14 abril, 2011

Esqueletos nos armários (III)

Alemães acusados de pagar ‘luvas’

A Ferrostaal vem admitir que a acusação é contra dois seus ex-empregados e diz respeito a "corrupção a funcionários públicos estrangeiros relacionada com a venda de submarinos para a Grécia e Portugal."
A investigação portuguesa apurou que os alemães terão pago à Escom mais de 30 milhões de euros, "com aparente desproporção em relação à real intervenção de tal empresa no desenvolvimento do negócio" .

Esqueletos nos armários (II)

Titularização das receitas fiscais em 2003 já custou 300 milhões de euros

Esqueletos nos armários (I)

Tavares Moreira, director do BPSM e mais tarde membro do Conselho de Gestão entre 1973 e 1976, administrador da CGD entre 1979 e 1981 [tendo entretanto feito uma perninha no governo como Secretário de Estado do Tesouro (1980/81)] de Cavaco Silva, o que veio a novamente acontecer em 85/86 sob a égide de Cadillhe e tendo como PM Cavaco Silva.
Foi governador do BP entre 1986-1992, é agora Consultor da Administração do Banco BAI Europa, SA, estando inibido por sete anos de exercer funções no sector bancário no seguimento da falência do CBI.
Claro, que o processo, corre o risco de prescrever e este senhor ainda se sente ofendido e com direito a uma indemnização pelo estado português, que é mostra suficiente para vermos a que estado isto chegou.
Este senhor, juntamente com Cavaco Silva, empenharam 17 toneladas de ouro que estavam à guarda do BP , numa empresa chamada Drexel, com a expectativa dos atraentes juros. 
Desse desastre de 1990, Portugal só conseguiu reaver uma parcela menor, esgravatada nas sobras da falência fraudulenta, já com Milken na prisão. O que se recuperou foi ainda mais irrisório depois de abatidos os custos da acção movida em nome do Banco de Portugal pelos advogados de Wall Street da Cadwater, Wickersham & Taft, que foi um dos  litígios mais caros da nossa história.
Talvez este seja um dos muitos esqueletos de que fala PPC.

Com gente desta!

Lido no Esquerda Republicana.

É de facto uma surpresa, num momento assaz difícil para Portugal, que vemos uma conselheira do FMI, que por acaso é portuguesa, dizer isto à boca cheia toda contente e aperaltada.

Haverá na senhora um mínimo de ética e decoro, para não falar de oportunidade, para se estampar deste modo numa entrevista televisiva em que se apresentou sorridente e ufana como se estívessemos todos a usufruir de um Euromilhões muito especial?

Tratos de polé

 

Centenas de automibilistas retidos no IP4

Petróleo deparra 0,3% em Londres e Nova Iorque


Estes são apenas três exemplos da atenção que nas TV's, nos jornais ou na Net se dá à língua portuguesa, mas bastará uma breve pesquisa no Google para ficarmos ainda mais estarrecidos.

Uma frase de Medina Carreira

A imodéstia é um sintoma de estupidez.

13 abril, 2011

Afinal, as agências de rating excederam-se!!!

Robert Fishman, professor de sociologia na universidade de Notre Dame que se interessa por assuntos europeus, disse ao NY Times num artigo intitulado Portugal's Unnecessary Bailout, disse que PORTUGAL’S plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere. e
e mais adiante refere que but it has come under unfair and arbitrary pressure from bond traders, speculators and credit rating analysts who, for short-sighted or ideological reasons, have now managed to drive out one democratically elected administration and potentially tie the hands of the next one.  
É interessante ver expressa esta opinião contra a corrente do que muitos dos nossos comentadores e políticos passam a vida a fazer, de megafone em punho.
Claro, que este senhor é apenas um obscuro professor graduado como Ph.D em Yale, foi professor nas obscuras universidades de Harvard (USA), Pompeu Fabra (Barcelona, Espanha), Centro de Estudos Avanzados en Ciencias Sociales (Madrid), com obra e estudos publicados internacionalmente.

Sobre as SCUT

N' A Baixa do Porto este interessante comentário de José Ferraz Alves.

12 abril, 2011

Sondagens

Quem responderá às sondagens?
Sou abordado, diversas vezes por semana, quer por telefone, quer pela Internet, quer na rua, por pessoas que me querem vender férias baratas, que me querem oferecer tarifários de telefone, net e televisão por cabo a preços módicos, por seguradoras que me querem vender seguros, por bancos que querem dar-me dinheiro para gastos, por empresas que querem saber as minhas preferências por marcas de electrodomésticos, carros, cabazes de compras, leituras, tipos de alimentos, etc., outros ainda me abordam para pedir dinheiro para diversas instituições de caridade ou apenas para eles próprios, mas há um tipo de pessoas por quem nunca fui abordado, os sondadores de opinião política!
Que me recorde, desde o 25 de Abril, nunca ninguém me perguntou qual era o partido que mais gostava, se o PM estava a governar bem, se o Parlamento fazia bem o seu trabalho, se acreditava nos políticos, quem é que eu achava que iria vencer as próximas eleições, etc.
Mas pergunto o mesmo ao meu grupo de amigos e conhecidos, que até não são assim tão poucos, e todos eles manifestam a mesma estranheza!
Será que aqui, na chamada capital do Norte, não serão feritas sondagens?
Será que não pertenço ao universo dos maiores de 18 anos residentes no Portugal Continental, de sexo bem definido, desde essa data?
Talvez por isso é que não acredito nas sondagens.

Curiosidades

Num momento particularmente grave para a situação do País e do seu futuro, não será estranho ver personalidades como Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes ou António Capucho a esquivarem-se de um lugarinho no Parlamento?

