JPP, como não vê que a sua escolha para cabeça do PSD tenha sido engraçada, nem que esteja a cair em graça, entra numa espécie de espiral infinita, como se pode ler aqui, em que procura encontrar justificação para as vítimas que o BPN vai deixando pelo caminho, e a curiosa posição do sr. Presidente da República sobre um dos seus intervenientes.
13 dezembro, 2008
12 dezembro, 2008
Citações (XVIII)
Democracia é a arte de, da gaiola dos macacos, gerir o circo
Henry Louis Mencken
Henry Louis Mencken
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Ufa!
Parece que foi desta. Consegui!
Já não preciso de comprar mais nada para o Natal.
Só falta a minha prenda, mas essa ainda não decidi o que vou oferecer-me.
Já não preciso de comprar mais nada para o Natal.
Só falta a minha prenda, mas essa ainda não decidi o que vou oferecer-me.
O Natal tem destas coisas
Reencontros. Hoje, à mesa dum restaurante pessoas que se estimam e que de estarem tão perto a vida faz que pareça estarem longe.
Foi bom! Temos de repetir mais vezes.
Foi bom! Temos de repetir mais vezes.
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Natal
Mercado do Bolhão
N'A Baixa do Porto, este texto que nos informa sobre o andamento da luta pelo Bolhão.
Todos não somos demais.
Todos não somos demais.
11 dezembro, 2008
Citações (XVII)
Um pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade; um optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade
Winston Churchill
Longos dias têm cem anos
Ao ir buscar a Agustina Bessa-Luís o título do seu livro sobre dois vultos enormes da pintura, fi-lo no intuito de homenagear um portuense ilustre que perfaz hoje o 100º aniversário.
Esse homem, que bem poderia ter levado uma vida fútil e isenta de trabalhos, preferiu enveredar por uma das menos rendosas profissões deste País - realizador de cinema.
O primeiro filme dele que tive o privilégio de ver, foi o Aniki-Bobó, título que veio e uma lenga-lenga que a canalhada - era assim que nos chamavam - entoava para jogar ao 'apanha' ou 'agarra', que na minha juventude ainda ecoava frequentemente, nas ruas praças e vielas da cidade que o viu nascer.
Esse homem, que bem poderia ter levado uma vida fútil e isenta de trabalhos, preferiu enveredar por uma das menos rendosas profissões deste País - realizador de cinema.
O primeiro filme dele que tive o privilégio de ver, foi o Aniki-Bobó, título que veio e uma lenga-lenga que a canalhada - era assim que nos chamavam - entoava para jogar ao 'apanha' ou 'agarra', que na minha juventude ainda ecoava frequentemente, nas ruas praças e vielas da cidade que o viu nascer.
Aniki-bébé
Aniki-bóbó
Passarinho Tótó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia
Tu és Ladrão
Eu não quero ser Ladrão
Berimbau-tau-tau
Tenho medo da Prisão
Aniki-bébé
Aniki-bóbó
Passarinho Tótó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia
Eu sou Ladrão
Aniki-bóbó
Passarinho Tótó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia
Tu és Ladrão
Eu não quero ser Ladrão
Berimbau-tau-tau
Tenho medo da Prisão
Aniki-bébé
Aniki-bóbó
Passarinho Tótó
Berimbau
Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia
Eu sou Ladrão
Na altura, quer a critica quer o público, não lhe deram grande importância, do mesmo modo que o fizeram no seu primeiro filme, Douro - Faina Fluvial, a que logo se seguiu outro, Estátuas de Lisboa.
Seis anos volvidos dá-nos mais dois documentários - Miramar, Praia das Rosas e Já se fabricam automóveis em Portugal. Este último um documentário a rever pelos industriais do Norte para poderem aprender o que é a vontade e criatividade nacionais.
E lá continua a filmar, Famalicão (1940), a que se segue o já falado Aniki-Bóbó.
O Pintor e a Cidade (1956) chega-nos 14 anos depois, tempo necessário para sarar as feridas provocadas pela crítica e pelo público, que nunca mais se reconciliou com o autor.
A Caça, surge em 1963, e é considerada em Toulon a melhor curta metragem em exibição, e vem também por acréscimo nova longa metragem O Acto da Primavera, fantasia etnográfica
Mais dois documentários, estreados em 1965 e 1966 - As pinturas do meu irmão Júlio e O Pão (feito em 1959).
Novo interregno e dá-nos O Passado e o Presente, que lhe traz alguns prémios, o reconhecimento e a polémica.
A partir daqui o autor parte para Benilde, ou a Virgem Mãe, Amor de Perdição e Francisca.
O reconhecimento aumenta internacionalmente, enquanto portas adentro se vai impondo devagar.
Segue-se o Sapato de Cetim que é galardoado com o Leão D'Ouro.
A partir daqui e até 2007 os filmes sucedem-se em catadupas à média de um por ano, como se o artista tivesse pressa em recuperar o tempo há muito perdido.
Seis anos volvidos dá-nos mais dois documentários - Miramar, Praia das Rosas e Já se fabricam automóveis em Portugal. Este último um documentário a rever pelos industriais do Norte para poderem aprender o que é a vontade e criatividade nacionais.
E lá continua a filmar, Famalicão (1940), a que se segue o já falado Aniki-Bóbó.
O Pintor e a Cidade (1956) chega-nos 14 anos depois, tempo necessário para sarar as feridas provocadas pela crítica e pelo público, que nunca mais se reconciliou com o autor.
A Caça, surge em 1963, e é considerada em Toulon a melhor curta metragem em exibição, e vem também por acréscimo nova longa metragem O Acto da Primavera, fantasia etnográfica
Mais dois documentários, estreados em 1965 e 1966 - As pinturas do meu irmão Júlio e O Pão (feito em 1959).
Novo interregno e dá-nos O Passado e o Presente, que lhe traz alguns prémios, o reconhecimento e a polémica.
A partir daqui o autor parte para Benilde, ou a Virgem Mãe, Amor de Perdição e Francisca.
O reconhecimento aumenta internacionalmente, enquanto portas adentro se vai impondo devagar.
Segue-se o Sapato de Cetim que é galardoado com o Leão D'Ouro.
A partir daqui e até 2007 os filmes sucedem-se em catadupas à média de um por ano, como se o artista tivesse pressa em recuperar o tempo há muito perdido.
Fastidioso será enumerar os muitos filmes e galardões recebidos, pois outras fontes os terão com melhor apresentação, resta-me pois ficar à espera do Singularidades de uma rapariga loura, e agradecer tudo aquilo que nos deu.
Parabéns, Manoel de Oliveira, que conte muitos.
Parabéns, Manoel de Oliveira, que conte muitos.
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10 dezembro, 2008
Estatísticas
Gosto bastante de estatísticas, mas quando vejo por aí alguns papagaios a falar de percentagens e números como se falassem de estatísticas dá-me quase sempre uma enorme vontade de rir.
Vem isto a propósito de um escrito produzido no ABRUPTO, onde num texto pseudo-científico, um senhor se põe a comparar coisas interessantes, com base em percentagens e períodos que nada transmitem, a não ser a ideia de que tudo vai pior cá por casa, e que lá pela estranja se nada em prosperidade.
O salário mínimo na Hungria é de 370,00 €, na Polónia ronda os 300,00 €, na Eslováquia pouco mais de 217,00 € e na República Checa pouco ultrapassa os 200,00€, será por isso que as suas exportações crescem?
São estes os salários que se querem praticar em Portugal?
As taxas de emprego são de, respectivamente 57,3 %, 54,5 %, 59,4 % e 65,3 % enquanto nós por cá andamos nos 67,9 %. (valores 2006).
Mas voltando às estatísticas, e saindo do princípio de que quando eu como duas galinhas e o meu vizinho nenhuma, cada um come em média uma galinha - ou seja enquanto um engorda o outro morre de fome, mas estatisticamente são equivalentes - porque é que não se comparam realidades fáceis de comparar.
Porque é que não se criticam a assimetrias regionais, ou nos fossos salariais dentro do próprio país, ou nos custos da energia, ou da água, ou na idade média dos automóveis por família?
Claro, que é melhor a comparação com o vizinho do lado, ou com o período anterior, pois não são situações comparáveis, mas quando os números dão jeito, porque não usá-los.
Vamos mas é olhar para o que podemos fazer por nós e gastar menos, e voltar aos antigos 'slogans' - os ricos que paguem a crise. Ou não deverá ser assim?
Vem isto a propósito de um escrito produzido no ABRUPTO, onde num texto pseudo-científico, um senhor se põe a comparar coisas interessantes, com base em percentagens e períodos que nada transmitem, a não ser a ideia de que tudo vai pior cá por casa, e que lá pela estranja se nada em prosperidade.
O salário mínimo na Hungria é de 370,00 €, na Polónia ronda os 300,00 €, na Eslováquia pouco mais de 217,00 € e na República Checa pouco ultrapassa os 200,00€, será por isso que as suas exportações crescem?
São estes os salários que se querem praticar em Portugal?
As taxas de emprego são de, respectivamente 57,3 %, 54,5 %, 59,4 % e 65,3 % enquanto nós por cá andamos nos 67,9 %. (valores 2006).
Mas voltando às estatísticas, e saindo do princípio de que quando eu como duas galinhas e o meu vizinho nenhuma, cada um come em média uma galinha - ou seja enquanto um engorda o outro morre de fome, mas estatisticamente são equivalentes - porque é que não se comparam realidades fáceis de comparar.
Porque é que não se criticam a assimetrias regionais, ou nos fossos salariais dentro do próprio país, ou nos custos da energia, ou da água, ou na idade média dos automóveis por família?
Claro, que é melhor a comparação com o vizinho do lado, ou com o período anterior, pois não são situações comparáveis, mas quando os números dão jeito, porque não usá-los.
Vamos mas é olhar para o que podemos fazer por nós e gastar menos, e voltar aos antigos 'slogans' - os ricos que paguem a crise. Ou não deverá ser assim?
Fui
Dizem-me que a crise está aí!
Onde?
Cada vez há mais gente a comprar e mais gente a vender, os produtos é que nem sempre são acessíveis (nem a variedade é grande), pois com este frio, em vez de baixarem de preço - como a temperatura - não deixam de subir, o que faz com que as vontades colidam com a carteira ,e vai daí perdemos mais tempo e trazemos menos coisas.
Vamos lá a ver se com novo esforço acabo por arranjar a quiquilharia toda.
Onde?
Cada vez há mais gente a comprar e mais gente a vender, os produtos é que nem sempre são acessíveis (nem a variedade é grande), pois com este frio, em vez de baixarem de preço - como a temperatura - não deixam de subir, o que faz com que as vontades colidam com a carteira ,e vai daí perdemos mais tempo e trazemos menos coisas.
Vamos lá a ver se com novo esforço acabo por arranjar a quiquilharia toda.
09 dezembro, 2008
Hoje vou às compras
E espero comprar tudo o que preciso, pois não gosto de andar nestes dias às compras, em que tudo é caro, ou está esgotado, em que a atenção é pouca porque a clientela é muita, em que há mais parra do que uva, corremos o risco de comprar o que não gostamos, enfim... porque fui burro em não ter ido mais cedo.
