20 setembro, 2012

edp

Numa altura em que toda a gente parece estar contra a parolice da transferência das contribuições para a tsu~, dos patrões para os empregados, vem a edp anunciar que se a medida vier a ser aplicada poderá vir a baixar o preço da eletricidade, mas só nas atividades reguladas!
Como a extinção das tarifas reguladas acontecerá em Janeiro de 2013, não se sabe ao certo o que é que o prócere Mexia pretendeu dizer.
Estará apenas a fazer um frete ao governo ou não saberá o que diz?

19 setembro, 2012

Subscrevo

Banco Corrido.: Senhor Ministro das Finanças, divulgue os estudos que demonstram que há efeitos positivos da sua mexida da TSU no emprego

Garotices

Nunca como agora as fugas de informação de assuntos que se passam no seio do governo se verificaram em tão larga escala.
A quem interessam? Quem são os seus mentores? Como são possíveis?
Assistirmos boquiabertos a fugas de informação vindas de reuniões em que um mínimo de pessoas está presente! 
Veja-se, a título de exemplo, o caso do número de ministros chamados a consulta sobre a TSU?
Segundo o Público, Pedro Passos Coelho terá convocado sete ministros.
Qual dos sete terá dado com a língua nos dentes?
Se a Assunção Cristas não levantou qualquer problema e o seu parceiro, Mota Soares, foi havido na prévia discussão do assunto por inerência de funções; se Carlos Moedas e Vitor Gaspar estão irmanados na defesa desta solução; se o Nuno Crato anda lá para dar cabo da escola pública e está a borrifar-se para o resto, só um dos três restantes, que pelos vistos se opuseram à medida, poderá estar envolvido, ou será que a manobra é mais complexa e a notícia do Público é apenas um atirar de culpas para quem não as tem?
Mas não foi este o único caso estranho. Desde os SMS's recebidos pelo primeiro-ministro, passando pelos recebidos pela eminência parda Relvas, foram as fugas de informação do SIS, às fugas durante a eleboração do OE de 2012, as fugas de informação do conselho de ministros entre as picardias dos ministros Álvaro e Gaspar, as fugas sobre a privatização da RTP, enfim, uma quantidade delas em apenas um ano de governção e sempre em assuntos delicados.
Parece que a ética e a deontologia andam muito afastadas deste conjunto de pessoas que se reclamam representantes da transparência, do rigor, da seriedade e da verdade, e não o praticando, reclamam-se porquê?
É com estes exemplo que a nossa juventude se vai formando, depois ainda há quem se admire da falta de escrúpulos, solidariedade, ponderação e sociabilidade que, cada vez mais, se tornam difíceis de encontrar.
Desta vez estou de acordo com o Ângelo. Garotices!

Crespalhada

Dizem-me que ontem, mais uma vez, Mário Crespo, jornalista internacionalmente conhecido pela sua falta de isenção e objetividade, usou e abusou da sua posição de propagandista "pivot" para continuar a manter a campanha contra a RTP.
Que o Crespo não goste da RTP, goste de inventar, seja um perdidinho pela manipulação da notícia, goste de verter o seu ódiozinho, seja um direitolas da pior espécie, etc. e tal, não vem daí grande mal ao mundo, pois só o ouve ou lê quem está interessado, mas, que uma estação concorrente da RTP dê cobertura a tal galfarro, com o pretexto da liberdade de informação é que não.
Quem originou esta história do milhão diário, foi um ministro deste (des)governo que não foi chamado à pedra, e possibilita assim que um Crespo qualquer se permita a referir um número para o qual não deve ter explicações sérias pela frente, mas o que acontece é que o faz, pelos vistos diariamente, a uma plateia disposta a acreditar porque nada é contestado do outro lado.
Nada, não será bem assim, pois a CT da RTP distribuiu este comunicado que mais parece um dedal de água despejado em cima de um incêndio em mata muito suja, pois poderiam ter esclarecido muito mais.
Claro, que a RTP, coitada, como anda sem ninguém à sua frente, não pode, institucionalmente, responder, mas a partir de hoje à tarde, depois da tomada de posse da nova gestão já poderá fazê-lo.
Para o Crespo e a SIC que o patrocina, este milhão diário não importa como foi obtido, se é equivalente ao que se gasta por essa Europa fora com as congéneres, se é muito para uma casa que tem dezassete canais de rádio e televisão, delegações em várias partes do país e no estrangeiro e que produz e guarda património a que todas as outras gostariam de deitar a mão.
Mais, será que a SIC e o Crespo serão capazes de dizer quanto custará o serviço público de televisão, ou quanto é que os canais privados esperam receber do estado se a RTP vier a ser privatizada?
Se calhar, o tal milhão rapidamente cresceria sem ninguém se importar muito.
Esperemos pela resposta da nova gerência da RTP a ver como é que fica o assunto.
Confesso que estou em pulgas para ver.

A Europa mais pobre

Morreu um dos nomes grandes da Europa que toda uma vida lutou pela liberdade. Deve ter morrido triste.

18 setembro, 2012

E a sociedade cala-se!

Ontem, no Prós e Contras da RTP 1, dei comigo a ouvir um senhor que se intitulou marinheiro a dissertar sobre a Fundação Champalimaud que apelidou de "mamarracho" onde afirmou, em português corrente, referindo-se à dita fundação, que "não serve para nada, aquilo"!
Esperei que um coro de protestos se elevasse da assembleia, ou que os doutos palestrantes não deixassem passar em claro tais afirmações que foram, indubitavelmente, uma ida de um sapateiro para além da chinela, no seu desabafo.
Só a Fátima Campos Ferreira, timidamente, esboçou um "penso que o senhor não está bem informado sobre o que se está a fazer na fundação, nem sobre a matéria da investigação, em todo o caso..." e valorizou de imediato o desaparecimento da escola de pesca que se encontrava no mesmo local!
Se calhar, não teria havido necessidade de destruir a escola de pesca que lá se encontrava, mas apoucar daquela maneira uma instituição que faz mais do que a maioria das que por aí andam a fazer que fazem, deveria justificar uma tomada de posição da parte dos muitos intervenientes que botaram faladura.
Mas, infelizmente, a nossa sociedade é assim!
A nossa camada culta entende (mal) que não vale perder tempo a esclarecer os que se encontram atrás, talvez por desprezo, talvez por snobismo, e por isso, cala-se!
E cala-se, porque pensa que vozes de burro não chegam ao céu e está enganada, pois a ver este programa, deverão ter estado outros burros como o que falou, a abanar a cabeça para baixo e para cima, concordando com o seu desconhecimento de coisas que não sabem mas que pensam não lhes interessar.
Não sei se este triste foi um eroo de "casting" - afinal, quem é que foi o reponsável por levá-lo ali - ou se há algum propósito por detrás disto.
Não sendo muito adepto das teorias da conspiração, não deixo de lhes dar a atenção que merecem, e num tempo em que as inabilidades se misturam com o maquiavelismo num caldo de cultura popenso a aventureirismos ameaçadores.
Fica o reparo.

Saco de gatos

Este (des)governo liderado (!) por Passos Coelho, tornou-se rapidamente num saco de gatos que, em vez de assumir uma postura solidária entre si, prefere deitar achas para a comunicação social que vão alimentando a fogueira das dissenções que o atravessam.
 Um governo de coligação, é sempre um governo de equílibrios e compromissos, mas os seus líderes devem, em primeiro lugar, defendê-lo dos holofotes da opinião pública, tratando no seu seio as questões que os separam e publicitando as que os unem.
Nesta nossa experiência, desde o início, verificou-se que do seu interior saíam muitas vez para o exterior situações que revelavam um conflito latente.
O mau hábito de usar a pasquinada de serviço para forçar situações, foi um mau hábito que a direção governativa foi deixando alastrar.
Desde o triste episódio do sms sobre Bernardo Bairrão, este primeiro-ministro e o seu núcleo duro, mostraram não estar preparados para assumirem as suas escolhas.
Já antes, a luta pelas secretarias de estado, tinha saltado para as páginas dos jornais dando origem a que os iniciais vinte e cinco, referidos em campanha por Passos Coelho, vissem alargado para trinta e cinco (mais uma subsecretária de estado) o seu número definitivo, pois cada partido queria um no ministério do outro.
O CDS conseguiu enfiar um na educação, um nas finanças (que teve um aparte assaz interessante na última conferência de imprensa do Gaspar), um na administração interna, quatro na agricultura, um nos negócios estrangeiros acompanhado de mais uma subsecretária.
Mas não ficaram por aqui as desgraças.
Desde a célebre campanha na Madeira, a privatização da RTP, a reforma da lei autárquica proposta pelo Relvas, os diversos "affaires" Relvas, a política de impostos, os cortes de pensões que os frequentes choques iam abrindo brechas na coligação. Por outro lado, dentro do próprio governo, a comunicação e entendimento entre ministros não seria a mais afável, basta recordarmos a troca de piropos entre o ministro Álvaro e o Gaspar, que mereceram um ostensivo silêncio de quem devia impor respeito, passando por secretários de estado que não confirmam o que dizem ministros, ministros que falam demais e depois são desmentidos ou aparecem a clarificar o que queriam dize mas não disseram, até ao cúmulo de assessores virem dar cá para fora notícias que atrapalham o governo que lhes paga.
Esta última picardia, só é possível, porque toda a gente faz de conta que o Paulo Portas não sabia de nada - que é que andaria a fazer o Mota Soares pois a TSU diz-lhe diretamente respeito - depois de infantilmente o primeiro-ministro, em entrevista à RTP, ter falado em assuntos que não deveria falar, dando provas de uma criancice absurda, para não lhe chamar outra coisa.
Assim, e dada a falta de alternativa que se vislumbre, estamos condenados a ter de engolir este saco de gatos, a não ser que valor mais alto se levante.
Há por aí gente que faria melhor o lugar, não tenho dúvida alguma, mas desconfio que ninguém os quererá, talvez porque já estão a ver que não seriam "os do costume" de novo a ganhar com tudo isto.