Será que é por causa de não perderem o direito às muitas reformas que já recebem?

O Sol na edição on-line de hoje dá-nos essa pista.

11 abril, 2011

O regresso do café Astória

Já aqui deveria ter feito referência a isto:



Parabéns à cidade surpreendente por nos habilitar com esta notícia.

PS: Desculpa Romão, mas com a crise nem me lembrei de te visitar.

10 abril, 2011

Censura?

Isto passa-se na Madeira

Será este o défice democrático de que falava a Manuela Ferreira Leite?

Eleições

O Café Majestic foi eleito o sexto café mais bonito do Mundo pelo UCITYGUIDES!
Ainda bem que temos por cá coisas destas

foto publicada no JN de hoje.

Desilusões

Segundo notícia do CM, Fernando Nobre vai ser candidato cabeça de lista pelo PSD de Lisboa!
Esta é mais uma pequena desilusão que tenho na vida, pois nunca esperaria que um ex-candidato a Belém, que dizia ter um projecto novo para o País, queira agora ir sentar-se na AR para abanar a cabeça ou para introduzir o cartão para as votações decididas na sede do PSD.
Andou este senhor a fazer campanha eleitoral dizendo que imediatamente a seguir à votação, se não ganhasse, seguiria a sua vida habitual, pelos vistos esqueceu-se.
Já a sua incursão como mandatário do BE nas eleições para o PE me fez estranhar mas levei-a à conta de inabilidade política, afinal não era.
Estive para votar nele, pois quase todos os outros me cheiravam a ranço e os que não me cheiravam poucas hipóteses tinham de lá chegar. 
Ainda bem que o não fiz, pois hoje, o desgosto seria bem maior.
Boa sorte no Parlamento, ficarei atento à sua independência, honestidade, zelo e propostas para uma melhor sociedade.
Fico a aguardar.

09 abril, 2011

Afastem de mim...

... esse cálice.

Matosinhos

Ou Mátosinhos, como é tradicional ouvir-se às gentes do Sul, está hoje debaixo dos holofotes, pois o PM em gestão transformou-se como por milagre no senhor de Matosinhos!
Espero apenas, que os restaurantes façam bom negócio, pois estão bem precisados nesta altura dita de crise mas, onde não há vagas no hóteis na época da Páscoa, não há carros de luxo para entrega imediata, os bancos continuam a acenar às famílias com empréstimos tentadores, a construção civil continua a construir em áreas de turismo e lazer, continua a haver dinheiro para comprar três diários futebolísticos, comprar carritos a prestações ou em leasing (se possível, um para cada membro do agregado familiar com mais de dezoito anos), e por aí fora, talvez fosse bom começarmos a deitar contas à vida.
Esta crise, talvez sirva para acordar muita gente e fazer-lhe ver que a vida não é um mar de rosas onde ter emprego, passear e divertir-se não são fins em si mas apenas meios para trabalhar bem, sair da rotina e esquecer o monótono e difícil dia-a-dia de que é feita uma vida normal.

08 abril, 2011

Quem disse? (I)

Num Estado que nós dividimos ou deixámos dividir em irredutibilidades e em grupos, ameaçando o sentido e a força da unidade da Nação, tenho defendido, sobre os destroços e os perigos que dali derivaram, a necessidade de uma "política nacional"

Com tantas sondagens e estudos de opinião...

... os portugueses estarão a ficar mais esclarecidos, ou será que estarão cada vez mais baralhados?

07 abril, 2011

A ler na Esquerda Republicana

Esquerda Republicana: um oportunista invulgarmente transparente

Finalmente

Hoje, o país deveria estar engalanado e o povo deveria andar na rua festejando alegremente porque, finalmente, José Sócrates decidiu ajoelhar e pedir ajuda externa.
Graças ao PR, ao actual líder do PSD, ao decadente PCP, ao presumido BE, a algumas corporações (justiça, educação, saúde, banca, função pública), a uma dose razoável de bem pagos comentadores, a outra ainda maior de economistas defensores da ditadura das finanças, a muitos ex-governantes que se querem de novo governar, a muita gente que anda na vida política porque não sabe fazer mais nada, a muitos socialistas de cartão que apenas querem um tachinho à sombra dos poderes instituídos, e a muito povo anónimo que em vez de votar prefere ir à praia ou ficar em casa a ver telenovelas ou outro tipo de programas culturais, vamos de chapéu na mão a Bruxelas pedir clemência e algum pastel para gastos urgentes.
A europa com que contávamos, virou (mais uma vez) as costas a um dos seus membros - já vai em três - e diz que vai ajudar como puder, ou seja, vai dar-nos mais corda para que o enforcamento seja longo.
Eu, estou um pouco triste mas não surpreendido, pois a minha tristeza advém do comportamento de um punhado de gente que faz com que o Miguel de Vasconcelos seja um menino de coro, e a minha falta de surpresa é motivada pelo pedido anunciado pelos ratings dados à banca privada há dias.
Esperemos para ver. Pena que sejam os mesmos a pagar a factura e nenhum dos atrás citados venha a ser punido por tanto mal ter causado.

06 abril, 2011

Mulher tenta destruir um Gauguin por causa de nudez

Não sendo 1º de Abril, reli o título da notícia para confirmar a eficácia da minha visão e a clareza da minha literacia. Afinal não me tinha enganado!
Num mundo em que, se assaltam (bombardeiam) países por causa do petróleo, deixam afundar outros em nome do limite do défice,  morrem à fome populações inteiras enquanto se dão subsídios a agricultores para deixar as terras incultas, se permite a construção de centrais nucleares em áreas de sismos frequentes, o trabalho infantil é aceite pela comunidade dos mais ricos porque lhes enche os bolsos, o violador é liberto e o violado é tratado com desprezo, a guerra entre o euro e o dólar é mascarada por pontuações de agências de rating, já nada me deveria admirar.
Mas admiro-me, pois sinto que este extremar de atitudes é apenas fruto do desenvolvimento selvagem e autofágico em que caímos, liderado por uma classe de vermes sem coração, sem noção de sociedade e que tem mais olhos do que barriga.
O inferno aí está, agora falta descobrir o Mefistófeles.

