho suplementar que se cifrou nas 238.000 horas não incluindo o trabalho pago nos feriados que fez reduzir os custos das mesmas em 0,5% em relação ao ano anterior (ou seja menos horas mas mais bem pagas).

Subiu o absentismo, nomeadamente as faltas injustificadas (+ 38%), e baixou o nº de pessoal abrangido pela formação, muito embora o total de horas gasto tenha aumentado; aumentaram os acidentes de trabalho em mais de um terço, em relação ao ano anterior, e os dias de trabalho perdidos bem como a sua gravidade acompanharam este aumento, muito embora tenham um crescimento percentual mais baixo.

A frota manteve-se estável, mas a sua inoperacionalidade aumentou, talvez motivada por uma gestão de stocks deficiente.

Para tudo isto, há um conjunto de cinco gestores(!) que custaram 491.006 € mais os custos do aluguer das viaturas que utilizavam, a saber:
- 2 Mercedes (1 E350 + 1 C220);
- 1 BMW 320;
- 2 Audi A6 2.0

tudo carrinhos na ordem dos 42.000 €.

A austeridade quando chega não é para entrar nos carris...