08 dezembro, 2008
Citações (XIV)
A democracia surgiu quando, devido ao facto de que todos são iguais em certo sentido, se acreditou que todos fossem absolutamente iguais entre si
Aristóteles
Aplauso
Para este texto do Pedro Lessa n'A Baixa do Porto.
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07 dezembro, 2008
Sobre o mau gosto!
Lido na Controversa Maresia.
Não sei como há quem goste deste tipo de programas, mas que é sinal de grave falta de educação e sentido estético, não haverá dúvida quanto a isso.
Não posso entender como é que a luta pelas audiências passa pelo deserto de ideias e pela falta de humanidade, seja de quem exibe, seja dos que enviam o material para ser visto.
A SIC, pelos vistos suporta bem o mal dos outros, ao ponto de fazer dele espectáculo.
Não sei como há quem goste deste tipo de programas, mas que é sinal de grave falta de educação e sentido estético, não haverá dúvida quanto a isso.
Não posso entender como é que a luta pelas audiências passa pelo deserto de ideias e pela falta de humanidade, seja de quem exibe, seja dos que enviam o material para ser visto.
A SIC, pelos vistos suporta bem o mal dos outros, ao ponto de fazer dele espectáculo.
Citações (XIII)
Um dos grandes segredos da sabedoria económica é saber aquilo que se não sabe
John Galbraith
John Galbraith
Domingo
Acordo.
Como habitualmente, tenho o meu chá à espera para me livrar dos sonhos da noite e me atirar para os duros braços da realidade.
Uma vista de olhos pelos jornais, uma primeira passagem pelos blogs de referência e a conclusão definitiva - nada de novo na frente ocidental.
Como habitualmente, tenho o meu chá à espera para me livrar dos sonhos da noite e me atirar para os duros braços da realidade.
Uma vista de olhos pelos jornais, uma primeira passagem pelos blogs de referência e a conclusão definitiva - nada de novo na frente ocidental.
06 dezembro, 2008
Educação
Sobre a educação e graças ao Câmara Corporativa cheguei aqui e aqui
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Notícias tristes
Lampreia deixou de se reproduzir no rio Douro
segundo notícia do Diário Digital lida na A Baixa do Porto.
A lampreia ainda não acabou, mas por este andar é mais uma espécie a abater, pelo menos, neste Douro que nos banha, só espero que alguém dê por ela e faça alguma coisa.
Depois querem que o turismo prospere, quando começam por matar uma das peças do roteiro gastronómico da região,
Estão a ouvir? ó câmaras do Porto, Gaia, Gondomar, Paredes e Penafiel.
segundo notícia do Diário Digital lida na A Baixa do Porto.
A lampreia ainda não acabou, mas por este andar é mais uma espécie a abater, pelo menos, neste Douro que nos banha, só espero que alguém dê por ela e faça alguma coisa.
Depois querem que o turismo prospere, quando começam por matar uma das peças do roteiro gastronómico da região,
Estão a ouvir? ó câmaras do Porto, Gaia, Gondomar, Paredes e Penafiel.
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Porque hoje é Sábado
I
Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.
II
Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado
III
Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,
ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como
as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas
em queda invisível na
terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda
e missa de
sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das
águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em [cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e [sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.
in (O Dia da Criação, do grande Vinicius de Moraes)
05 dezembro, 2008
Citações (XII)
Os arrogantes são como os balões: basta uma picadela de sátira ou de dor para dar cabo deles
Madame de Staël
Madame de Staël
O serviço ferroviário
Muito se tem falado sobre o serviço ferroviário, principalmente sobre o TGV, e a escassez da rede ferroviária nacional, mas apontar os verdadeiros responsáveis,fica sempre no esquecimento.
Fazendo um pouco a resenha do que tem sido feito pelo serviço ferroviário nacional, constata-se o seguinte:
1 - Após 1974 e até 1983 - 9 anos - limitou-se a CP a tapar buracos, fazer greves, manter o periclitante serviço de transportes vendendo três vezes mais bilhetes do que lugares existiam nas composições - nomeadamente nas viagens Lisboa/Porto às Sextas-feiras e Sábados, e Porto/Lisboa aos Domingos e Segundas - até chegarem ao DL 63/83, que aprovava o saneamento financeiro da CP que se encontrava numa situação económica mais do que insolvente.
2. Andaram por lá, como Secretários de Estado dos Transportes e Comunicações, o Ferreira de Lima, na dependência de José Augusto Fernandes - Ministro do Equipamento Social e Ambiente, até Março de 1975.
3. Nesse mês, os transportes passam a ter direito a um ministério dirigido por Veiga de Oliveira, tendo como Secretário de Estado António Machado Rodrigues e Subsecretário de Estado o Eduardo Zuquete, onde se aguentam até Agosto do mesmo ano.
4. Agosto de 75 e surge novo ministro - Henrique de Oliveira e Sá - que se aguenta pouco mais de um mês!
5. Chegados a Setembro do mesmo ano, lá regressam o José Augusto Fernandes como ministro, tendo como secretário o repetente António Machado Rodrigues e um nóvel Subsecretário de Estado - Luís Cidade Moura.
6. Sete dias depois o Ministro já era o Walter Rosa, o secretário mantinha-se, mas o subsecretário esfuma-se, reaparecendo três semanas depois o Luís Cidade Moura na subsecretaria.
7. Em Janeiro de 76 desaparecem todos e o vazio mantêm-se durante uma semana, reaparecendo o José Augusto Fernandes como ministro, mantendo-se os mesmos senhores à frente respectivamente das Secretaria e Subsecretaria de Estado onde ficam até Julho de 1976.
Por esta amostra, poder-se-á calcular como deveria ser interessante gerir nestas confições.
Fazendo um pouco a resenha do que tem sido feito pelo serviço ferroviário nacional, constata-se o seguinte:
1 - Após 1974 e até 1983 - 9 anos - limitou-se a CP a tapar buracos, fazer greves, manter o periclitante serviço de transportes vendendo três vezes mais bilhetes do que lugares existiam nas composições - nomeadamente nas viagens Lisboa/Porto às Sextas-feiras e Sábados, e Porto/Lisboa aos Domingos e Segundas - até chegarem ao DL 63/83, que aprovava o saneamento financeiro da CP que se encontrava numa situação económica mais do que insolvente.
2. Andaram por lá, como Secretários de Estado dos Transportes e Comunicações, o Ferreira de Lima, na dependência de José Augusto Fernandes - Ministro do Equipamento Social e Ambiente, até Março de 1975.
3. Nesse mês, os transportes passam a ter direito a um ministério dirigido por Veiga de Oliveira, tendo como Secretário de Estado António Machado Rodrigues e Subsecretário de Estado o Eduardo Zuquete, onde se aguentam até Agosto do mesmo ano.
4. Agosto de 75 e surge novo ministro - Henrique de Oliveira e Sá - que se aguenta pouco mais de um mês!
5. Chegados a Setembro do mesmo ano, lá regressam o José Augusto Fernandes como ministro, tendo como secretário o repetente António Machado Rodrigues e um nóvel Subsecretário de Estado - Luís Cidade Moura.
6. Sete dias depois o Ministro já era o Walter Rosa, o secretário mantinha-se, mas o subsecretário esfuma-se, reaparecendo três semanas depois o Luís Cidade Moura na subsecretaria.
7. Em Janeiro de 76 desaparecem todos e o vazio mantêm-se durante uma semana, reaparecendo o José Augusto Fernandes como ministro, mantendo-se os mesmos senhores à frente respectivamente das Secretaria e Subsecretaria de Estado onde ficam até Julho de 1976.
Por esta amostra, poder-se-á calcular como deveria ser interessante gerir nestas confições.
(continua)
Peter Café Sport
Finalmente, vamos ter direito a beber um gin tónico decente sem termos de ir até aos Açores.
O Peter Café Sport vai abrir uma filial nesta cidade, na zona ribeirinha, conforme se pode ler aqui.
Ora seja muito bem-vindo.
O Peter Café Sport vai abrir uma filial nesta cidade, na zona ribeirinha, conforme se pode ler aqui.
Ora seja muito bem-vindo.
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04 dezembro, 2008
Citações (XI)
O objectivo do mentiroso é simplesmente o de agradar, de encantar, de dar prazer. É a base da sociedade civilizada
Oscar Wilde
Oscar Wilde
03 dezembro, 2008
Acordo ortográfico!!!!
Basta ouvir isto para entender...
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Já sei porque é que os professores estão em greve
Ex.mo(a) Sr.(a) Encarregado(a) de Educação
As escolas estão a viver um momento muito conturbado, em consequência das políticas educativas impostas pelo Ministério da Educação e pelo Governo, nomeadamente o processo de avaliação do desempenho docente.
Com efeito, estas políticas degradaram as condições de exercício da actividade docente e têm vindo a transformar as Escolas e o processo educativo num acto burocrático de tal forma complexo, que os professores passam a maior parte do tempo a preencher papéis e a realizar reuniões que não trazem quaisquer efeitos positivos sobre a qualidade da Educação ou sobre o seu desempenho profissional.
Bem pelo contrário! São inúmeros os professores que já pediram a reforma antecipada, assumindo os prejuízos financeiros dessa decisão, por força do esgotamento a que estão sujeitos e da impotência para se dedicarem àquilo de que mais gostam e que é a razão de ser da sua profissão: os alunos e o seu sucesso educativo!
No que diz respeito ao processo de avaliação do desempenho dos docentes, todos reconhecemos a sua importância para garantir uma Educação e uma Escola Pública de Qualidade. No entanto, consideramos que o modelo de avaliação imposto pelo ministério é inaplicável, injusto e perverso.
É um modelo que tem consumido muito do nosso tempo — tempo precioso para preparar as aulas e toda uma série de actividades que visam proporcionar a formação integral dos alunos e a melhoria das suas aprendizagens. Nada disto nos tem sido possível fazer! Não nos têm permitidoser professores!
Caro(a) Encarregado(a) de Educação
Foi por tudo isto que 120 mil docentes se manifestaram no dia 8 de Novembro em Lisboa
e que continuam envolvidos noutras lutas. Porque se sentem atingidos na sua dignidade profissional e humana, porque defendem os superiores interesses da Escola Pública, porque estão verdadeiramente empenhados na melhoria das aprendizagens dos alunos, os docentes estão dispostos a continuar a lutar, no intuito de reconquistarem o direito de voltarem a ser professores.
Gratos pela atenção dispensada, esperamos ter ao nosso lado aqueles a quem mais interessa quea Educação seja valorizada e não espezinhada: os Pais e Encarregados de Educação.
Os Professores e Educadores
Texto de desdobrável distribuído pela Plataforma Sindical de Professores
As escolas estão a viver um momento muito conturbado, em consequência das políticas educativas impostas pelo Ministério da Educação e pelo Governo, nomeadamente o processo de avaliação do desempenho docente.
Com efeito, estas políticas degradaram as condições de exercício da actividade docente e têm vindo a transformar as Escolas e o processo educativo num acto burocrático de tal forma complexo, que os professores passam a maior parte do tempo a preencher papéis e a realizar reuniões que não trazem quaisquer efeitos positivos sobre a qualidade da Educação ou sobre o seu desempenho profissional.