17 setembro, 2012

Estava tudo a correr tão bem

Através do Câmara Corporativa, chegamos a este estudo.
Vale a pena perder tempo e dar-lhe mais do que uma vista de olhos.

Basta!

Há pessoas, que por muito que eu tente entender, parecem habitar num planeta daqueles que andam ao redor de uma qualquer estrela,muito longe deste sistema solar.
Uma das que mais escreve (e disparata), é uma conhecida comentadeira que dá pelo nome de Helena F. Matos.
Esta plumitiva, que gosta de se apresentar como historiadora e diz ser também jornalista, é um espécime exemplar da direita mais básica e retrógrada que se pode imaginar.
Nestes dias tem sido referida abundantemente, graças a um seu texto publicado no Blasfémias, que não fora a idiotice simplória de que se reveste, não causaria espanto vindo de quem vem.
Nunca lhe liguei grande coisa, nem lhe atribuí grande importância, mas creio que é tempo de chamarmos os bois pelos nomes, pois, muitas das vezes, ao não lhes dando o devido valor arriscámo-nos a levar alguma cornada.
Para além de um português vulgar, com ausência de concordâncias e pontuação, os seus textos, geralmente são um hino à desfaçatez mais comezinha.
Neste seu texto, tem a lata, de afirmar que quem apelou às manifestações do 15 de Setembro, foram os priveligiados do sistema e que o povo em vez de se manifestar foi para a praia!
Tirando o problema grave de visão, esta "historiadora" entende que aquela massa humana que enchou as praças de muitas cidades derste País, foram "...os artistas, os designers, os patrões da imprensa, os bispos eméritos das forças armadas, os provedores, os professores doutores em saberes  tão vagos quanto a licenciatura de Relvas, os empresários dos magalhães e similares, os sindicalistas com progressões automáticas garantidas..."!
Claro que é preciso ter descaramento, para escrever uma baboseira destas e permanecer sério, ou não será?
Mas, será que esta Helena que entende que a escola não deve ministrar educação mas apenas ensino, que um professor é apenas um ensinador e não um líder ou modelo, que nunca entendeu as modificações sociais que se desenrolaram na década de sessenta, que discute o Tribunal Constitucional porque muitas vezes decidem em causa prória (!), que defende o populismo de PPC e as suas férias algarvias, que defende Relvas por oposição a Sócrates, que entende que o que se faz no Correio da Manhã é jornalismo e que o que se faz no Expresso não o é, que entende que privatizar é a solução para todos os males, que faz da demagogia o seu discurso natural, não se vê ao espelho?
Dizer basta, a esta corja que tem acesso priveligiado aos jornais e demais orgãos noticiosos devia ser consuderado serviço público.

Quando a direita perde a cabeça!

É este o tipo de verdades que a direita proclama!

Ora bem II

A minha é maior do que a tua!

Estamos em crise!
Não é novidade para ninguém e muito menos para os partidos que estão no poder.
Assim sendo, e sendo-nos diariamente chamada a atenção para este facto pelos ditos partidos, ouvindo os seus líderes e correligionários afirmar vezes sem conta que a estabilidade política é o bem maior a preservar, até para mostrar ao mundo que nós por cá somos pessoas responsáveis e cumpridoras, porque carga de água é que os dois partidos da coligação, nestes últimos dias, andam entretidos a exibir as suas miudezas para ver quem é que a tem maior?!
Não saberão, quer os seus dirigentes, quer a massa falante dos mesmos, que a estabilidade não passa por arengar publicamente as suas divergências?
Terão eles a noção de responsabilidade institucional necessária para servir o país em vez de tentarem servir-se a eles mesmos e aos seus projetos de poder?
Afinal, que cambada é esta que sempre que a oposição faz uma crítica é acusada de ameaçar a cooperação necessária para salvar o país e quando abrem uma guerra entre si já tudo está políticamente correto?
Estarão estes senhores preocupados com o País?
Não creio.

16 setembro, 2012

Jornalismo?


Será isto jornalismo?

Para ler com atenção

Este texto publicado no Ponte Europa, com o sugestivo título - T.S.U. - UM EMBUSTE DA DIREITA?
Não é despicienda a hipótese lançada nesta opinião.
Numa altura em que nem tudo que parece, é, a chamada de atenção é mais uma variável que não poderá ser deixada de fora, tão habituados estamos a ser enganados com jogos florais.

Máquina do tempo

Ontem, pela primeira vez em democracia, os portugueses deram mais uma descoberta ao mundo - a máquina do tempo.
Todos is que assistiram às manifestações no Porto e em Lisboa recordaram o 1º de Maio de 74, só que, desta vez, não se viram bandeiras partidárias, nem discursos programados.
Foi pura emoção, civismo e cidadania!
Nem a pequena provocação em Lisboa teve os resultados pretendidos.
Estamos todos de parabéns!

15 setembro, 2012

Gostaria de compreender

Este governo gosta de encher a boca com a sua política a favor dos mais desfavorecidos, mas o paleio é facilmente desmontável.
Em 2011, criou um imposto extraordinário de 3,5% sobre todos os rendimentos, a saber: - do trabalho fossem eles dependente ou independente, prediais, pensões e mais-valias.
De fora ficaram os juros e dividendos (taxa liberatória).
Em 2012, os reformados e pensionistas que tiveram entre 485€ e 1.000 € receberam um corte nos subsídios de natal e décimo quarto mês, e quem ganhasse mais não recebeu nada.
Dir-se-á que para este governo 485€/mês é ser rico!
Tem ainda a grande lata de dizer que a medida apenas apanha cerca de 20% do universo, esquecendo que está simultâneamente a dizer que cerca de 80% recebem pensões de miséria e misturando no mesmo saco pensões por invalides e pensões de velhice o que é uma mistificação a juntar ao esquecimento das pensões da CGA e de outros sistemas.
Este ano avança com a roubalheira de mais 10% às pensões acima de 1.500 €, mas fica-se pelos funcionários públicos.
Em contrapartida tira 7% a todos os que trabalham por conta de outrém desde que ganhem mais do que o SMN (485 €)!
Olhando para tudo isto, será que este governo ainda terá lata para se arvorar em defensor dos mais carenciados?
Será que os carenciados são todos aqueles que ganham mais de 485 € nuns casos e noutros mais de 1.000 ?!
Quanto é que ganha um reles "advisor" que propões medidas destas? Sabendo que há assessores do primeiro-ministro a ganhar por mês mais de 3.600 € de salário base, que há especialistas nas finanças a ganhar mais de 4.300 €, que na defesa há especialistas com mais de 4.200 €, uma adjunta na justiça vale mais de 5.300 €, na saúde os especialistas já vão em 4.500 € e até na cultura uma adjunta vale mais de 4.700 €!

1.700.000.000,00

É esta a quantidade de notas de euro necessárias para puxar o défice para os 5% que a troika concedeu recentemente a Portugal.
Ou seja, apesar de todas as medidas tomadas, o erro é clamoroso, e o desfecho evidente.
Não pode a troika dizer que não teve nada a ver com isso, pois tem caucionado com a sua presença e pareceres o"bom" trabalho da (des)governação.
Para quem trompeteava que não mais recorreria a manobras extraordinárias para compor o défice, é apenas a negação do prometido.
Onde está então o sucesso que, segundo dizem, todos aplaudem?

14 setembro, 2012

Mais uma acha?