05 abril, 2011

Faz hoje 35 anos...

...que morri de ansiedade;
que me pregaste um susto;
que de repente chegaste;
que vi que eras rapaz;
que fiquei num quarto estranho;
que não dormi toda a noite;
que o silêncio era de paz;
que começaste a viver;
que comecei a pensar;
que se calhar um dia;
que vinha ainda tão longe;
que também poderias sentir;
que a vida tem coisas estranhas;
que nada tendo de novo;
que é sempre tudo diferente;
que este estranho paradoxo;
que nos atira p'ra frente;
que dá à vida o sentido;
que me faz aqui escrever;
que me faz aqui dizer:
- que feliz eu tenho sido!

04 abril, 2011

Jorge Gabriel

Este personagem, que nunca foi muito da minha simpatia pois passa mais tempo a fazer macacadas e a interromper quem entrevista do que a fazer um trabalho equilibrado, teve hoje, no seu progama diário, uma atitude inqualificável quando, pelos vistos, entendeu que o apagão e banho da Luz era compreensível dado o apedrejamento selvático do autocarro do SLB feito anteriormente.

Quanto este tipo de parolos, pagos com o nosso dinheiro, começam a deslizar perigosamente para a justificação de atitudes inqualificáveis, onde o tão apregoado fair play futebolístico tem atitudes destas, confirma-se que moramos num país de bananas, onde os responsáveis pela televisão do estado acoitam indivíduos cuja falta de educação cívica e formação social é, no mínimo, duvidosa e/ou desajustada.

Palavras para quê?

O FCP é campeão nacional e os senhores da Luz (não confundir com a agremiação SLB) que passam a vida a debitar orações de sensatez, apelos à concórdia, se intitulam desportistas de elevado grau e apontam o dedo a todos os restantes como se eles apenas fossem vítimas indefesas, que fazem?

Dão os parabéns ao adversário? 
Vão à cabine reconhecer que desta vez perderam? Não! Apagam a luz, ligam os aspersores e desaparecem, mostrando o tipo de gente que são e que, quando apontam o dedo a alguém, melhor seria examinarem previamente as suas borradas mãos, sujas de tanta porcaria que distribuem em prol da selvajaria desportiva.

O PR pede uma campanha de verdade e rigor agora que a dele acabou ainda recentemente, esquecendo as justificações sem pés nem cabeça que (não) deu, para ocultar as trapalhadas em que sempre esteve metido, recomenda aos jornalistas que agora não devem falar da vinda do FMI, mas sim do recurso ao efe-é-é-efe,  e logo os jotinhas abrem um site com propaganda falsa, a reboque de um jornal que publica falsas notícias, que ribombam um pouco por toda a comunicação social.
Hoje, como ontem, e como o farão amanhã, irresponsavelmente, os líderes partidários e a sua entourage continuam no jogo do empurra em vez de tentarem encontrar soluções para o País.

Lá de fora, gregos e irlandeses, dizem-nos que o remédio que estão a tomar é amargo e que, se pudermos, recorramos à medicina nacional e caseira para tratar a doença que nos aflige.

Espero que nestas eleições o povo tenha o discernimento capaz de se salvar a si próprio, pois de outra maneira vão passar alguns anos antes de voltarmos a ter o que já tivemos.

03 abril, 2011

Doutores e engenheiros

A nossa eterna maniazinha de termos antes do nome a classificação honorífico-literária, para além de ser um pedantismo saloio, apenas serve para tentar dizer ao vulgo que somos diferentes.

Será que é o grafismo de Dr. Fulano, Engº Sicrano, Arqtº Beltrano que define a capacidade realizadora do seu utente ou é o resultado dos seus dotes natos?

Não sei qual terá sido a licenciatura de Platão, (Santo) Agostinho, Júlio César, Da Vinci, Michelangelo, Camões, Mozart, Rossini, Flaubert, Bocage, Poe, Steinbeck, Churchill, De Gaulle, Mandela ou Lula da Silva, mas certamente que ninguém esteve ou estará principalmente interessado em saber qual, nem jamais os ouvi serem tratados pelos respectivos graus académicos nem os lemos, ouvimos, estudamos ou admiramos por causa disso.

Se quiserem começar a poupar, poupem nesses três ou quatro espaços borrados de tinta quando escreveram e verificarão que o tamanho dos discos de computador cresce inexplicavelmente, o tempo de impressão de um qualquer artigo demorará menos tempo a imprimir, poupar-se-ão uns milhares de litros de tinta e o único prejuízo será o dos egos que se sentirão atingidos por tal medida.

O tempo é de crise... poupem.

Hoje há Benfica - Porto

Infelizmente, não acredito que tudo vá correr bem.

Oxalá me engane.

02 abril, 2011

Notícias curiosas

Título

Futebol: FC Porto -- Autocarro dos "Dragões" alvo de tentativa de apedrejamento na A1

Descritivo:

... tataratá ... a viagem decorreu sem qualquer tipo de incidente até á chegada a Lisboa.

!!!

Então houve ou não houve?

Expresso on line 20:28 Sábado, 2 de abril de 2011

Não acredito em sondagens

Mas que é muito interessante ver os resultados da que foi publicada no Expresso, é um facto.