Bem pelo contrário! São inúmeros os professores que já pediram a reforma antecipada, assumindo os prejuízos financeiros dessa decisão, por força do esgotamento a que estão sujeitos e da impotência para se dedicarem àquilo de que mais gostam e que é a razão de ser da sua profissão: os alunos e o seu sucesso educativo!
No que diz respeito ao processo de avaliação do desempenho dos docentes, todos reconhecemos a sua importância para garantir uma Educação e uma Escola Pública de Qualidade. No entanto, consideramos que o modelo de avaliação imposto pelo ministério é inaplicável, injusto e perverso.
É um modelo que tem consumido muito do nosso tempo — tempo precioso para preparar as aulas e toda uma série de actividades que visam proporcionar a formação integral dos alunos e a melhoria das suas aprendizagens. Nada disto nos tem sido possível fazer! Não nos têm permitidoser professores!
Caro(a) Encarregado(a) de Educação
Foi por tudo isto que 120 mil docentes se manifestaram no dia 8 de Novembro em Lisboa
e que continuam envolvidos noutras lutas. Porque se sentem atingidos na sua dignidade profissional e humana, porque defendem os superiores interesses da Escola Pública, porque estão verdadeiramente empenhados na melhoria das aprendizagens dos alunos, os docentes estão dispostos a continuar a lutar, no intuito de reconquistarem o direito de voltarem a ser professores.
Gratos pela atenção dispensada, esperamos ter ao nosso lado aqueles a quem mais interessa quea Educação seja valorizada e não espezinhada: os Pais e Encarregados de Educação.
Os Professores e Educadores
Texto de desdobrável distribuído pela Plataforma Sindical de Professores
02 dezembro, 2008
Notícia de última hora
EUA: Economia está oficialmente em recessão
Da RTP, via LUSA
Qu'a ganda surpresa, isto é que é uma notícia a sério!!!!!!
Da RTP, via LUSA
Qu'a ganda surpresa, isto é que é uma notícia a sério!!!!!!
Citações (IX - X)
Ontem esqueci-me, por isso, hoje vão duas.
Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro
Henry Thoreau
Porquê dar conhecimento das nossas opiniões? Amanhã, podemos ter outras
Paul Léautaud
Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro
Henry Thoreau
Porquê dar conhecimento das nossas opiniões? Amanhã, podemos ter outras
Paul Léautaud
01 dezembro, 2008
A língua portuguesa é mesmo difícil
Secretário-Geral do Partido, camarada Jerónimo de Sousa (que entendeu não votar na sua própria eleição) foi eleito por unânimidade.
in, PCP
in, PCP
Para além do chapéuzinho na unanimidade estar errado, o que me leva a crer que não foi nenhum professor a escrever este laudáre, será mais uma vez a unanimidade à moda do PCP, ou seja, se o Jerónimo não votou, a unanimidade foi de votos a favor, mas não de todos os que tinham direito a votar, pois ele absteve-se, não é verdade!
Assim se vê, a qualidade do PC.
Assim se vê, a qualidade do PC.
30 novembro, 2008
Citações (VIII)
O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opinião dos deseducados, ele mantém-nos em dia com a ignorância da comunidade
Oscar Wilde
Quem diz que não temos iniciativa?
Hoje, no Jornalismo Porto.Net esta notícia!
Saíu da cabeça de um aluno da FEUP, que é engenheiro do ISEP, e a Polight é já uma realidade.
Obrigado ao José Carlos Ferreira.
Saíu da cabeça de um aluno da FEUP, que é engenheiro do ISEP, e a Polight é já uma realidade.
Obrigado ao José Carlos Ferreira.
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Elisa Ferreira em discurso directo
"... somos a segunda cidade do País, mas temos de o ser, não pelo estatuto, mas porque o conseguimos ser ..."
ontem, na Casa da Música.
ontem, na Casa da Música.
Porque é importante não esquecer
Tirado d' A Baixa do Porto este texto de Filinto Melo.
"Jornalistas despedidos assinalam aniversário do jornal «O Primeiro de Janeiro»"
No dia 1 de Dezembro de 1868, no culminar da revolta portuense da «Janeirinha», nasceu o jornal «O Primeiro de Janeiro». Ao longo de 140 anos, o periódico foi ganhando importância, tornando-se no principal jornal de referência em Portugal, no período da ditadura salazarista.
Nascido numa revolta contra a política fiscal do Governo de Fontes Pereira de Melo, «O Primeiro de Janeiro» atravessou outros períodos conturbados, como a transição para o regime democrático, acabando por se debater com a mais grave crise da sua história, na década de 1980, quando o seu vasto património foi desbaratado. O jornal foi persistindo, na década seguinte, mas já sem o seu emblemático edifício na Rua de Santa Catarina, e sem muitos dos grandes profissionais que ajudaram a consolidar o título a nível nacional.
Foi nesta altura, no início dos anos 1990, que um empresário da indústria gráfica, de Oliveira de Azeméis, comprou a empresa detentora do jornal. Associando-se a um título que era sinónimo de prestígio, o empresário foi diversificando os seus negócios para as áreas da construção civil, águas engarrafadas, passando pela organização de espectáculos e agências de viagens. Nunca realizou, no entanto, qualquer investimento na redacção de «O Primeiro de Janeiro», que se manteve, desde 1990, na Rua Coelho Neto, no Porto, num espaço sem condições.
No início da presente década, o mesmo empresário alterou a constituição da empresa fundadora do jornal, registada em 1919, mudou-lhe o nome para Sedico – Serviços de Edição e Comunicação, SA, e transferiu a sede para Gondomar, para uma morada fictícia.
Já sob a direcção de Nassalete Miranda, e apesar do desinvestimento votado pelo empresário, o jornal foi conquistando espaço no panorama da imprensa regional do Norte, não tendo praticamente concorrentes. Todavia, no dia 31 de Julho de 2008, a directora, cumprindo ordens da administração da empresa, demitiu em bloco mais de 30 jornalistas e outros funcionários administrativos, sem uma justificação plausível, sem qualquer indemnização e com salários em atraso.
Os jornalistas despedidos, que se viram obrigados de um momento para o outro, em pleno Verão, a lutar pela sua sobrevivência, não querem agora deixar de assinalar os 140 de existência de um dos mais importantes jornais que se publica em Portugal e para o qual contribuíram, por longos períodos, com muito esforço e dedicação.
Os jornalistas despedidos de «O Primeiro de Janeiro» reúnem-se domingo, dia 30 de Novembro de 2008 num jantar comemorativo dos 140 anos do diário portuense, às 20h30, no Restaurante Mar do Norte, nº 95, Rua Mouzinho da Silveira, no Porto.
Os jornalistas despedidos de «O Primeiro de Janeiro» assinalam o aniversário do jornal, manifestando respeito pelos seus leitores, fontes, antigos trabalhadores e por todos aqueles que demonstraram solidariedade com os seus despedimentos ilegais.
Jornalistas de «O Primeiro de Janeiro» despedidos a 31 de Julho de 2008
"Jornalistas despedidos assinalam aniversário do jornal «O Primeiro de Janeiro»"
No dia 1 de Dezembro de 1868, no culminar da revolta portuense da «Janeirinha», nasceu o jornal «O Primeiro de Janeiro». Ao longo de 140 anos, o periódico foi ganhando importância, tornando-se no principal jornal de referência em Portugal, no período da ditadura salazarista.
Nascido numa revolta contra a política fiscal do Governo de Fontes Pereira de Melo, «O Primeiro de Janeiro» atravessou outros períodos conturbados, como a transição para o regime democrático, acabando por se debater com a mais grave crise da sua história, na década de 1980, quando o seu vasto património foi desbaratado. O jornal foi persistindo, na década seguinte, mas já sem o seu emblemático edifício na Rua de Santa Catarina, e sem muitos dos grandes profissionais que ajudaram a consolidar o título a nível nacional.
Foi nesta altura, no início dos anos 1990, que um empresário da indústria gráfica, de Oliveira de Azeméis, comprou a empresa detentora do jornal. Associando-se a um título que era sinónimo de prestígio, o empresário foi diversificando os seus negócios para as áreas da construção civil, águas engarrafadas, passando pela organização de espectáculos e agências de viagens. Nunca realizou, no entanto, qualquer investimento na redacção de «O Primeiro de Janeiro», que se manteve, desde 1990, na Rua Coelho Neto, no Porto, num espaço sem condições.
No início da presente década, o mesmo empresário alterou a constituição da empresa fundadora do jornal, registada em 1919, mudou-lhe o nome para Sedico – Serviços de Edição e Comunicação, SA, e transferiu a sede para Gondomar, para uma morada fictícia.
Já sob a direcção de Nassalete Miranda, e apesar do desinvestimento votado pelo empresário, o jornal foi conquistando espaço no panorama da imprensa regional do Norte, não tendo praticamente concorrentes. Todavia, no dia 31 de Julho de 2008, a directora, cumprindo ordens da administração da empresa, demitiu em bloco mais de 30 jornalistas e outros funcionários administrativos, sem uma justificação plausível, sem qualquer indemnização e com salários em atraso.
Os jornalistas despedidos, que se viram obrigados de um momento para o outro, em pleno Verão, a lutar pela sua sobrevivência, não querem agora deixar de assinalar os 140 de existência de um dos mais importantes jornais que se publica em Portugal e para o qual contribuíram, por longos períodos, com muito esforço e dedicação.
Os jornalistas despedidos de «O Primeiro de Janeiro» reúnem-se domingo, dia 30 de Novembro de 2008 num jantar comemorativo dos 140 anos do diário portuense, às 20h30, no Restaurante Mar do Norte, nº 95, Rua Mouzinho da Silveira, no Porto.
Os jornalistas despedidos de «O Primeiro de Janeiro» assinalam o aniversário do jornal, manifestando respeito pelos seus leitores, fontes, antigos trabalhadores e por todos aqueles que demonstraram solidariedade com os seus despedimentos ilegais.
Jornalistas de «O Primeiro de Janeiro» despedidos a 31 de Julho de 2008
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29 novembro, 2008
Citações (VII)
Banqueiro: aquele que empresta o dinheiro dos outros e guarda os juros para si
John Pollard
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Será que é desta?
Depois de ler hoje, no site de notícias da RTP, que a Elisa Ferreira, revelou hoje que está a "falar com muitas pessoas" para avaliar a viabilidade de uma candidatura à Câmara do Porto, mas frisou que a decisão não será tomada antes do final deste ano. senti-me um pouco mais confortado de que poderemos vir a ter uma opção a Rui Rio.
Espero que o PS do Porto, ou o do Largo do Rato, não estrague tudo com as politiquices a que muitos já estamos habituados.
A seguir com atenção.
Espero que o PS do Porto, ou o do Largo do Rato, não estrague tudo com as politiquices a que muitos já estamos habituados.
A seguir com atenção.
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28 novembro, 2008
Assim, sim!