O Presidente da República resolveu convocar o Conselho de Estado para a próxima sexta-feira, 21 de Setembro.
Nada de admirável, pois já no ano passado, sem crise idêntica à vista, fez igual convocatória tendo então apelado ao entendimento das forças políticas na votação do orçamento.
Desta vez, fá-lo um pouco mais cedo e no meio de um vendaval de opiniões negativas sobre a atuação do governo que, teimosamente, falha as metas que se tinha proposto, mas continua a dizer que a sua política foi um êxito!
Amanhã, teremos duas interessantes notícias desta crise.
A primeira e mais curiosa será a da posição do CDS e como vai Portas desenvencilhr-se do imbróglio em que está metido. Talvez vejamos um ministro do CDS trilhado.
A segunda, será a afluência que terão as diversas manifestações contra a TSU e política estratégica do governo.
Prevejo que não serão grandes manifestações dada a dispersão de locais onde ocorrerá, mas, por outro lado será interessante ver quem é que abandona o conforto de um fim-de-semana ainda quente, para tratar de algo que lhes diz diretamente respeito.
Creio que estaremos todos, de uma maneira ou de outra bastante atentos.


Perguntas (1)

Alguém me sabe dizer como é que estão a evoluir as listas de espera para cirurgia?

Governados por "advisers"

Para os que ainda julgavam que éramos governados por um "mix" - como Catroga gostava de dizer - de políticas vindos da "troika" e do governo, acabaram de ser esclarecidos ontem à noite pelo Pedro primeiro-ministro.
Afinal, quem nos governa, nem é o Pedro, nem o Gaspar, nem nenhum dos ministros que por aí vão botando figura. Não! Quem nos governa afinal são os "advisers", essas figuras que ninguém conhece, com a exceção do Borges da Sachs, que não foram eleitas, nem constaram das listas de nenhum partido, e que o Pedro segue religiosamente, pois é na base dos seus "advices" que o primeiro-ministro decide!
Talvez por dormir pouco, este primeiro-ministro parece que anda a dormir em pé, pois, segundo diz, poderá intervir no mercado na área dos transportes, baixando os preços!
Como? Teremos ouvido bem?
Então os transportes públicos do estado são deficitários, acabaram de ser aumentados e viram diminuída a sua frequência, são um dos pilares que agravam o défice, e o homem diz agora que vai baixar o preço dos mesmos, agravando aquilo que não quer agravar?
E que tal a recomendação aos grandes beneficiários da TSU para baixarem os preços das mercadorias que vendem?
Se baixarem o preço das mercadorias, não vão criar emprego, ou não será assim? Ora, se a baixa da TSU serve, segundo os iluminados governamentais, para criar emprego e aumentar a competitividade, das duas uma, ou tem apenas um efeito, ou outro - cá para mim, não tem nenhum, mas adiante - como é que os "advisers" conseguem o "mix" das duas, deve ser segredo de estado.
Interessante este novo conceito.
Baixa-se a TSU.e, como consequência imediata, do lado dos consumidores do mercado interno baixa o consumo, o que leva a uma diminuição da procura.
A diminuição da procura leva a que diminuam as vendas, tendo como consequência imediata a diminuição do lucro que não é compensada dado o diferencial da TSU (5,75% contra 7%).
A diminuição das vendas leva a uma menor procura junto da produção, o que, nem aumenta o emprego, nem os resultados.
Ao diminuir os lucros e as vendas, perde o Estado na arrecadação de impostos. 
Ao aumentar a TSU diminuem as receitas do estado em sede de IRS por parte dos trabalhadores por conta de outrém.
Ah! Já ne esquecia, há uma hipótese de nas empresas exportadoras se poder baixar os preços numa margem inferior a 1%, o que, num mercado em recessão, não irá certamente compensar a diminuição de encomendas, mas que, quando muito, poderá estabilizar os empregos e manter as receitas.
Como somos um país de baixa exportação, das duas uma, ou o governo estará a pensar que vamos passar a exportar água salgada, porque é o que temos em abundância, ou deve ter descoberto o moto contínuo e prepara-se para vender a patente no mercado.

13 setembro, 2012

Equidades

Muito se fala de equidade e de austeridade mas longe dos números e factos do dia a dia.
Alinham-se as tabelas salariais, comparam-se valores, discutem-se produtividades e o resultado é o que toda a gente conhece.
Ninguém se entende.
O País vai mal. 
Pois vai, mas porque carga de água é que eu, que tenho dois filhos a estudar, e moro em frente ao meu vizinho que também tem dois filhos a estudar na mesma escola dos meus, hei-de largar os dois subsídios que tinha e ainda vou ter de largar mais 7% para a TSU e ele não?
Qual a razão, da minha vizinha do lado, que já está reformada há meia dúzia de anos, ver surripiados  dois meses à sua pensão anual, que lhe é devida por quarenta anos de descontos, sem nunca se ter metido em cavalarias altas, não tendo sequer vida para ter o passe social?
Porque raio, há-de o vizinho de baixo alambazar-se com os juros da fortuna que a parentela lhe deixou, que nunca produziu algo de útil para o País, pois nunca trabalhou, e só paga uns ridículos 30%, quando eu pago muito mais pelos rendimentos de trabalho e, além disso,  paga uma renda ridícula pela casa que tem arrendada ao filho?
Porque será que o meu vizinho do prédio em frente, tem à porta diariamente um carrinho do estado que o leva para o emprego, ganha um balúrdio como assessor de não sei o quê, recebeu o subsídiozinho de férias porque era referente ao ano anterior, tem os filhinhos colocados como assessores em empresas públicas e nem tiveram de estar com contrato a termo, nem recibo verde, dá aulas numa escola onde é levado pelo carro que o vem buscar de manhã e ainda exerce como profissão liberal uma data de cargos em locais onde não põe os pés?
Será esta a equidade de que o Gaspar e o Coelho tanto falam?

Bálsamo

Ouvir o João Galamba, ontem, foi como sentir o Sol a entrar num quarto escuro.
Este deputado do PS que, só por si, faz mais estragos do que o sonso do líder do partido em que milita, deu ontem voz à raiva de muitos portugueses que sentem na carne as agruras dos desvarios da canalhada que nos desgoverna.
Que nunca a voz lhe doa!

Mau tempo em Portugal

Desde o célebre discurso de PPC da passada sexta-feira, este país entrou num vendaval do qual parece não querer sair tão cedo.
A inépcia governamental estatela-se pelas páginas de jornais, e as opiniões adversas saltam que nem rolhas de champanhe em programas radiofónicos e televisivos onde o assunto é sempre o mesmo - austeridade.
Mesmo assim, ainda há vozes que tentam defender este tipo de políticas.
O Gaspar agradece, não sei é se conseguirá pagar os favores, mas, a cereja em cima do bolo colocou-a ontem na TVI Manuela Ferreira Leite.
Desde a declaração de que não compreendia as medidas, passando pela afirmação de que não conhecia os seus fundamentos e por isso lhe seria difícil uma crítica objetiva, até o apelo à revolta dos deputados da maioria, o meu espanto não teve limites.
Hoje, pela fresquinha, chega-nos mais uma, a do Selassie, que atira para cima do governo a estupidez da alteração da TSU dizendo que a opção foi do governo português e não da "troika"!
Será que o silêncio de Belém é prenúncio de mau tempo no retângulo?
Logo, mais para a terde, talvez o saibamos.

12 setembro, 2012

Deixemo-nos de tretas

Em 2008, existiam 349 756 micro, pequenas e médias empresas (PME) em Portugal, representando 99,7% das sociedades do sector não financeiro. As microempresas predominavam, constituindo cerca de 86% do total de PME. O emprego nas sociedades do sector não financeiro foi maioritariamente assegurado pelas PME (72,5%), as quais foram ainda responsáveis por 57,9% do volume de negócios e por 59,8% do VAB gerados em 2008.

fonte: INE
 
Bastará dar uma vista de olhos ao documento, para verificar que as micro e pequenas empresas não irão criar empregos para ninguém, para mais, tendo em atenção que são as médias e grandes, que andam a pedir a simplificação das leis laborais que lhes permitam despedimentos mais céleres, mais baratos e menos justificados, para que caia, rapidamente e em força, a ideia de que a diminuição de 5,75% na TSU para o patronato, vai contribuir de alguma forma para combater o desemprego.
De notar que estamos a falar de dados de 2008, e que desde 2010 a situação se vem agudizando com múltiplos encerramentos de empresas pelo que os dados estarão já ultrapassados pela negativa.
E competitividade é uma coisa que iremos verificar, pois eu não acredito que a diminuição da taxa venha a ter reflexo significativo nos custos finais.
Neste contexto, falar em aumento de emprego derivado da baixa da TSU é mesmo uma grande treta, pelo que era bom que deixassem de nos tentar atirar areia para os olhos.