01 abril, 2011

Mais uma trapalhada do Paulo Campos

Não sei quem arranja estes lugares para este tipo de gente, mas se eu soubesse quem era há muito que os tinha corrido da cena à cacetada.

Desta feita, um dos seus ex-sócios que se andou a amanhar como administrador dos CTT não tem as habilitações necessárias para ocupar o lugar.

Tenham lá vergonha e façam uma limpeza geral, o sabão não está assim tão caro para que não se possa tirar o lixo com uma boa limpeza.

Títulos

Não vou falar de futebol, mas sim dos cabeçalhos que a imprensa dita séria anuncia aos quatro ventos e que são feitas de habilidades para uma melhor venda.
Desta feita cabe ao I a honra de referência por um título que, sendo verdadeiro, dá a impressão de ser uma notícia totalmente diversa.
Porto. Casal organizava orgias com imigrantes ilegais e menor
Quem lê este título, pensará que um casal qualquer, no recato de uma divisão se entretinha a fazer umas patuscadas com sexo à mistura onde teria entrado uma menor e em que a maioria dos personagens seriam imigrantes.
Ora nada mais errado!
A prática das orgias, era feita num estabelecimento dentro de um centro comercial, bem no coração da Boavista, onde há já muitos anos - o jornalista fala em dezoito - a prática era levada a cabo, sem que nenhuma autoridade tenha dado por ela ou a tentasse impedir.
Os investigadores, coitados, devem ter tido um trabalhão para verificar tal facto, pois, segundo a notícia, os atos eram levados a efeito na presença de todos (quem? os devassos ou os simples clientes fortuitos que frequentam estes locais), e o preço andava entre os 50€ e os 120€, conforme entrassem no jogo uma ou duas mulheres, o que nem era muito caro sabendo nós ao preço que está o bom bife do lombo.
O resto da notícia é tão pobre e tem tanta falta de novidade que não sei como chegou a notícia... talvez para encher a página porque há falta de assunto.
Estarei a ser políticamente incorreto, mas casos destes em Portugal devem existir às dezenas, se não às centenas ou aos milhares, principalmente em áreas mais densamente povoadas, pelo que não vislumbro o interesse de colar na primeira página tal título nem sequer tal evento.
De vez em quando a nossa imprensa dá-lhe para a santidade, como se isto fosse caso virgem no País, na Europa ou no Mundo.
Ainda não foi desta que o homem mordeu o cão!

É a crise pá

Hoje de manhãzinha o Correio da Manhã dava mais uma suculenta notícia:

- Carris renova frota com carros de luxo.

Como se sabe o País está em crise, a Carris é uma empresa que viu os seus resultados negativos agravados em relação a 2009, muito embora tenha aumentado o nº de passageiros e diminuído o nº de ofertas, pautou-se por uma gestão que roça o disparate, pois viu o seu quadro de pessoal aumentado (porquê?) em dez unidades, muito embora o pessoal de tráfego e o oficinal tenha baixado em vinte e nove unidades o que indica que as trinta e nove admissões se destinaram a funções de serviços/chefia. Curiosamente no seu relatório e contas a habilidosa administração preferiu dizer que fez 66 admissões tendo sido quase todo este esforço direccionado para as funções de tripulante!!!

Continuando o disparate, congratulam-se por ter diminuído em 2% o trabalho suplementar que se cifrou nas 238.000 horas não incluindo o trabalho pago nos feriados que fez reduzir os custos das mesmas em 0,5% em relação ao ano anterior (ou seja menos horas mas mais bem pagas).

Subiu o absentismo, nomeadamente as faltas injustificadas (+ 38%), e baixou o nº de pessoal abrangido pela formação, muito embora o total de horas gasto tenha aumentado; aumentaram os acidentes de trabalho em mais de um terço, em relação ao ano anterior, e os dias de trabalho perdidos bem como a sua gravidade acompanharam este aumento, muito embora tenham um crescimento percentual mais baixo.

A frota manteve-se estável, mas a sua inoperacionalidade aumentou, talvez motivada por uma gestão de stocks deficiente.

Para tudo isto, há um conjunto de cinco gestores(!) que custaram 491.006 € mais os custos do aluguer das viaturas que utilizavam, a saber:
- 2 Mercedes (1 E350 + 1 C220);
- 1 BMW 320;
- 2 Audi A6 2.0

tudo carrinhos na ordem dos 42.000 €.

A austeridade quando chega não é para entrar nos carris...

31 março, 2011

O 25 de Abril dissolvido

Pelos vistos as comemorações do 25 de Abril, este ano, não terão poiso na AR pois esta estará fechada a aguardar novos inquilinos, ou seja, a casa da democracia fechará ficando a democracia na rua por decisão dos par(a)lamentares que por lá se amontoam.

Se o povo fosse mais teso, faria um 25 de Abril na rua que envergonharia o dos anos anteriores, mas como infelizmente por cá há mais garganta do que ações, ficaremos todos um pouco mais sorumbáticos a carpir a culpa que parece não ser nossa por não ir votar e preferir ir dar umna volta a ir cumprir o nosso dever ciívico.

Henrique Raposo

O que fará correr Henrique Raposo?

Este opinador com lugar cativo no Expresso nutre uma suave predilecção pelo ataque soez àqueles de quem não gosta, verrinando q.b. Sócrates, o governo e tudo o que não lhe agrada ao paladar, vestindo essas críticas de roupagens que parecem verdadeiras mas que, a um olhar mais cuidadoso, ver-se-à que são como as daquele conto em que o rei ía nu.