Já há algum tempo que o JN não me trazia notícias tão interessantes, a saber:
1. - Foi inaugurado ontem o Centro Interpretativo do Passeio Geológico da Foz do Douro;
2. - A CMP está a desenvolver esfoços para classificar aquele complexo metamórfico como património natural nacional;
3. - Oito candidaturas a apoio comunitário, no valor de mais de 18 milhões de euros, sendo que pelo menos oito milhões são provenientes da comunidade europeia, já estão aprovadas, faltando ainda mais dez que estão em curso, que totalizarão 32 milhões de investimento;
4. O parque da cidade vai estender-se em direcção a Matosinhos;
5. - A requalificação da Areosa vai finalmente fazer-se.
Só espero que muito disto não passe de propaganda, tendo em vista o período eleitoral que se avizinha, mas confio que são boas notícias e motivo para retomarmos alguma da esperança que vimos perdendo.
1. - Foi inaugurado ontem o Centro Interpretativo do Passeio Geológico da Foz do Douro;
2. - A CMP está a desenvolver esfoços para classificar aquele complexo metamórfico como património natural nacional;
3. - Oito candidaturas a apoio comunitário, no valor de mais de 18 milhões de euros, sendo que pelo menos oito milhões são provenientes da comunidade europeia, já estão aprovadas, faltando ainda mais dez que estão em curso, que totalizarão 32 milhões de investimento;
4. O parque da cidade vai estender-se em direcção a Matosinhos;
5. - A requalificação da Areosa vai finalmente fazer-se.
Só espero que muito disto não passe de propaganda, tendo em vista o período eleitoral que se avizinha, mas confio que são boas notícias e motivo para retomarmos alguma da esperança que vimos perdendo.
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27 novembro, 2008
Citações (V)
Como é que um tipo que é medíocre há-de saber que é medíocre, se ele é medíocre?
Vergílio Ferreira
Vergílio Ferreira
Dez ou doze meses?!
Leio aqui, no Público, que os tram-train só no Outono de 2009 entrarão em funcionamento!
Será isto uma medida acertada da Metro do Porto, ou é mais um dos muitos absurdos da gestão à portuguesa?
Quanto custará a imobilização da frota durante estes meses?
E a quem aproveita, sabendo que terão que ser objecto de manutenção e circulação sob pena de estarem inoperativos na data anunciada para a entrada em funcionamento?
Então só agora é que se lembraram da central de ATP que será necessária para a sua operação?
Diz-se que necessitam de três meses de testes em oficina! Mas isso é apenas para o primeiro, e esse já as deve ter efectuado, pois já cá chegou em Agosto, ou ainda não estão efectuados?
5.000 Km em linha para testar?!!!
Não será que esse tipo de testes se deveriam ter efectuado antes de adquirir a frota e não após a compra ter sido decidida, quando já estamos na fase da entrega?
Se o número de dez unidades é o considerado ideal para um funcinamento em pleno, estando já cá três, sendo entregue um ainda este mês, em Maio de 2009, já cá estarão dez, porque não iniciar aí a sua operação?
Não poderão operar conjuntamente os actuais e os novos? Então para quê esperar e não colocar os que agora chegam em operação nos horários mais densamente utilizados?
Não haverá ninguém que saiba responder a estas questões?
Será isto uma medida acertada da Metro do Porto, ou é mais um dos muitos absurdos da gestão à portuguesa?
Quanto custará a imobilização da frota durante estes meses?
E a quem aproveita, sabendo que terão que ser objecto de manutenção e circulação sob pena de estarem inoperativos na data anunciada para a entrada em funcionamento?
Então só agora é que se lembraram da central de ATP que será necessária para a sua operação?
Diz-se que necessitam de três meses de testes em oficina! Mas isso é apenas para o primeiro, e esse já as deve ter efectuado, pois já cá chegou em Agosto, ou ainda não estão efectuados?
5.000 Km em linha para testar?!!!
Não será que esse tipo de testes se deveriam ter efectuado antes de adquirir a frota e não após a compra ter sido decidida, quando já estamos na fase da entrega?
Se o número de dez unidades é o considerado ideal para um funcinamento em pleno, estando já cá três, sendo entregue um ainda este mês, em Maio de 2009, já cá estarão dez, porque não iniciar aí a sua operação?
Não poderão operar conjuntamente os actuais e os novos? Então para quê esperar e não colocar os que agora chegam em operação nos horários mais densamente utilizados?
Não haverá ninguém que saiba responder a estas questões?
26 novembro, 2008
Citações (IV)
Os abusos, que destroem as boas instituições, têm o privilégio fatal de fazer subsistir as más
Pierre-Édouard Lémontey
O BE zangou-se
Pois é, lá se entornou o caldo entre os democráticos bloquistas e o Zé Sá Fernandes.
Pelos vistos, os que clamam tanto pela independência do pensamento, não suportaram a independência do seu independente e romperam com ele.
Claro, que há muito, já muitos de nós sabemos que o BE não tem projecto nenhum de governo, nem tampouco está interessado em que algo corra bem em qualquer governo, seja ele duma escola, duma freguesia, duma câmara, duma cidade, dum governo ou até dum país.
Pelos vistos o Sá Fernandes, cometeu o crime de lesa-majestade de não telefonar ao seu controleiro para pedir indicações (ordens) sobre como devia actuar, e ousou pensar pela própria cabeça!
Crime! Gritaram eles, a uma só voz - parece que o Daniel Oliveira gritou mais baixinho do que muitos dos outros, como se pode ver aqui - como é costume desta pusilânime esquerda de voz grossa, que parece ter o dom da omnisciência, bem como uma irrealidade genética que advém certamente da onírica convicção de que todos somos iguais nos direitos e nos deveres, quando na realidade somos tão diferentes como a nossa mão esquerda é da direita.
Afinal, o BE que diz não querer o poder, porque este corrompe e corrói, pela-se por um lugarzinho junto de qualquer governação, nem que para isso tenha de se aliar com gente que não comungue dos seus ideais, nem seja par na sua confraria.
Cá pelo Porto, desde Setembro que não ouvimos a voz do BE, que mais uma vez, se pronunciou contra uma decisão camarária que visa recuperar as gentes do Aleixo e acabar de vez com mais um gueto onde são confinados muitos dos excluídos pela sociedade.
Afinal, o BE, no Porto, apenas quer que aqueles núcleos familiares continuem sujeitos à coabitação com as máfias da droga, da prostituição, do crime de colarinho sujo, tenham escolas decadentes onde professores aterrorizados estão incapacitados de exercer o seu dever, e que se esgotem, em recuperação de imóveis, fundos que poderão ser melhor aproveitados se utilizados para outro tipo de realojamento social. Realojamento com dignidade e superador do desconforto imposto pelo isolamento de classes económicas.
Mas isso, não interessará ao BE, pois retirar-lhe-á alguns votos e não lhe permitirá continuar com demagógicas campanhas a favor dos desfavorecidos.
Abramos os olhos, com mais este triste exemplo da dita esquerda caviar, que continua a não entender que a democracia não se alimenta do povo, mas que é alimentada por ele.
Pelos vistos, os que clamam tanto pela independência do pensamento, não suportaram a independência do seu independente e romperam com ele.
Claro, que há muito, já muitos de nós sabemos que o BE não tem projecto nenhum de governo, nem tampouco está interessado em que algo corra bem em qualquer governo, seja ele duma escola, duma freguesia, duma câmara, duma cidade, dum governo ou até dum país.
Pelos vistos o Sá Fernandes, cometeu o crime de lesa-majestade de não telefonar ao seu controleiro para pedir indicações (ordens) sobre como devia actuar, e ousou pensar pela própria cabeça!
Crime! Gritaram eles, a uma só voz - parece que o Daniel Oliveira gritou mais baixinho do que muitos dos outros, como se pode ver aqui - como é costume desta pusilânime esquerda de voz grossa, que parece ter o dom da omnisciência, bem como uma irrealidade genética que advém certamente da onírica convicção de que todos somos iguais nos direitos e nos deveres, quando na realidade somos tão diferentes como a nossa mão esquerda é da direita.
Afinal, o BE que diz não querer o poder, porque este corrompe e corrói, pela-se por um lugarzinho junto de qualquer governação, nem que para isso tenha de se aliar com gente que não comungue dos seus ideais, nem seja par na sua confraria.
Cá pelo Porto, desde Setembro que não ouvimos a voz do BE, que mais uma vez, se pronunciou contra uma decisão camarária que visa recuperar as gentes do Aleixo e acabar de vez com mais um gueto onde são confinados muitos dos excluídos pela sociedade.
Afinal, o BE, no Porto, apenas quer que aqueles núcleos familiares continuem sujeitos à coabitação com as máfias da droga, da prostituição, do crime de colarinho sujo, tenham escolas decadentes onde professores aterrorizados estão incapacitados de exercer o seu dever, e que se esgotem, em recuperação de imóveis, fundos que poderão ser melhor aproveitados se utilizados para outro tipo de realojamento social. Realojamento com dignidade e superador do desconforto imposto pelo isolamento de classes económicas.
Mas isso, não interessará ao BE, pois retirar-lhe-á alguns votos e não lhe permitirá continuar com demagógicas campanhas a favor dos desfavorecidos.
Abramos os olhos, com mais este triste exemplo da dita esquerda caviar, que continua a não entender que a democracia não se alimenta do povo, mas que é alimentada por ele.
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25 novembro, 2008
Citações (III)
Todos têm direito de se enganar nas suas opiniões. Mas ninguém tem o direito de se enganar nos factos
Bernard Baruch
Bernard Baruch
120.000
É um número redondo, assustador, mas que parece que ninguém pretende analizar exaustivamente.
Os 120.000 que estiveram nas manifestações eram todos professores? Não havia por lá mãezinhas e paizinhos a acompanhar, irmãos solidários, alunos que cursam ESE's, professores reformados, sindicalistas profissionais, funcionários de partidos, aprendizes de políticos e até simples motoristas de camioneta e respectivos familiares?
E estavam lá só contra os critérios da avaliação, ou estariam também contra o estatuto do docente, contra o medo de serem avaliados, ou de não terem a coragem de não ir, pela resistência à mudança, pela redução dos seus muitos tempos livres, contra as aulas de substituição, contra as aulas de apoio, por opção partidária.
É que não me convenço que lá estiveram tantos, até porque conheço escolas de onde não foi um único, mas que sabem que lá estiveram representadas!
Os 120.000 que estiveram nas manifestações eram todos professores? Não havia por lá mãezinhas e paizinhos a acompanhar, irmãos solidários, alunos que cursam ESE's, professores reformados, sindicalistas profissionais, funcionários de partidos, aprendizes de políticos e até simples motoristas de camioneta e respectivos familiares?
E estavam lá só contra os critérios da avaliação, ou estariam também contra o estatuto do docente, contra o medo de serem avaliados, ou de não terem a coragem de não ir, pela resistência à mudança, pela redução dos seus muitos tempos livres, contra as aulas de substituição, contra as aulas de apoio, por opção partidária.
É que não me convenço que lá estiveram tantos, até porque conheço escolas de onde não foi um único, mas que sabem que lá estiveram representadas!