O silêncio

O país está em efervescência, os jornais, bem como outros meios de comunicação social, começam a abandonar a letargia em que viviam e lá vão dando conta de que nem tudo estará a correr bem. Os partidos políticos engrossam a voz. Os parceiros sociais, desde os patrões aos empregados, torcem o nariz e ameaçam. A coligação abana.
Estranhamente, dos lados de Belém, nem um pio!
Não há notícias de sua excelência!
O povo, intrigado, quer através das redes sociais, quer nas parcas entrevistas de rua, pede-lhe uma palavra apenas, mas nem isso ele concede.
Não há comunicações oficiosas, nem mensagens de facebook, nem fontes de Belém deixam escapar para os jornais um qualquer incómodo, o conselho de estado não é convocado, nem sequer uma ou outra personalidade.
Estranho!
Mais estranho ainda, se nos recordarmos das correrias e discursatas com que nos brindavam ainda há bem pouco tempo, onde os sacrifícios eram bem menores, mas que sua excelência então achava um exagero.
Esta diversidade de pesos e medidas que o eleito para Belém tem dado provas nos últimos tempos, faz-me pensar se ele disse a verdade quando afirmou que era o presidente de todos os portugueses.
Parece que ele tem mais cuidado com os portugueses de cima do que com os debaixo, mas, se calhar sou eu que estou a ver mal o problema.
Há silêncios que são de ouro, outros de prata, este será de lata?

11 setembro, 2012

Portas discorda de Passos Coelho?

Saber isto dá-me outro ânimo!
Não é que o malandro, quando questionado sobre as novas (ou serão velhas e estafadas) medidas do governo a que diz pertencer, se sai com uma declaração de prudência que crsima de patriotismo!
Patriotismo porquê?
Se as apoiasse, não era por uma questão de patriotismo que se negaria a dar o seu apoio a tais medidas, ou não será assim?
Ora, não as apoiando, prefere calar-se "por patriotismo", e refugia-se atrás do Conselho Nacional e da comissão politica dizendo querer ouvi-los, até porque Ribeiro e Castro já deu o sinal de partida.
Este apoio envenenado, é a prática habitual do Maquiavel dos Negócios Estrangeiros que, ainda no Brasil, glosava declarações de pelo menos dois governantes há uns tempos atrás, comentando com o seu ar de gozo, que "quando tenho que representar o país tenho a regra que é fazer política externa e nada mais"
De recordar,  que declarações dizendo que não falavam de assuntos internos do País quando no estrangeiro, foram proferidas, quer por Passos Coelho em Chicago, quer por Álvaro Santos Pereira em Macau.

Perder tempo

Hoje, pelas 15H00, lá estava eu em frente do televisor à espera de ouvir o Gaspar, expectante face às promessas que cruzavam os ares.
Logo de início, desiludi-me.
O atraso da conferência que era motivada por acertos de última hora, levava água no bico.
Lá entrou a matulada toda para o que se adivinhava ser um parto difícil.
O Gaspar começou, como de costume, com os salamaleques e ademanes habituais, com aquela voz que me faz lembrar sempre um desenho animado.
De novo, para além de umas vagas promessas de cortes, em português suave nos que mandam no quadrado, lá mete mais uns nos reformados  e pensionistas do estado (10%), um aumento do IMI que se irá refletir nas rendas trazendo mais problemas às empresas (aí já não o preocupa a competitividade e o emprego) e aos particulares, um aumento de tributação no IRS a distribuir pelos do costume mas ainda sem figurino definido, e, para finalizar, um aviso aos contratados a termo que trabalham para o estado, que o Fundo de Desemprego já está à espera deles (lá se vai mais um bocado da teoria do emprego à custa da redução de 5,75% ao patronato).
Sobre os cortes nas gorduras, um vago olhar sobre as PPP's que vai renegociar, as fundações que vai deixar de apoiar e mais nada.
Os jornalistas tentaram não incomodar muito, com o pateta do Camilo Lourença a preferir lançar perguntas a brincar do que questões sérias, e eis que o Nicolau Santos lhe manda com três obuses de respeito, o homem avisa logo que não responde a mais nada depois disso, não vá alguém seguir-lhe as pegadas, e dá umas respostazinhas tíbias, mete os pés pelas mãos, tenta responder em economês, e não surtindo efeito, opta pela economia de café.
Um desatino.
Os secretários de estado que lá estiveram para decoração, mais o Moedas que não abriu o bico, debitaram umas tartamudices e calaram-se, felizmente.
Nesta pura perda de tempo, verifiquei que isto vai de mal a pior, pois já nem desculpas esfarrapadas condignas se apresentam, preferindo-se os chavões ou o discurso obscuro.
Dei comigo, irritado demais, para ainda ter de apanhar com uma figura, que certamente foi um erro de "casting", a debitar a posição do PS.
Isto está a ficar mau demais!

11/9

Claro que não somos os EUA, por isso o nosso, menos mortífero, mas também violento, tem já hora marcada, será às 15H00 e chegará através deste senhor.



Agora...

... que não são só os reformados, os pensionistas ou a função pública a levar no lombo, parece que já os jornais começam a falar nas incongruências da austeridade.

i Jornal de Notícias 

PúblicoDiário de Notícias
Será porque também os jornalistas  passaram a provar do mesmo veneno?

10 setembro, 2012

Não era este o Porto que queríamos


Imagem roubada ao TAF .

Música da minha pré-adolescência (IV)


Jornalismo?!

Um garoto qualquer decide colocar na Net imagens privadas de alguém, o que é crime!
Logo, os jornaleiros do costume, para além da divulgação do crime, glosam o acontecimento não tendo uma única palavra crítica sobre o assunto.
Mas pior, como o JN desgraçadamente faz - não  há link porque não pactuo com este tipo de descaramento - como não estaria satisfeito com o vasculho, junta-lhe uma fotografia de má qualidade, quiçá para servir de ensinamento aos mais jovens.
Há por aí algum jornalista sério que defenda isto?
E, se há, porque se calam?

09 setembro, 2012

Concordo!

Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida.

Ernesto Che Guevara

Corrigir desigualdades

Se virmos bem, PPC, com esta última medida afinal começou a corrigir as desigualdades!
Alguém é capaz de desmentir que, agora, os reformados e pensionistas começam a aproximar-se dos restantes trabalhadores por conta de outrém?
E já a seguir, com a mexida nas tabelas do IRS, as diferenças continuarão a esbater-se, pelo que este nivelamento por baixo está a começar a dar os seus frutos.
Não era isto que queriam?

08 setembro, 2012

Será isto investigação?

Há dias, folheando O Público, esbarrei nesta notícia:  
O título era apelativo, pois indiciava que alguém teria tido uma ideia que poderia poupar dinheiro ao estado e que, simultaneamente, poderia trazer mais negócio e menos importações.
E apressei-me a ler o palpita que uma tal Beatriz Pereira, que era crismada de investigadora na Universidade do Minho, dava às autarquias nacionais.
Logo abri a boca de espanto, pois a senhor propagandeava que deveriam ser distribuídas bicicletas aos miúdos que frequentam o ensino entre o 1º e o 9º ano, para utilizar nas suas deslocações de casa para a escola e vice-versa, poupando assim nos custos do transporte subsidiado.
Certamente que a senhora não tem filhos em idade escolar, não faz a mínima ideia do que é andar de bicicleta no meio do caótico trânsito das grandes e médias cidades, como será andar nas estradas municipais e nacionais ou nas distâncias envolvidas.
Mais estranho ainda, é ver uma jornalista que espeta com a notícia no jornal, se preocupar apenas com os custos do equipamento necessário superficialmente, ir pedir a opinião a outra senhora que seria parte interessada no negócio, aceitar as tolas explicações da sra. investigadora.
Curioso o facto de nas caixas de comentários haver uma data de pessoas a achar muito bem e a passar por cima da segurança, do civismo exibido pelos cidadãos auto-transportados, de falta de infra-estruturas, etc.
Já alguém imaginou o que seria mandar um filho de seis ou dez anos para a escola de bicicleta, sózinho, no meio de uma cidade como Braga, Vila Real, Viana do Castelo ou Tomar?
E que tal imaginarmos os miúdos a pedalar à chuva e ao vento, distâncias que por vezes ultrapassam a meia dúzia de quilómetros, em duas ou quatro viagens diárias?
E as bicicletas teriam que especificações?
Guarda-lamas, luz frente e traseira, protetor de corrente, bagageira, sinalizações laterais.
E isso atiraria o seu custo para quanto? Cento e setenta ou duzentos euros?
E o equipamento para os utentes? Qual seria e quanto custaria?
Capacete, faixas refletoras e joelheiras/cotoveleiras.
E os que não soubessem andar de bicicleta ou não dominassem a técnica, iriam a pé, ou a sra. investigadora tem mais soluções?
Claro, que a sra. investigadora falou logo nos países onde isso acontece, não como obrigatório, mas por hábitos criados e infraestruturas adaptadas.
Pensou a sra. investigadora na morfologia do terreno, na ausência de ciclovias, na falta de preparação a nível escolar e pré-escolar, no trânsito, no civismo, na fiscalização, na realidade nacional.
Não!
A sra., limita-se a dizer que "Onde circula um automóvel pode circular uma mota ou uma bicicleta, basta haver uma cultura de respeito pelo outro" !!!
Mas a sra, saberá o que está a dizer ou está a gozar connosco apenas?
A sra. não lê jornais? Não conhece os indíces de sinistralidade nacionais? Não conhece o esado das nossas vias? Será a sra. deste País?
Poderia ter apresentado a ideia com a ponderação devida e os limites que a realidade impõe; aí eu ter-lhe-ía batiado palmas, agora tornar obrigatório algo que não o pode ser, é coisa de quem não tem os pés bem assentes no chão e daí por vezes o descrédito em que cai a investigação de qualidade.
Nem o jornalista, nem a investigadora prestaram um bom serviço à ideia.
Pode ser que alguém pegue nela a acarinhe e a torne exequível. Quem me dera!