Este plumitivo personagem que, nos seus ardilosos textos, se quer fazer passar por um atento e enérgico observador pseudointelectual (até parece que lê os livros que publicita - não sei se como publicidade paga ou por refinado gosto), descobriu em 7 de Dezembro de 2010 que a economia funcionava na Irlanda (!!!), acha que Rangel (o Paulo, europeu) quer abandonar o socialismo porque é um liberal-cristão.

Ele que até é licenciado em história (ou será estória)e tem um mestrado em ciência política sendo investigador na Universidade Nova (por aqui se vê como o ensino é relaxado neste país) cultiva com ardor o seu canteiro o ódio ao Sócrates, ao socialismo (seja ele utópico, libertário, científico, de mercado, real, cristão... e por aí fora) e o liberalismo mais radical mas paradoxalmente cristão (o que entra no domínio do impossível), para mim, é o exemplo acabado de como a direita vê o assalto ao poder.

Críticas noutras direcções, só nos casos em que elas sejam democrática e entenda que todas as correntes de opinião podem ser tão livres como as dele, ou então nos que se posicionam na vulgarmente chamada esquerda, aí desanca forte e feio recorrendo a tudo, qual petite Maquiavel, pois para ser um verdadeiro primeiro é necessário ter cultura e qualidade para isso.

Tendo como adquirido que HR não escreve de borla, mas que também não será apenas o vil metal que o fará correr, pergunto-me - por quem correrá e a que preço?

Será a Guaraná de "Lesboa", um lugarito bem remunerado como boy de alguém ou é apenas patetice bem aproveitada por quem é mais esperto do que ele?

30 março, 2011

O Porto está mais pobre

Morreu Ângelo de Sousa, nesta cidade que o acolheu para viver e trabalhar e a que respeitou e tratou sempre como sua.
Ficámos mais pobres com o desaparecimento do primeiro dos quatro vintes.
Para memória futura dois pormenores de um dos seus trabalhos que podemos apreciar nesta cidade.

29 março, 2011

A crise

Sou do tempo em que as primeiras letras eram ensinadas pela família (avós, pais, irmãos, tios, primos e por aí fora) muitas das vezes com a ajuda da cartilha maternal do João de Deus; os primeiros passos eram dados numa escola primária onde um(a) sever(o)(a) mas competente professor(a) nos ensinava a ler, escrever e contar, nos fazia descobrir a história do País, um tanto fantasiada é verdade, mas que era obrigatório conhecer, nos fazia percorrer Portugal de lés a lés atravessando rios e seus afluentes, percorrendo linhas negras de caminhos de ferro, cavalgando montes e montanhas estampados num mapa pendurado num prego, mostrava como éramos por dentro com um recato próprio duma clausura, fazia com que descobríssemos a variedade da fauna e da flora neste jardim pequenino arrumado a um canto da galáxia.

Para aprender tudo isso, não tínhamos máquinas de calcular,computadores, magalhães, cadernos/livros com repostas de múltipla escolha, lapiseiras, esferográficas com duas e mais cores, marcadores, borrachas técnicas, correctores, cadernos para exercícios de imaculadas folhas brancas ou levemente coloridas, agrafadores,clips, capas plásticas e demais parafernália habitual neste universo consumista.

Usávamos uma lousa com esquadria em madeira, que se partiam de vez em quando o que dava geralmente origem a um par de tabefes ou uns puxões de orelhas, escrevíamos nela com um lápis a que chamávamos pena feito com o mesmo material que, por vezes, fazia um ruído irritante ao escrever e se apagava com um pedaço de pano ou com o dedo préviamente humedecido na nossa saliva; uns cadernos de capa em papel vegetal com o interior em folhas de um branco amarelecido e que, ou eram lisos, ou tinham uma ou duas linhas, consoante o nível de habilidade caligráfica, onde escrevíamos com uma caneta de madeira com um aparo chamado bico de lança, que tinha de ser embebido amiúde num tinteiro divido com o nosso companheiro de carteira, ou então com um lápis que geralmente era fornecido pelas próprias livrarias onde os nossos progenitores faziam as suas compras ou por outros estabelecimentos comerciais ou industriais que aproveitavam para fazer o reclame da sua empresa. Tínhamos uma sebenta em papel custaneira onde escrevíamos a lápis e que servia como auxiliar nas contas e nos desenhos usando como régua aquelas de madeira da Pasta Medicinal Couto, com a escala em amarelo berrante, ou outras mais elaboradas feitas do mesmo material, na sua falta então era mesmo um dos lados da esquadria da lousa.

O nosso computador era a tabuada e a tabela de equivalências, que nos ensinava a tabiuada até à dos doze, nos esclarecia que um quartilho era equivalente a meio litro ou 1/4 de canada, um quintal não era apenas um terreno com uma pequena horta mas que também podia ser o peso de quatro arrobas, um estere era igual a um metro cúbico que por sua vez era igual a mil litros ou uma grosa tinha doze dúzias; a libra valia vinte xelins e cada xelim valia doze pences, pois nesse tempo a velha Albion não se tinha ainda convertido ao sistema decimal.

Já nessa altura, o ensino se retraía, pois tinha desaparecido a quinta classe e o botas queria um povo não muito evoluído intelectualmente, pois quanto menos se sabe menos se sente a falta do saber.

Muitos de nós ficávamos por ali, o que não impedia que arranjássemos trabalho (não confundir com emprego) e contribuíssemos para o crescimento do PIB.