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24 novembro, 2008
Citações (II)
A compaixão é que nos torna verdadeiramente humanos e impede que nos transformemos em pedra, como os monstros de impiedade das lendas
Anatole France
Anatole France
Ou é impressão minha...
ou um serviço do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo vai aparecer por aqui a muito breve prazo.
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Ainda sobre S. Bento
Hoje escrevi isto, n' A Baixa do Porto, em reposta ao António Alves.
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23 novembro, 2008
Citações (I)
As pessoas com privilégios preferem arriscar a sua própria destruição a perderem um pouco da sua vantagem material
John Galbraith
John Galbraith
Tenho medo desta notícia
Hoje, o JN, dá-nos a conhecer que existem planos para alterar a estação de S. Bento, de maneira a enfiar-lhe anexos, que encobrirão mais um shopping, como se já não existissem terrenos ali perto, em franco estado de degradação, que poderiam disponibilizar o espaço necessário.
Mau é, quando um edifício classificado, começa a ser objecto dos apetites dos especuladores imobiliários, pois sabemos a persuasão que estes grupos conseguem ter junto de entidades públicas.
Vamos estar atentos?
Mau é, quando um edifício classificado, começa a ser objecto dos apetites dos especuladores imobiliários, pois sabemos a persuasão que estes grupos conseguem ter junto de entidades públicas.
Vamos estar atentos?
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21 novembro, 2008
Professores
Até gosto deles, não de todos é claro, até porque não os conheço a todos, mas alguns que eu conheço, e não são tão poucos como parece, dão-me a sensação de se sentirem ameaçados por algo que não conseguem explicar.
Muitos deles, felizmente, são bons professores, dedicados, esforçados, competentes, que criticam muitos dos seus colegas por serem uns parasitas do sistema, mas, de repente, e sem nexo, passam a juntar-se todos do mesmo lado da barricada, em estranha aliança protectora dos que o são apenas por acidente e não por vocação ou querer.
Esta estranha aliança, faz-me desconfiar que a culpa não é da ministra, do governo, da avaliação, do estatuto do professor ou da autonomia das escolas, mas sim um cocktail esquisito, em que os ingredientes atrás mencionados se misturam em proporções diversas mas cuho resultado só dará a desenxabida mistela corporativa habitual.
Como todos, ou melhor, como a maioria dos que sabem ler e escrever e frequentaram uma escola, também eu tive professores, alguns (muitos) que recordo com saudade, e outros (demasiados) de quem recordo a ineficiência, a ausência de capacidades pedagógicas, e até conhecimentos suficientes para leccionar fosse que matéria fosse.
Gostava que os professores, principalmente os do ensino básico, se lembrassem que são o fermento que faz crescer a sociedade, e que o futuro dessa sociedade também os atingirá, quer directa, quer indirectamente, pelo que esta sua posição de negação da avaliação (eu sei, eu sei, que todos dizem querer ser avaliados) com influência no seu percurso laboral me assusta, pois cheira-me a medos ocultos que só em privado se confessam.
Os professores, afinal, não me parecem ser uma massa unida por um desejo único, antes me parecem um rebanho que só está junto, porque lhes dizem que o lobo lhes ronda o pasto, quando albergam no seu meio, muitas dúzias de lobos disfarçados de cordeiros, que se saciarão dos mais tenros e confiantes, para gáudio das hienas que no alto do monte tentam abafar o seu riso cacarejado, esperando a oportunidade de se saciarem com os restos.
É altura de abrirem os olhos, de confiarem um pouco mais no pastor e nos cães de guarda, por muito que eles lhes mordam nas patas, pois valerá mais ficar com os artelhos esfolados, do que morrer esquartejado, ou à míngua.
Se querem cantar vitória, continuem a caminho do abismo, mas no fim não se queixem de quem comandou o rebanho foi o general Pirro!
Muitos deles, felizmente, são bons professores, dedicados, esforçados, competentes, que criticam muitos dos seus colegas por serem uns parasitas do sistema, mas, de repente, e sem nexo, passam a juntar-se todos do mesmo lado da barricada, em estranha aliança protectora dos que o são apenas por acidente e não por vocação ou querer.
Esta estranha aliança, faz-me desconfiar que a culpa não é da ministra, do governo, da avaliação, do estatuto do professor ou da autonomia das escolas, mas sim um cocktail esquisito, em que os ingredientes atrás mencionados se misturam em proporções diversas mas cuho resultado só dará a desenxabida mistela corporativa habitual.
Como todos, ou melhor, como a maioria dos que sabem ler e escrever e frequentaram uma escola, também eu tive professores, alguns (muitos) que recordo com saudade, e outros (demasiados) de quem recordo a ineficiência, a ausência de capacidades pedagógicas, e até conhecimentos suficientes para leccionar fosse que matéria fosse.
Gostava que os professores, principalmente os do ensino básico, se lembrassem que são o fermento que faz crescer a sociedade, e que o futuro dessa sociedade também os atingirá, quer directa, quer indirectamente, pelo que esta sua posição de negação da avaliação (eu sei, eu sei, que todos dizem querer ser avaliados) com influência no seu percurso laboral me assusta, pois cheira-me a medos ocultos que só em privado se confessam.
Os professores, afinal, não me parecem ser uma massa unida por um desejo único, antes me parecem um rebanho que só está junto, porque lhes dizem que o lobo lhes ronda o pasto, quando albergam no seu meio, muitas dúzias de lobos disfarçados de cordeiros, que se saciarão dos mais tenros e confiantes, para gáudio das hienas que no alto do monte tentam abafar o seu riso cacarejado, esperando a oportunidade de se saciarem com os restos.
É altura de abrirem os olhos, de confiarem um pouco mais no pastor e nos cães de guarda, por muito que eles lhes mordam nas patas, pois valerá mais ficar com os artelhos esfolados, do que morrer esquartejado, ou à míngua.
Se querem cantar vitória, continuem a caminho do abismo, mas no fim não se queixem de quem comandou o rebanho foi o general Pirro!
Bolhão, outra vez
Pelos vistos, a CMP não está nada interessada no problema do Bolhão, para isso bastará ver a proposta de dotação no Plano Orçamental para 2009.
1.000.000,00 €
conforme se pode ler aqui, com os votos favoráveis do PSD e do CDS.
Depois venham dizer que a culpa não é deles, e que andam a tentar resolver o problema da requalificação do Bolhão.
1.000.000,00 €
conforme se pode ler aqui, com os votos favoráveis do PSD e do CDS.
Depois venham dizer que a culpa não é deles, e que andam a tentar resolver o problema da requalificação do Bolhão.
20 novembro, 2008
Critérios
O Financial Times chamou-nos, a nós, portugueses, com todas letrinhas porcos na pocilga - pigs in muck - , ironizando com o acrónimo de Portugal, Italy, Greece and Spain.
Enquanto nuestros hermanos se irritaram e pediram explicações, nós por cá, nem tugimos nem mugimos - à excepção de alguns blogs que se deliciaram com o insulto, e outros que rapidamente só leram a classificação do nosso ministro das Finanças, para além de poucos que se incomodaram com o facto - como se pela velha Albion tudo estivesse bem no mundo das finanças.
É nestes pequenos pormenores que nós mostramos que somos ainda mais pequeninos do que na realidade geográfica parece, muito embora muitos dos que se riem, passem a vida a reclamar pela dignidade nacional.
Enquanto nuestros hermanos se irritaram e pediram explicações, nós por cá, nem tugimos nem mugimos - à excepção de alguns blogs que se deliciaram com o insulto, e outros que rapidamente só leram a classificação do nosso ministro das Finanças, para além de poucos que se incomodaram com o facto - como se pela velha Albion tudo estivesse bem no mundo das finanças.
É nestes pequenos pormenores que nós mostramos que somos ainda mais pequeninos do que na realidade geográfica parece, muito embora muitos dos que se riem, passem a vida a reclamar pela dignidade nacional.
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O Comércio do Porto
O espólio de O Comércio do Porto, antigo jornal da urbe, ruma para a vizinha cidade de Gaia, por obra e graça do seu presidente de câmara e de um grupo espanhol, derentor do Faro de Vigo.
Tudo isto vem escarrapachado no 'site' de O Primeiro de Janeiro, na sua edição de hoje,, outro jornal da cidade que luta pela sobrevivência.
Entretanto, outro diário que antigamente era conhecido como o farol da cidade, modernizou-se, expandiu-se, e dedica-se sobretudo a outras bandas, deixando mais pobre o Norte e a cidade que o viu nascer, confirmando que só o centralismo absoluto permite o crescimento.
Nós, os portuenses, continuamos a assistir, ao esvaziamento contínuo até ao estertor final, com uma paciência impensável há uns anos atrás, a coberto da conivência dos interesses instalados na cidade, que visam proteger, quer as suas benfeitorias, quer o seu estatuto.
Faltam-nos Almadas, Garrettes, Farias Guimarães, Basílios Teles, e muitos outros que elevaram o nome desta cidade às alturas a que teve e tem direito.
Hoje, temos gente pequena, preocupada com questões do deve e haver - que são encargos de guarda-livros e não de empreendedores - que não arriscam mas petiscam (muito e bem), se enredam em questões comezinhas e nas tricas e baldrocas, mais próprias das comadres e alcoviteiras do que dos feitores e governantas.
E este Porto, vai mirrando, sob um diáfano céu outonal, que não nos permite vislumbrar a chegada do frio Inverno que nos enregelará os osssos, quiçá para sempre, e mantemos a esperança de uma Primavera - que vai e que volta sempre, enquanto eu penso, negativamente , que a mocidade vai e não volta mais.
Tudo isto vem escarrapachado no 'site' de O Primeiro de Janeiro, na sua edição de hoje,, outro jornal da cidade que luta pela sobrevivência.
Entretanto, outro diário que antigamente era conhecido como o farol da cidade, modernizou-se, expandiu-se, e dedica-se sobretudo a outras bandas, deixando mais pobre o Norte e a cidade que o viu nascer, confirmando que só o centralismo absoluto permite o crescimento.
Nós, os portuenses, continuamos a assistir, ao esvaziamento contínuo até ao estertor final, com uma paciência impensável há uns anos atrás, a coberto da conivência dos interesses instalados na cidade, que visam proteger, quer as suas benfeitorias, quer o seu estatuto.
Faltam-nos Almadas, Garrettes, Farias Guimarães, Basílios Teles, e muitos outros que elevaram o nome desta cidade às alturas a que teve e tem direito.
Hoje, temos gente pequena, preocupada com questões do deve e haver - que são encargos de guarda-livros e não de empreendedores - que não arriscam mas petiscam (muito e bem), se enredam em questões comezinhas e nas tricas e baldrocas, mais próprias das comadres e alcoviteiras do que dos feitores e governantas.
E este Porto, vai mirrando, sob um diáfano céu outonal, que não nos permite vislumbrar a chegada do frio Inverno que nos enregelará os osssos, quiçá para sempre, e mantemos a esperança de uma Primavera - que vai e que volta sempre, enquanto eu penso, negativamente , que a mocidade vai e não volta mais.
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19 novembro, 2008
Coisas complicadas
O estranho silêncio do ABRUPTO sobre a ironia.