O embuste

Vejo o primeiro ministro a falar e não consigo acreditar no que ouço!
O rapaz, com aquela cara das cerimónias solenas, começa a debitar o missal, onde lá está o costumeiro discurso anti-governo anterior, o qual foi capaz de todas as malfeitorias e que arruinou (segundo ele e os seus pares) o país, mas onde não aparecem os desastres que ele e a sua comitiva fizeram a desgraça de nos oferecer.
Depois, com a lata que lhe conhecemos, diz que os empregados por conta de outrém passarão a pagar mais 7% na TSU, para compensar o que irá dar aos patrões (5,75%), ficando com o diferencial para comprar caramelos em Badajoz.
Quanto ao corte dos subsídios, talvez para salvaguardar a equidade, continua a reter os dos reformados e pensionistas, devolvendo um, em duodécimos, aos funcionários públicos!
E estas medidas servem para quê, afinal?
Para tapar o buraco enorme que não conseguem tapar com todas as medidas que já tomaram.
A desculpa apresentada, tentando dar a entender que a culpa e sugestão veio do TC, é ignóbil, para não lhe chamar coisa pior, pois distorce quer a letra, quer o espírito da decisão daquele tribunal, e, por outro lado, afirmar que estas medidas se destinam a criar emprego e aumentar a competitividade, são de uma falsidade atroz.
Se, o universo que beneficia, e pode de facto aumentar a competitividade, é o setor exportador, como explicar que, sendo este apenas uma pequena fração do todo nacional onde os custos do trabalho influenciam os custos totais do produto em apenas 13%, como entender que será isto, apenas e só, que endireitará as contas nacionais?!
Esta, é apenas mais uma medida que vai beneficiar um lado da população, a mais forte, que vai ver aliviada a sua carga fiscal transferida e paga pelos que menos podem.
E onde param os trabalhadores por conta própria, os recibos verdes, os investidores especulativos, os proprietários, os que vivem dos rendimentos, o patronato,  etc., etc..
Qual estado social, qual paz laboral, qual equidade, qual carapuça!
O que este (des)governo está a fazer é a destruir um país, um povo, uma sociedade em nome de interesses mesquinhos e particulares.
Se as pessoas o consentem, quem sou eu para dizer o contrário.

07 setembro, 2012

Ainda sobre educação

Roubado aqui este apontamento da Shyznogud.

Citações (LIX)

Não se podem censurar os jovens preguiçosos, quando a responsável por eles serem assim é a educação dos seus pais.

Esopo

Cratinices!

Era uma voz incómoda que se levantava a defender um certo tipo de "ensino", em vez da vulgar "aprendizagem" que ele detestava e achava aberrante.
Sorri algumas vezes perante as suas ideias, onde separava as duas coisas, como se fosse possível separá-las, sinal de que ele não entendia muito bem qual era a função do professor.
Para além de ensinar, o professor, deve verificar se aquilo que ensina está a ser aprendido, procurando adequar a prática da transmissão do saber à possibilidade de entendimento do receptor.
Claro que estou a falar de Nuno Crato, o atual ministro da educação, que com a sua paixão de ensinar, vai acumulando erros sobre erros até fazer ruir todo o edíficio do ensino público.
A última achega que nos dá é afirmar apenas e só isto:
- (a) redução de professores é inevitável nos próximos anos...
Não lhe interessa que uma das razões seja o aumento do número de alunos por turma que ele decidiu e que faz naturalmente diminuir a necessidade de professores, não ajudando em nada o aumento da aprendizagem, pois como se sabe, e é facilmente demonstrável, atirar um monte de alunos para cima de um professor, não torna a sua tarefa menos exigente, nem ajuda a uma maior interação nas aulas, pelo contrário.
O nº mínimo de 24 alunos por turma saltou de 24 para 26 e o nº máximo passou a ser de 30 em vez de 28!
O que levou Crato a tomar tal medida? Razão pedagógica não foi, pois ele é incapaz de a enunciar. Não será que é apenas o critério economicista a funcionar, mais uma vez?
E que tal dar uma saltada ao terreno?
Porque é que não olhamos para a nossa realidade?
Teremos uma boa rede escolar? As assimetrias regionais não se refletirão nas escolas? Estará este País dotado de uma maioria de escolas modernas, bem equipadas, quer do ponto de vista material, quer do ponto de vista docente? Terá a generalidade dos alunos um ambiente económico-familiar que lhes proporcione um auxílio efetivo na aprendizagem? Estará o estado a fazer um bom trabalho na educação? Estarão os professores ocupados exclusivamente com a dação de aulas e/ou a investigação ou andarão dispersos por outras áreas, que em vez de contribuirem apenas lançam poeira em cima do que se pretende fazer ou já está feito?
Do que tenho visto e ouvido nada disto parece interessar ao matemático ministro, antes pelo contrário, o seu amor antigo pelo rigor e pela excelência parece ser tudo menos isso.
Enganou bem!

06 setembro, 2012

De novo ou apenas mais uma vez!

Já não é novidade para ninguém esta notícia, pois em 18.04.20101, este mesmo jornal referia um documento do GPSS - Grupo de Projecto de Novos Submarinos - vindo a público através do JN, conforme se pode ler nesta noticia.
É deveras estranho que um documento datado de 2004, e que tais acusações faz, não tenha sido alvo de nenhuma inspeção especial ou que esteja adormecido no meio da papelada!
Poderá a PGR explicar convenientemente o porquê deste assunto, ou será que a PGR só atua quando muito bem entende, e contra quem entende?
Como é que um ministério, na posse de uma carta deste tipo, enviada pelo diretor da missão, cruza os braços e não dá públicas explicações do assunto?
O que emperrará tel esclarecimento?
Não vale a pena o ministro andar a solicitar à PGR a inocentação formal, de vez em quando e ao sabor das marés.
Mais fácil era esclarecer porque é que um equipamento destes, não sofre alterações de preço quando são baixadas as especificações do mesmo!
Será que qualquer um de nós, quando vai adquirir um determinado bem não o negoceia em função do que obtém?

Pasme-se!

O ministro da Administração Interna, no fim de Agosto, e em articulação com o ministério das Finanças, saiba-se lá porquê, decidiu dar instruções para "...conceder dispensa de serviço a todos aqueles que sendo funcionários públicos sejam também bombeiros voluntários e sejam requisitados pelas respectivas corporações de bombeiros"!!!
Mas então o Dec-Lei 241/2007 não está em vigor?
Será o ministro desconhecedor do que é dito no nº 1 do artº 26º?
Se não for esse o caso, qual a razão para a declaração acima evidenciada!?
Lapso, desconhecimento, mera incompetência ou será que o estado não cumpre o que está já legislado?
Não será de estranhar o incumprimento, pois ainda há dias tivemos a infelicidade de visionar um pequeno filme onde um cavaleiro tauromáquico - não sei se será digno usar tal nome para identificar um reles cidadão que tão mal fez à tauromaquia com a sua ação - investia a sua montada, contra um conjunto de cidadãos que se manifestava contra as touradas, com a omissão da polícia de segurança, que deveria estar lá para impedir tais desacatos e não o fez, nem sequer deteve o sujeito, mesmo tendo observado o acontecido! 
Onde andava o ministro que, até agora, não deu por nada, nem se manifestou?
Aliás, este ministro, que se mostra mais preocupado com os "graffiti" do que com os assaltos, a violência doméstica ou a droga que entra pela costa dentro, que viu já, durante o seu mandato, as forças policiais abrutalharem-se contra cidadãos indefesos, sem ligar muito ao assunto, que se preocupou mais com o subsidiozinho, de que desistiu depois de muito se falar no mesmo, tem feito pouco ou quase nada do que se esperava dele.
Mas continuemos atentos, pois os tempos estão insalubres e ainda pode vir por aí coisa pior.

05 setembro, 2012

A "troika" está cá?!