Hoje, na generalidade, com a modernidade e a evolução(!!!), temos montes de licenciados e mestres que sendo técnicos de alguma coisa sabem muito pouco do restante, e despindo a generalidade dos gadgets habituais - carrinho a brilhar, roupinhas feitas em massa mas de marca sonante, telemóveis modernaços, relógios com 1001 aplicações mas que nem sempre andam certos, portátil a tiracolo ou na luzidia pasta, prole na escolinha privada da zona que tem um contínuo a tomar conta de algumas centenas de mafaricos, mafarricas e mafarriquinhos, as fériazinhas nos paraísos tropicais em estâncias fechadas e a família reduzida ao pessoal que vive lá em casa - não compra livros, a não ser para decorar a casa ou encher os armários, não vão ao teatro pois é caro e caíu em desuso, a não ser que haja alguma bambochata do La Féria, visitar um museu, uma igreja, um monumento, assistir a um concerto de música séria (não tomar séria por clássica) são perdas de tempo, segundo dizem...

Sim, de facto, estamos em crise, e é das grandes, e, se não damos volta a este superficial estado de coisas, é melhor emigrarmos ou deixarmo-nos ficar na praia a ouvir o mar e esperar que a maré suba.

28 março, 2011

A ver passar os comboios

Neste País, pequenino, fala-se do que não tem interesse e após muita conversa fiada ficamos todos na mesma.

Soluções nada ou então disparates.

Falar sobre a reestruturação das pescas, a falência e facilitismo no ensino, uma rede de transportes útil e de preferência ferroviária, o caminho a seguir pela agricultura, a dinamização dos portos e sua modernização, o combate à delinquência e ao consumo da droga, a defesa da floresta, a organização bem articulada da defesa civil, a prioridade da defesa, o apoio acertado e efectivo à diplomacia económica, a aposta nas tecnologias de ponta, a dinamização da cultura e a preservação dos usos e costumes, a regionalização que se vem protelando com custos elevados, são temas que raramente vemos abordados seriamente por quem quer que seja, pois os opinion makers do costume preferem perder-se nas repentinas tricas e baldrocas das bocas dos políticos tidas em patéticos discursos àcerca de quem é a culpa do estado a que isto chegou.
Hoje, pode ler-se que o presidente da Conferência Episcopal também veio deitar faladura para lançar mais uma lapalissade, entretanto o povo português continua a ver passar os comboios.

27 março, 2011

Mas que grande patusco! (I)

Já há muito que não me divertia tanto com o JPP, mas hoje no seu Abrupto vejo que resolveu lucubrar sobre o provérbio latino Abyssus abyssum invocat para de imediato se atirar ao seu bombo de festa de estimação que dá pelo nome de José Sócrates mais à sua trupe do PS.

Daí dá uma saltada à tradução clássica (!) não a referenciando, que diz que a tradução de deep será inferno !!!!!!!

Lá teremos de alterar os dicionários de Inglês ou as suas vertentes de estudo Inglês-Português ou Inglês-qualquer-coisa, pois é por demais conhecido pela generalidade das gentes que têm afinidades com a língua inglesa que o vocábulo para inferno é o famoso hell que não se encontra no salmo 42.7 da King James Bible.

Este patusco, que gosta de se mostrar entendido em tudo, parte depois para a tradução do latino invocat e, se calhar recorrendo ao tradutor do Google, atira com vocábulos em inglês, francês, italiano, espanhol e duas versões de português, acaba por dizer que o abismo afinal não chama antes atrai, talvez por isso, o seu grupo parlamentar quando chegou à borda do abismo, na AR, deu o passo em frente, na alegre companhia das outras bancadas, quer à direita, quer à esquerda do PS.

Depois diz que o Zé Sócrates e o PS foram os grandes cavadores do dito - pois, pelos vistos, o País antes era uma altaneira montanha - esquecendo-se porém de nomear os que, segundo afirma, o ajudaram a cavar nos ultimos quinze anos.

26 março, 2011

Regresso

Ao fim de dois anos de ausência nas lides resolvi regressar pois o projecto a que me dediquei nestes últimos dois anos teve o seu fim e ainda bem.

Tenho, de novo, algum tempo livre para me expressar livremente e quando o entender.

A minha cara-metade diz-me que devo estar louco... se calhar fui contagiado pelos ventos que sopram no país...

Será isto louvável?

Passo pel' A Baixa do Porto e deparo com este apontamento.

Não sei se a culpa é da Câmara, da Junta de Freguesia, da PSP, do ME, ou simplesmente da estupidez e má criação.

Sei que o Porto não merece isto!

Porque hoje é Sábado

...

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

...

in O Dia da Criação de Vinicius de Moraes

Infelizmente, creio que ainda não será desta que nos livraremos de todo o mal. O que vale é que amanhã é Domingo e isto apenas porque hoje é Sábado, e continuam a existir crianças que não têm de comer, mulheres que continuam a apanhar, piqueniques de políticos, vampiros pelas ruas, espetáculos de gala e uma sensação angustiante que não pronuncia nada de bom.

25 março, 2011

Já começou a campanha eleitoral

Hoje, pelos vistos, o PSD, PCP e BE vão acabar - este ano - com a avaliação dos professores! O CDS do PP não deve votar a favor numa estratégia de lavar as mãos mas não se opondo.

Nada propõem de novo, o mesmo que dizer que vão estudar o assunto que ficará para as calendas gregas.

O oportunismo eleitoral é isto! É esta a maneira de caçar votos numa classe que insiste em ser diferente das outras.

Face ao espectáculo com que diariamente sou brindado pelo meu amigo Malato nas perguntas que faz a jovens licenciados, mestres e professores, estou cada vez mais pessimista sobre o ensino em Portugal, e creio que pouco há a fazer para nos tirar do fundo da escala.

2005

Era ministro um senhor chamado Luís Campos e Cunha que geria as Finanças a mando de Sócrates e que mais tarde abandonou o governo por não querer ganhar menos.