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Bolhão
O folhetim continua a arrastar-se.
Depois de se terem tomado medidas e mais medidas, se terem ouvido protestos e mais protestos, a Câmara vem agora dizer-nos que antes do segundo semestre de 2009 nada se fará para a sua requalificação!
De quem é a culpa?
Será da cidade?
Depois de se terem tomado medidas e mais medidas, se terem ouvido protestos e mais protestos, a Câmara vem agora dizer-nos que antes do segundo semestre de 2009 nada se fará para a sua requalificação!
De quem é a culpa?
Será da cidade?
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18 novembro, 2008
Também não conhecia
Via a Baixa do Porto, tomei conhecimento de mais um hotel cá no burgo, e com preços módicos.
Rivoli Cinema Hostel
Rivoli Cinema Hostel
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Turismo
Estamos quase em primeiro
Desemprego. Em seis anos, o Norte de Portugal enfrentou mais de 60 casos de reestruturação de empresas que motivaram despedimentos em massa. Dados da Eurofound sugerem a destruição de mais de 17 500 postos de trabalho, sobretudo no sector têxtil. Os autores admitem que existam mais casos O Norte de Portugal é a segunda região europeia com mais situações de despedimento em massa. Com 60 casos, a região surge em segundo lugar num 'ranking' elaborado pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound), que analisa o período entre 2002 e 2007. Dados solicitados pelo DN aos autores do relatório revelam que as falências, reestruturações internas e deslocalizações consideradas ameaçaram, neste período, 17 556 postos de trabalho.
Os autores sublinham que as regiões com mais casos de destruição de emprego não têm necessariamente que ser as menos prósperas do ponto de vista económico. A lista é, aliás, liderada pelo Sul e Este da Irlanda, enquanto a Catalunha (Espanha) surge em terceiro lugar. A economia de uma região pode destruir empregos em determinados sectores e paralelamente criar outros. Mas a avaliar pela mesma base de dados, o alcance dos casos de criação de emprego no Norte de Portugal foi consideravelmente menor: a Eurofound apresenta apenas seis casos de criação de emprego em larga escala, sobretudo nos últimos anos, que corresponderam à criação de 2865 postos de trabalho. Os dados preliminares de 2008, disponíveis até Setembro, não são considerados no estudo. Mas sugerem uma inversão da tendência.
John Hurley, um dos autores do relatório "More and Better Jobs: Patterns of Employment expansion in Europe", admite que os números recolhidos pelo European Reestructuring Monitor estejam subestimados. "Sabemos que existem mais casos. Os nossos correspondentes podem não captar todas as situações", explica, em declarações ao DN. A contabilização de casos de reestruturação e das consequências a nível de emprego é feita por uma rede de correspondentes nacionais, num trabalho que parte das notícias publicadas nos principais orgãos de comunicação nacionais.
A avaliar pela principal base de dados europeia sobre reestruturações de empresas, o sector têxtil e do calçado foi responsável por mais de metade das situações registadas no Norte de Portugal e por mais de dois terços do total de postos de trabalho ameaçados. Esta é aliás, uma tendência comum a outras regiões da Europa. Segundo dados do mesmo relatório, este foi o sector que, a seguir à agricultura, motivou uma maior redução líquida de emprego entre 2003 e 2007: só na União Europeia a 15 e na Noruega foram eliminados 283 mil postos de trabalho. "Um dos mais importantes factores de mudança foi a eliminação das quotas de importação da União Europeia e o livre acesso de todos os fornecedores ao mercado", referem os autores.
O sector de componentes eléctricos (que engloba, por exemplo, o caso da Yasaki Saltano) e automóvel (Lear Corporation ou Valeo) também foram relevantes para a transformação da região portuguesa.
A falência é o principal motivo para estes casos de destruição de emprego (37 empresas) no Norte de Portugal, seguida das reestruturações internas (14) e das deslocalizações (6). Nos seis anos considerados, a Eurofound registou mais de 4300 casos de reorganizações na Europa, que ameaçaram mais de 2 milhões e meio de postos de trabalho.|
in, DN de hoje
Os autores sublinham que as regiões com mais casos de destruição de emprego não têm necessariamente que ser as menos prósperas do ponto de vista económico. A lista é, aliás, liderada pelo Sul e Este da Irlanda, enquanto a Catalunha (Espanha) surge em terceiro lugar. A economia de uma região pode destruir empregos em determinados sectores e paralelamente criar outros. Mas a avaliar pela mesma base de dados, o alcance dos casos de criação de emprego no Norte de Portugal foi consideravelmente menor: a Eurofound apresenta apenas seis casos de criação de emprego em larga escala, sobretudo nos últimos anos, que corresponderam à criação de 2865 postos de trabalho. Os dados preliminares de 2008, disponíveis até Setembro, não são considerados no estudo. Mas sugerem uma inversão da tendência.
John Hurley, um dos autores do relatório "More and Better Jobs: Patterns of Employment expansion in Europe", admite que os números recolhidos pelo European Reestructuring Monitor estejam subestimados. "Sabemos que existem mais casos. Os nossos correspondentes podem não captar todas as situações", explica, em declarações ao DN. A contabilização de casos de reestruturação e das consequências a nível de emprego é feita por uma rede de correspondentes nacionais, num trabalho que parte das notícias publicadas nos principais orgãos de comunicação nacionais.
A avaliar pela principal base de dados europeia sobre reestruturações de empresas, o sector têxtil e do calçado foi responsável por mais de metade das situações registadas no Norte de Portugal e por mais de dois terços do total de postos de trabalho ameaçados. Esta é aliás, uma tendência comum a outras regiões da Europa. Segundo dados do mesmo relatório, este foi o sector que, a seguir à agricultura, motivou uma maior redução líquida de emprego entre 2003 e 2007: só na União Europeia a 15 e na Noruega foram eliminados 283 mil postos de trabalho. "Um dos mais importantes factores de mudança foi a eliminação das quotas de importação da União Europeia e o livre acesso de todos os fornecedores ao mercado", referem os autores.
O sector de componentes eléctricos (que engloba, por exemplo, o caso da Yasaki Saltano) e automóvel (Lear Corporation ou Valeo) também foram relevantes para a transformação da região portuguesa.
A falência é o principal motivo para estes casos de destruição de emprego (37 empresas) no Norte de Portugal, seguida das reestruturações internas (14) e das deslocalizações (6). Nos seis anos considerados, a Eurofound registou mais de 4300 casos de reorganizações na Europa, que ameaçaram mais de 2 milhões e meio de postos de trabalho.|
in, DN de hoje
Tudo muda
É por vezes interessante fazer uma pausa, e relembrar grandes temas de debate que moveram multidões mas que, pelos vistos, caíram no esquecimento do portugueses.
Ainda há bem pouco tempo, os economistas e teóricos das previsões, não se calavam, proclamando do alto do seu sacrossanto saber, que o 'crude' iria chegar aos 200 dólares; que o mercado era o principal moderador do desenvolvimento económico: que na privatização da maioria dos serviços públicos estava o Santo Graal do desenvolvimento; que a saúde deveria passar pela canalização dos descontos dos trabalhadores, para as seguradoras (que os aplicariam em quê? fundos de investimento de médio/elevado risco?), que por sua vez pagariam a hospitais privados os custos com a dita; que a regionalização era a diabolização a expurgar do pensamento político nacional; que precisavamos de uma revolução na educação já que este modelo se encontrava esgotado; que o excesso de diálogo tinha sido o pecado do guterrismo que arrastou o País para a penúria; que o Santana Lopes era um libertino delapidador do erário público e político inconsequente; que o Marques Mendes não sabia fazer oposição; que a banca estava sólida e para durar; que os USA eram o Sol do Mundo.
Afinal, em menos de doze meses, tudo está de pernas para o ar, e muitas das mesmas cabeças, dão-nos opiniões diametralmente opostas, como se só os 'pobres' dos políticos fossem os únicos a não ter autorização para mudar de opinião.
Não deixa de ser interessante, mas creio que ainda agora a procissão vai no adro, e até ao lavar dos cestos (eleições) ainda veremos muitos mais malabarismos.
Ainda há bem pouco tempo, os economistas e teóricos das previsões, não se calavam, proclamando do alto do seu sacrossanto saber, que o 'crude' iria chegar aos 200 dólares; que o mercado era o principal moderador do desenvolvimento económico: que na privatização da maioria dos serviços públicos estava o Santo Graal do desenvolvimento; que a saúde deveria passar pela canalização dos descontos dos trabalhadores, para as seguradoras (que os aplicariam em quê? fundos de investimento de médio/elevado risco?), que por sua vez pagariam a hospitais privados os custos com a dita; que a regionalização era a diabolização a expurgar do pensamento político nacional; que precisavamos de uma revolução na educação já que este modelo se encontrava esgotado; que o excesso de diálogo tinha sido o pecado do guterrismo que arrastou o País para a penúria; que o Santana Lopes era um libertino delapidador do erário público e político inconsequente; que o Marques Mendes não sabia fazer oposição; que a banca estava sólida e para durar; que os USA eram o Sol do Mundo.
Afinal, em menos de doze meses, tudo está de pernas para o ar, e muitas das mesmas cabeças, dão-nos opiniões diametralmente opostas, como se só os 'pobres' dos políticos fossem os únicos a não ter autorização para mudar de opinião.
Não deixa de ser interessante, mas creio que ainda agora a procissão vai no adro, e até ao lavar dos cestos (eleições) ainda veremos muitos mais malabarismos.
17 novembro, 2008
Salas de visitas
As estações de comboio, deveriam (devem) ser salas de visitas que acolhem o visitante da localidade, ao mesmo tempo que terminais priveligiados dos mais diversos meios de transporte.
Agora que tanto se fala de TGV's, turismo, mobilidade, ecologia, não tenho ouvido falar sobre a pobreza das duas maiores estações servidoras desta cidade (Campanhã e S. Bento), que parecem votadas ao esquecimento, e quando comparadas com o que há de mais moderno, estão a anos-luz de uma utilização correspondente à área que ocupam e à cidade que servem.
será que não é ainda tempo de se falar disso.
Ah! e já agora, não se esqueçam da Ponte de D.Maria, pois qualquer dia vem abaixo, o que será mais uma vergonha para esta cidade.
Agora que tanto se fala de TGV's, turismo, mobilidade, ecologia, não tenho ouvido falar sobre a pobreza das duas maiores estações servidoras desta cidade (Campanhã e S. Bento), que parecem votadas ao esquecimento, e quando comparadas com o que há de mais moderno, estão a anos-luz de uma utilização correspondente à área que ocupam e à cidade que servem.
será que não é ainda tempo de se falar disso.
Ah! e já agora, não se esqueçam da Ponte de D.Maria, pois qualquer dia vem abaixo, o que será mais uma vergonha para esta cidade.
Estão a chegar as eleições?
Começa a falar-se na cidade (Porto) e no seu marasmo, como só agora este tivesse chegado.
Mais vale tarde do que nunca, mas cheira-me um pouco ao 'charme' não muito discreto de pré-campanha eleitoral.
A ver vamos.