Dou uma vista de olhos pelos jornais e procuro novidades sobre a "troika".
Para além de uns subservientes pedidos da parte de alguns partidos políticos e da intenção de os fazer da parte de outros, do lado governamental não nos chega nada.
Longe vão já os tempos em que os três funcionários das instituições financeiras tinham as suas caretas estampadas por todo o lado e um corropio de gente à sua volta.
A discrição é a palavra de ordem!
Num país em que os "mass media", infelizmente, educaram a população a variar de opinião entre o oito e o oitenta, nem será de admirar, mas será sintomático de que algo não estará a correr pelo melhor.
Por outro lado, o extraordinário silêncio do Moedas, do Álvaro, do Gaspar e de outras figuras tão lestas em embandeirar em arco com as anteriores avaliações não deixa de ser curioso. Já nem falo do Relvas, uma vez que depois do desaire das negociações sobre as autárquicas, a que se somam o discurso disparatado na longínqua Timor, a que estão agarradas as monumentais trapalhadas já amplamente glosadas, deve ser deixado em paz, pois quanto mais se mexer nele, pior para as pituitárias nacionais.
Resta-me pois aguardar serenamente pelo resultado da avaliação, que irá oscilar entre o diploma do bom aluno azarado e o de dedicado cumpridor de um programa demasiado esforçado, pois nem avaliadores, nem avaliados, quererão enfiar as orelhas de burro que a ambos deveriam ser enfiadas.

04 setembro, 2012

O país arde

Damos por nós no fim de Agosto e com o país a arder!
Há incêndios para todos os gostos. Desde os habituais florestais, aos que lavram em fábricas e instalações industriais e até os que invadem já áreas urbanas.
A área ardida no 1º semestre quase triplica a do ano anterior - 3.504 ha em 2010 m e 9.447 em 2011- e parece que não há sinais de abrandamento.
A delicadeza com que a imprensa trata do assunto é deveras interessante.
Já não há críticas, já não se barafusta contra a escassez de meios e a quase inexistente prevenção, etc.
Mas não arde o país só com esse tipo de fogos, há muitos outros a lavrar.
Os maus tratos a mulheres continuam a aumentar, segundo o JN três mulheres mortas em menos de 24 horas.
O setor empresarial do estado, o tal que iria ser reestruturado e posto a dar lucro, no segundo trimestre tem uma variação negativa de 94% em relação ao homólogo do ano anterior.
Os centros de emprego estão entupidos com os professores, os tais que se atiravam ao governo anterior em manifestações imensas e que agora resmungam nas filas do desemprego.
A lei autárquica, que tanto queriam renovar, ardeu nas discussões entre os parceiros da coligação.
A bomba relógio do BPN está ainda em contagem decrescente, podendo ainda estragar (mais) as contas do governo, as poucas décimas do Cavaco e os horizontes da troika.
Com tanto cheiro a fumo e com o calor abrasador que nos chega das chamas, o governo diz que sente uma agradável brisa e que tudo está bem!
Voltamos os olhos para a nossa sabedoria popular e lá está o ditado que confirma:
"Não há maior cego do que aquele que se nega a ver"

03 setembro, 2012

Rendas excessivas!

Pescado no Câmara Corporativa

Do disparate à desculpabilização

O governo continua alarvemente a utilizar uma cassete estafada copiando assim o partido de paredes de vidro, e dando a entender que tudo está bem!
No encerramento da pomposamente chamada universidade de verão, que apenas é um tipo de escolinha do tio Marcelo, PPC volta a meter água quando afirma que tudo corre sobre esferas, deitando para baixo do tapete o valor do défice, que não cumpre, o aumento da dívida, que afirmou ir pagar e fazer desaparecer, o aumento da desigualdade social, que se pretendia reduzir, o ensino profissional, que passa de opção a castigo, o aumento do desemprego, que iria diminuir, a destruição da economia e do aparelho produtivo, que ia promover, a ineficácia da justiça, que ia tornal célere, o fim do compadrio, que prometeu acabar, afirmando que ir além da troika foi a melhor coisa que o programa de governo consagrou!
Do outro lado, o inquilino de Belém, tenta desculpar o governo que ajudou a chegar ao poder atirando as culpas do desatino que corre célere por este país para cima da troika, como se o governo não tivesse responsabilidade nas negociações que entretanto já fez, pois como todos muito bem sabemos, a troika pode pedir ou sugerir, mas não pode decidir, e o presidente esquece-se deliberadamente disso, ao ponto de ser recordado do facto pelo representante da CE na troika.

02 setembro, 2012

Cá se fazem, cá se pagam

Ainda se escutam ecos das críticas à ex-ministra Maria de Lurde Rodrigues acerca do célebre despautério da Parque Escolar no seu tempo, para constatarmos que nos novos tempos, agora com o esclarecido Crato ao leme, a Parque Escolar, pelos vistos, continua a sua senda.
Segundo o JN, ela é conjuntamente com a Metro do Porto, mais uma das que ultrapassaram, em Julho,  o fixado para a totalidade do ano.
Afinal, as poupanças que foram prometidas, começam a verificar-se ficar muito além do previsto, e que a excelsa gestão tutelada pelo mago das Finanças é apenas paleio para adormecer os néscios.
Cá se fazem, cá se pagam - diz o velhinho ditado, só é interessante verificar como foi tão rápido o ruir das promessas feitas.
E isto é apenas uma das pontas do lençol que cobre a sujeira que por aí anda.

01 setembro, 2012

Golpe de mestre

O que se está a passar na RTP, e que muita gente acha ser mais uma estupidez levada a cabo pela imaturidade de quem anda à frente dos destinos do País, é clarificador de que quem lá está sabe bem o que faz e tem a lição bem estudada.
Atente-se na elaborada cronologia dos factos e veja-se se tudo isto não foi preparado meticulosamente.
A começar pela recondução do CA da RTP, seguindo pela hipótese de alienação de um canal, introduzindo o necessário ruído com o anúncio de António Borges, passando pela ausência dos três principais atores da farsa (Passos Coelho, Miguel Relvas, Paulo Portas) na altura do vendaval, à ameaça velada feita ao CA da RTP de meter a ERC ao barulho, a propósito da sua manifestação pública, o que, entre outras coisas, terá levado à demissão do CA e acabando na bem encenada zanga de comadres, tudo teve o seu propósito.
Da agenda mediática desapareceram os submarinos, o desvio orçamental, as novas medidas a adotar, o descalabro na educação, os anunciados novos cortes na saúde, etc.
Se isto não é manobrar com arte que o próprio Maquiavel não desdenharia o que será?
Desenganem-se os tolos que os não levam a sério.
Eles sabem o que querem, talvez nós não o saibamos tão bem.

31 agosto, 2012

Curioso!

Desde 2009 que o MP sabe que Paulo Portas sabia que alguém estava a ser legitimamente escutado, e que fez questão de informar o visado sobre o assunto segundo o que aqui se lê!
Se o MP sabia, e não fez nada, poderia alguém explicar-nos porquê?

Será isto uma boa coisa?

Foram publicadas através da Internet 1438 nomes de pessoas pertencentes a uma determinada agremiação que se diz "discreta".
Um jornal, o DN, para além da notícia faz 'link' para o local onde os nomes estão disponíveis, mandando às malvas a confidencialidade dos referidos a quem, pelos vistos, entende que não se aplicam as regras legais deste país, nomeadamente aquelas que visam a proteção de dados pessoais.
Agora, e se calhar porque há quem entenda que tudo é divulgável, vai-se assistindo a fugas cada vez mais flagrantes de dados pessoais como se isso fosso uma coisa natural. Desta vez foi com professores na zona de Lisboa, onde moradas, endereços de e-mail, telefones foram apresentados, mas já tinha acontecido o mesmo há dias na zona de Cinfães (CM de 25 de Agosto).
Para além de não me rever neste tipo de intromissão, pois não vejo o mesmo afã persecutório contra noutros credos ou filiações, nem tampouco vejo expostos os dados de outros profissionais assusta-me ir vendo que há gente que se vangloria ser de esquerda a bater palmas a tal notícia (a do DN) e a criticar acerbamente a que refere os professores!
Para além da dualidade de critérios e mesmo tentando ser angelicais não vejo porque é que um jornalista há-de querer expor o nome de quem se sente bem na maçonaria, e não tenta fazer o mesmo a quem pertence à Opus Dei, Rosa-Cruzes, Templarios ou outra qualquer agremiação do género, aos filiados no PSD ou outro qualquer partido, aos inscritos num determinado sindicato ou associação de classe, etc., etc., etc.
Tenho medo que os genes que o Salazar tenha injetado na corrente sanguínea deste povo que alimentou a sua PVDE, que foi mudando de nome ao longo do tempo para suavizar o nome e não os métodos, se tenham enquistado e hoje sejam um abcesso purulento que urge extirpar a favor da democracia.

