04 setembro, 2012

O país arde

Damos por nós no fim de Agosto e com o país a arder!
Há incêndios para todos os gostos. Desde os habituais florestais, aos que lavram em fábricas e instalações industriais e até os que invadem já áreas urbanas.
A área ardida no 1º semestre quase triplica a do ano anterior - 3.504 ha em 2010 m e 9.447 em 2011- e parece que não há sinais de abrandamento.
A delicadeza com que a imprensa trata do assunto é deveras interessante.
Já não há críticas, já não se barafusta contra a escassez de meios e a quase inexistente prevenção, etc.
Mas não arde o país só com esse tipo de fogos, há muitos outros a lavrar.
Os maus tratos a mulheres continuam a aumentar, segundo o JN três mulheres mortas em menos de 24 horas.
O setor empresarial do estado, o tal que iria ser reestruturado e posto a dar lucro, no segundo trimestre tem uma variação negativa de 94% em relação ao homólogo do ano anterior.
Os centros de emprego estão entupidos com os professores, os tais que se atiravam ao governo anterior em manifestações imensas e que agora resmungam nas filas do desemprego.
A lei autárquica, que tanto queriam renovar, ardeu nas discussões entre os parceiros da coligação.
A bomba relógio do BPN está ainda em contagem decrescente, podendo ainda estragar (mais) as contas do governo, as poucas décimas do Cavaco e os horizontes da troika.
Com tanto cheiro a fumo e com o calor abrasador que nos chega das chamas, o governo diz que sente uma agradável brisa e que tudo está bem!
Voltamos os olhos para a nossa sabedoria popular e lá está o ditado que confirma:
"Não há maior cego do que aquele que se nega a ver"

2 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Como já ouvi em qualquer parte, Pedro
PC entrou em estado de negação. Para apagar esse fogo, não precisa de bombeiros, mas de um psiquiatra

Teófilo M. disse...

Eu pago a 1ª consulta.