Mais vale tarde do que nunca, mas cheira-me um pouco ao 'charme' não muito discreto de pré-campanha eleitoral.
A ver vamos.
Despacho da ministra da Educação
Ao ler o despacho da ministra da Educação, sou levado a crer pelo menos em uma de duas coisas:
- Haverá muitos professores que não sabem interpretar português, ou sabendo-o, apenas pretendem desestabilizar as escolas, ou
- A avaliação dos professores peca por tardia, pois não entendo a necessidade deste despacho clarificador, pois a matéria é simples de entender, a não ser que hajam professores que não o devem ser por ausência de conhecimentos básicos...
- Haverá muitos professores que não sabem interpretar português, ou sabendo-o, apenas pretendem desestabilizar as escolas, ou
- A avaliação dos professores peca por tardia, pois não entendo a necessidade deste despacho clarificador, pois a matéria é simples de entender, a não ser que hajam professores que não o devem ser por ausência de conhecimentos básicos...
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16 novembro, 2008
Como sempre
JPP, no seu ABRUPTO, após mais uma das sua egnimática lucubrações.
"..Não. o que tem calado o Abrupto, que como se sabe é como a voz do poeta Alegre que "ninguém cala!", é um miserável Morbus, alimentado por uma ínfima bactéria, de origem desconhecida, não se sabe se exótica, vinda dos fundos africanos, ou se da opulenta União. Até mais ver, haja autorização da Morbus.".
Afinal Morbus, será masculino ou feminino? Será neutro.... Será da febre?
"..Não. o que tem calado o Abrupto, que como se sabe é como a voz do poeta Alegre que "ninguém cala!", é um miserável Morbus, alimentado por uma ínfima bactéria, de origem desconhecida, não se sabe se exótica, vinda dos fundos africanos, ou se da opulenta União. Até mais ver, haja autorização da Morbus.".
Afinal Morbus, será masculino ou feminino? Será neutro.... Será da febre?
Faltas
Os alunos protestam contra o regime de faltas contido no estatuto do aluno, pois dizem que estão a ser tratados injustamente!
Depois de ler atentamente o regime de faltas aprovado pela Lei 3/2008, não vejo como será possível concordar com o que aqui vem escrito, ou será que os alunos ainda quereriam ter direito a faltar mais?!
Depois de ler atentamente o regime de faltas aprovado pela Lei 3/2008, não vejo como será possível concordar com o que aqui vem escrito, ou será que os alunos ainda quereriam ter direito a faltar mais?!
15 novembro, 2008
Partidos regionais
A conversa vai boa lá pelas bandas d' A Baixa do Porto
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14 novembro, 2008
10 coisas boas
1. Estar apaixonado(a)
2. Rir
3. Um chuveiro quente em dia de Inverno
4. Ouvir a música que gostamos
5. Ficar na cama a ouvir a chuva lá fora (acompanhado é melhor ainda)
6. Uma boa conversa
7. Um bom livro
8. Chocolate quente
9. Acordar bem cedo e descobrir que podemos ficar na cama um pouco mais
10. Cheiro de maresia.
2. Rir
3. Um chuveiro quente em dia de Inverno
4. Ouvir a música que gostamos
5. Ficar na cama a ouvir a chuva lá fora (acompanhado é melhor ainda)
6. Uma boa conversa
7. Um bom livro
8. Chocolate quente
9. Acordar bem cedo e descobrir que podemos ficar na cama um pouco mais
10. Cheiro de maresia.
Idosos
Não há dia que passe, que não ouça alguém falar ou escrever sobre o tema, geralmente com uma posição doutoral e falsamente piedosa sobre os malefícios a que estão sujeitos os idosos neste país.
Para além de um país real que se borrifa neles, esquecendo que o seu bem-estar passaria sobretudo por uma digna reforma, instituições preparadas para o seu acompanhamento e/ou acolhimento, apoios e cuidados domiciliários de acordo com as disponibilidades financeiras reais dos próprios, para além de um possível real e efectivo apoio familiar, nada do que ouvimos vai ao encontro do real problema de hoje que é a longevidade associada à falta de condições sociais.
Mas quando saímos para o 'campo' o que é que vemos?
Ainda há poucos dias, confrontado com a situação difícil de uma idosa abrigada num lar de muita qualidade no Norte do País, uma médica do SNS quando solicitado a ver a senhora em questão, argumentou à enfermeira que a acompanhava à consulta, que nada pretendia receitar dada a avançada idade da paciente, se o lugar onde estava hospedada não tinha médico particular, e que não era para tratar de esse tipo de idosos que estava ali a prestar serviço!!!
Isto passou-se num Centro de Saúde, com uma médica paga por todos nós e que certamente não está ali para condenar os doentes, mas para tentar dar-lhes uma melhor qualidade de vida.
Mas a realidade é esta!
Só me custa que nesses programas não se façam ouvir os idosos, nem aqueles que com eles lidam de perto, e que muito poderiam dizer sobre o assunto, deixando apenas a ribalta para as(os) bem falantes que me parece, segundo a minha humilde opinião, interessarem-se mais pela exposição mediática do que pelo problema em si.
Para além de um país real que se borrifa neles, esquecendo que o seu bem-estar passaria sobretudo por uma digna reforma, instituições preparadas para o seu acompanhamento e/ou acolhimento, apoios e cuidados domiciliários de acordo com as disponibilidades financeiras reais dos próprios, para além de um possível real e efectivo apoio familiar, nada do que ouvimos vai ao encontro do real problema de hoje que é a longevidade associada à falta de condições sociais.
Mas quando saímos para o 'campo' o que é que vemos?
Que as reformas são de miséria e só servem para ser brandidas como propaganda eleitoral ou partidária; as instituições - quando existem - são poucas, na sua maioria de qualidade mais do que duvidosa, extremamente caras e, na sua grande parte, estão na mão de profissionais de saúde ou de sociedades ditas de benemerência; que os cuidados domiciliários servem na generalidade para levar alimentação, apoio à higiena mais básica ou o transporte para centros de dia que mais parecem salas de arrumos de velharias; apoios familiares quase inexistentes, pois a lufa-lufa diária e a própria incapacidade económica, e/ou falta de saúde, não permite que tal aconteça com a periodicidade desejada.
Ainda há poucos dias, confrontado com a situação difícil de uma idosa abrigada num lar de muita qualidade no Norte do País, uma médica do SNS quando solicitado a ver a senhora em questão, argumentou à enfermeira que a acompanhava à consulta, que nada pretendia receitar dada a avançada idade da paciente, se o lugar onde estava hospedada não tinha médico particular, e que não era para tratar de esse tipo de idosos que estava ali a prestar serviço!!!
Isto passou-se num Centro de Saúde, com uma médica paga por todos nós e que certamente não está ali para condenar os doentes, mas para tentar dar-lhes uma melhor qualidade de vida.
Mas a realidade é esta!
Só me custa que nesses programas não se façam ouvir os idosos, nem aqueles que com eles lidam de perto, e que muito poderiam dizer sobre o assunto, deixando apenas a ribalta para as(os) bem falantes que me parece, segundo a minha humilde opinião, interessarem-se mais pela exposição mediática do que pelo problema em si.
13 novembro, 2008
Coisas interessantes
Aluna agride professora - grande escândalo, com notícias e vídeos nos telejornais, mesas redondas, quadradas, rectangulares, octogonais, deputados chocados, jornalistas inflamados, pedem-se medidas à Ministra e policiamento nas escolas.
Alunos atiram ovos a governantes - não há escândalo, os ministros e secretários de estado é que são culpados por estarem lá, acabaram as mesas, a AR é um mar morno e silencioso, os sindicatos e os professores acham um exagero a polícia ter tentado evitar que os ovos chegassem aos destinatários
Procure as diferenças
Alunos atiram ovos a governantes - não há escândalo, os ministros e secretários de estado é que são culpados por estarem lá, acabaram as mesas, a AR é um mar morno e silencioso, os sindicatos e os professores acham um exagero a polícia ter tentado evitar que os ovos chegassem aos destinatários
Procure as diferenças
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Avaliações
A propósito deste tema, dou comigo a arengar com a minha cara-metade, que segundo a lógica professoral e sindical, fui toda a vida um injustiçado, a saber:
1º - Desde 1965 o meu trabalho sempre foi avaliado, e ainda hoje o é;
2º - Creio que me posso queixar de todas as avaliações que tive, pois nunca existiu nenhum critério correcto e efectivo para poderem aquilatar do meu desempenho profissional, e isto porque sempre fui avaliado por pessoas que:
a) - Nem sempre vestiam tão bem quanto eu, e eu era classificado no item - apresentação!
b) - Outros estariam muito longe dos meus conhecimentos profissionais, mas isso não os impedia de me classificarem por comparação com os meus colegas nesse item recorrente nas avaliações;
c) - Vários avaliadores chegavam mais tarde do que eu e saíam mais cedo, pelo que será duvidosa a sua capacidade em me terem avaliado na área da pontualidade/assiduidade;
d) - Tive a felicidade de ter óptimos colaboradores, com quem me relacionava com facilidade, coisa que muitos dos meus avaliadores não conseguiam, mas no entanto tiveram sempre critérios de aferição flutuantes, que variavam, na sua maior parte das vezes, mais com o estilo do avaliador do que com a lógica da avaliação;
e) - Nunca tive nenhum especialista em direito a avaliar-me, muito embora fosse uma área onde eu frequentemente emitia opiniões devidamente fundamentadas;
f) - Nunca tive nenhum professor de português a avaliar-me, não obstante ter de fazer extensos relatórios, para serem entendidos, quer por especialistas, quer por leigos nas matérias então versadas;
g) - Tive oportunidade de avaliar e ser avaliado, fazer parte de comissões de recurso de avaliação, sem ter necessidade de ter a sapiência do Leonardo da Vinci, a compaixão de S. Francisco de Assis, a razoabilidade de S. Tomás de Aquino nem tampouco ser Aristóteles para emitir lógicos pareceres;
h) - Muitas outras que poderia enunciar, mas que certamente enfastiariam o leitor mais apressado.
3º - Nunca entendi porque é que só os confrades se deverão avaliar entre si, pois já sabemos que as confrarias tendem a ser criadas para defender uma casta, e não para aprimorarem a qualidade e o julgamento isento dos confrades;
Assim sendo, não vejo onde é que estarão os grandes problemas da avaliação dos professores, pois as críticas que na sua maior parte são veiculadas, fixam-se geralmente em dois problemas-base:
i - os professores não querem ser avaliados por professores mais novos, ou que tenham especialidade diferente da sua;
ii - a avaliação dá muito trabalho e ocupa-lhes muito o tempo.
Claro que a avaliação dá trabalho, e a primeira é sempre a mais custosa e de maior dificuldade, mas creio que estas não serão de facto razões para rejeitar tal processo.
Por favor, esclareçam-nos, pois eu cada vez menos os entendo.