Nessa altura, defendia o mesmo senhor que o IVA (imposto cego), deveria passar para 21% (estava em 19%) porque a situação do País era muito grave e que só o fazia "para acautelar os mais pobres e assegurar a situação da Segurança Social", mais dizia que a questão da perda de competitividade das empresas devido à subida do IVA era um "falso problema".

Nessa mesma altura, outro senhor, chamado Aguiar Branco, criticava a medida, dizendo que a forma como o governo estava a tratar as finanças públicas era "demagógica" e rejeitava o aumento do IVA por ser "antisocial, anti-económico e anticívico".
Honra lhe seja feita, Campos e Cunha continua a achar que o IVA ainda poderá subir mais, muito embora reconheça que deve haver limites (quais, não diz, sabe-se lá porquê), no que respeita ao outro, já mudou de opinião seguindo o chefe na subida anunciada dos impostos que ainda há semanas atrás criticava ferozmente.

Ainda a procissão vai no adro e já os sermões mudaram de posição.

Se não fosse tão trágico seria para andarmos todos a rir como malucos com esta paródia.

24 março, 2011

E agora?

A opinião unânime de que o chamado PEC IV não deveria ser aceite pelo povo português foi aprovada pela maioria do Parlamento nacional numa votação que se pode crismar de interessante, pois juntou no mesmo saco gatos de diferentes espécies, mas agora com uma opinião comum - derrubar o governo - sem necessidade de apresentar moções de rejeição ou rejeitar moções de confiança!

O nosso presidente, verdade seja dita, ocupado com o envio de condolências a diversas famílias, a fazer discursos de circuntância a que se vê obrigado pelas funções que exerce, a ida UP e a felicitação aos atletas medalhados no campeonato europeu de atletismo em pista coberta e à Lídia Jorge, não teve tempo nestas últimas duas semanas para tratar fosse do que fosse e que era do interesse do País, enfim... de todos nós.

Os economistas de serviço e os politólogos (raio de palavra esta que não consta nos dicionários) juntamente com os compadres comentadores e jornalistas que seguem guiões de que não se afastam com medo de perder algum tacho, lá vão cantando e rindo sobrecarregados com o peso de ordenados principescos e mordomias inalcançáveis pela generalidade dos que sofrem na pele a crise que veio para ficar.

Os partidos, por seu lado, aquecem motores para mais uma roleta russa metidos num albergue espanhol de onde não se sabe o que sairá mas que se prevê que tudo fique ainda pior do que já estava.

Assim sendo, alguém me consegue explicar o que toda esta classe de aprendizes de feiticeiro, bafejada com duas três e mais reformas/empregos/mordomias, que se alcandoraram aos lugares que ocupam, a maior parte das vezes por apostarem nos cavalos certos e raramente por serviços e conhecimentos adquiridos em trabalho braçal ou intelectual de reconhecido mérito, anda a fazer?

Seremos nós, mais uma vez, permeáveis aos cantos das sereias que nos irão prometer o paraíso ou a sageza para liderar um país em que a chico-espertice é admirada, a insolência é discurso político, a maledicência é tida como verdade insofismável e não como captadora de audiências, o vale-tudo está na ordem do dia, e clama-se por novo regime quando passam a vida a corromper o que existe!

Está na hora de nos serem mostradas as soluções por aqueles que até ao momento só souberam criticar ou meter pauzinhos na engrenagem.

Eu, por mim, vou ficar à espera... sentado, pois vou esperar muito!

02 março, 2009

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO

Por se tratar de TI, é que me surpreende que nenhuma empresa portuguesa esteja ainda certificada pela norma ISO/IEC 20000!

Mas, pelos vistos, para o Público, e para as empresas portuguesas que operam na área, estranho, é que o governo solicite a exigência de credenciação nessa norma para poderem aceder a um concurso público!

Mas o governo rapidamente lhes fez a vontade e retirou a exigência face à notícia do Público!

Claro que uns dirão que o governo não sabe o que anda a fazer, outros dirão que o Público fez um bom trabalho ao mostrar-se surpreso com a exigência, outros. como eu, entenderão que o governo, mais uma vez dá a mão aos limitados empresários nacionais que não se prepararam para um mundo de exigência e qualidade, mas a crise desta vez safa-os, talvez pela última vez.

Seria bom que as empresas nacionais abrissem os olhos à qualidade e não apenas ao lucro fácil e rápido.

Qualidade e excelência são vantagens que só beneficiam o País, ou não será assim?

19 fevereiro, 2009

Elisa Ferreira

Hoje, pelas 19H00, faz a apresentação da sua candidatura.

Vamos lá a ver o que é que nos diz...

17 fevereiro, 2009

Praça de Lisboa



Será este o Porto que queremos?

Foto tirada do excelente blog A Outra Face da Cidade Surpreendente.

Perguntas com poucas respostas!

N' O Jumento, este interessante texto, que mostra como são diversas as posturas de certas pessoas em relação a situações que nada devem à transparência.

14 fevereiro, 2009

Sindicalistas acusam CP de agressão

Quando li o título, no JN, julguei que tinha sido gralha, e que onde estava escrito CP, deveria estar PC (Pinto da Costa), pois noutro local falava-se nas estaladas à Carolina, e, sendo esta uma espécie de sindicalista - berra muito e acerta pouco - de eventual sindicato de desconhecidos sócios (ou deveria chamar-lhe súcia?), era como se as madamas que utilizam os mesmos ou idênticos métodos, se tivessem organizado, para em operático clamor, reclamarem da suposta agressão.

Mas não! Era mesmo CP..., sim, a dos caminhos de ferro!!!!