30 agosto, 2012

Começou o "spin"

Não será estranho para os mais avisados que a estratégia é sempre a mesma. Quando alguém se opõe a alguma medida do governo ou faz alguma crítica, os jornaleiros de serviço entram em funções e desatam a mandar cá para fora contra-informação.
Com a RTP, ontem já tinha começado a funcionar, hoje, já está em velocidade de cruzeiro.

Correio da Manhã


Jornal de Notícias


Diário de Notícias


* "...Passos Coelho prometeu uma decisão “sem tabus” para um serviço público que no seu entender é demasiado caro. ..."

i


* Neste caso a notícia contem inexactidões flagrantes, pois como se pode ler:

"...Guilherme Costa, presidente da RTP, pediu ao governo 80 milhões de euros de indemnizações compensatórias para 2013..."

e, logo mais abaixo, na mesma notícia

"...Nestes valores já estão contemplados os cerca de 90 milhões de euros (com IVA) que a RTP receberá este ano – um valor inferior em cerca de 10 milhões de euros ao que foi pedido para 2013...."

Afinal são 80 milhões para 2013 ou 90 milhões são inferiores em cerca de 10 milhões ao que foi pedido para 2013?!!!!!

Para além do folclore, como é que Passos pode achar demasiado caro um serviço que ele mesmo afirma ainda não saber ao certo o que é, ou que irá ser?

Como é que os "erros" nas notícias saem assim sem mais nem para quê? Será que já não há revisores? Os jornalistas não se dão ao trabalho de lerem o que escrevem? Não há ninguém que lhes chame a atenção e se altere a notícia em conformidade?

Pelos vistos, quem se mete com o governo... leva.

29 agosto, 2012

Citações (LVIII)

O homem que não lê não tem mais mérito que o homem que não sabe ler.

Mark Twain

Aposta na qualidade!

Não haja dúvida alguma que o nosso ministro da educação é um homem de brilhantes ideias.
Hoje, mais uma brota das páginas dos jornais!
Quem se atrever a chumbar mais de duas vezes, até ao 9º ano, já não pode ser doutor, terá de contentar-se com a profissão de talhante, eletricista, agricultour ou canalizador!
Pior do que o estado novo, que ainda entendia que ser eletricista, carpinteiro, canalizador e muitas outras profissões davam direito a qualidade e mérito, este, entende que apenas os alunos com fracas notas, seja qual for o motivo, só servirão para estas profissões.
O atestado de indigência intelectual que estas profissões agora recebem é, no mínimo, espantoso, vindo da parte de quem tem obrigação de zelar pela diversidade de oferta e pela qualidade do ensino.
Se é esta a maneira de reabilitar o ensino profissional, bem podem limpar as mãos à parede.
Atitudes discriminatórias e fracturantes já há muito que são associadas a quem não tem o papelinho que o Relvas arranjou por equivalência, daí que eu entenda bem o que se passa na cabeça desses iluminados "doutores da mula ruça".
Deixemo-nos de tretas!
Só o ensino qualificado de profissões como as acima referidas, bem como de todas as restantes é que levará este país para a frente.
Ser um profissional de categoria, seja qual for o ramo, reveste-se de características que não passam sem um conhecimento de matérias muito específicas que só os mestres são capazes de transmitir, e esses, não precisam de canudos para serem considerados.
É esta a aposta na qualidade, e não aquela que nos pretendem agora impingir.

28 agosto, 2012

Maneiras de estar na vida

Por via da crise, a Grécia cortou no vencimento dos políticos, a França fez o mesmo, na Irlanda o primeiro-ministro viu um corte no ordenado e o presidento do Banco Central viu o seu amputado de 25%, enfim, o sacrifício é distribuído um pouco por grandes e pequenos.
Portugal no meio de tudo isto que faz?
Corta! 
Corta forte e feio nos vencimentos da função pública. 
Corta nas pensões e reformas de querm trabalhou toda uma vida.
Corta ainda nos apoios sociais.
E quanto aos políticos?
Nada!
Nada, não! 
Invoca os direitos adquiridos para isentar assessores e requisitados na área privada, como se estes não trabalhassem no estado e para o estado (às vezes temos dúvidas disso, eu sei).
O Presidente da República, que gosta de se intitular o presidente de todos nós, lamenta-se por ver os seus rendimentos amputados nas pensões que recebe e chora-se da pensãozeca (1.500 € segundo ele) que a cara-metade recebe.
O Costa do Banco de Portugal recusa o corte nos subsídios como se os empregados no BP trabalhassem e fossem pagos por alguém que não o estado.
Os políticos assobiam para o lado e fazem de conta que não é nada com eles!
E o barco lá segue...
Olhar para isto e deixar passar em branco, é que nós fazemos... todos os dias!
Por vezes torna-se-me difícil entender coisas simples como estas.

27 agosto, 2012

Traduttore, tradittore!

Este simples provébio italiano é o que me aparece mais sugestivo para aplicar às legendas que nos entram pela porta dentro como rodapé de notícias, filmes ou espetáculos, quando não fazem a sua entrada em livros, documentos, guias, etc.
Julgo que para se poder exercer esta profissão há que estar minimamente habilitado com conhecimentos mais do que básicos da língua a traduzir, mas parece que, ou o ensino anda muito mal (o que até nem é de estranhar dados os recentes casos vindos a lume) ou o discernimento anda ainda pior, ou - mais grave - que, quem tem obrigação de zelar pelo respeito da tradução, anda também muito distraído, para não dizer outra coisa.
Ainda há pouco, num filme transmitido na televisão por cabo, paga a peso de ouro, poderia ler-se esta linda tradução:
- I like parties => Eu gosto de partes (!!!!!!!!!)
que bem se podia juntar com  a extraordinária tradução de Yellow Spandex como verde bandeira, ou a famosa You're fired, que se tornou em você está pegando fogo!
Já chega de ver traduzidos nomes como o mr. John Brown, mr. Clay White, mr. Earl Green ou mr. Purple, por sr. João Castanho, sr. Barro Branca, sr. Conde Verde ou sr. Púrpura para dizer que, por norma os nomes são para ficar intocáveis, a não ser que se encontrem alternativas idênticas na língua a que se destina a tradução. (Ex.: Richard => Ricardo; Arthur => Artur; Rose => Rosa, etc.) De qualquer modo deve ter-se em conta o personagem a identificar para que não saia um Ricardo Gere ao nomear o ator Richard Gere ou um António Hopkins...
Será que os tradutores e quem os emprega poderão ser um pouco mais exigentes para bem da comunidade?

25 agosto, 2012

Cães

Adoro cães, mas acho que a falta de controlo da legislação em vigor, que é da responsabilidade dos serviços de segurança pública, é a principal causa de acidentes como este.
Ainda há dias,  no jardim da Boavista, só por mero acaso é que um cão de grande porte não atirou o meu neto de dois anos ao chão, pois o responsável pelo animal, mau grado ser portador de uma coleira, não tinha o animal seguro e preferia entreter-se com as vistas mesmo depois de ter sido chamado à atenção pela acompanhante!
Polícia, nem vê-la, pois é coisa que cá pelo Porto só se encontra em manifestações, operações stop de grande aparato, perto de parquímetros ou à sombra dos quartéis, ademais parece que são poucos e não chegam para as encomendas.
Ou seja... há legislação, há equipamentos de segurança a preço acessível mas parece não haver vontade de fiscalizar.
Se calhar o sr. ministro acha mais interessante zelar pela limpeza das carruagens dos comboios do que pela vida dos cidadãos! È uma opção, errada na minha modesta opinião, mas quem responsabilizar pela morte de alguém? 
O acaso? Haja organização e um pouco mais de profissionalismo e tudo mudará em pouco tempo e nem será preciso gastar dinheiro!

Televisão

Pelos vistos querem fechar a RTP2, pois cheira-lhes a cultura e o zé povo quer-se analfabeto e estupidificado, e lá se irão concessionar os restantes canais a preço de saldo,
Pelos vistos, o Borges, o tal que foi corrido do FMI, já foi eleito porta-voz do governo - mesmo não fazendo parte do mesmo, afinal em mais uma das idiossincrasias deste (des)governo que alguns dos meus compatriotas decidiram experimentar - e fez o anúncio, a coberto duma das suas, cada vez mais interessantes, conversas em família.
No meio deste fabuloso negócio, que parece não ter o acordo do parceiro da coligação, a estado continuará a despender 140 milhões/ano, agora em benefício de um privado, para fazer serviço púbico!
Para além de não me parecer que isto seja lógico como negócio entre pessoas de bem, não me parece razoável em termos de concorrência.
Então os restantes privados, que também fazem serviço público? Não terão direito a receber do estado idêntico pagamento?!
Afinal, pelos vistos, nem há moralidade, nem comem todos!!!
Não me debruçando sobre o estranho que é a hipótese duma concessão onde não acredito que um privado chegue para ter prejuízos, que lucra o estado português com este tipo de negócio?
1. - Se existirem desempregdos na nova estrutura o estado pagará os seus custos, mais um prejuízo sem retorno.
2. - Poderá a gerência alienar património da RTP a extinguir? E que património? E para quem irá o lucro do negócio?
3. - Quem irá assegurar as emissões em língua portuguesa para o exterior?
4. - E a pluralidade da informação?
Estas são apenas algumas questões de momento, muitas outras existem e serão dignas de nota, para já navegamos todos num imenso nevoeiro que estará a servir os interesses de quem?