1º - Desde 1965 o meu trabalho sempre foi avaliado, e ainda hoje o é;
2º - Creio que me posso queixar de todas as avaliações que tive, pois nunca existiu nenhum critério correcto e efectivo para poderem aquilatar do meu desempenho profissional, e isto porque sempre fui avaliado por pessoas que:
a) - Nem sempre vestiam tão bem quanto eu, e eu era classificado no item - apresentação!
b) - Outros estariam muito longe dos meus conhecimentos profissionais, mas isso não os impedia de me classificarem por comparação com os meus colegas nesse item recorrente nas avaliações;
c) - Vários avaliadores chegavam mais tarde do que eu e saíam mais cedo, pelo que será duvidosa a sua capacidade em me terem avaliado na área da pontualidade/assiduidade;
d) - Tive a felicidade de ter óptimos colaboradores, com quem me relacionava com facilidade, coisa que muitos dos meus avaliadores não conseguiam, mas no entanto tiveram sempre critérios de aferição flutuantes, que variavam, na sua maior parte das vezes, mais com o estilo do avaliador do que com a lógica da avaliação;
e) - Nunca tive nenhum especialista em direito a avaliar-me, muito embora fosse uma área onde eu frequentemente emitia opiniões devidamente fundamentadas;
f) - Nunca tive nenhum professor de português a avaliar-me, não obstante ter de fazer extensos relatórios, para serem entendidos, quer por especialistas, quer por leigos nas matérias então versadas;
g) - Tive oportunidade de avaliar e ser avaliado, fazer parte de comissões de recurso de avaliação, sem ter necessidade de ter a sapiência do Leonardo da Vinci, a compaixão de S. Francisco de Assis, a razoabilidade de S. Tomás de Aquino nem tampouco ser Aristóteles para emitir lógicos pareceres;
h) - Muitas outras que poderia enunciar, mas que certamente enfastiariam o leitor mais apressado.
3º - Nunca entendi porque é que só os confrades se deverão avaliar entre si, pois já sabemos que as confrarias tendem a ser criadas para defender uma casta, e não para aprimorarem a qualidade e o julgamento isento dos confrades;
Assim sendo, não vejo onde é que estarão os grandes problemas da avaliação dos professores, pois as críticas que na sua maior parte são veiculadas, fixam-se geralmente em dois problemas-base:
i - os professores não querem ser avaliados por professores mais novos, ou que tenham especialidade diferente da sua;
ii - a avaliação dá muito trabalho e ocupa-lhes muito o tempo.
Claro que a avaliação dá trabalho, e a primeira é sempre a mais custosa e de maior dificuldade, mas creio que estas não serão de facto razões para rejeitar tal processo.
Por favor, esclareçam-nos, pois eu cada vez menos os entendo.
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12 novembro, 2008
Banco Citi
Toca o telefone, com um destes toques modernaços.
- Sim?
- Sr. Fulano de Tal, questionam do outro lado...
- O próprio...
- Já conhece o Banco Citi?
- Já, já...
- Como saberá o Banco Citi está a fazer uma oferta... e vai daí, tenta angariar-me para mais um cartãozinho de plástico, sem anuidade, com direito a côr dourada, e para pagar quando me apetecer (pensei... se fosse tmn - tarde, mal e nunca - valeria a pena) e ... interrompi
- Obrigado, não estou interessado...
- Mas deixe-me explicar as vantagens.... e continua a tentar-me com a plasticidade de um enforcamento sério a curto/médio prazo;
- Já lhe disse, obrigado, mas não estou interessado...
abruptamente escuto atónito
- Mas o sr. só diz que não está interessado, que não está interessado, não sabe dizer mais nada?!
Explodi!
- Desculpe, mas vou desligar, porque o sr. está a ser agressivo e malcriado.(ponto final na conversa).
Se é assim que o Banco Citi pensa angariar clientes, pode começar a procurar nova central de vendas pois com vendedores deste jaez não penso que irá arranjar clientes que valham a pena.
- Sim?
- Sr. Fulano de Tal, questionam do outro lado...
- O próprio...
- Já conhece o Banco Citi?
- Já, já...
- Como saberá o Banco Citi está a fazer uma oferta... e vai daí, tenta angariar-me para mais um cartãozinho de plástico, sem anuidade, com direito a côr dourada, e para pagar quando me apetecer (pensei... se fosse tmn - tarde, mal e nunca - valeria a pena) e ... interrompi
- Obrigado, não estou interessado...
- Mas deixe-me explicar as vantagens.... e continua a tentar-me com a plasticidade de um enforcamento sério a curto/médio prazo;
- Já lhe disse, obrigado, mas não estou interessado...
abruptamente escuto atónito
- Mas o sr. só diz que não está interessado, que não está interessado, não sabe dizer mais nada?!
Explodi!
- Desculpe, mas vou desligar, porque o sr. está a ser agressivo e malcriado.(ponto final na conversa).
Se é assim que o Banco Citi pensa angariar clientes, pode começar a procurar nova central de vendas pois com vendedores deste jaez não penso que irá arranjar clientes que valham a pena.
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Alegre
Certo dia, o Alegre (poeta), escreveu um soneto, premonitório no seu título chamado:
E Alegre se Fez Triste.
Claro que nem estamos em 'agosto', nem tampouco é de madrugada, mas este Alegre (político), tem vindo a tornar-se triste, afinal por apenas estar a regressar à inconsequência que já era famosa no seu tempo de Argel e que é do conhecimento de muitos dos seus pares.
O Alegre (poeta) que sempre vislumbrou a floresta e jamais a árvore, quiçá por força de más companhias, transmite como Alegre (político) a visão da árvore fugindo de ver a floresta.
Isenção, é nome que serve para transmitir a liberdade e, só deverá ser usada por quem é isento, imparcial, neutro, coisa que o Alegre (político) não está a praticar do mesmo modo que o fazia o Alegre (poeta), nem tal é seu hábito quotidiano.
Se quer falar de Educação. fale com 'E' maiúsculo, aborde o problema segundo todas as perspectivas, disseque o problema até à exaustão, mas por favor, deixe de bater no(a) ceguinho(a), pois nesse(a) já todos batem - com ou sem razão - e espadeire democraticamente para todos os lados e em todos os sentidos, pois a culpa da educação estar como está é de todos, mesmo todos... até do Alegre (político-poeta).
E Alegre se Fez Triste.
Claro que nem estamos em 'agosto', nem tampouco é de madrugada, mas este Alegre (político), tem vindo a tornar-se triste, afinal por apenas estar a regressar à inconsequência que já era famosa no seu tempo de Argel e que é do conhecimento de muitos dos seus pares.
O Alegre (poeta) que sempre vislumbrou a floresta e jamais a árvore, quiçá por força de más companhias, transmite como Alegre (político) a visão da árvore fugindo de ver a floresta.
Isenção, é nome que serve para transmitir a liberdade e, só deverá ser usada por quem é isento, imparcial, neutro, coisa que o Alegre (político) não está a praticar do mesmo modo que o fazia o Alegre (poeta), nem tal é seu hábito quotidiano.
Se quer falar de Educação. fale com 'E' maiúsculo, aborde o problema segundo todas as perspectivas, disseque o problema até à exaustão, mas por favor, deixe de bater no(a) ceguinho(a), pois nesse(a) já todos batem - com ou sem razão - e espadeire democraticamente para todos os lados e em todos os sentidos, pois a culpa da educação estar como está é de todos, mesmo todos... até do Alegre (político-poeta).
11 novembro, 2008
Indemnizar
Ontem, no programa da RTP Prós e Contras, vi alguns senhores dissertarem sobre o acto de indemnizar, clamando que quem comete erros deliberadamente não deve ser indemnizado!
Isto, a propósito do último folhetim da moda que dá pelo nome de nacionalização do BPN.
Até a Fatinha se mostrou agastada por haver direito a ajuste de contas, no caso de os prevaricadores serem pessoas que detenham investimerntos sobre o banco onde causaram dolo.
Pois, é tudo muito bonito, mas ninguém lhes explicou que o direito à indemnização é o resultante do dever de indemnizar existente nas sociedades onde vigora a democracia? Ou será que queremos regressar às nacionalizações selvagens?
Será que um trabalhador que seja despedido por meter a mão na caixa, já não terá direito à indemnização, igual às verbas não pagas a que terá direito pela cessação do contrato, nomeadamente as proporcionalidades já vencidas de férias , subsídios de Natal e quejandos, ou será que deverá ir direito para a rua, sem nada mais ter a haver senão pagar o que roubou?
Que dizer então dos políticos que fazem deliberadamente leis atamancadas para depois ganharem balúrdios, quer através dos pareceres solicitados aos respectivos escritórios de advocacia ou gabinetes técnicos que possuem, ou onde prestam serviços, quer através de avenças exorbitantes pagas por consultadorias de duvidosa eficácia, dos árbitros que apitem com dolo, dos juízes que condenem inocentes, dos jornalistas que publiquem noticias falsas, etc., etc. etc....
Vem tudo para a rua sem direito a indemnização e reforma, ou será apenas para os do BPN?
Isto, a propósito do último folhetim da moda que dá pelo nome de nacionalização do BPN.
Até a Fatinha se mostrou agastada por haver direito a ajuste de contas, no caso de os prevaricadores serem pessoas que detenham investimerntos sobre o banco onde causaram dolo.
Pois, é tudo muito bonito, mas ninguém lhes explicou que o direito à indemnização é o resultante do dever de indemnizar existente nas sociedades onde vigora a democracia? Ou será que queremos regressar às nacionalizações selvagens?
Será que um trabalhador que seja despedido por meter a mão na caixa, já não terá direito à indemnização, igual às verbas não pagas a que terá direito pela cessação do contrato, nomeadamente as proporcionalidades já vencidas de férias , subsídios de Natal e quejandos, ou será que deverá ir direito para a rua, sem nada mais ter a haver senão pagar o que roubou?
Que dizer então dos políticos que fazem deliberadamente leis atamancadas para depois ganharem balúrdios, quer através dos pareceres solicitados aos respectivos escritórios de advocacia ou gabinetes técnicos que possuem, ou onde prestam serviços, quer através de avenças exorbitantes pagas por consultadorias de duvidosa eficácia, dos árbitros que apitem com dolo, dos juízes que condenem inocentes, dos jornalistas que publiquem noticias falsas, etc., etc. etc....
Vem tudo para a rua sem direito a indemnização e reforma, ou será apenas para os do BPN?
Voltei
Até porque já chega de descanso. Mas voltei principalmente porque sinto-me triste por ver que tudo continua como dantes, passados que são já nove meses de interregno.
Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão, aforismo popular que vem a propósito, muito embora haja cá em casa gente que tem pão a mais (poucos) e gente que não tem sequer pão (bastantes, e em acelerado crescimento).
Agora que o tempo arrefece e as castanhas aí estão - cada vez mais caras - saborosas e olorosas. penso ser tempo de aquecer os motores e botar palavra.
Veremos no que isto dá!
Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão, aforismo popular que vem a propósito, muito embora haja cá em casa gente que tem pão a mais (poucos) e gente que não tem sequer pão (bastantes, e em acelerado crescimento).
Agora que o tempo arrefece e as castanhas aí estão - cada vez mais caras - saborosas e olorosas. penso ser tempo de aquecer os motores e botar palavra.
Veremos no que isto dá!
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