Ora, como não imagino a estação de Campanhã a dar um estalo a alguém, a não ser esteticamente, ou o símbolo a cair no toutiço de algum passante, o que não seria agressão mas apenas desastre, não consigo vislumbrar como é que tal título possa existir.

A facilidade com que os jornais publicam os maiores disparates com o ar mais sério do mundo, começa já a aproximar-se da estultícia linguística em que vamos caindo.

A agressão, não é uma acto que se possa ser praticado por uma entidade inanimada, ou seja, que não tenha alma.

Uma pedra, um peixe, um cão, uma couve são incapazes de agredir; podem atacar ou defenderem-se, nalguns casos, como o cão, o gato ou o peixe, já a couve ou a pedra não o podem fazer, embora possam ser utilizada para.

A CP não agrediu ninguém, do mesmo modo, que o Governo o não pode fazer, nem o Benfica, nem a PSP, nem o exército israelita ou o partido Hamas.

Actualmente abusa-se na personificação das notícias, talvez por isso a culpa tantas vezes morra solteira, pois os tribunais são cegos e julgam factos, não figuras de estilo.

Quem agrediu, afinal, foram seguranças que prestam serviço na/à CP, restará apurar-se se foi por ordem de quem decide em nome desta companhia ou se foi por lamentável excesso de zelo, ou até se existiu a agressão.

Sabemos, que alguém que é dirigente sindical de Hotelaria, recebeu tratamento no S. João, fez exames, foi medicado e sofreu problemas musculares, pois não me acredito que existisse psicólogo de serviço no S. João para abalizar o diagnóstico sobre problemas psicológicos.

Este é um exemplo de uma notícia, mal dada, mal escrita, mal amanhada e tendenciosa.

11 fevereiro, 2009

Incongruências, ou talvez não

Via A Baixa do Porto, José M. Varela coloca algumas questões pertinentes aqui.

Onde estará Paulo Morais, que há uns tempos capeou alguns jornais falando de corrupções na área do urbanismo camarário, andará tão ilustre personagem distraído com outros casos mediáticos?

06 fevereiro, 2009

Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira

Lendo o JN de hoje, dou com esta notícia!

Claro que a curiosidade me assaltou, tendo em conta as diferenças que para mim existem entre as personagens em avaliação.

Depois de a ler, já tenho mais dúvidas, pois afinal parecem mais gémeos separados à nascença, do que dois homens muito diferentes, que a única coisa que têm em comum é a sua inclusão no sexo masculino.

Truculentos, gostam sobretudo de ganhar, mas têm um percurso de vida e experiências completamente diferentes, o que dificilmente os torna semelhantes seja no que for.

Claro que será difícil fazer alguém falar abertamente sobre os seus defeitos sob pena de os ter à perna ou perder o acesso a benfeitorias que porventurem tenham obtido de qualquer um deles, mas isso já o jornalista o devia saber, pelo que esta notícia, não passa de uma não-notícia, e ficamos depois de a ler a saber tanto como sabíamos antes de a ler, ou seja, não serviu para nada, para além de exercitar a curiosidade do vulgo.

04 fevereiro, 2009

Não sei...

Não sei se tenho o direito de pedir a alguém que viva apenas porque isso me consolaria.

Não a conheço, muito embora saiba de alguns dos seus gostos e/ou preferências, os nomes de pessoas anónimas como eu que a amam, que esperam um milagre, que desejam o que é de melhor para ela, sem saber ao certo o que será melhor...

A dúvida, a terrível dúvida que se insidia nos corações dos que se agarram a uma esperança de a ver novamente a escrever sobre o que sente.

Tem-me ocupado muito do meu tempo; por vezes vejo-me a pensar sobre a vida de alguém que não conheço mas que sei que luta por algo que eu não posso resolver, nem tratar.

O que será que nos faz ficar assim presos? Que tipo de sentimento é este? No meio de tanta atrocidade e desespero ficamos presos a uma imagem, a uma ideia, a uma história de vida ou não-vida... sei lá...

Continuo à espera, desesperando mais um pouco, a cada momento em que me lembro de alguém, que longe daqui, luta não sei bem porquê.

Fico à espera..., com a esperança de que tudo se resolva pelo melhor para ela, para eles, para nós.

02 fevereiro, 2009

Devagar, devagarinho

N' A Baixa do Porto algumas boas notícias.

Saúdo com especial carinho a reabertura da Margaridense, local de guloseimas frequentado há muitos anos e encerrado tristemente há já tempo de mais.

Boa sorte para as novas proprietárias, que arriscam teres e haveres, nesta cidade que não tem grandes características de apoio aos jovens empreendedores.

Disparates

O JN na edição de hoje, traz como uma das parangonas:

Homossexual chefia governo da Islândia

Alguém me poderá informar qual será o interesse deste título? Será que isto é uma verdadeira notícia ou apenas sensacionalismo do mais rasca?

Porque não dizer se é branca ou amarela, alta ou baixa, gorda ou magra, loura ou ruiva, bonita ou feia, solteira ou divorciada, dextra ou canhota, nova ou velha, católica ou presbiteriana, crurvilínea ou longuilínea, simpática ou antipática, velocista ou fundista, dorminhoca ou madrugadora, glutona ou anorética?


Será que a orientação sexual é importante para aquilatar sobre a capacidade de governar?

Depois queixam-se (os jornalistas) de que não devem atribuir as culpas aos mensageiros?!

Mas esta mensagem interessa a quem e para quê?

01 fevereiro, 2009

Porto, 1979

Fotografias do Porto de 1979, apanhadas por informação do Rui Oliveira n'A Baixa do Porto.