12 agosto, 2012

Ainda os submarinos

Via Aspirina B, um interessante trabalho a ler com atenção publicado aqui.
Terá o MP ouvido pessoas como Paulo Portas, Durão Barroso, Santana Lopes, Abel Pinheiro, Jurgen Adolff e muitos outros...
Será que o nosso jornalismo de investigação, tão célere em alguns casos, está de férias noutros... ou anda ainda a investigar?

08 agosto, 2012

Jornalismo!

Hoje, dei com uma notícia importantíssima para os portugueses, que o CM refere na primeira página como se pode ver abaixo!


Não, não se trata do pindérico relatório sobre as fundações, da violência dos nefastos resultados dos incendios, da idiossincrasia da informaição no que respeita ao BPN, do cavalgar assustador do endividamento das famílias, da crise da habitação, da curiosidade do apoio às escolas privadas num país que aperta o cinto no público, do estranho critério das vendas a preço de saldo de património do estado a famílias com ligações ao poder, das guerras que alastram nos meandros da justiça, etc, e tal.
Não, o importante para o CM é que Passos Coelho sofre queda acentuada de cabelo!!!!

06 agosto, 2012

Ainda sobre o Rui Rio és um FDP!

Todos que me conhecem sabem que não morro de amores pelo presidente da CMP, posto isto, vamos ao que interessa.
Numa falcatrua de mau gosto, alguém que publica uma revista, estampa uma foto na capa da dita onde, com ajuda de grafismos subsequentes, foi junta uma 'pseudo pichagem' que diz exatamente "RIO ES UM FDP", como se pode ver na foto abaixo, amplamente divulgada na comunicação social.


Todos nós, portuenses, e os portugueses em geral, sabem desde tenra idade que o acrónimo 'fdp' quer dizer apenas e só uma coisa, logo, estar a tentar elaborar justificações para o mesmo, embora admissível, é, no mínimo, caricato.
Poder-se-á dizer que 'fdp' poderá significar 'filho do porto', 'fora do Porto', fanático dos pópós', 'fidalgo demasiado parolo', 'filho da parvónia', 'focinho de porco', 'foleiro dos panfletos', etc. e tal, mas ninguém duvidará que o que se pretendeu foi ofender alguém, que por acaso é o presidente da CMP, e quer queiramos ou não, merece que o tratemos com um mínimo de dignidade evitando enxovalhar a sua imagem com artifícios falsos.
A pichagem, pelos vistos, nunca esteve lá, e a sua inclusão numa fotografia de capa é intencional adivinhando-se-lhe os propósitos.
O que amis me espanta é que a sra. dra. juíza que examina o assunto, não se preocupe com a artificialidade da coisa, mas que, pelos vistos, procure encontrar uma explicação que nada terá a ver com o uso habitual que é dado a tal sigla.
No Porto, e creio que no País, dizer que alguém é um 'fdp' até poderá ser elogio, mas que a tal conjunto de consoantes se tente ligar um outro qualquer significado, será tão ridiculo como dizer que quando mandamos alguém para o c... estaremos apenas a recomendar-lhe uma ida para climas mais quentes e que o c... quer dizer calor!

05 agosto, 2012

Hospitais de excelência

Deixa-me rir!
O Expresso,ontem, decidiu escrever (publicar) sobre excelência em relação aos AVC's e enfartes!
Mas há excelência em Portugal em relação a alguma coisa, tirando a investigação, uma vez que não é tutelada pelo estado?
Terão os jornalistas acordado para a bandalheira que corre no SNS devido à falta de dinheiro e ausência de profissionais deontológicamente orientados para o servilo público?
Saberáo os jornalistas do que estão a falar ou apenas estão a tentar atirar umas achas que não se sabe bem quem pretendem atingir?!
Há falta de dinheiro, do mesmo modo que há uma confrangedora falta de direções clínicas com qualidade, passando por omissões que poderemos considerar assassinas.
Sei do que falo e porque falo, se tiverem dúbidas perguntem...

30 julho, 2012

Segurança alimentar

Fala-se um pouco por aí que, pelos vistos, por razões económicas, a ASAE deixou de recolhar amostras de alimentos passando a DGAV a fazê-lo.
Entretanto altos responsáveis da DGAV vão dando vacilantes explicações sobre o assunto, enquanto a ministra Cristas diz que está tudo bem e que se recomenda...
Seria interessante sabermos o número de inspeções efetuadas pela DGAV para as podermos comparar com o número das efetuadas pela ASAE que estão publicadas no respetivo site, não que isso nos dê uma resposta suficientemente clara mas era um princípio.

26 julho, 2012

Gastos

A propósito de um político nacional que anda na baila pelos piores motivos, esbarro com uma notícia onde espantado constato que um presidente de uma assembleia municipal tem gastos de telemóvel superiores a 30.500 € num período de 10 anos, sendo os gastos num dos anos de mais de 7.000 € e que até durante os mais de dois anos que esteve no governo ainda utilizou a dita Câmara para realizar mais de 3.000 € de chamadas!
Será admissível que seja quem for, num lugar daqueles, gaste à tripa-forra, pois não me acredito que tenha sido para tratar exclusivamente de assuntos ligados a tal autarquia, sem prestar contas a nada nem a ninguém?
Para quem anda, dia sim, dia não, a dizer que os portugueses gastaram acima das suas possibilidades, não estarão a referir-se a eles próprios?
Não terá sido esse tipo de portugueses que gasta à medida das suas conveniências, sabendo que o que gasta não lhe sai do bolso que é o responsável por estarmos de tanga?
Não terá chegado a hora de se criarem mecanismos de consulta populares que possibilitem a inquirição e tomada de medidas para limitar as prevaricações?
Vamos continuar calados e a pagar as contas destes sátrapas de trazer por casa?

25 julho, 2012

Aviso?

Estas são imagens do antes e do depois de uma variação no tempo de apenas cinco dias!
Passou-se na Gronelândia no corrente mês e é, no mínimo, assustador.
Alguém liga a estes avisos?

14 julho, 2012

150 anos depois!

Há quem lhe chame decadente!

05 julho, 2012

Doutores & Engenheiros

Num país que, por hábito, trata a casta dirigente por doutor ou "inginheiro", dá-me vontade de rir ver uma data de patuscos - sim, patuscos - a berrar contra a chico-espertice de um habilidoso que conseguiu tirar uma licenciatura num ano sem necessitar de queimar as pestanas e arrastar os fundilhos nos bancos escolares!
Já antes, e a propósito de um papelucho que atestava que um outro tinha feito um exame onde havia uma data que correspondia a um domingo, outras escandalizadas virgens, tinham chorado baba e ranho clamando aos deuses que a vigarice andava no ar.
Mas será que todos já se esqueceram das passagens administrativas do período quente revolucionário?
Será que não andam para aí uns tantos licenciados da treta que saltaram do antigo primeiro ciclo secundário para licenciaturas da moda desde os meados dos anos 70 e 80?
Quem é que não conhece gente que tem cursos de vistoso diploma passado, que apenas custaram bons cabedais  e bons relacionamentos?
Por muito que o Relvas seja flor que não se deva cheirar, não terá o pobre seguido o mesmo caminho que viu tantos trilharem com êxito e benefício?
Vamos lá meus senhores, tenham lá paciência, atirem-se ao governo pelas asneiras que ele faz, e que são demasiadas; pela discriminação que faz entre ricos e pobres, poupando os primeiros e sugando os segundos; pelo compadrio que tem revelado nas nomeações e indigitações; pelo silêncio do Ministério da Educação que assiste a todo este burburinho e se mantem discretamente distraído; pelo escândalo que vai pela saúde onde o ministro, pelos vistos, desconhece o que fazem as ARS's; pelo descalabro que se passeia pelas Finanças que não acerta numa previsão e atira com o país de cangalhas; pela sonsice da Ecnomia que deixa os negócios estrangeiros tratar da sua vida enquanto vai flanando por reuniões mandando uns bitaites que deixam o país boquiaberto...
O Relvas ministro, é apenas mais um chico esperto português que se aproveitou da legislação feita de boa-fé por quem pensava que os reitores das universidades eram gente acima de qualquer suspeita, e não apenas portugueses habituados ao desenrasca, que gostam de agradar a quem tem o poder na mão.